We're Only in It for the Money

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We're Only in It for the Money
Álbum de estúdio de Frank Zappa & The Mothers of Invention
Lançamento Março de 1968
Gravação Fevereiro - Outubro de 1967
Gênero(s) sátira, paródia de rock psicodélico, Comedy Rock, Rock Experimental, Doo Wop
Gravadora(s) Verve
Rykodisc (relançamento)
Produção Frank Zappa
Opiniões da crítica

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Cronologia de Frank Zappa & The Mothers of Invention
Último
Último
Absolutely Free
(1967)
Lumpy Gravy
(1968)
Próximo
Próximo

We're Only in It for the Money é o terceiro álbum de estúdio dos The Mothers of Invention, banda de Frank Zappa. A sonoridade do disco reúne elementos bem diversos, como doo-wop da década de 1950, surf music da década de 1960 e experimentos sonoros orquestrais vanguardistas. O álbum é uma paródia da cultura hippie e uma sátira da natureza superficial da vida nos Estados Unidos. O disco alcançou a 30ª posição na parada estadunidense da Billboard.

Foi lançado originalmente em 1968, e relançado pela Rykodisc em 1988, com novas trilhas de percussão gravadas especialmente para esta nova edição. Partes censuradas do lançamento original foram restauradas. O disco foi incluindo na lista de "Melhores Álbuns Psicodélicos de Todos os Tempos" da revista Q.

A música "Flower Punk" é baseada em "Hey Joe" de Billy Roberts, celebrizada por Jimi Hendrix, que aparece na capa.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1967, Zappa concebeu a idéia de um disco, Our man in Nirvana, que combinaria música da sua banda, The Mothers of Invention com piadas do comediante Lenny Bruce (que havia feito um show com Zappa no The Filmore em 1966). No entanto, quando Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos The Beatles foi lançado e Zappa percebeu seu efeito cultural, ele sentiu que a então popular cena flower power iria continuar a ter influência na cultura popular. Consequentemente, ele decidiu substituir seu projeto por um álbum satiríco que parodiasse cada aspecto ciníco da situação atual, de Sgt. Pepper e da sociedade americana na década de 1960. O único vestígio da idéia original está em Harry, You're A Beast, que contêm a frase "Don't come in me, in me, in me…" ("Não goze em mim, em mim, em mim…"), uma referência a uma piada recorrente nas apresentações de Lenny Bruce sobre ejaculação.

Censura[editar | editar código-fonte]

Os lançamentos iniciais do disco possuíam vários versos editados ou removidos, sob alegação de serem ofensivos. O consenso geral é de que Frank foi o responsável pela primeira série de cortes, numa possível tentativa de impedir que terceiros editassem seu trabalho. No entanto, a Verve é provavelmente a responsável pela segunda série de cortes. Essas duas versões são distinguidas como "censurada" e "altamente censurada". Entre as faixas afetadas, estão:

  • Who Needs the Peace Corps?: a fala "I will love the police as they kick the shit out of me" ("Eu vou amar a polícia enquanto eles me chutam") foi cortada na versão altamente censurada.
  • Concentration Moon: O sussuro de Gary Kellgren dizendo que The Mothers of Invention e The Velvet Underground são uma merda foi cortado. Existem três versões dessa censura: a versão mais comum (e o relançamento de 1995) removeu completamente o verso, a versão altamente censurada removeu apenas o "shitty" (correspondente à "merda"), enquanto as versões canadenses do LP mantiveram o verso intacto.
  • Absolutely Free: A fala de Suzy Creamcheese "I don't do publicity balling for you any more" ("Eu não faço mais bolinação publicitária para você") e a afirmação "Flower power sucks!" ("Flower power é uma droga!) foram removidos na versão altamente censurada.
  • Let's Make the Water Turn Black: Vários versos da música foram removidos na versão altamente censurada.
  • Mother People: um verso contendo as palavras fucking e shitty foram substituídos; o original foi revertido e anexado à faixa Hot Poop (a versão altamente censurada retirou até o verso ao contrário). O verso é: "Better look around before you say you don't care/Shut your fucking mouth 'bout the length of my hair/how would you survive/if you were alive/shitty little person?" ("É melhor olhar à sua volta antes de dizer que não se importa/Cala a porra da tua boca quando for falar do tamanho do meu cabelo/Como você sobreviveria/Se estivesse vivo/Pessoinha de merda?")

A versão de 1986 do disco, com novas linhas de bateria e baixo, restaurou esses versos, enquanto a versão de 1995 com as novas partes musicais recolocou a censura americana.

Arte da capa[editar | editar código-fonte]

A capa que Zappa originalmente queria usar parodiava a capa de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles. A capa dupla de Sgt. Pepper traz uma colagem com pessoas famosas feita por Peter Blake na parte frontal e uma foto da banda no lado de dentro. A gravadora demandou que Zappa colocasse a paródia do lado de dentro e uma foto da banda do lado de fora. Um relançamento da Rykodisc em CD restaura a idéia original de Zappa, com a paródia na frente. Perto da cabeça de Zappa, há um balão de fala, aonde ele está questionando "Essa é a fase um de Lumpy Gravy?"

Faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as faixas de Frank Zappa

  1. "Are You Hung Up?" - 1:25
  2. "Who Needs the Peace Corps?" - 2:34
  3. "Concentration Moon" - 2:22
  4. "Mom and Dad" - 2:16
  5. "Telephone Conversation" - 0:49
  6. "Bow Tie Daddy" - 0:33
  7. "Harry, You're a Beast" - 1:21
  8. "What's the Ugliest Part of Your Body?" - 1:03
  9. "Absolutely Free" - 3:24
  10. "Flower Punk" - 3:03
  11. "Hot Poop" - 0:26
  12. "Nasal Retentive Calliope Music" - 2:02
  13. "Let's Make the Water Turn Black" - 2:01
  14. "The Idiot Bastard Son" - 3:18
  15. "Lonely Little Girl" - 1:09
  16. "Take Your Clothes Off When You Dance" - 1:32
  17. "What's the Ugliest Part of Your Body? (Reprise)" - 1:02
  18. "Mother People" - 2:26
  19. "The Chrome Plated Megaphone of Destiny" - 6:26

Músicos[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]