Volta a Portugal em Bicicleta

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Volta a Portugal em Bicicleta
Volta a Portugal de 2014
Detalhes da corrida
Data Início de Agosto
Região  Portugal
Nome local Volta a Portugal em Bicicleta
Competição UCI Europe Tour
Organizador PAD
Diretor corrida Joaquim Gomes
História
Primeira edição Edição 1927
Edições 76 (Edição 2014)
Primeiro vencedor  Augusto de Carvalho (POR)
Maiores vitoriosos  David Blanco (ESP) (5 vitórias)
Mais recente  Gustavo Veloso (ESP)

A Volta a Portugal em Bicicleta é uma corrida de longa distância, realizada por etapas, em Portugal. A 1ª edição realizou-se em 1927 e é considerada a maior prova do ciclismo português, seguida pela Volta ao Algarve. É também o maior evento desportivo realizado anualmente em Portugal (em 1999 na Sra. da Graça mais de 100 mil pessoas assistiram ao vivo à etapa). É uma das competições por etapas mais antigas do mundo.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Mapas da Volta 1927-2008[2]

A Volta foi organizada por uma parceria entre os jornais Diário de Notícias e Os Sports que se inspiram no Tour de France, inventado pelo jornal L’Auto em 1903. A Volta aparece a seguir ao Giro d'Italia organizado pela La Gazeta dello Sport em Maio de 1909, e antes da Vuelta a España realizada pelo Informaciones em 1935. Tanto a Volta a Portugal como o Tour de France são corridas de bicicletas que se distinguem de todas as outras pela articulação que os primeiros traçados estabelecem com a linha da fronteira territorial dos respectivos países, seguindo os seus contornos durante algumas décadas. A competição iniciou-se a 26 de Abril de 1927 e percorreu o país durante 20 dias, num percurso de 2 000 km repartidos por 18 etapas terminando com uma recepção em apoteose pela população em Lisboa. António Augusto Carvalho sagrou-se o primeiro vencedor naquela que viria a ser chamada de Prova Rainha do ciclismo português.

A primeira Volta de 1927[editar | editar código-fonte]

Mapa da Volta 1927[3]

A criação da Volta a Portugal em bicicleta deve-se a Raul Oliveira do jornal Os Sports[4] . O jornalista fez parte da comitiva do Tour de 1919 e organizou a primeira Volta a Lisboa em 1924, quando ainda trabalhava no Diário de Lisboa. Para organizar a primeira Volta, o Diário de Notícias contava já com a experiência da realização de dois eventos: o Grande e Popular Concurso Riquezas de Portugal[5]  e o Circuito Hípico de Portugal[6] , ambos levados a cabo em 1925. A Volta a Portugal a cavalo serviu de teste à aceitação popular de um grande evento mediático como foi a disputa entre um militar, que usou três montadas, e um civil, José Tanganho, que ganha a prova usando para o efeito unicamente o seu próprio cavalo[7] . A Volta é criada em 1927, tem o seu Regulamento publicado no jornal Os Sports de 4 de Fevereiro de 1927 e o primeiro itinerário realiza um desenho paralelo à linha da fronteira do continente português. O anúncio da realização da Volta a Portugal provoca nos jornais concorrentes, o Sporting e O Sport de Lisboa, uma reacção de crítica que se estende à UVP por ter dado apoio oficial à realização da prova[8] . A disputa e rivalidade entre os jornais chega a tal ponto que, em 1927, se assiste não a uma volta a Portugal mas a duas voltas, uma realizada em Abril pelos jornais Os Sports e pelo Diário de Notícias com o apoio da estrutura federativa e outra, logo a seguir, em Maio pelo jornal Sporting do Porto. A realização da primeira Volta a Portugal foi um banco de ensaios em termos económicos, mas os encargos terão sido de tal ordem que, não obstante a popularidade alcançada, os empreendedores só conseguiram repetir o evento quatro anos mais tarde, em 1931. Com a Guerra Civil de Espanha a Volta não se realiza em 1936-37 e, devido à II Guerra Mundial, interrompe de novo entre 1942-45. Em 1953-54 a Volta não se faz por falta de organizador e em 1975 não se realiza devido à revolução vivida após o 25 de Abril de 1974. A Volta, desde que criada, é o maior evento de ciclismo de Portugal.

