Villa miseria

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Fala-se de villas miséria às favelas formadas por vivendas precárias encontradas na Argentina. Tomam seu nome do romance de Bernardo Verbitsky Villa Miseria también es América (1957), onde se descrevem as condições dos migrantes internos durante a Década Infame. Já desde o século XIX tinham-se assentamentos precários na área de Buenos Aires, a maioria deles com abundáncia de imigrantes europeus. Ultimamente organizaram "tours" pagos de visitantes estrangeiros atraídos pelo fenómeno, em alguns assentamentos, por razões finais não muito claras, exceto pela novidade e o interesse social.[carece de fontes?] Na Cidade Autónoma de Buenos Aires: há contabilizadas 21 villas miséria ou assentamentos: o assentamiento Morixe, o assentamento ex A7, assentamento Reserva Ecológica, Los Piletones, Calacita, rúa Zavaleta, Av. Eva Perón, a Villa Dulce, e as villas 1-11-14 (um-onze-quatorze), 3, 6, 13 bis, 15[carece de fontes?] Cidade Oculta.[carece de fontes?]

Pueblo Joven em San Juan de Lurigancho, a nordeste de Lima.

No Uruguai são chamados de Cantegril. O nome é uma ironia, pois Cantegril é um dos bairros mais caros do internacional balneário de Punta del Este. [1] De acordo com os dados de 2007, 6% do total da população do Uruguai (174.393 pessoas) vivia em cantegriles.[2]

Seu equivalente peruano são Povos jovens(Pueblo Jovén em Espanhol), grandes favelas que cercam Lima e outras cidades do Peru. Muitas dessas cidades se desenvolveram em distritos importantes de Lima, como Villa El Salvador e Comas. O crescimento dos Pueblos Jovenes foi causado pelas grandes ondas de migração das áreas rurais circundantes ou de todo o país. Este último é o caso na capital peruana Lima. Em 1961, havia 139 pueblos jovenes (favelas), com uma população de 316,829 habitantes e uma taxa de crescimento anual de 9,84%. Em 1970, os jovens aumentou para 273, com uma população de 761,755 habitantes, hoje, Lima tem uma população 2.000 pueblos jovenes (favelas) e vivem 2'623, 000 habitantes, cerca de 31% da população metropolitana.[3] São compostas de barracos mal construídos que geralmente não têm água corrente, e outros serviços básicos. Na aparência e cultura, eles são semelhantes às favelas do Brasil. O crime é galopante.[4]

A maior villa miséria do mundo está localizada na Cidade do México.[5] [6] [7]


Referências

  1. A painful face of Montevideo. EL PAIS (2013-06-28). (espanhol)
  2. INE - Censo Fase 1 2004: Población en asentamientos irregulares por sexo, según departamento. (espanhol)
  3. http://arquitecturahuachafa.blogspot.com.ar/2011/11/lima-barriadas-y-pueblos-jovenes.html
  4. Jean-Claude Driant, Las Barriadas de Lima, Historia e interpretacion", ISBN 84-89302-09-X, Lima, 1991.
  5. Mike Davis, Planet of Slums [« Le pire des mondes possibles : de l'explosion urbaine au bidonville global »], La Découverte, Paris, 2006 (ISBN 978-2-7071-4915-2)
  6. 5 Biggest Slums in the World, International Business Times, Daniel Tovrov, IB Times (December 9, 2011)
  7. Craig Glenday (Editor), Guinness World Records 2013, Bantam, ISBN 978-0-345-54711-8; see page 277