Volscos

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Assentamentos volscos

Os volscos (em latim: Volsci) foram um povo que vivia na região central da península Itálica (região do Lácio meridional), tendo como capital Suessa Pometia[1] ) que lutou contra a República Romana e foi submetida por esta no século IV a.C.[2] , mais propriamente em 338 a.C.[1] .

A sua existência é conhecida através de relatos da República Romana editados no século I a.C. Moravam numa zona de colinas e de pântanos a sul do Lácio, e eram vizinhos dos Auruncos e Samnitas a sul, dos Hérnicos a leste, e cujo território era delimitado por uma linha que partia de Norve e Cora a norte até Âncio a sul.

No século V a.C. controlaram o Agro Pontino (a sudoeste do Lácio, entre os colinas Albanas e o mar), antes controlado pelos Latinos. A zona era rica pela sua agricultura (cereais e vides, também pesca) e controlava o caminho a sul para a Campânia (onde se construiria a Via Ápia).

O seu território, à época romana, ficou incluído no Lácio, embora os Volscos fossem um povo diferente dos Latinos com os quais, além disso, com frequência estavam enfrentados, enquanto foram sempre aliados dos Équos. Supostamente faziam parte do grupo étnico osco-umbro, igual a os Oscos, Umbros, Sabélios, Sabinos e Équos, e acredita-se que inicialmente estavam separados do grupo dos Umbros.

A sua língua era da família itálica, uma língua indo-europeia relacionada às línguas osco-umbras, aparentada com o osco e o umbro, e de mais afastadamente com o latim.

Conserva-se uma inscrição em alfabeto latino, a chamada Tabula Veliterna, numa tábua de bronze do século III a.C. achada em Velletri (Velitras), conservada no Museu de Nápoles, na qual em quatro linhas a assembleia da comunidade indica o sacrifício expiatório (um boi e um asse para o vinho e outro para os copos) para quem tomara ramos ou folhagem da floresta sagrada da deusa Decluna (provavelmente equivalente a Diana).

Tito Lívio descreve-os como "mais ardentes na revolta que hábeis na guerra"[3] Na Eneida de Virgílio figura Camila, uma virgem guerreira volsca.

Referências

  1. a b Nova Enciclopédia Portuguesa - Vol.26, pág.2464 (Ediclube, 1992).
  2. VV.AA. Diciopedia do século 21. ISBN 978-84-8289-357-0
  3. Tito Lívio, Ab Urbe condita libri vii.27.
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