Os primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros anos a fronteira foi a grande referência das Voltas das primeiras décadas da Volta[9] . As primeiras voltas procuraram unir todos os locais e, neste esforço, as cidades do interior situadas nesses limites são praticamente todas contempladas pelo desenho da Volta. Entre 1955 e 1965, o desenho da Volta é assimétrico e passa duas vezes pelo litoral entre Lisboa e Porto. A crescente popularidade do ciclismo e o aparecimento de novas pistas como a de Alpiarça, a de Loulé e a de Sangalhos marcam anos de prosperidade para os clubes de ciclismo, maioritariamente situados no litoral a Norte de Lisboa. Os itinerários contêm etapas em circuito feitas em torno destas vilas que acabam em festivais de pista.

A introdução das etapas de montanha[editar | editar código-fonte]

A partir dos anos 60 a Volta têm de incluir, em simultâneo, lugares de prática do ciclismo, onde estão os velódromos e as pistas nas quais se realizam os festivais que financiam a prova, e lugares em que as etapas terminem no cimo da montanha para garantir a incerteza do resultado e manter o interesse mediático[13] . Entre 1966 e 1973, a Volta deixa a referência da fronteira e o desenho passa a ter grandes diagonais que passam pelo interior do país, mantendo cidades como Lisboa e Porto nos seus trajectos. A etapa das Penhas da Saúde entra para o percurso em 1968, a da Torre em 1971 e, por último, a da Srª da Graça em 1978. [14] . Após o 25 de Abril a Volta afasta-se dos grandes centros urbanos a Volta e, pela primeira vez, as cidades de Lisboa e Porto ficam fora do circuito. Durante as duas décadas seguintes, já com a organização do Jornal de Notícias a Volta investe mais no Norte do país, com seis Voltas a evitar a travessia do Alentejo mas contemplando a região de Trás-os-Montes.

Últimas décadas[editar | editar código-fonte]

Nos anos 80, a Volta foi perdendo projecção internacional, tendo sido ultrapassada pela Vuelta a España (que passou a realizar-se após a Volta a Portugal)e foi reduzida para duas semanas. Actualmente tem apenas 10 etapas devido à classificação atribuída pela União Ciclística Internacional. Com a inclusão da Volta no quadro da competição internacional da UCI, o evento tem agora de obedecer a um Regulamento que, em primeiro lugar, obriga a um dia de descanso por cada dez dias de prova o que condiciona a extensão do itinerário. Entre 1940-1980 a competição dura 3 semanas, salvo excepção de alguns anos na década de 70, e actualmente dura dez dias. A organização da Volta é economicamente dependente da capacidade financeira dos municípios que compram as partidas ou as chegadas das etapas e, por isso, as etapas são elaboradas de modo independente umas das outras. Nos primeiros anos no lugar onde acabava uma começada outra no dia seguinte.

Produção mediática[editar | editar código-fonte]

Em 1957 a televisão vem complementar o acompanhamento efectuados pelas emissoras de rádio e pelos jornais da época. No entanto só em meados da década de 60 a transmissão televisiva da Volta a Portugal em bicicleta ganhou verdadeira dimensão mediática. Durante este período, 3 dos maiores clubes de futebol da actualidade, FC Porto, SL Benfica e Sporting CP possuíam cada um a sua equipa de ciclismo. Dada a popularidade do ciclismo da época, face ao futebol ainda em crescimento, era desta forma que a maior parte dos portugueses observavam pela primeira vez atletas com as cores do seu clube, sendo este um dos principais factores para o crescimento da falange de apoio de estes clubes. Os 3 clubes viriam a abandonar o ciclismo durante a década de 1980, sendo que só o SL Benfica regressou por duas vezes: entre 1999 e 2000 e entre 2007 e 2008.[15]

Organização do evento[16] [editar | editar código-fonte]

