Virgínia Cavendish

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Virgínia Cavendish
Nome completo Virgínia Cavendish Moura
Nascimento 25 de novembro de 1970 (43 anos)
Recife, Pernambuco
 Brasil
Ocupação atriz
Cônjuge Guel Arraes (1991-2001)
Atividade 1988 - hoje
Página oficial
IMDb: (inglês)

Virgínia Cavendish Moura (Recife, 25 de novembro de 1970) é uma atriz, apresentadora de televisão e produtora de cinema brasileira, mais conhecida por seu trabalho em filmes de Guel Arraes, como O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. Na televisão, a atriz tornou-se mais conhecida por sua participação em Avassaladoras, como Maria Teresa, e por apresentar o programa de televisão TNT + Filme.

Começou sua carreira ainda em Recife, onde nasceu, com participações em peças de teatro de vários dramaturgos como João Falcão e Hamílton Vaz Pereira. Posteriormente, iniciaria uma sólida carreira no cinema, que sairia dos curtas do final da década de 1980 para filmes de sucesso nacional já nas duas décadas seguintes. Sua participação em produções da Rede Globo também lhe renderiam maior projeção na televisão, com papéis variados em produções como Andando nas Nuvens, O Cravo e a Rosa e Da Cor do Pecado[1] .

Em 2006, a atriz se mudaria para a Rede Record para protagonizar Avassaladoras, ao lado de Vanessa Lóes, Débora Lamm e Giselle Itié. Com o fim do programa após uma única temporada, ela voltaria à Rede Globo e faria participações em mais telenovelas e seriados como Caminho das Índias e Ó Paí Ó. Ainda nesta nova fase, a atriz estrearia como apresentadora de televisão no programa TNT + Filme, do canal de televisão por assinatura TNT, ao lado de Rubens Ewald Filho, que atua como comentarista.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Virgínia Cavendish nasceu em Recife, no dia 25 de novembro de 1970, sendo filha de Romero Marinho de Moura e de Sueli Cavendish de Moura, ensaísta e tradutora[2] , tendo iniciado sua carreira nos palcos da sua cidade natal,[3] a capital do estado de Pernambuco, participando de peças como A Ver Estrelas, de João Falcão ou Leve, o Próximo Nome da Terra, de Hamilton Vaz Pereira, desde os 17 anos de idade.[4] de Walter Lima Jr., e Antígona, de Moacyr Góes.[3] Já no colégio teve aulas de teatro com o hoje empresário Anderson Pacheco, responsável pelo chamado Trem do Forró[5]

Início da carreira (1988-1996)[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1980, Cavendish migrou para o cinema, onde fez participações em diversos vídeos e curtas-metragens antes de entrar no circuito de cinema nacional. Nesta fase, participou de Batom, de Ana Paula Portela e de Que M... É Essa?, de Bruno Garcia e Marco Hanois, além de ter feito uma participação em Kuarup, de Ruy Guerra, no ano de 1989.[3]

Na década de 1990, continuou a participar de curtas-metragens como Soneto do Desmantelo Blue, em 1993, e só estreou em longas ao lado de Rosemberg Cariry no filme Corisco & Dadá, de 1996.[3]

Projeção nacional (1996-2006)[editar | editar código-fonte]

Em 1996, a atriz participou do filme Corisco & Dadá, e em 1998 começou a participar de produções da Rede Globo. Seu primeiro papel na emissora carioca foi o de Rosália no seriado Dona Flor e Seus Dois Maridos. No mesmo ano, ela também interpretou Fernanda Peixoto na minissérie Labirinto, estrelada por Malu Mader e Fábio Assunção[6] .

Em 1999, Virgínia continuou na Rede Globo e estreou nas telenovelas da emissora com um papel em Andando nas Nuvens, uma produção das sete horas estrelada por Marco Nanini. Também neste ano, ela interpretou uma personagem que se tornou um marco na sua carreira: Rosinha, na minissérie O Auto da Compadecida, do seu marido Guel Arraes. A minissérie estrelada por Selton Mello e Matheus Nachtergaele fez sucesso na televisão e, posteriormente, foi transformada em um filme homônimo lançado por todo o país no ano seguinte[6] .

Também em 2000, a atriz entrou no elenco de O Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco, como Bárbara Maciel. As Filhas da Mãe, de Sílvio de Abreu, foi o seu trabalho seguinte na televisão. Nesse meio-tempo, Virgínia também voltou ao teatro, no qual estrelou, ao lado de Bruno Garcia, a peça Lisbela e o Prisioneiro, novamente em parceria com o seu marido, Guel Arraes.[7] .

