Walter Bandeira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Walter Bandeira (Belém do Pará, 31 de agosto de 1941 - 2 de junho de 2009) foi um cantor e ator brasileiro.

Walter Bandeira foi um destacado artista paraense.

Cantor, locutor, pintor, ator, professor, bacharel em Filosofia e poliglota fluente em francês, surgiu no cenário cultural paraense na década de 60. Filho da professora Risoleta Bandeira e irmão do notável jornalista e também cantor Euclides "Chembra" Bandeira. Começou cantando por volta de 1967/68 numa boate chamada Tic Tac e acompanhou o início da carreira de cantoras do primeiro time da MPB, como Fafá de Belém, Jane Duboc e Leila Pinheiro.

Nos palcos, sua voz e suas performances sempre atraíam grande público. Nos anos 70, em parceria com o pianista Leslie "Sam" Oliveira que foi professor de música da cantora Jane Duboc, formou a banda musical Quinteto Sam & Walter Bandeira, com a participação do guitarrista Bob Freitas, do baixista José Maneschy e do baterista João Moleque, que marcou as noites que agitavam os clubes e salões de festas em Belém do Pará como Assembléia Paraense, Tênis Clube do Pará, Pará Clube, Clube do Remo, Tuna Luso Brasileira entre outros. Foi crooner dos pianistas Guilherme Coutinho e Álvaro Ribeiro. Fez muito sucesso na década de 80 com o grupo Gema, ao lado novamente de Bob Freitas com Nêgo Nelson, Kzan Gama e Dadadá, badalando as casas noturnas da cidade como no bar Maracaibo, Clube do Círculo Militar, Iate Clube do Pará e boate La Cage. Ainda nos anos 90, Walter conservava sua legião de fãs e era uma certeza de casa lotada todas as semanas no concorrido Bar & Café Cosanostra, localizado no bairro de Nazaré em Belém.

Apresentou-se inúmeras vezes no Theatro da Paz onde participou de shows ao lado de nomes como Pery Ribeiro e Johnny Alf, foi cartaz frequente no Teatro Experimental Waldemar Henrique onde fez uma de suas apresentações mais memoráveis com o show "Assim", ocasião em que o público intelectual da terra deliciou-se com seu inconfundível canto. O publicitário Pedro Galvão brincou na época: "Pior que o Walter Bandeira, só a Elis Regina". Gravou poucos discos e não nutria maiores ambições de sair de Belém e ganhar o mundo. O universo de Walter era o Pará.

Walter Bandeira ficou conhecido como a grande voz do Pará. Pela versatilidade de seu talento tornou-se um dos mais requisitados e prestigiados locutores paraenses, ganhando grande destaque no mercado publicitário e audiovisual, emprestando sua sonora voz na produção de peças publicitárias famosas na mídia regional, como em propagandas da marca de alimentícios Hiléia e no vídeo institucional para televisão do evento Arte Pará.

Como ator, participou de várias espetáculos e filmes. Participou do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas (1998), ao lado de Cacá Carvalho e Dira Paes.

Nos últimos anos era professor de voz e dicção da Escola de Arte e Dança da Universidade Federal do Pará.[1] Em 2009 Walter Bandeira teve seu primeiro registro em CD concluído. A obra intitulada "Guardados & Perdidos" foi a síntese de uma desejo cultivado com o amigo e pianista Paulo José Campos de Melo, e traz composições de Chico Buarque, João Bosco, Jaques Brél e do próprio Walter com a música que deu nome ao CD. Walter recebeu o CD de sua produção com muita euforia, porém não teve tempo de fazer seu show de lançamento.

Faleceu em Belém, no dia 2 de junho de 2009[2] após complicações por um câncer no esôfago. Tinha 67 anos de idade.

Referências

  1. Homenagem a Walter Bandeira Universidade Federal do Pará. Minuto da Universidade (programa de TV). Portal.ufpa.br.
  2. Nota da agência de notícias do Governo do Estado do Pará Agenciapara.com.br.