Entidades organizadoras da Volta a Portugal Anos
Diário de Notícias e Sports 1927
Interrupção – Falta de organizador
Diário de Notícias e Sports 1931-35
Interrupção - Guerra Civil de Espanha
Diário de Notícias e Sports 1938-1939
C.A.C.O. (Clube Atlético de Campo de Ourique) 1940-1941
Interrupção – II Guerra Mundial
Diário de Notícias e Mundo Desportivo 1946
Sport Lisboa e Benfica 1947
UVP-FPC 1948-1949
Diário do Norte 1950-1951
Diário do Norte e Norte Desportivo 1952
Interrupção – Falta de organizador
UVP-FPC e Mundo Desportivo 1955
UVP-FPC 1956-1957
Diário Ilustrado 1958-1960
UVP-FPC 1961-1964
Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Mundo Desportivo 1965
UVP-FPC 1966-1970
Sonarte/Publirama – G.P. Robialac 1971-1973
UVP-FPC 1974
Interrupção – pós 25 de Abril de 1974
UVP-FPC 1976-1981
Jornal de Notícias 1982-2000
PAD (Produção de Actividades Desportivas) e Unipublic 2001-2002
PAD/João Lagos Sport 2003-2010
PAD desde 2011

Heróis da Volta[17] [editar | editar código-fonte]

Dada a dureza, popularidade da prova e a superação dos atletas, desde cedo o público escolheu os seus heróis.

José Maria Nicolau (vencedor em 1931 e 1934) e Alfredo Trindade (vencedor em 1932 e 1933) protagonizaram uma das primeiras rivalidades da Volta, fazendo vibrar o país. José Maria Nicolau foi uma das primeiras grandes figuras do SL Benfica enquanto Alfredo Trindade, representou o Sporting CP em 1933 (no ano anterior representou o Rio de Janeiro, emblemático clube do Bairro Alto),

António Barbosa, mais conhecido por Alves Barbosa (herdado do pai, outro ciclista de alto gabarito), foi o mais jovem vencedor da Volta, ao estrear-se em 1950, vencendo também as edições de 1956 e 1958. Ficaram para a história os ínumeros despiques com adversários de classe, como Ribeiro da Silva, Dias dos Santos, Luciano de Sá e Moreira de Sá.

Ribeiro da Silva, outro notável ciclista, natural de Lordelo, venceu as edições de 1955 e 1957, sendo que a sua primeira vitória fica marcada pela agressão por populares ao líder da prova, o seu rival António Barbosa, em Lisboa a poucos quilómetros da meta final.

No entanto o maior entre todos os ídolos dos portugueses nesta prova foi sem dúvida Joaquim Agostinho. A forma categória como venceu por três vezes vencedor da Volta (70,71 e 72), aos quais se juntariam os sucessos internacionais, granjearam-lhe assim uma aura ainda mais mágica à sua prestação nesta prova.

Marco Chagas de seu nome, deteve até 2012, o recorde de vitórias na Volta, com 4 triunfos averbados, sendo um símbolo eterno da competição. Esteve perto de conquistar a 5ª vitória mas a desclassificação devido a controlo anti-doping positivo em 79 (para Joaquim Sousa Santos) e afastamento da edição de 84, ganha por Venceslau Fernandes, não o permitiriam.

Vítor Gamito, o "Eterno 2º Classificado" (4 vezes em 93, 94, 97 e 99), assumiu o papel de favorito dos portugueses durante a década de 1990. Quebraria o enguiço com a vitória no ano 2000.

Cândido Barbosa, o "Foguetão de Rebordosa" ou o "Ciclista do Povo" merece lugar nesta lista apesar de não ter ganho nenhuma edição. No entanto tem um currículo único na Volta: 25 vitórias em etapas (em 12 edições, vencendo em etapas em 9 edições consequivas) e vencedor por 8 vezes (5 das quais de forma consecutiva) a Camisola Branca (Pontos), estabeleceu um recorde na competição. Vestiu a camisola amarela em oito anos distintos, somando 17 dias como líder da prova. Ganhar a Volta sempre foi um sonho para Cândido Barbosa, que esteve perto de alcançar esse objectivo em 2005, quando terminou a apenas 34.2 segundos do vencedor, Vladimir Efimkin. Em 2006 foi terceiro e em 2007 novamente segundo, depois de ter vestido a camisola amarela cinco dias, só a perdendo no Alto da Torre.[18]

David Blanco, apesar de natural da Galiza, com o seu empenho e dedicação, e o recorde de 5 vitórias na Volta (2006, 2008, 2009, 2010 e 2012) conquistou o seu lugar na história e no coração dos portugueses. Em 2013 procurará conquistar a sua 6ª volta.

