Viola Minha Viola

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Viola Minha Viola
Informação geral
Formato
País de origem  Brasil
Idioma original Língua portuguesa
Produção
Apresentador(es) Inezita Barroso
Transmissão original 25 de maio de 1980– presente

Viola Minha Viola é um programa de televisão produzido e exibido semanalmente pela TV Cultura de São Paulo e pela TV Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Um dos mais tradicionais programas de música caipira na televisão brasileira, o Viola, Minha Viola é apresentado semanalmente desde 25 de maio de 1980. Inicialmente, era apresentado por Moraes Sarmento e Nonô Basílio. Em seguida, em parceria de Sarmento com Inezita Barroso. E, desde meados da década de 1990, após a morte dele, apenas por Inezita.

O programa Viola, Minha Viola, da TV Cultura, completa em 2014 a marca de 34 anos de transmissão ininterrupta. É o mais antigo programa musical da TV brasileira. No contexto audiovisual, é também a principal fonte de registro da música caipira e sua evolução recente. Comandado por Inezita Barroso, o “Viola” se tornou um templo de resistência e de audiência.

São mais de 1.500 programas gravados e exibidos. A história do programa se confunde com a história do próprio gênero nas últimas décadas. As gravações são capazes de registrar a enormidade de grupos folclóricos existentes no país: folias de reis, reisados, batuques, catiras, cururus e repentes e tantos outros.

O sucesso do programa “Viola, Minha Viola”, da TV Cultura, está ligado à cultura do homem do campo. A formação do povo brasileiro resulta da mistura do branco, do negro e do índio, que, de norte a sul, resultaram em manifestações distintas na música, na religião, na culinária e tantas outras faces da cultura. A viola foi introduzida no Brasil, no período da colonização, pelos jesuítas e colonos portugueses. Em contato com a cultura indígena adquiriu características próprias. Chegou aos interiores e misturou a musicalidade já presente em suas cordas com os sons existentes na nova terra. Aos poucos, a viola foi se tornando a principal porta-voz do homem do campo no Brasil.

Essa mistura gerou novos ritmos como os cururus, cateretês, catiras, rasqueados, recortados. No Brasil, também se desenvolveram 15 tipos de afinação de viola, além das nove trazidas pelos portugueses. As letras das músicas retratavam o dia a dia da vida no campo, os amores, as histórias de vida e de morte, feitos heróicos. Com o crescimento das grandes cidades, e sua evidente oposição aos valores do campo, desenvolveram-se estigmas e preconceitos que relegaram a cultura caipira a um estado depreciativo.

O cenário musical brasileiro que eclodiu a partir do final da década de 60 havia rotulado o caipira como “arte do atraso”. Tanto que, em meados da década de 80, o gênero voltou modificado para rádios e televisões com elementos incorporados da música pop – instrumentos eletrônicos como teclados, bateria, sintetizadores, etc. Algumas duplas caipiras, forjadas nos ritmos e temas tradicionais do campo, aderiram ao novo modismo e mantiveram somente os cantos em terças em sua obra. Todo o restante foi incorporado de outras vertentes rítmicas.

Foi nesse ambiente, na tentativa da valorizar uma cultura ausente nas principais rádios e televisões – porém ainda com público cativo – que surgiu o programa “Viola, minha viola”, na TV Cultura, em março de 1980. Tudo começou com o radialista Moraes Sarmento [Rubens Sarmento (1922-1998), que atuou nas rádios Cultura, Cosmos, Tupi, São Paulo e Bandeirantes e, com o advento da televisão, nas emissoras Bandeirantes, Record e Cultura] e com o compositor Nonô Basílio [Alcides Felisbino de Souza (1922-1997), cantor e diretor artístico]. Posteriormente, ganhou a ilustre presença da cantora Inezita Barroso [Ignez Madalena Aranha de Lima (1925), cantora, atriz e pesquisadora, gravou mais de 80 discos, fez sete filmes, trabalhou na TV Record, Rádio Record, Rádio Tupi, SBT, Rádio USP, Rádio América e principalmente TV e Rádio Cultura] que comanda o programa até hoje ininterruptamente.

