Voo Varig 254

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Voo Varig 254
Sumário
Data 3 de Setembro de 1989 (22 anos)
Causa Erro no plano de voo; falta de combustível
Local Brasil Próximo à São José do Xingu, MT, Brasil
Origem Aeroporto de Marabá, PA
Destino Aeroporto Internacional de Belém, PA
Passageiros 48
Tripulantes 6
Mortos 13
Feridos 41
Sobreviventes 41
Aeronave
Modelo Boeing 737-241
Operador Brasil Varig
Prefixo PP-VMK[1]
Primeiro voo 1975

Em 3 de setembro de 1989, um domingo, o Boeing 737-200 prefixo PP-VMK da companhia aérea brasileira Varig, voo Varig RG-254, que ia de Marabá para Belém, não chegou ao seu destino. Após cometer um erro de navegação ao decolar de Marabá,o comandante voou durante mais de tres horas sem saber onde estava[1]. Ao acabar o combustível, o piloto teve que realizar um pouso forçado às 21h06min (hora local), em plena floresta amazônica, próximo a São José do Xingu, no Mato Grosso. Na aterrissagem, o impacto do avião contra as árvores causou a morte de 12 ocupantes e ferimentos em outros 42[2].

Índice

[editar] Detalhes

O comandante do voo era o piloto Cézar Augusto Padula Garcez, 32 anos na época, que programou o rumo errado, devido a um problema relacionado à notação utilizada no plano de voo que lhe foi fornecido pela companhia aérea. No plano, estava grafado rumo 0270, significando 027,0 graus. A companhia aérea fornecia o mesmo tipo de plano de voo para as aeronaves que usavam proas com decimais e as que usavam apenas o valor inteiro da proa. Apesar desta particularidade ser informada aos pilotos nos treinamentos da companhia aérea, o valor expresso no plano de voo 0270 foi interpretado pelo comandante como sendo 270°. Este erro de interpretação significa trocar a direção aproximada do norte (27°) pelo rumo oeste (270°). Uma simples consulta ao mapa, ou mera noção geográfica, poderia ter chamado a atenção do piloto ou do co-piloto, mas não foi o caso. Após a decolagem, às 17h45min, o piloto automático comandou uma longa curva de 158° para a esquerda, no lugar de uma correção de rumo de 41° (também para a esquerda), padrão para a rota Marabá-Belém, sem que a tripulação se desse conta. Na aproximação para o pouso, a cidade de Belém não foi avistada. Após uma série de tentativas desastradas de localizar-se, e não tendo pedido ajuda pelo canal de rádio de alta frequência, o piloto finalmente viu-se sem combustível sobre a selva, tendo que executar um pouso forçado. A tragédia ficou conhecida no meio aeronáutico como o "acidente do comandante Garcez".

[editar] Momentos antes do acidente

Ultimas gravaçôes registradas na caixa-preta:

Comandante Garcez: - Senhoras e Senhores, é o comandante quem vos fala. Tivemos uma pane de desorientação dos nossos sistemas de bússola. Estamos com o nosso combustível já no final ainda com 15 minutos. Pedimos a todos que mantenham a calma porque uma situação como essa é difícil de acontecer. Deixamos a todos com a esperança de que isso não passe de apenas um susto para todos nós. Pela atenção muito obrigado e que todos tenham um bom final.

Piloto em terra: - Ô Garcez, você não conseguiu ir pra Belém por quê?

Comandante Garcez: - Não, é que eu não tinha a indicação de Belém. A bússola 'tava' com outra proa e a gente foi... Ficou andando entre Belém e Marabá e não conseguiu chegar a lugar nenhum agora tá indo para Marabá e não tem mais combustível pra ir pra lugar nenhum, entendeu?... Oh, o motor 1 acabou de parar (Som do alarme da cabine)... A gente vai ter que descer agora... Eu não vou poder falar que a gente vai se preparar para o pouso, ok? Atenção tripulação, preparar para o pouso forçado.

[editar] Ver também

Referências

  1. Livro conta a história de três acidentes aéreos que comoveram o Brasil. Folha Uol. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  2. Os piores acidentes aéreos na história da aviação brasileira. Ultimo Segundo. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
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