A corrida portuguesa teve no entanto outros corredores que sem a terem vencido se destacaram, como José Azevedo, João Rebelo, Jorge Corvo, Vicente Ridaura, Raul Matias e os sprinters Paulo Pinto, Pedro Silva, João Lourenço, Carlos Santos, Carlos Marta, José Amaro e Alexandre Ruas.

Troféus da Volta a Portugal[editar | editar código-fonte]

Etapas importantes[editar | editar código-fonte]

A subida à Torre na Serra da Estrela,é a escalada mais complicada da Volta, tendo ao longo dos tempos gerado grandes momentos de ciclismo. Com os seus 1990 m de altitude, e 23 km de extensão, é sempre um dos grandes momentos da corrida.

A escalada da Sra. da Graça é também um dos momentos mais belos da Volta a Portugal, já que normalmente encerra uma etapa longa e difícil, obrigando ainda os corredores a subirem o grande muro" (perto de 8,5 km com inclinações de elevada percentagem). Durante esse trajeto são muitas as pessoas que acompanham os corredores. Alguns dos mais brilhantes duelos foram travados por Joaquim Gomes-Wladimir Belli-Zenon Jaskula e por Massimiliano Lelli-Joaquim Gomes-Manuel Abreu, entre outros.

Histórico de Campeões[editar | editar código-fonte]

Jersey yellow.svg Geral Individual[editar | editar código-fonte]

