W.A.S.P.

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W.A.S.P.
W.A.S.P. durante show em Folken, Stavanger, 2006.
Informação geral
Origem Los Angeles, Califórnia
País  Estados Unidos
Gênero(s) Heavy metal, hard rock, shock rock
Período em atividade 1982 - atualmente
Gravadora(s) Demolition Records
Afiliação(ões) London, The New York Dolls, Sister
Página oficial Site oficial
Integrantes Blackie Lawless
Doug Blair
Mike Duda
Mike Dupke
Ex-integrantes Stet Howland
Tony Richards
Johnny Rod
Chris Holmes
Randy Piper
Steve Riley
Bob Kulick
Patrick Johansson
Darrell Roberts
Don Costa

W.A.S.P. é uma banda de heavy metal da Califórnia, Estados Unidos. A banda surgiu no início dos anos 1980, mais precisamente em 1982, tendo como fundador o vocalista Blackie Lawless.

O acrônimo "W.A.S.P." é uma das maiores polêmicas em torno da banda, que em inglês é entendido como "White Anglo-Saxon Protestant", que significa "Branco, Anglo-Saxão e Protestante", foi reinterpretado pelos membros do grupo para que significasse "We Are Sexual Perverts", que traduzindo para o português significa "Nós somos pervertidos sexuais". Os W.A.S.P. são célebres pelos espetáculos muito característicos, que por muitas vezes apresentam números cruentos, no mesmo estilo dos encenados por Alice Cooper, um dos pioneiros deste tipo de show. Neste sentido os W.A.S.P. encontram similaridades também com grupos como os Lizzy Borden ou os Twisted Sister. Estima-se que o W.A.S.P, em 32 anos de carreira, tenha vendido mais de 13 milhões de cópias dos seus álbuns em todo o mundo.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

O W.A.S.P. começou após o término do Circus Circus, uma banda de Los Angeles que possuía Blackie Lawless e Randy Piper. A formação original do W.A.S.P. foi formada em Los Angeles, Califórnia, em 1982 por Lawless (vocal e guitarra rítmica), Randy Piper (guitarra solo), Rik Fox (contra-baixo), e Tony Richards (bateria). A banda ganhou destaque imediato por suas apresentações teatrais e pra lá de chocantes. Lawless era conhecido por amarrar modelos semi-nuas e simulava tortura e degolamentos, e também por lançar carne crua na plateia. Ainda em 1982 a banda lançou seu primeiro single, intitulado "Animal (F*ck Like A Beast)", e tanto a letra quanto arte gráfica causaram espanto e controvérsia.

A primeira formação não durou muito tempo, Rik Fox foi demitido e se juntou à banda Steeler, com o vocalista Ron Keel e guitarrista Yngwie Malmsteen. Ele foi substituído por Don Costa. Pouco depois, Don Costa também deixou a banda e sua posição no baixo foi preenchida pelo próprio Lawless. Ao mesmo tempo, o guitarrista Chris Holmes também entrou para a banda.

O W.A.S.P. assinou um contrato com a Capitol Records em 1983 e assim lançaram seu álbum de estreia, "W.A.S.P.", lançado em 17 de agosto de 1984, recheado de clássicos como "On Your Knees", "Sleeping (In The Fire)", "Hellion", "I Wanna Be Somebody" e "L.O.V.E Machine", todas ainda presentes em apresentações da banda. O primeiro single, "Animal (F*ck Like A Beast)" não fez parte do álbum nos Estados Unidos, pela sua letra explícita, o que causaria a censura do álbum em diversas lojas. No entanto, foi lançado por um selo independente ainda no mesmo ano.

Pouco depois a banda fez uma aparição no filme de 1984 "The Dungeonmaster."