O uso da viola, que diminuía consideravelmente nos anos 1970 e 1980, voltou com força renovada nos anos 1990. Mais programas de televisão em redes regionais surgiram para divulgar esta música. Numa outra vertente, surgiram inúmeros instrumentistas vindos de outros segmentos musicais, como a música instrumental brasileira e a música erudita, que tomaram a viola e começaram a dar a ela um novo uso. Isto fez com que ela começasse a se projetar em outros espaços, como as salas de concerto e teatros, conquistando assim um novo público e se tornando um instrumento de uso universal como outros. E o programa “Viola, Minha Viola”, da TV Cultura, foi o espaço convergente desse grande movimento.

Em 2005, completou 25 anos de transmissão com o lançamento de dois CDs comemorativos, contendo as principais músicas caipiras.No ano de 2006, lamentavelmente, o programa perdeu o grande músico Robertinho do Acordeon, mas, mesmo assim, Inezita seguiu acompanhada por um belo regional, composto por Arnaldo Freitas, na viola caipira, André Fernandes, no contra-baixo, Valdir B. Lemos, na percussão, e Joãozinho Violeiro, no violão.

Em 2007, comemorando seus 27 anos no ar, o programa continua com as tradicionais apresentações. No dia 26 de maio, a festa foi com As Galvão, que cantaram seus grandes sucessos, fazendo, inclusive, dueto com a eterna rainha da música caipira, Inezita Barroso.

Especial de 30 anos[editar | editar código-fonte]

Em 2010, o programa comemora 30 anos no ar, com a presença de vários astros e estrelas da música caipira.

Dia 25 de maio de 2010 o programa musical mais antigo da tevê brasileira, Viola, Minha Viola, apresentado por Inezita Barroso, comemorou 30 anos no ar com um especial gravado no Auditório Ibirapuera em São Paulo, que reuniu grandes nomes da música, incluindo Daniel, Almir Sater, As Galvão, Liu & Léo, Pedro Bento & Zé da Estrada, Cezar & Paulinho, Craveiro e Cravinho e Zé Mulato e Cassiano. O programa foi exibido no dia 27 de maio, na TV Cultura.

Com o auditório repleto de fãs e um cenário minuciosamente montado, recheado de móbiles com violas, violões e contrabaixos, Inezita se emocionou e recebeu cantores que fizeram parte da história do programa. “Esta é uma festa muito gostosa entre a nossa família”, diz a apresentadora ao saudar seu público.

Almir Sater foi o primeiro a subir ao palco e relembrar suas diversas participações no Viola: “Os bastidores do programa foram como uma escola para mim. Lá conheci muitos músicos e violeiros”.

Em seguida, Inezita recebeu as duplas Liu & Léo, As Galvão, Pedro Bento & Zé da Estrada, Zé Mulato e Cassiano, Cezar & Paulinho – que cantam junto com outra dupla da família, Craveiro e Cravinho. Todos contam um pouco de sua história no programa e apresentam sucessos que emocionam Inezita e o público do Auditório. “O programa completa 30 anos e nós ganhamos o presente”, diz Cezar.

“Todos sabem a admiração que tenho por esse menino”, diz Inezita ao convidar Daniel para o palco. O cantor não economizou elogios ao programa e à sua apresentadora: “É um prazer muito grande estar aqui. Tenho muita honra em poder presenciar essa energia boa do Viola há tantos anos, desde o início da minha carreira, na época ainda com o saudoso João Paulo. Este programa abriu as portas para nós”, relembra. “Inezita, você é a nossa bandeira, é portadora de uma luz superior inigualável. O Viola não chegaria até aqui se não fosse você, tantos talentos da nossa música e esse público”, completa o cantor.

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