Vila Nova de Famalicão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Vila Nova de Famalicão
Brasão de Vila Nova de Famalicão Bandeira de Vila Nova de Famalicão
Brasão Bandeira
Localização de Vila Nova de Famalicão
Gentílico Famalicense
Área 201,59 km²
População 133 832 hab. (2011)
Densidade populacional 663,88 hab./km²
N.º de freguesias 34
Presidente da
Câmara Municipal
Paulo Cunha (PSD/CDS)
Fundação do município
(ou foral)
1835
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Ave
Distrito Braga
Antiga província Minho
Feriado municipal 13 de junho
Código postal 4760
Sítio oficial www.cm-vnfamalicao.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Vila Nova de Famalicão (conhecida frequentemente apenas como Famalicão) é uma cidade portuguesa localizada no Distrito de Braga, Região do Norte e sub-região do Ave, com 33 048 habitantes.[1]

É sede de um município com 201,59 km² de área[2] e 133 832 habitantes (2011[3] ), subdividido em 34 freguesias.[4] O município é limitado a norte pelo município de Braga, a leste por Guimarães, a sul por Santo Tirso e Trofa, a oeste por Vila do Conde e Póvoa de Varzim e a noroeste por Barcelos. Foi criado em 1835 por desmembramento de Barcelos e elevada à categoria de cidade em 1985.


A cidade em si resume-se nas palavras do cineasta português Manoel de Oliveira: «Origens lendárias de Famalicão - centro de comunicação rodoviária e ferroviária, entre várias localidades do Norte. As alegres e pitorescas ruas. Acontecimentos registados nos jornais da terra. Edifício - hospital da Misericórdia, Câmara Municipal. Monumento a Camilo Castelo Branco. Casa de Camilo, em São Miguel de Ceide. Trabalho nos campos. Igrejas. Os arredores românticos. Indústrias de fiação e tecidos, de botões e de relógios (única na Península). Aspectos típicos: vindimas, malhadas, feira».

Na própria filmografia do realizador, deparamo-nos, em 1941, com uma película dedicada à cidade de Famalicão.

Os habitantes de Famalicão chamam-se Famalicenses.

História[editar | editar código-fonte]

Os vestígios históricos sobre a origem do povoamento desta terra, leva-nos a Idade do Ferro, mais propriamente a vestígios arqueológicos de castros pelo concelho.

Pedra Formosa do Castro de Eiras em V. N. Famalicão.

O Castro do Monte das Ermidas, talvez fundado no século IV a.C., o Castro de São Miguel-o-Anjo ou ainda o Castro de Eiras, são alguns dos vestígios arqueológicos de remotos povoamentos que o concelho dispõe. A Pedra Formosa do Castro de Eiras que pertencia a um complexo de banhos, foi encontrada em 1880, e segundo os arqueólogos data do primeiro milénio antes de Cristo.

No entanto, as origens de Vila Nova remontam mais propriamente ao reinado de D. Sancho I, segundo rei de Portugal, que detinha na zona um reguengo, este elaborou uma carta foral no ano de 1205, a fim de criar raízes populacionais nessa zona .

A Carta do Foral de 1205[editar | editar código-fonte]

D. Sancho I ficou para sempre lembrado como o povoador, rei que apadrinhou a criação de povoamentos por todo o país, com vista a tornar Portugal num reino forte e disperso, povoando assim áreas remotas do reino.

No dia 1 de julho de 1243, o rei D. Sancho I de Portugal que tinha um reguengo em Vila Nova fez uma carta foral para 40 povoadores dessa terra, dando autorização para estes tratarem do seu reguengo. Todo o lucro que os 40 povoadores obtivessem naquele reguengo seriam perpétuamente deles, por direito hereditário, e poderiam vender como seu foro a quem quisessem. Assim, a história da vila iniciou-se a partir desse momento. Nessa mesma carta foral, o rei manda a povoação que faça uma feira quinzenal, tradição essa que ainda hoje em dia é seguida semanalmente.

O Município[editar | editar código-fonte]

A Vila de Famalicão, como cabeça do Julgado de Vermoim, começou a valorizar-se com o correr dos anos, e tanto assim que em 1706 contava 100 habitantes naturais da terra. Mostrando os seus anseios de melhor progresso, em 1734 e 1735 insistiu com Barcelos, pedindo regalias, como a significar o cuidado de novas intenções progressivas. Continuando a ferver em si o interesse pelo desenvolvimento local. Em 1825, pediu decididamente à Vila de Barcelos a criação de um concelho próprio, o que não veio a conseguir obter.

Finalmente, dez anos depois e com a criação da nova Divisão Judicial do Reino de Portugal, em 21 de março de 1835, entre o geral do País, ficou formado o concelho de Vila Nova de Famalicão por carta foral da rainha D. Maria II

A Cidade[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade do século XX, a cidade tinha atingido um patamar de qualidade, com equipamentos e infraestruturas modernas, progresso esse que poderia levar a vila à elevação a cidade. Assim, a Lei de 14 de Agosto de 1985, aprovado pela Assembleia da República em 8 de Julho de 1985, abriu caminho à ascensão de Vila Nova de Famalicão à categoria de cidade.