"Love Machine" e "I Wanna Be Somebody" ajudaram o álbum a alcançar a modesta posição 60 na Billboard, rendendo uma turnê pelos EUA e a veiculação dos clipes das músicas citadas. Na mesma época foi escrita também "Blind In Texas", porém a canção só foi lançada no próximo álbum da banda, "The Last Command", em 9 de novembro de 1985. The Last Command marcou algumas mudanças no line-up, com Steve Riley (ex-Steppenwolf, ex-Keel) substituindo Tony Richards na bateria. Este fora expulso pelos seus problemas com drogas. Steve substituiu Tony Richards no início da turnê de 1984-1985. The Last Command é um dos álbuns mais vendidos do W.A.S.P., atingindo a posição 47 nos charts da Billboard. "Blind In Texas" é, talvez, a música mais conhecida da banda, sendo ainda tocada em todos os shows. Músicas como "Wild Child" e "Sex Drive" também caíram no gosto dos fãs.

Após a turnê do The Last Command, o guitarrista Randy Piper deixou a banda por motivos pessoais. O ex-baixista do King Kobra, Johnny Rod, juntou-se ao W.A.S.P., e Lawless voltou a tocar guitarra rítmica.

1986-1988[editar | editar código-fonte]

Com a formação estabilizada, o W.A.S.P. foi ao estúdio para gravar seu terceiro álbum, intitulado "Inside the Electric Circus". Foi lançado em 08 de novembro de 1986. O álbum fez um grande sucesso entre os fãs. Os críticos, por outro lado, criticaram o álbum, taxando-o de repetitivo e demasiadamente comercial. Canções como "Shoot From The Hip", "I Don't Need No Doctor" (cover de Ray Charles) e o hit single "95-Nasty" se tornaram bastante populares, e abriram um possível significado para o verdadeiro significado da sigla, "We Are Sexual Perverts" (W.A.S.P). No entanto, o próprio Blackie Lawless, conhecido por ser um grande crítico de seu próprio trabalho, chegou a afirmar que Inside the Eletric Circus foi o pior álbum que já gravou com o W.A.S.P, afirmando ser "um álbum cansado lançado por uma banda cansada". Em última análise, o single "95-Nasty" não obteve o sucesso esperado, o que fez a banda entrar em hiato e Lawless reconsiderou a direção criativa da banda.

O W.A.S.P. tornou-se alvo muito importante da Parents Music Resource Center (PMRC), uma organização liderada por Tipper Gore e que lutava contra qualquer tipo de música que possuísse conteúdo explícito, seja ele sobre violência ou sexual. Isso representou um verdadeiro desastre para o W.A.S.P., a ponto de que as casas de show em que a banda se apresentaria estavam recebendo ameaças de bombas, e os membros estavam recebendo ameaças de morte. Blackie Lawless foi baleado duas vezes em 1987 (embora não tenha sido acertado)[1] . No entanto, todos esses acontecimentos geraram ainda mais publicidade e os álbuns da banda dispararam em vendas.

Em 1987, a canção "Scream Until You Like It" foi incluída na trilha sonora do filmes "Ghoulies 2". No mesmo ano, alguns shows da turnê do Inside the Electric Circus foram gravadas e em 27 de novembro de 1987, numa casa de shows em Long Beach (e o único lugar que estava isento de ameaças de bombas, segundo Lawless), foi lançado o primeiro álbum ao vivo da banda, "Live...In the Raw". Duas músicas foram compostas exclusivamente para esse show: "The Manimal" e "Harder Faster" (esta continha referências diretas a Tipper Gore e a PMRC). Infelizmente, Steve Riley acabou deixando a banda para se juntar ao L.A Guns, e foi substituído temporariamente por um baterista até então desconhecido, chamado Chad Nelson. Com apenas 18 anos, Glenn Soderling se juntou à banda depois, mas não tocou em nenhum show devido a uma doença que pegara Chris Holmes, e foi finalmente substituído por Kelly Martella.

