Viola tricolor

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Viola tricolor

Viola tricolor
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales
Família: Violaceae
Subfamília: Violoideae
Tribo: Violeae
Género: Viola
Espécie: V. tricolor
Nome binomial
Viola tricolor
L.
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Amor-perfeito (Viola tricolor) é uma flor bienal selvagem eurasiático.[1] É uma pequena planta rasteira que atinge no máximo 15 cm de altura, com flores de cerca de 1,5 cm de diâmetro.[2] Ela cresce nos prados e nas fazendas abandonadas, principalmente em solos ácidos ou neutros. É geralmente encontrado onde tem sombra parcial. Floresce de abril a setembro. As flores podem ser roxo, azul, amarelo ou branco. É hermafrodita e autofértil, polinizada pelas abelhas.

Propriedades medicinais[editar | editar código-fonte]

Viola tricolor é uma planta que tem uma longa história de uso em fitoterapia. Foi recomendado, entre outros usos, como um tratamento para a epilepsia, asma, doenças de pele e eczema. Possui propriedades expectorantes, então é utilizado no tratamento das doenças pulmonares, como bronquite e coqueluche. É também um diurético e é utilizada no tratamento de reumatismo e da cistite.

Viola tricolor é uma das muitas espécies de plantas que têm ciclotídeos e características citotóxicas, e com estas características significam que ela poderia ser usada para tratar câncer.[3]

Usos[editar | editar código-fonte]

As flores têm sido usadas para fazer corantes amarelo, verde e azul-esverdeado, enquanto as folhas são usadas para fazer um indicador químico.

História[editar | editar código-fonte]

Na mitologia grega, conta que Zeus enamorou-se de uma jovem chamada Lo e provocou ciúmes em sua esposa Hera, ele transformou a moça em novilha e a manteve pastando aos seus pés. Por pena da dieta de ervas a que submeteu a amada, fez com que a terra produzisse lindas flores que chamou de Lo.[4] Outra lenda grega conta que as delicadas flores brancas eram adoradas por Eros, o cupido. Para inibir essa adoração, Afrodite as coloriu, o que resultou na coloração tricolor.

Na história conta que gregos e chineses usavam as violas como medicamento, e os celtas e romanos faziam com elas de perfumes. Os amores-perfeitos eram usados até mesmo como elixir do amor na Inglaterra, o que, acredita-se, inspirou Shakespeare em "Sonhos de uma noite de verão". Nessa obra, uma flor mágica teria sido esfregada nos olhos de Titânia enquanto dormia. Ela, ao acordar, apaixonou-se pela primeira pessoa que viu.[5]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. Erika Svangård, Ulf Göransson, Zozan Hocaoglu, Joachim Gullbo, Rolf Larsson, Per Claeson and Lars Bohlin, 2004. "Cytotoxic Cyclotides from Viola tricolor" Journal of Natural Products 67 (2), 144-147
  4. [3]
  5. Viola tricolor em uma das obras de Shakespeare

Ligações externas[editar | editar código-fonte]