Virgílio de Morais Fernandes Távora

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Virgílio Távora
Deputado federal  Ceará
Mandato 1951-1959
1967-1971
Ministro dos Transportes  Brasil
Mandato 1961-1962
Antecessor(a) Hélio Oliveira
Sucessor(a) Hélio de Almeida
Governador  Ceará
Mandato 1963-1966
Antecessor(a) Parsifal Barroso
Sucessor(a) Franklin Chaves
Senador  Ceará
Mandato 1971-1979
Governador  Ceará
Mandato 1979-1982
Antecessor(a) Valdemar Alcântara
Sucessor(a) Manoel de Castro
Senador  Ceará
Mandato 1983-1988
Vida
Nascimento 29 de novembro de 1919
Jaguaribe, CE
Morte 3 de junho de 1988 (68 anos)
São Paulo, SP
Dados pessoais
Alma mater Escola Militar do Realengo
Cônjuge Luiza Távora
Partido UDN, ARENA, PDS
Profissão militar

Virgílio de Morais Fernandes Távora (Jaguaribe, 29 de novembro de 1919São Paulo, 3 de junho de 1988) foi um militar e político brasileiro. Sobrinho de Juarez Távora, fez carreira política no Ceará.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Manoel do Nascimento Fernandes Távora[1] e Carlota Augusta de Morais Távora. Influenciado pelo tio, Juarez Távora, ingressou em 1938 na Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro e passou pela Escola de Estado-Maior do Exército e pela Escola Superior de Guerra chegando a Coronel em 1960. eleito deputado federal pela UDN em 1950 e 1954, foi o representante da oposição ao governo Juscelino Kubitschek na diretoria da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (1959-1961) e membro do Conselho Nacional do Serviço Social Rural (1960-1961). Ministro dos Transportes[2] no gabinete parlamentarista de Tancredo Neves[3] deixou o cargo para disputar o governo do Ceará.

À frente de uma coligação chamada "União pelo Ceará" reuniu a UDN e o PSD pacificando a cena política local[4] lançando as bases do que seria a ARENA após a decretação do bipartidarismo via Ato Institucional Número Dois em 1965. Em seu governo a energia da Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso chegou progressivamente a todo o estado e assim foi incrementada a infraestrutura local[carece de fontes?] e implantado o Distrito Industrial. Em sua gestão aplicou o chamado "Plano de Metas do Governo" (PLAMEG). Em 1966 foi eleito para o seu terceiro mandato de deputado federal.

Ao lado de César Cals[5] e Adauto Bezerra[6] formou o triunvirato de coronéis que dominou a política cearense durante todo o Regime Militar de 1964 sendo que Virgílio Távora foi eleito senador em 1970 e indicado governador do Ceará pelo presidente Ernesto Geisel em 1978. Filiado ao PDS foi eleito para o seu segundo mandato de senador em 1982 com uma votação recorde até então[7] sendo que permaneceu no partido mesmo com o surgimento do PFL em 1985. Pai do falecido deputado federal Carlos Virgílio Távora (que foi genro do político piauiense Alberto Silva) e concunhado de Flávio Marcílio, foi vitimado pelo câncer quando de sua internação no Hospital Albert Einstein na capital paulista.[8]

Locais batizados em sua homenagem[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. Seu pai participou da Revolução de 1930 e foi deputado federal e senador.
  2. Entre 11 de setembro de 1961 e 12 de julho de 1962.
  3. Para garantir a posse de João Goulart na Presidência da República foi instituído o parlamentarismo, medida revogada por um plebiscito em 1963.
  4. No mesmo ano Petrônio Portela tomou decisão semelhante no Piauí.
  5. Indicado governador em 1970.
  6. Indicado governador em 1974.
  7. Segundo o Almanaque Abril 1986 (p. 90) foram 1.120.069 votos.
  8. Veja, 08/06/1988.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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