O quarto álbum de estúdio do W.A.S.P., "The Headless Children", foi lançado em 15 de abril de 1989 e foi o primeiro álbum sem nenhuma música com conteúdo sexual explícito. Na época, foi também o primeiro álbum a vender bastante mal, atingindo a posição 48 na Billboard 200, mas durou pouco tempo por lá. No entanto, The Headless Children foi considerado o melhor álbum do W.A.S.P. até aquele momento por críticos e fãs. De acordo com uma recente entrevista com Lawless, com o passar do tempo, o álbum foi crescendo e rapidamente chegou a disco de ouro, se tornando também o álbum mais vendido do W.A.S.P até hoje. A bateria foi gravada pelo ex-baterista do Quiet Riot, Frankie Banali. A balada "Forever Free" e o cover de The Who, "The Real Me" são as músicas mais conhecidas desse álbum e tocadas ao vivo até hoje.

1989-Presente[editar | editar código-fonte]

Chris Holmes deixou a banda em agosto de 1989, afirmando que ele queria "se divertir, você sabe". Lawless respondeu com uma observação sobre o fato de que "alguns caras querem ficar em casa e usar aventais", insinuando sobre a relação Chris Holmes com sua nova esposa Lita Ford. A banda se separou efetivamente alguns meses depois, com Blackie Lawless embarcando numa carreira solo de curta duração. Blackie começou a trabalhar em seu seu álbum solo, viajou por diversos países para conseguir inspiração e compor novas músicas, mas sob pressão da gravadora e dos fãs, ele lançou-o como um álbum do W.A.S.P. Contando com Bob Kullick nas guitarras, e a bateria gravada por Stet Howland e Frankie Banali, é lançado então, o espetacular "The Crimson Idol", amplamente aclamado por fãs e críticos, e a posição de 47 nos charts da Billboard. É considerado até hoje um dos melhores álbuns conceituais da história do Rock. O álbum não obteve turnê de divulgação, apenas algumas poucas apresentações, como no Monsters of Rock (Donnington), em 1992. Músicas como "Hold On To My Heart", "The Idol", "Chainsaw Charlie (Murders In The New Morgue)" e "The Great Misconceptions Of Me" mostram Blackie Lawless em seu apogeu como músico, letrista e compositor, sendo considerados clássicos absolutos da banda.

O line-up de "The Crimson Idol" foi mantido para a gravação de "Still Not Black Enough" (1995), com canções mais introspectivas e sobras do álbum anterior. Desta vez, ao invés de se esconder atrás do seu alter ego "Jonathan Steele" (protagonista da história do "The Crimson Idol"), Lawless falou diretamente ao público sobre seus próprios sentimentos (como indicado no encarte do álbum). Embora não possua um conceito definido, as letras ainda exploraram temas semelhantes as do The Crimson Idol: as pressões da fama e da sociedade, e a busca por amor. Canções como "Rock And Roll To Death" e a balada "Breathe" são algumas das mais conhecidas do álbum.

Chris Holmes voltou a W.A.S.P. em 1996 após divorciar-se de Lita Ford, e com ele foram lançados "Kill Fuck Die" (1997) e "Helldorado" (1999). Ele também gravou dois álbuns ao vivo na turnê de ambos os álbuns, "Double Live Assassins" (1998) e "The Sting" (2001), respectivamente. "The Sting" foi retirado diretamente de um webcast, uma apresentação transmitida ao vivo pela internet. Lawless afirma não gostar do álbum, por ter qualidade sonora e visual abaixo do esperado.

A banda lançou o álbum "Unholy Terror" em 2001. Chris Holmes deixou a banda mais uma vez em 2002, afirmando que ele queria "tocar blues". Ele juntou-se a seu ex-colega de banda Randy Piper, em sua banda Randy Piper'Animal, mas logo desistiu desse projeto também. Holmes, por sua vez, afirmou que ele nunca tocou em Unholy Terror.

"Dying for the World", lançado em 2002, foi escrito e gravado em menos de um ano, o que é muito rápido para os padrões perfeccionistas de Lawless. Seu encarte apresenta uma das declarações mais fortes Lawless, inspirada pelos ataques terroristas do 11 de Setembro.

