Vocabulário da série de livros Harry Potter

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Mergefrom 2.svg
O artigo ou secção Galeão (Harry Potter) deverá ser fundido aqui.
Editor, considere adicionar mês e ano na marcação. Isso pode ser feito automaticamente, com {{Fusão de|....|{{subst:DATA}}}}.

(por favor crie o espaço de discussão sobre essa fusão e justifique o motivo aqui; não é necessário criar o espaço em ambas as páginas, crie-o somente uma vez. Perceba que para casos antigos é provável que já haja uma discussão acontecendo na página de discussão de um dos artigos. Cheque ambas (1, 2) e não esqueça de levar toda a discussão quando levar o caso para a central.).

Na série de livros Harry Potter, criada pela escritora J. K. Rowling, magia é retratada como uma força natural. Muitas criaturas mágicas existem na série, contudo, alguns animais normais recebem propriedades mágicas no mundo dos livros. Objetos também podem incorporar funções mágicas. Os humanos que possuem poderes mágicos são chamados de bruxos e bruxas (ou magos e feiticeiras na versão portuguesa). Já humanos que não possuem poderes mágicos são chamados de trouxas (muggles).

Em seres humanos, a magia é um atributo nato, ou seja, é herdado e nasce com a pessoa. A norma da magia é que um criança nasce mágica quando seus dois pais também têm poderes mágico. Mas há exceções: uma criança que nasceu de dois bruxos, mas é incapaz de produzir magia é chamada de aborto, enquanto que um bruxo que nasceu de pais trouxas é chamado de nascido-trouxa (ou em sua forma pejorativa de sangue-ruim). Hoje em dia, nascidos-trouxas são cada vez mais comuns, todavia, abortos são raros.

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Aborto[editar | editar código-fonte]

Aborto (ou Cepatorta, na versão portuguesa, e ainda Squib, no original inglês), no mundo criado pela escritora inglesa J. K. Rowling na série Harry Potter, é um filho de bruxos que não possui habilidades mágicas. Parece haver no mundo potteriano um mecanismo de transmissão dessas aptidões por via hereditária (o famoso "Gene Mágico"), que faz dos descendentes de um casal de bruxos, ordinariamente, bruxos. Algo similar também acontece no Universo DC, no qual, seres humanos que herdam e transmitem tais aptidões mágicas, são classificados como raça "Homo magi". Por motivos não explicados na série, pode acontecer que um filho de bruxos não demonstre qualquer aptidão para a magia ao longo de sua vida, o que geralmente é motivo de vergonha para o indivíduo na sociedade bruxa.

São exemplos o zelador da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Argus Filch e a vizinha de Harry, a sra. Arabella Figg que embora não possua poderes mágicos e more numa parte do subúrbio tipicamente de trouxas (não-bruxos), é afiliada da Ordem da Fênix e olheira de Dumbledore para auxiliar Harry Potter quando está na casa dos tios. Ao contrário da crença, abortos podem ver e sentir todas as sensações negativas dos Dementadores e qualquer tipo de magia.

No sétimo ano, segundo o livro de Rita Skeeter, Ariana (irmã de Alvo e Aberforth) é abortada, o que não está certo, pois ela não teve mais vontade de fazer magia, depois de três trouxas violentarem-na por verem fazendo magia depois que não conseguir mostrar como fez.

Almofadinhas[editar | editar código-fonte]

Padfoot, na versão original, é o apelido dado à Sirius Black por seus melhores amigos, por sua forma de animago.

Dá-se o nome de Almofadinhas porque, quando Sirius se transforma num grande cão negro, chamado cruel pela comunidade de feitiçeiros(da raça Irish Wolfhound), suas patas são tão fofas como almofadas.

Pontas - Tiago Potter, Aluado - Remo Lupin e Rabicho - Pedro Pettigrew (ou, na versão original, respectivamente: Prongs, Moony e Wormtail), juntamente com Almofadinhas, formavam um grupo de três animagos e um lobisomem. Potter assumia a forma de um cervo, enquanto Pettigrew se transformava num rato. Lupin, o lobisomem.

Os três amigos, Potter, Black e Pettigrew (que mostrou, anos depois, não ser tão amigo quanto parecia na adolescência) decidiram virar animagos para controlar e fazer companhia a Remo, nos seus dias solitários na Casa dos Gritos.

Potter e Black eram animais grandes que podiam controlar Lupin facilmente, enquanto Pettigrew servia para empurrar o botão e imobilizar o Salgueiro Lutador, para que todos pudessem deslizar por entre suas raízes e desembocar na Casa dos Gritos.

