Violeta de genciana

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Violeta de genciana
Alerta sobre risco à saúde
Methyl Violet 10B.png
Identificadores
Número CAS 548-62-9
PubChem 11057
MeSH Gentian+violet
Propriedades
Fórmula molecular C25H30ClN3
Massa molar 407.979
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições PTN

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Violeta de genciana (violeta cristal, Violeta de Metila 10 B, com nome científico (químico) de cloreto de pararosanilina) é um conhecido agente antisséptico e antimicótico, corante primário usado no processo de coloração de Gram, e talvez o mais importante agente identificador de bactérias em uso na atualidade, e é também usado em hospitais para o tratamento de queimaduras sérias e outras lesões da pele e gengivas. Normalmente preparado como uma solução diluida (aprox. 1%) em água, é usada pincelada sobre a pele ou gengivas para o tratamento ou prevenção de micoses. Violeta de genciana não requer prescrição médica (nos EUA), mas neste país não é facilmente encontrável em farmácias. Absorventes íntimos tratados com violeta de genciana são algumas vezes usados para aplicações vaginais.

Violeta de genciana também é conhecida como Andergon, Violeta de anilina, Axuris, Badil, Violeta Básico 3, Violeta Brilhante 58, Gentiaverm, Violeta de Metila 10 BNS, Pyoktanin, Vianin, Viocid, e Viola Crystallina.

Usos[editar | editar código-fonte]

É usado no Brasil em rações para aves, assim como para carimbar cortes de carne em matadouros (procurar legislação atualizada para seu uso).

Também é utilizado por algumas pessoas para tingir os cabelos, mas não é indicado sem o apoio do uso de um condicionador, pois a solução costuma ser vendida diluída em álcool, que resseca os fios e deixa-os fracos e quebradiços.

É usado também em cirurgia plástica, dermatologia e Medicina Estética para demarcação da pele.

De maneira similar, é usado para marcação de piercings na língua.

Muito comum seu uso para curar a estomatite.

Precauções[editar | editar código-fonte]

A FDA (Food and Drug Administration) EUA tem determinado que violeta de genciana não tem sido mostrado por adequados dados científicos ser seguro para uso em rações animais. O Uso de violeta de genciana em rações animais causa a adulteração do alimento e uma violação da legislação Federal Food, Drug, and Cosmetic Act. 21CFR589.1000.

O pior efeito colateral comum do violeta de genciana é manchar a pele e tecidos, mas se usados sobre ulcerações feridas abertas pode causar manchas permanentes indesejadas (tatuagens indesejadas). Considera-se geralmente seguro para o uso em crianças e mães amamentando. Foi aplicado mesmo à boca e aos bordos de infantes prematuros, e tem um historia longa de uso seguro. Muitos recomendaram-no para o entorno do mamilo, e a La Leche League lista o violeta de genciana como uma alternativa possível,[1] entretanto, em quantidades grandes, violeta de genciana pode conduzir à ulcerações da boca e da garganta de um bebê e é ligada com o câncer da boca. Dr. Sears recomenda usá-lo frugalmente.[2] Violeta de genciana tem sido ligado ao câncer no trato intestinal de outros animais.[3]

Ao usar peles ou revestimentos quaisquer coloridos por violeta de genciana, cuidado deve ser tomado em misturar concentrações baixas somente do cristal em água morna. Isto evita que o material alcance uma tonalidade dourada. Adicionalmente, os revestimentos impermeáveis devem ser esfregados levemente com esponjas, lãs de aço, ou lixas finas antes de tingir-se.[4]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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