Em abril de 2004, W.A.S.P. lançou a primeira parte do "The Neon God", com o subtítulo de "The Rise", um álbum conceitual sobre um órfão que fora abusado sexualmente por uma freira, e este descobre que ele tem a capacidade manipular as pessoas através da religião, tornando-se um falso Messias. A segunda parte, The Demise, foi lançado em setembro de 2004. O álbum foi bastante aclamado por fãs e críticas e durante sua turnê, a banda aportou pela primeira vez no Brasil em 2005. A música "Never Say Die!" ganhou um videoclipe, o primeiro da banda desde "Black Forever" (1995).

No início de 2006, mais alterações no Line-up, entrando na banda o baterista Mike Dupke e o guitarrista Doug Blair, substituindo Darrell Roberts que entrou para o Five Finger Death Punch. Um novo álbum foi planejado para ser lançado em outubro de 2006, de acordo com uma declaração feita por Blackie Lawless em uma parada da turnê em Kavarna. Ele então passou a tocar uma nova música do álbum, intitulada Mercy. Algumas semanas mais tarde, o lançamento do álbum foi adiado para abril de 2007, revelando dois covers para serem usados como faixas bônus. Revelado o título do álbum, "Dominator" foi lançado em 16 de abril no Reino Unido, 20 de abril na Escandinávia e no resto da Europa continental no dia 27 de abril. As datas de lançamento para a América do Sul e Rússia foram no dia 1°de maio, e a banda saiu em turnê. "Dominator" chegou ao número 72 nas paradas da Alemanha.

Em 2009, o W.A.S.P lançou mais um álbum, intitulado "Babylon" via Demolition Records.

Blackie Lawless, em entrevistas recentes, alegou que ele nunca mais vai tocar a música "Animal (F*ck Like A Beast)" enquanto, devido às suas crenças religiosas.

O W.A.S.P. está atualmente trabalhando em um novo álbum, intitulado Golgotha, que está previsto para ser lançado no início de 2015.[2]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Atuais membros
  • Blackie Lawless – vocal, guitarra base, baixo, bateria, teclado (1982–presente)
  • Doug Blair – guitarra solo, backing vocals (1992, 2001, 2006–presente)
  • Mike Duda – baixo, backing vocals (1997–presente)
  • Mike Dupke – bateria (2006–present)
Antigos membros
  • Randy Piper – guitarra (1982–1986)
  • Tony Richards – bateria (1982–1984)
  • Rik Fox – baixo (1982)
  • Don Costa – baixo (1982)
  • Chris Holmes – guitarra (1983–1990, 1996–2001)
  • Steve Riley – bateria (1984–1987)
  • Johnny Rod – baixo (1986–1989, 1992–1993)
  • Glen Soderling - bateria (1987)
  • Kelly Martella - bateria (1988–1989)
  • Frankie Banali – bateria & percussão (1989–1995, 2001-2004)
  • Stet Howland – bateria (1991-2001, 2004-2006)
  • Bob Kulick – guitarra solo (1991–1995) (tocou em alguns show e participou em The Crimson Idol e Still Not Black Enough)
  • Darrell Roberts – guitarra (2001–2006)
  • Jeremy Spencer - bateria (2005)
  • Mark Zavon – guitarra (2006)
Participações
  • Valentina – vocais em Unholy Terror
  • Roy Z – guitarra solo adicional em Unholy Terror
  • Mark Josephson – violino e Still Not Black Enough
  • Lita Ford – guitarra solo em "Sunset And Babylon" and backing vocals on "Thunderhead"
  • Ken Hensley – teclado em The Headless Children
  • Philip Wolfe – teclado
  • Nate "Diggs" Jones - Scatman (1986)
  • Patrick Johansson – bateria ao vivo (2006)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

EPs[editar | editar código-fonte]

Compilações[editar | editar código-fonte]

Vídeos[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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