A peça viria também a se transformar num filme de sucesso no ano de 2003, quando foi lançado por todo o país Lisbela e o Prisioneiro. Estrelado por Selton Mello e Débora Falabella, dirigido por Guel Arraes, o filme contou com a presença de Cavendish como a fogosa Inaura. Nele, Vírginia Cavendish fez sua estréia como produtora de filmes.[8]

Em 2004, Virgínia voltou à televisão com uma participação especial na telenovela Da Cor do Pecado e, na sequência, entrou no elenco regular do seriado Mandrake, estrelado por Marcos Palmeira e exibido pela HBO. Cavendish interpretava Verônica, a secretária de Mandrake que quase se envolveu com ele. Em 2005, a atriz também fez participações em Começar de Novo e Carga Pesada[6] [9] [10] . Integra, neste ano, o júri do Cine Pernambuco - Festival do Audiovisual.[11]

No ano de 2005 sua mãe Sueli fez, a seu pedido, a tradução da peça Collected Stories: A Play, de Donald Margulies; na ocasião a versão brasileira recebeu o título de "Comendo Entre as Refeições" e teve a atriz no papel da protagonista Lisa Morrison, e Aracy Balabanian como Ruth Steiner; a mesma peça já havia sido adaptada anteriormente, e recebera o título de Histórias Roubadas. Sob direção de Walter Lima Júnior estreou em dezembro daquele ano, no Teatro das Artes, no Rio de Janeiro.[12]

Projetos recentes (2006-presente)[editar | editar código-fonte]

Virgínia Cavendish e o elenco de Avassaladoras - A Série.

Em 2006, Virgínia trocou de emissora. Neste ano, ela saiu da Rede Globo e migrou para a Rede Record para estrelar o seriado Avassaladoras, baseado no filme homônimo de 2001 estrelado por Giovanna Antonelli. O programa contava com participações de Vanessa Lóes, Débora Lamm e Giselle Itié, e também era dirigido por Mara Mourão, assim como fora o filme.[13]

Inicialmente, a atriz havia sido convidada para interpretar Beth (personagem que ficou a cargo de Débora Lamm), mas pediu à diretora Mara Mourão que pudesse interpretar uma das outras protagonistas. "Eu fui convidada inicialmente para fazer a Beth, justamente uma mulher fatal. Mas pedi para fazer um papel diferente", disse em entrevista ao portal Terra. Ela então passou a interpretar Maria Teresa, uma workaholic.[13]

No ano seguinte, retornaria a personagem Verônica, quando a HBO encomendou a produção de cinco novos episódios da série Mandrake, visando completar a primeira temporada exibida em 2004[9] [10]

Depois do cancelamento de Avassaladoras após uma única temporada por parte da Rede Record, e do fim do seu casamento de dez anos com Guel Arraes,[7] Cavendish voltou à Rede Globo em 2008, participando de um episódio de Casos e Acasos, ao lado de Herson Capri, e fez uma participação especial no seriado Ó Paí Ó como a prostituta Hipólita. Sobre a personagem, a atriz declarou ao site O Fuxico que "estava com saudade de trabalhar com sotaque" e "que fazer uma baiana arretada seria maravilhoso".[14] Em 2009, a atriz também veio a interpretar Selma Magalhães na telenovela Caminho das Índias, de Glória Perez. A personagem era cunhada da vilã Ivone, interpretada por Letícia Sabatella, e participou de apenas alguns dos episódios finais.[15]

Além de ter voltado para a emissora carioca, a atriz também estreou como apresentadora de televisão no canal de televisão por assinatura TNT, por meio do programa TNT + Filme. O programa faz uma espécie de jogo com os telespectadores, tentando incitá-los a descobrir o filme referido no episódio por meio de pistas deixadas ao longo do mesmo durante as reportagens. Rubens Ewald Filho é o comentarista do programa e faz a revelação final sobre o filme em questão.[16]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em 1993 nasceu a filha Luísa, de seu casamento com o conterrâneo Guel Arraes, diretor de cinema e televisão.[17] Em 2001, Virginia e o marido se separaram, após terem sido casados por dez anos. A separação não impediu que convidasse Guel para dirigi-la em Lisbela e o Prisioneiro, filme que estava produzindo e no qual atuaria. Em 2003, começou a namorar o diretor de arte Toni Banzolini, com quem manteve um relacionamento por cinco anos.[7] [18] [19] [20]

