Vladimir Jankélévitch

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Vladimir Jankélévitch (Bourges, 31 de agosto de 1903Paris, 6 de junho de 1985) foi um filósofo e musicólogo francês.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jankélévitch era filho de pais russos que haviam emigrado para a França para fugir do antissemitismo de seu país de origem. Seus pais, Anna Ryss e Samuel Jankélévitch, eram médicos formados em Montpellier. Seu pai foi um dos primeiros tradutores de Sigmund Freud na França, e também traduziu obras de Hegel, Schelling, Croce e Berdyayev.

Em 1922 ele começou a estudar filosofia na École Normale Supérieure em Paris, onde conheceu e teve aulas com Bergson. De 1927 a 1932, foi professor no Institut Français em Praga, onde ele escreveu o seu doutorado sobre Schelling. Ele retornou para a França em 1933, onde ele foi professor na Lycée du Parc em Lyon e muitas outras universidades, incluindo Toulouse e Lille. Na França de Vichy, perde a sua nacionalidade francesa. Em 1941, aliou-se à Resistência Francesa. Após a guerra, em 1951, foi nomeado para a cadeira de Filosofia Moral de Sorbonne, onde lecionou até 1978. Em 1958 participou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa numa conferência sobre temas filosóficos.

Ali formou várias gerações, com seus temas morais e metafísicos, marcados pelo seu pensamento agnóstico, mas também com seus cursos monográficos, que traduziram-se em ensaios polêmicos, muito ricos em ideias literárias (citava muito, dentre outros, Tolstoi, Andreiev, e Bunin, pois seus pais sempre falaram russo em casa).

Recebeu também o título de doutor honoris causa da Université Libre de Bruxelles em 1965.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • 1931: Henri Bergson
  • 1933: L'Odyssée de la conscience dans la dernière philosophie de Schelling
  • 1933: Valeur et signification de la mauvaise conscience
  • 1936: La Mauvaise conscience
  • 1936: L'Ironie ou la bonne conscience
  • 1938: L'Alternative
  • 1938: Gabriel Fauré, ses mélodies, son esthétique
  • 1939: Ravel
  • 1942: Du mensonge
  • 1947: Le Mal
  • 1949: Traité des vertus
  • 1950: Debussy et le mystère de I'instant
  • 1954: Philosophie première introduction à une philosophie du Presque
  • 1956: L'Austérité et la Vie morale'
  • 1957: Le Je-ne-sais quoi et le presque-rien
  • 1960: Le Pur et l'impur
  • 1961: La Musique et l'Ineffable - Traduzido para o inglês por Caroline Abbate (2003).
  • 1963: L'Aventure, l'Ennui, le Sérieux
  • 1966: La Mort - Traduzido para o alemão sob o título Der Tod (Frankfurt a. M., Suhrkamp, 2005). ISBN 3518584464
  • 1967: Le pardon - Traduzido para o inglês sob o título de Forgiveness por Andrew Kelley (2005).
  • 1968: Le Sérieux de l'intention
  • 1970: Les Vertus et l'Amour'
  • 1971: L 'Imprescriptible - A seção "Pardonner?" foi traduzida para o inglês por Ann Hobart sob o título de "Should We Pardon Them?" (em Critical Inquiry, 22, Spring 1996).
  • 1972: L'Innocence et la méchanceté
  • 1974: L'Irréversible et la nostalgie
  • 1978: Quelque part dans l'inachevé, en collaboration avec Béatrice Berlowitz
  • 1980: Le Je-ne-sais-quoi et le presque rien
  • 1981: Le Paradoxe de la morale - Traduzido para o português sob o título de “O Paradoxo Da Moral” (Martins Fontes, 2008).
  • 2006: Cours De Philosophie Morale – Traduzido para o português sob o título de “Curso De Filosofia Moral” (Martins Fontes, 2008)
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