Edição Ano Vencedor Nacionalidade Equipa País da Equipa
1 1927 Augusto de Carvalho  Portugal Carcavelos  Portugal
De 1928 a 1930 não houve Volta
2 1931 José Maria Nicolau  Portugal SL Benfica  Portugal
3 1932 Alfredo Trindade  Portugal Rio de Janeiro  Portugal
4 1933 Alfredo Trindade  Portugal Rio de Janeiro  Portugal
5 1934 José Maria Nicolau  Portugal SL Benfica  Portugal
6 1935 César Luís  Portugal Velo Clube–Leões Ferreira do Alentejo  Portugal
Em 1936 e 1937 não houve Volta
7 1938 José Albuquerque  Portugal Clube Atlético de Campo de Ourique  Portugal
8 1939 Joaquim Fernandes  Portugal CUF  Portugal
9 1940 José Albuquerque  Portugal Sporting CP  Portugal
10 1941 Francisco Inácio  Portugal Sporting CP  Portugal
De 1942 a 1945 não houve Volta devido à Segunda Guerra Mundial
11 1946 José Martins  Portugal Iluminante  Portugal
12 1947 José Martins  Portugal SL Benfica  Portugal
13 1948 Fernando Moreira  Portugal FC Porto  Portugal
14 1949 Dias dos Santos  Portugal FC Porto  Portugal
15 1950 Dias dos Santos  Portugal FC Porto  Portugal
16 1951 Alves Barbosa  Portugal Sangalhos  Portugal
17 1952 Moreira de Sá  Portugal FC Porto  Portugal
Em 1953 e 1954 não houve Volta
18 1955 Ribeiro da Silva  Portugal Académico do Porto  Portugal
19 1956 Alves Barbosa  Portugal Sangalhos  Portugal
20 1957 Ribeiro da Silva  Portugal Académico do Porto  Portugal
21 1958 Alves Barbosa  Portugal Sangalhos  Portugal
22 1959 Carlos Carvalho  Portugal FC Porto  Portugal
23 1960 Sousa Cardoso  Portugal FC Porto  Portugal
24 1961 Mário Silva  Portugal FC Porto  Portugal
25 1962 José Pacheco  Portugal FC Porto  Portugal
26 1963 João Roque  Portugal Sporting CP  Portugal
27 1964 Joaquim Leão  Portugal FC Porto  Portugal
28 1965 Peixoto Alves  Portugal SL Benfica  Portugal
29 1966 Francisco Valada  Portugal SL Benfica  Portugal
30 1967 Antoine Houbrechts  Bélgica Flandria  Bélgica
31 1968 Américo Silva  Portugal SL Benfica  Portugal
32 1969 Joaquim Andrade  Portugal Sangalhos  Portugal
33 1970 Joaquim Agostinho  Portugal Sporting CP  Portugal
34 1971 Joaquim Agostinho  Portugal Sporting CP  Portugal
35 1972 Joaquim Agostinho  Portugal Sporting CP  Portugal
36 1973 Jesus Manzaneque  Espanha Messias  Espanha
37 1974 Fernando Mendes dos Reis Dias  Portugal SL Benfica  Portugal
Em 1975 não houve Volta devido ao PREC
38 1976 Firmino Bernardino  Portugal SL Benfica  Portugal
39 1977 Adelino Teixeira  Portugal Lousa  Portugal
40 1978 Belmiro Silva  Portugal SC Coimbrões  Portugal
41 1979 Joaquim Sousa Santos  Portugal FC Porto  Portugal
42 1980 Francisco Miranda  Portugal Lousa  Portugal
43 1981 Manuel Zeferino  Portugal FC Porto  Portugal
44 1982 Marco Chagas  Portugal FC Porto  Portugal
45 1983 Marco Chagas  Portugal FC Porto  Portugal
46 1984 Venceslau Fernandes  Portugal Ajacto  Portugal
47 1985 Marco Chagas  Portugal Sporting CP  Portugal
48 1986 Marco Chagas  Portugal Sporting CP  Portugal
49 1987 Manuel Cunha  Portugal Sicasal-Torreense  Portugal
50 1988 Cayn Theakston  Reino Unido Louletano/Vale do Lobo  Portugal
51 1989 Joaquim Gomes  Portugal Sicasal-Torreense  Portugal
52 1990 Fernando Carvalho  Portugal Ruquita/Feirense  Portugal
53 1991 Jorge Silva  Portugal Sicasal-Acral  Portugal
54 1992 Cássio Freitas  Brasil Recer-Boavista  Portugal
55 1993 Joaquim Gomes  Portugal Recer-Boavista  Portugal
56 1994 Orlando Rodrigues  Portugal Artiach  Espanha
57 1995 Orlando Rodrigues  Portugal Artiach  Espanha
58 1996 Massimiliano Lelli  Itália Saeco  Itália
59 1997 Zenon Jaskula  Polónia Mapei  Itália
60 1998 Marco Serpellini  Itália Brescialat  Itália
61 1999 David Plaza  Espanha SL Benfica  Portugal
62 2000 Vítor Gamito  Portugal Porta da Ravessa  Portugal
63 2001 Fabian Jeker Suíça Milaneza-MSS  Portugal
64 2002 Claus Moller  Dinamarca Milaneza-MSS  Portugal
65 2003 Nuno Ribeiro  Portugal LA Aluminios-Pecol-Bombarral  Portugal
66 2004 David Bernabéu  Espanha Milaneza-Maia  Portugal
67 2005 Vladimir Efimkin  Rússia Team Barloworld  Reino Unido
68 2006 David Blanco  Espanha Comunitat Valenciana  Espanha
69 2007 Xavier Tondo  Espanha LA-MSS  Portugal
70 2008 David Blanco  Espanha Palmeiras Resort-Tavira  Portugal
71 2009 David Blanco  Espanha Palmeiras Resort-Tavira  Portugal
72 2010 David Blanco  Espanha Palmeiras Resort-Prio  Portugal
73 2011 Ricardo Mestre  Portugal Tavira-Prio  Portugal
74 2012 David Blanco  Espanha Efapel-Glassdrive  Portugal
75 2013 Alejandro Marque  Espanha OFM-Quinta da Lixa-Golden Times  Portugal
76 2014 Gustavo Veloso  Espanha OFM-Quinta da Lixa  Portugal

Títulos por equipa[editar | editar código-fonte]

Geral Colectiva[editar | editar código-fonte]

Jersey blue.svg Prémio Montanha[editar | editar código-fonte]

Jersey red.svg Prémio Pontos[editar | editar código-fonte]

Prémio Metas Volantes[editar | editar código-fonte]

Prémio Combinados[editar | editar código-fonte]

Jersey white.svg Prémio Juventude[editar | editar código-fonte]

Prémio Sprints[editar | editar código-fonte]

Edição Ano Vencedor Equipa
12 1999 Nelson Vitorino Tavira
11 1998 Peter Petrov Tavira
10 1997 Manuel Liberato Troiamarisco

Títulos por Equipa

2 títulos
  • Tavira
1 título
  • Troiamarisco

Prémio Pontos Quentes[editar | editar código-fonte]