Carreira[editar | editar código-fonte]

2014 Vale Tudo Márcia Santos

Notas e referências

  1. Biografia Virgínia Cavendish Museu Virtual da Televisão Brasileira
  2. Virgínia Cavendish Moura GeneAll.net. Página visitada em 23/08/09.
  3. a b c d Virgínia Cavendish Enciclopédia Nordeste. Página visitada em 23/08/09.
  4. Nanda Rovere (18/08/06). Comendo entre as refeições Jornal Spiner. Página visitada em 30/7/2010.
  5. João Alberto (23/4/2010). Coluna social Diário de Pernambuco. Página visitada em 30/7/2010.
  6. a b c d e f g h i j Carreira - Virgínia Cavendish - Famosos - Contigo! Revista Contigo (versão online).. Página visitada em 23/07/10.
  7. a b c Celebre! Virgínia Cavendish Contigo!. Página visitada em 04/07/10.
  8. a b c d e f g Vírginia Cavendish Cineminha. Página visitada em 23/08/09.
  9. a b Rodrigo Malaspina (07/11/07). Marcos Palmeira lança novos episódios de ‘Mandrake’ com festa em SP (em português) EGO. Página visitada em 27/07/10.
  10. a b Rodrigo Ferreira (20/05/07). HBO produz cinco novos episódios de Mandrake (em português) TeleSéries. Página visitada em 27/07/10.
  11. Silvana Arantes (29/04/2004). Festival de Pernambuco faz pesquisa para agradar público Folha de São Paulo. Página visitada em 30/7/2010.
  12. Sueli Cavendish: Prefácio "Histórias Reunidas: A Intrigante Lítero-dramaturgia de Donald Margulies" in: Donald Margulies. Histórias Reunidas: Uma Peça. [S.l.]: Editora Universitária UFPE, 2008. 142 p. pp. ISBN 85-7315-544-2
  13. a b Alexandre Coelho (06/12/05). Virgínia Cavendish encarna workaholic em seriado Terra. Página visitada em 23/08/09.
  14. a b c d Naiara Sobral (05/07/08). Virgínia Cavendish viverá uma prostituta, na série Ó Pai, Ó O Fuxico. Página visitada em 23/08/09.
  15. a b Virgínia Cavendish e Suzana Faini participam de Caminho das Índias. Página visitada em 18/10/09.
  16. David Dênis Lobão (06/11/08). Mágica e literatura estarão no próximo TNT + FILME Cultureba. Página visitada em 06/04/10.
  17. Milly Lacombe. Entrevista com Guel Arraes. [S.l.]: Revista TPM, Vol. 2, nº 24, ago. 2003. 96 páginas pp.
  18. Carla Felícia (15/09/03). Volta por cima (em português) Revista IstoÉ Gente (versão online). Edição nº 215. Página visitada em 27/07/10.
  19. Vivianne Cohen (17/12/01). “É necessário ser popular” - O diretor da Globo e do filme Caramuru diz que nem tudo que é popular é descartável, mas não gosta de programas como a Casa dos Artistas (em português) Revista IstoÉ Gente (versão online). Edição nº 125. Página visitada em 27/07/10.
  20. Descobertas da solteira Virginia Cavendish (em português) Revista Caras (versão online). Caras nº 860 (02/05/10). Página visitada em 27/07/10.
  21. a b c Virgínia Cavendish - Famosos - Contigo! Revista Contigo (versão online).. Página visitada em 23/07/10.
  22. a b Virgínia Cavendish entra para o elenco de "Malhação" Na Telinha. UOL (25/05/10). Página visitada em 23/07/10.
  23. Lineu é acusado de assédio sexual em A Grande Família R7 (15/04/10). Página visitada em 25/07/10.
  24. Helena expulsa Nelson de casa Globo.com (20 de dezembro de 2011). Página visitada em 7 de janeiro de 2012.
  25. VIRGÍNIA CAVENDISH, FÚLVIO STEFANINI E LUIS MIRANDA APRESENTAM SEUS PERSONAGENS EM HOMENS DE BEM Globo.com (21 de dezembro de 2011). Página visitada em 7 de janeiro de 2012.
  26. Imdb - Soneto do Desmantelo Blue (em inglês). Página visitada em 29/07/2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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