Waldomiro Diniz

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O ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz, depõe na CPI dos Bingos (Antonio Cruz/ABr).

Waldomiro Diniz é um empresário brasileiro, ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República.[1]

Diniz ganhou notoriedade no Brasil em 2004, após a divulgação da fita gravada pelo empresário e bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 2002, foi presidente da Loterj, autarquia do governo do Rio de Janeiro responsável pela administração, gerenciamento e fiscalização do jogo no estado.

Em 2002, por indicação de Antony Garotinho, se tornou Subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República (1º de janeiro de 2003 a 13 de fevereiro de 2004), tornando-se homem de confiança do ministro da Casa Civil, José Dirceu, durante o primeiro governo do Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva.

Escândalo em 2004[editar | editar código-fonte]

Diniz ganhou notoriedade da imprensa e opinião pública brasileira (com até repecussão internacional) em 2004, após a divulgação da fita gravada em 2002 pelo empresário e bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, divulgada pela Revista Época em 13 de fevereiro de 2004. Na gravação, Waldomiro Diniz aparece extorquindo Augusto Ramos para arrecadar fundos para a campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores e do Partido Socialista Brasileiro no Rio de Janeiro. Em troca, Diniz prometia ajudar Augusto Ramos numa concorrência pública.

No entanto, o pedido de 2002 não ocorreu, razão na qual Cachoeira enviou a fita ao então senador Antero Paes de Barros, que por vez enviou ao Ministério Público de Brasília, na qual os repotéres da revista Época conseguiram a cópia.

Após a divulgação da denúnica, Waldomiro Diniz deixou o governo no mesmo dia, provocando a primeira crise política no Governo Lula. A oposição e até aliados do governo tentaram criar CPI dos Bingos, mas as manobras do Lula barraram a criação e deixou o governo sob suspeita até o surgimento do escândalo do Mensalão em 2005.

Há contra Waldomiro Diniz a acusação de que ele influenciou na renovação de contratos entre a Caixa Econômica Federal e a empresa que gerencia loterias federais GTech.

Caso Waldomiro Diniz[editar | editar código-fonte]

A Imprensa brasileira dedicou grande espaço para divulgar esta, que foi a primeira crise ética (ou política) do Governo Lula, durante o ano de 2004. A divulgação das imagens enfraqueceu a posição do então ministro José Dirceu no governo, culminando depois, no pedido de demissão do virtual Primeiro Ministro. Esse fato se incluiu ao caso do Mensalão, que ficou conhecido como o escândalo do Mensalão.

Condenação[editar | editar código-fonte]

Em 1º de março de 2012, Waldomiro Diniz foi condenado pela Justiça estadual do Rio de Janeiro a 12 anos de reclusão e multa por corrupção passiva e ativa.[3]

Referências

  1. 11 de julho de 2011. Procuradoria denuncia Waldomiro Diniz por crimes tributários. Folha.com. Página visitada em 1 de maio de 2012.
  2. O PT na berlinda, Entenda o caso Waldomiro Diniz. Uol Educação. Página visitada em 1 de maio de 2012.
  3. Folha de S. Paulo (1 de Março de 2012). Justiça do Rio condena Waldomiro Diniz por corrupção.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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