Edição Ano Vencedor Equipa
2 1992 Stancho Stanchev Tavira
1 1991 Peter Petrov Tavira

Títulos por Equipa

2 títulos
  • Tavira

Prémio Amadores[editar | editar código-fonte]

Edição Ano Vencedor Equipa
1 1943 Serafim Paulo Lisgás

Títulos por Equipa

1 título
  • Lisgás

Prémio Fracos[editar | editar código-fonte]

Edição Ano Vencedor Equipa
2 1931 António Marques Carcavelos
1 1927 José Joaquim Esteves Carcavelos

Títulos por Equipa

2 títulos
  • Carcavelos

Palmares por países[editar | editar código-fonte]

País Victórias
 Portugal 55
 Espanha 10
 Itália 2
 Bélgica 1
 Reino Unido 1
 Brasil 1
 Polónia 1
Suíça 1
 Dinamarca 1
 Rússia 1

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jornal Record. A Volta e os seus heróis. Página visitada em 04-01-2013. Cópia arquivada em 4 de Janeiro de 2013.
  2. Santos 2011a, p. 88.
  3. Santos 2011a, p. 102.
  4. , Os Sports de Abril de 1927.
  5. , Diário de Lisboa de 20 de Agosto de 1925.
  6. , Diário de Lisboa de 10 de Outubro de 1925.
  7. Moreira 1980.
  8. , O Sport de Lisboa, 1 de Abril de 1927.
  9. Santos 2011a, p. 87-176.
  10. a b Santos 2011a, p. 132.
  11. Santos 2011a, p. 133.
  12. Santos 2011a.
  13. Santos 2011b.
  14. Júnior 2006.
  15. Citar TV, Portugal a Preto e Branco: A Paixão pela Volta, por Diana Mota, Emanuel Soares e outros, porduzido pela Academia RTP ,disponível em http://www.rtp.pt/play/p886/e83296/portugal-a-preto-e-branco, consultado a 4 de Janeiro de 2012
  16. Santos 2011a, p. 38.
  17. Jornal Record. A Volta e os seus heróis. Página visitada em 04-01-2013. Cópia arquivada em 4 de Janeiro de 2013.
  18. Biografia de Cãndido Barbosa. Página visitada em 04-01-2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARROSO, Miguel. História do Ciclismo em Portugal. Lisboa: CTT, 2001 ISBN 972-9127-69-7
  • GAGO, Cândido Matos. O Ciclismo no Alentejo: Seu Aparecimento e Evolução Desde Finais do séc. XIX pelo XX adentro. Grândola: Câmara Municipal de Grândola, 2002
  • GUIMARÃES, Júlio. Recordação da IV Volta a Portugal em Bicicleta: Verso e Prosa. Lisboa: Livraria Barateira, 1933
  • GUIMARÃES, Júlio. Homenagem aos Corredores: Recordação da 11.ª Volta a Portugal em Bicicleta. Lisboa: Livraria Barateira, 1935
  • JÚNIOR, Guita. História da Volta. Lisboa: EDP; Talento, 2006 ISBN 972-8868-19-7
Colaboração de Eduardo Marçal Grilo e de Alves Barbosa
  • MOREIRA, Abílio Gil. A História do Ciclismo Português: no seu já Século de Existência e o que tem sido a sua Ligação com a Velocipedia Internacional. Alcobaça: ed. aut., 1997
  • REDONDO, Belo. Guia da Volta a Portugal em Bicicleta: História da Volta. Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, 1935
  • SANTOS, Ana. Volta a Portugal em Bicicleta: Territórios, Narrativas e Identidades. Lisboa: Mundos Sociais, 2011a. ISBN 978-989-96783-9-2
  • SANTOS, Ana. «A História da Volta a Portugal em bicicleta», in NEVES, J.; DOMINGOS, N. (ed)Uma História do Desporto em Portugal. Lisboa: Quinodi, Vol II, 2011b, pp.7-49 ISBN 978-989-554-888-0
  • SANTOS, Ana. «História do ciclismo », in NEVES, J.; DOMINGOS, N. (ed)Uma História do Desporto em Portugal. Lisboa: Quinodi, Vol III, 2011c ISBN 978-989-554-889-7

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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