Viola de doze cordas

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A viola caipira, também chamada simplesmente de viola ou viola de dez cordas, é um instrumento musical de cordas.

Existem várias denominações diferentes para viola, utilizadas principalmente em cidades do interior:

A viola tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.

Tem sua origem em Portugal. Chegou ao Brasil trazida por colonos portugueses de diversas regiões do país. Existem diversos tipos de afinações para este instrumento musical, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são:

A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

Violeiro tocando, obra de Almeida Júnior. Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta ou dedeira, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

Quase todas as violas, por tradição, carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.

A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz. Estas são tocadas geralmente por duplas de violeiros, vestidos com roupas tradicionais do sertão brasileiro: chapéu de palha, camisa, calça e botinas. Entre as duplas de violeiros mais conhecidas, podemos destacar:

Existem diversas lendas acerca da tradição dos violeiros. Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro. Uma das opções é a simpatia da cobra-coral. A outra, é firmando um pacto com o Diabo, de onde são contados dezenas de “causos” de pessoas que tentaram ser bons violeiros.

Outra característica do violeiro típico do sertão são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, a disputa segue, metaforicamente, sob a lei do faroeste. Neste caso, o duelo esta lançado.

No Brasil, a viola está sendo cada vez menos tocada, abrindo espaço para o violão e a guitarra. Nas cidades interioranas de São Paulo, Minas Gerais, porém, até mesmo nestes locais a tradição vem sendo cada vez mais esquecida, caminhando para o desaparecimento.