Aparatar[editar | editar código-fonte]

Aparatar (Aparecer ou Aparição, ou Materializar ou Materialização na versão portuguesa) é a capacidade de desaparecer de um lugar e aparecer em outro, desde que este, como Hogwarts, não esteja sob encantamentos que impedem a pessoa de aparatar (somente Alvo Dumbledore consegue aparatar em Hogwarts). Essa prática só pode ser feita com auxílio de especialista e por maiores de dezessete anos. Geralmente, o bruxo também precisa estar equipado com uma varinha.

Harry Potter e seus amigos têm suas primeiras aulas sobre aparatação no 6° ano em Hogwarts, no livro Harry Potter e o Enigma do Príncipe. O professor Wilkie Twycross, do Ministério da Magia, é o instrutor de Aparatação e ensina os alunos com a técnica dos três Ds: destinação, determinação e deliberação. Se a aparatação não for feita corretamente, o bruxo corre o risco de "estrunchar", que é quando uma parte do corpo fica no lugar em que o bruxo aparatou, causando muita dor, o que aconteceu com Rony no sétimo livro.

É muito comum um bruxo aparatar. Alguns aparatam para ir trabalhar, outros para ir ao supermercado e para todas as outras atividades comuns do dia-a-dia. A Aparatação é sempre precedida por um "Crack", embora alguns bruxos experientes e poderosos possam aparatar silenciosamente, como Alvo Dumbledore. Os gêmeos Weasley, Fred e Jorge, fazem da aparatação uma brincadeira, pois surgem de repente assustando seus irmãos e amigos.

Ofidioglota[editar | editar código-fonte]

Ofidioglota (ou serpentês na versão portuguesa, e "Parselmouth" em Inglês) é uma pessoa com a peculiar e malvista habilidade de falar e entender a língua das cobras, a chamada Ofidioglossia. É um dom raro e geralmente associado à Magia Negra. Aparentemente, é passada através das gerações e não pode ser aprendida.

O protagonista da história, Harry Potter, tem essa habilidade, não por ser bruxo das trevas ou porque sua ascendência aponta para esta característica, mas sim porque, ao ser atacado por Lord Voldemort, com um ano de idade, foi transformado em uma Horcrux, ele possui esta habilidade até no momento da batalha final, quando Voldemort pensou ter matado Harry, mas na verdade destruiu esta Horcrux.

Outros ofidioglotas famosos:

  • Rony Weasley: não é ofidioglota, mas conseguiu repetir as palavras que Harry usou para abrir a Câmara Secreta.
  • A autora disse que Dumbledore também é capaz de entender e falar com as cobras, assim como também aos sereianos e duendes. "...Dumbledore é um bruxo incrível", disse ela.

Legilimência[editar | editar código-fonte]

Na série Harry Potter, legilimência (Brasil) ou legilimância / legilimancia (Portugal) é o poder de penetrar a mente de qualquer pessoa, descobrindo desde o que ela está pensando no momento até as lembranças mais íntimas.

Há um método de bloquear a legilimência: usando oclumência. Snape tenta ensinar Harry a praticar Oclumência em seu quinto ano em Hogwarts, mas este não consegue. Porém, Draco Malfoy se mostra perfeitamente capaz de praticá-la, e Snape supõe que Belatriz Lestrange tem-lhe ensinado.

Dumbledore nos parece um bom legilimente, assim como Snape e Voldemort. Ele aparentemente precisou usar a Legilimência para extrair uma lembrança necessária de Morfino, o tio de Riddle (Voldemort).

A Legilimência exige contato visual para ser realizada corretamente, segundo Severo Snape. Por isso, Harry Potter costuma sempre baixar os olhos, evitando encarar Snape, quando este tenta usá-la contra ele.

Pelo que vemos, Harry Potter consegue, por breves períodos de tempo, penetrar na mente de Voldemort, sem sofrer danos, e até se ver dentro do corpo dele. Por isso aparentemente Voldemort passou a usar a Oclumência contra Harry.

Marca Negra[editar | editar código-fonte]

A Marca Negra, na série Harry Potter, é o símbolo de Lord Voldemort e de seus seguidores. Trata-se de um crânio com uma cobra saindo pela boca como língua, e pode ser conjurada usando o feitiço "Morsmordre" ("morda um pedaço da morte", em francês[1] )

Conjurar a Marca Negra é crime absoluto no mundo da magia. Apenas Voldemort e os Comensais da Morte a conjuram. Os Comensais da Morte costumam deixar a Marca Negra, como sinal de que mataram alguém em um determinado local.

