Vinho brasileiro

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Apesar do Brasil ter uma quantidade relativamente grande de vinhas, uma grande parte delas produzem uvas de mesa, e apenas algumas são dedicadas na produção do vinho brasileiro. Como boa parte do Brasil está sob o clima tropical, as regras tradicionais de produção de vinho tornam a maior parte do país imprópria para a viticultura, devido ao excesso de calor e umidade. A maior parte da produção de vinho no Brasil está concentrada no sul do país, longe do equador, no estado do Rio Grande do Sul, que fica próximo ao Uruguai e à Argentina. Nessa área, muitos dos vinhedos também estão localizados em locais mais frios, altos e montanhosos, uma grande parte na região Serra Gaúcha. Apesar disso, outras regiões como São Roque e Jundiaí, no estado de São Paulo, a região sul de Minas Gerais e o Vale do São Francisco, no nordeste do país, também são produtoras de vinho.[1]

Apesar dos vinhos de melhor qualidade (vinho fino) serem produzidos a partir da videira europeia Vitis vinifera, em 2003, apenas cerca de 5.000 hectares (12.000 acres) dos 68 mil hectares (170.000 acres) de vinhedos brasileiros foram plantados com esse tipo de videira.[2] O restante é composto por videiras americanas ou híbridas, muitas das quais são mais fáceis de cultivar nas condições de crescimento brasileiras.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Durante séculos houve várias tentativas não tão bem sucedidas de introduzir de videiras europeias no Brasil. As primeiras videiras foram trazidas ao Brasil pelos portugueses em 1532, que as plantaram no estado de São Paulo. Os jesuítas trouxeram as videiras espanholas para o Rio Grande do Sul em 1626 e os colonos do século XVIII vindos dos Açores trouxeram mudas de videira da Madeira e dos Açores. 1.840 plantações de Isabella (um cultivo da espécie Vitis labrusca) na costa sul do Rio Grande do Sul são consideradas as primeiras plantações de vinha que tiveram sucesso no Brasil. Ao final dos anos 1870, a vinicultura estava mais definitivamente estabelecida e tinha tomado conta da Serra Gaúcha, onde imigrantes italianos plantaram muitas das vinhas existentes e produziram principalmente a partir do tipo americano. Algumas variedades italianas e tannats foram acrescentadas mais tarde.[2]

A produção de vinho com ambições de maior qualidade começou nos anos 1970 e 1980, quando várias multinacionais de vinhos investiram no Brasil e trouxeram conhecimento e equipamentos modernos.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Site do Vinho Brasileiro: História. Visitado em 27 de dezembro de 2011.
  2. a b "Brazil". Oxford Companion to Wine (Third Edition). (2006). Ed. Jancis Robinson. Oxford: Oxford University Press. 102–103. ISBN 0-19-860990-6 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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