Estação de comboios de Famalicão
Indústria histórica "Reguladora"

Geografia[editar | editar código-fonte]

Vila Nova de Famalicão encontra-se na província do Minho, no distrito e arquidiocese de Braga, é sede de concelho e de comarca, encontra-se em terreno plano a 88 metros de altitude.

A cidade encontra-se num importante nó rodoviário que a liga ao Porto, a Braga, a Barcelos, a Guimarães, à Póvoa de Varzim e a Santo Tirso. Tanto a nível rodoviário como a nível ferroviário Vila Nova de Famalicão é uma povoação com uma excelente situação geográfica, o que a tornando-se um ponto de passagem obrigatória.

A cidade fica a 20 minutos do aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro e do Porto de Mar de Leixões, cruzada por autoestradas, estradas nacionais e caminhos de ferro que unem os principais centros urbanos do Norte do País e da Europa.

A região de Vila Nova de Famalicão possui um clima mediterrânico Csb.

População do concelho de Vila Nova de Famalicão (1849 – 2011)
1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
27 023 33 978 43 561 79 250 106 508 114 338 127 567 133 832

Cultura[editar | editar código-fonte]

A Casa de Camilo Castelo Branco, designação habitual da residência do escritor Camilo Castelo Branco, situa-se na freguesia de São Miguel de Seide, concelho de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga.

A casa foi mandada construir pelo primeiro marido de Ana Plácido, Pinheiro Alves, por volta de 1830, quando regressou do Brasil, na posse de avultada fortuna. Camilo viveu com Ana Plácido nesta casa cerca de 26 anos, do inverno de 1863 até ao suicídio em 1890.

A casa sofreu um incêndio em 17 de março de 1915, foi reconstruída e transformada em museu camiliano, em 1922. No final da década de 40, do século passado, a casa foi objecto de profundo restauro, ficando, desde então, muito semelhante à que fora habitada pelo romancista.

Em 1 de junho de 2005, por ocasião dos 115 anos do falecimento do escritor, foi inaugurado, em terrenos fronteiros à Casa de Camilo um edifício da autoria do arquitecto Álvaro Siza Vieira, que compreende um auditório, salas de leitura e de exposições temporárias, cafetaria, gabinetes de trabalho e reservas.

Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1978.

Casa de Camilo

Património[editar | editar código-fonte]

Parque da Devesa[editar | editar código-fonte]

Foi inaugurado no dia 28 de Setembro de 2012 pelo presidente da Câmara Armindo Costa, Vice-presidente Paulo Cunha e restante Vereação, pelo Presidente da Assembleia Municipal Nuno Melo e pelo Arcebispo Primaz de Braga D.Jorge Ortiga.

É uma obra recente, mas as primeiras iniciativas para a sua construção remontam a 1988 com o Plano de Pormenor da Zona Adjacente ao Edifício das Lameiras. Até 2011 vários planos/projectos foram aprovados, e nesse mesmo ano, dá-se início à sua construção.

Ocupa uma área cerca de 27 hectares e estende-se desde a Avenida General Humberto Delgado e Avenida do Brasil até ao nó da A3 e Santiago de Antas. Possui uma extensa rede de caminhos pedonais, nos quais as famílias podem desfrutar de passeios ou andar de bicicleta; assim como grandes extensões de zonas verdes que permitem a realização de atividades ao ar livre, como aulas de grupo de ginásio, de dança, de karaté, entre outras.

As construções rurais anteriormente existentes no local foram reabilitadas e transformadas em equipamentos culturais e de serviços tais como a Casa do Território, Núcleo de Arqueologia, Cafetaria, Serviços de Apoio e Serviços Educativos. A unidade de Educação Ambiental implementada nos Serviços Educativos irá recuperar o Rio Pelhe, sendo um dos mais poluídos deste concelho. É possível acompanhar a evolução do rio, bem como outras notícias no facebook do parque[1] ou na página oficial[2].

Presidentes da Câmara[editar | editar código-fonte]

Câmara Municipal

Presidentes da Câmara de Vila Nova de Famalicão desde o 25 de Abril:

  • Pinheiro Braga - MDP/CDE 1974-1976
  • José Carlos Marinho - PPD/PSD 1976-1979
  • Antero Martins - AD 1980-1982
  • Agostinho Fernandes - PS 1983-2001
  • Armindo Costa - Coligação PSD, CDS-PP 2002-2013
  • Paulo Cunha - Coligação PSD, CDS-PP 2013-Actualidade

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Vila Nova de Famalicão.

O concelho de Vila Nova de Famalicão está dividido em 34 freguesias:

Ligações[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. INE (2013) – "Anuário Estatístico da Região Norte (2012)", p. 32.
  2. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado). Acedido a 28/11/2013.
  3. INE (2012) – "Censos 2011 (Dados Definitivos)", "Quadros de apuramento por freguesia" (tabelas anexas ao documento: separador "Q101_NORTE"). Acedido a 27/07/2013.
  4. Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I. Acedido a 19/07/2013.


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Vila Nova de Famalicão