A marca serve como um aviso de reuniões dos seguidores de Voldemort, e arde toda vez que tocada com uma varinha. Uma vez feito o toque no braço de qualquer seguidor do Lord das Trevas, os outros comensais aparatam para o local, assim como o próprio Voldemort.

Famosos que possuem a Marca Negra[editar | editar código-fonte]

Severo Snape, Rebastan Lestrange, Igor Karkaroff, Pedro Pettigrew (Rabicho), Lúcio Malfoy, Bellatrix Lestrange, Bartô Crouch Jr., Crabbe (pai), Goyle (pai), Yaxley, Rodolfo Lestrange, Draco Malfoy, Augusto Cezar Dollohov e Narcisa Malfoy.

Oclumência[editar | editar código-fonte]

Pode ser considerado o poder de bloquear a própria mente. Ser bom em oclumência significa impedir que outros bruxos possam ver lembranças ao tentarem entrar em sua mente, por meio do feitiço Legilimens. Ou, como acontece com Harry e Voldemort, impedir o descobrimento de informações se houver alguma ligação entre dois bruxos. Em Harry Potter e a Ordem da Fênix, o Professor Snape dá aulas de oclumência a Harry, mas sem resultados expressivos.

"A oclumência foi considerada por muitos anos instrumento das trevas. O oclumente é capaz de se proteger de invasões mundanas a sua mente, a repelir o efeito da Veritasserum, de Poções do amor e da Maldição Imperius. Há poucos oclumentes verdadeiramente bons no assunto, pois se liberar das emoções, apesar de parecer fácil, é extremamente difícil..."

Sangue Puro e Nascidos-Trouxas[editar | editar código-fonte]

Bruxos Sangue Puros[editar | editar código-fonte]

Sangue Puro é uma expressão utilizada nos livros da série Harry Potter para referir-se àqueles bruxos vindos de famílias compostas exclusivamente por bruxos. Se um bruxo nasce de pais que não são bruxos, ou seja trouxas, esse bruxo é denominado de "sangue-ruim" por muitos do que se consideram "sangues puros".

O preconceito envolvendo Nascidos-Trouxas e Mestiços

Segundo os integrantes da Casa de Slytherin, a partir das ideias de seu próprio fundador, Salazar Slytherin, seria um insulto que sangues ruins e mestiços (como Lílian Potter e Hermione Granger) praticassem magia. Como Slytherin não teve as idéias preconceituosas seguidas pelos outros Fundadores de Hogwarts, ele abandonou a escola, deixando nela uma Câmara Secreta (Câmara dos Segredos em Portugal), que continha um monstro que mataria os sangues-ruins. Esse monstro é um basilisco, uma serpente gigantesca que mata com o olhar, e se for vista indiretamente (como em um reflexo), petrifica. A câmara foi aberta em 1943 por Tom Riddle. Em seu sexto ano de escola, uma aluna sangue-ruim morreu (Murta Que Geme). A câmara foi aberta novamente em 1992, onde vários alunos de Hogwarts foram petrificados, e, em 1993, Harry Potter, com ajuda de Ronald Weasley e de Hermione Granger, derrotam a lembrança de Tom Riddle guardada numa Horcrux e matam o basilisco da câmara. A Poção de Mandrágoras reanima todos os sangues-ruins petrificados.

Bruxos Nascidos-Trouxas e Mestiços[editar | editar código-fonte]

Na série Harry Potter, Sangue-Ruim (em Portugal "Sangue de Lama") é a expressão utilizada pejorativamente para designar bruxos que nasceram de pais trouxas. É considerada uma ofensa no mundo bruxo e somente aqueles extremamente preconceituosos a utilizam. Um bruxo mestiço é o filho de um "sangue ruim" com um "sangue puro", ou filho de um mestiço e um "sangue-ruim", ou entre mestiço e mestiço. Os sangues ruins são o oposto de Bruxos abortados (filhos de pais bruxos sem poderes).

Draco chama Hermione de Sangue-Ruim em Harry Potter e a Câmara Secreta, e, segundo ela, isso não é coisa que se diga em uma conversa civilizada.

No livro Harry Potter e as Relíquias da Morte, com a tomada do mundo bruxo, por meio de um golpe secreto, por Voldemort e os Comensais da Morte, o Ministério da Magia passou a ter um registro sangüíneo para os bruxos. Assim, todos os sangues-ruins foram discriminados.

Se os mestiços tiverem filhos com os trouxas, é considerado "sangue ruim". Se os mestiços tiverem filhos com os "sangue-puro", passa de mestiço a sangue-puro novamente, pois um membro da família não desmoralizará os poderes.

Nascidos-Trouxas Famosos[editar | editar código-fonte]

Mestiços Famosos[editar | editar código-fonte]

Puros Famosos[editar | editar código-fonte]

Trouxas[editar | editar código-fonte]

"Trouxas" (ou "Muggles", na tradução Inglesa) é um conceito que designa pessoas que não possuem poderes mágicos, não sendo então, bruxos.

A autora afirmou que sua intenção foi usar a palavra "trouxas" na conotação de fool. A língua original em que a série foi escrita é o inglês. A palavra era uma gíria usada por minorias para se referir a pessoas de fora.

Na série, a expressão costuma não se limitar a definir pessoas, mas também animais e objetos não-mágicos.

O preconceito envolvendo os trouxas[editar | editar código-fonte]

Embora histórias e fábulas envolvendo traição e feiticeiros tenham sempre contado com a presença de personagens não-mágicos, a autora apresenta uma inovação ao criar essa palavra, pois acrescenta a discussão do racismo a suas histórias. Antes de Harry Potter ser escrito, famosas séries de fantasia cujas as temáticas abordavam magia como Bewitched e Sabrina, the Teenage Witch, usavam terminologias com "mortal(is)" ou "humano(s)" para referir-sem (algumas vezes pejorativamente) à pessoas que não possuíam poderes mágicos, mas, o preconceito e a discriminação eram normalmente retratados de formas pouco intensas, sem muito ódio, intolerância ou perseguição entre os respectivos personagens.

Na série há um grupo de personagens que considera os "trouxas" como uma raça inferior e enfrenta a resistência dos bruxos que pretendem manter uma boa relação com essas pessoas. Geralmente são os Comensais da Morte que seguiram o Lord das Trevas durante seu reinado. Isso nos faz relacionar que a inspiração da autora veio da intolerância por parte dos nazistas em relação aos judeus.

Em contrapartida, existem os tios de Harry, Válter Dursley e Petunia Dursley, representando o lado dos Trouxas. Os dois tem uma repulsa imensa de qualquer coisa mágica, considerada por eles uma abominação.

Um precedente dessa idéia que pode ser apontado é a série X-Men, em que os mutantes estão divididos em duas facções opostas pela sua relação com os humanos normais, enquanto os humanos não decidem se os mutantes são uma evolução da raça humana ou abominações e erros da natureza que devem ser contidos/catalogados/evitados ou se possível, exterminados.

Outro possível precedente é o do RPG Vampiro: A Máscara, onde posições são tomadas pelos vampiros em relação aos humanos: uma abertamente contra e outra veladamente a favor.

Segundo os livros e filmes de J.k. Rowling, criadora dos romances Harry Potter, trouxas são quaisquer seres que nascem humanos sem o sangue bruxo, ou seja, um ser normal como qualquer outra pessoa. Em Harry Potter vemos muitos exemplos de bruxos e trouxas, mas mesmo assim essa classificação de diferenças de raças não impede na socialização de ambos.

Na escola de magia de Hogwarts, que aparece nos livros de Harry Potter, podemos notar vários exemplos de convivência entre trouxas e bruxos de Puro-sangue (bruxos os quais não ouve a mistura de sangue bruxo com sangue humano em nenhuma geração de sua família), como Hermione Granger, que não tem sangue bruxo, mas isso não prejudica sua ótima performance em por em ação seus feitiços. Até mesmo o personagem principal dos livros de Joanne Rowling, Harry Potter, não é um bruxo de sangue-puro: ele é um mestiço, pois sua mãe era Nascida-trouxa, que, como Hermione Granger, tinha grande potencial para as artes da magia. Seu pai, o talentoso bruxo Potter, era sangue-puro.

Os nascidos-trouxas eram perseguidos por toda a casa de Sonserina, a qual continha a fama de que todo bruxo formado nela tinha tendência para o mal. Eles nomeavam humilhosamente os bruxos nascidos-trouxas como Sangues-ruins.


Ícone de esboço Este artigo sobre ficção científica e fantasia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

Referências

  1. O mundo mágico de HARRY POTTER, David Colbert - Ed. Sextante 2001, 6ª Edição