WebJet Linhas Aéreas

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Webjet Linhas Aéreas (incorporada por Gol Linhas Aéreas )
IATA
WH
ICAO
WEB
Indicativo de chamada
WEBJET
Fundada em 09 de fevereiro de 2005 (9 anos)
Encerrou atividades em 23 de novembro de 2012 (1 ano)
Hub
Focus cities
Aliança aérea Code-share com a Gol
Frota 27 (não operante)
Destinos 20 (não operante)
Holding Gol[1]
Sede Rio de Janeiro, Brasil
Pessoa(s)
chave
  • Gustavo Paulus
  • Júlio Perotti
Website www.webjet.com.br

Webjet Linhas Aéreas (2005-2012) foi uma empresa aérea brasileira que operava no conceito low cost low fare (companhia aérea de baixo custo, baixa tarifa). Sua sede estava localizada na cidade do Rio de Janeiro Iniciou suas operações aéreas em julho de 2005, voava na sua primeira fase entre Rio de Janeiro (Galeão), São Paulo (Guarulhos), Brasília, Porto Alegre e Florianópolis.

Deixou de operar em 23 de novembro de 2012 após a autorização do CADE da compra feita pela Gol Linhas Aéreas, sendo assim demitiu 850 funcionários nos meses seguintes da conclusão da incorporação (com a companhia aérea Gol Linhas Aéreas.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Aeronave Boeing 737-300 da Webjet.

Em novembro de 2005, a companhia pediu ao Departamento de Aviação Civil (DAC), antigo órgão responsável pela concessão de linhas aéreas no Brasil, entre outras atribuições, para cancelar temporariamente seus voos. Isto ocorreu pelo fato de que em novembro de 2005 os voos não conseguiram obter 35% de ocupação, em parte por uma guerra tarifária deflagrada por empresas como a Gol, Varig e TAM. Apesar da Webjet ter recorrido a esse mecanismo só no final de novembro, os sinais da sua crise e da dificuldade para se manter no ar começaram a ser percebidos em outubro, quando a empresa ficou três dias sem operar nenhum de seus 26 trechos.

Ao final de dezembro de 2005, a empresa entrou com um pedido na Secretaria de Direito Econômico para averiguar se a Gol e TAM abaixaram seus preços propositadamente para prejudicar suas operações com práticas anticoncorrenciais. O sonho da companhia era encerrar 2005 com novas rotas, uma nova aeronave em operação e o transporte de 500 mil passageiros. Os planos da Webjet foram prejudicados pela acirrada disputa travada no setor aéreo. TAM, Gol e Varig (as três maiores empresas do setor) foram responsáveis em 2005 por 97,5% de todo o transporte aéreo doméstico de passageiros. A empresa encerrou as operações regulares e fechou algumas de suas bases como Brasília, Cuiabá e Florianópolis.

Em 17 de janeiro de 2006, foi anunciada a venda da companhia a uma associação de empresas de ônibus e ligadas ao setor de turismo, o Grupo Águia e Grupo Jacob Filho. O Grupo Águia, presidido por Wagner Abrahão, tem várias empresas ligadas ao setor de viagens, como a Stella Barros (nome fantasia da Assetur), Top Service (logística de viagens), Synergy (viagens corporativas), Pallas (turismo esportivo), Planeta Brasil (turismo receptivo) e Gap One, que consolida passagens aéreas para as agências de viagens. Já o Grupo Jacob Filho possui mais de 20 empresas de ônibus espalhadas pelo país. Entre as empresas do grupo estão a Util (União Transporte Interestadual de Luxo), Expresso Guanabara e Viação Normandy. O nome dos investidores estrangeiros não foi revelado. Com a mudança da composição acionária, a Webjet passou a ser presidida interinamente por Geraldo Souza Pinto, que já foi diretor de Operações da Varig. Ele é irmão de Fernando Pinto, presidente da estatal aérea portuguesa TAP Portugal.

Em 9 de fevereiro de 2006 os voos foram retomados com uma viagem do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul, com a presença de jornalistas e agentes de viagens. Nesta retomada, a empresa operava somente voos fretados (charter). A Webjet realizou neste período voos para Fortaleza, Natal, Porto Seguro, Porto Alegre e Florianópolis.

Em 2 de maio de 2006 a empresa recomeçou a operar regularmente entre Rio de Janeiro e Porto Alegre, semanas depois esticou seus voos também até Curitiba e Salvador. Após rever sua estratégia de apostar em vendas somente pela internet, as passagens passaram a ser comercializadas também por operadores de turismo, agentes de viagens e acordos corporativos.

De maio até o final de 2006 registou cerca de 123 mil passageiros e load factor (média de ocupação das aeronaves) de 72%.

Em 1 de novembro de 2006 a Webjet começou a operar sua segunda aeronave com a reinauguração de voos para Belo Horizonte, atendendo o Aeroporto da Pampulha pela manhã e o Aeroporto Tancredo Neves - Confins durante à tarde.

Estande da empresa no Aeroporto Internacional de Brasília.

A CVC, maior operadora de pacotes turísticos do país, deu um passo concreto para ter voos próprios ao comprar a companhia aérea WebJet por cerca de R$ 45 milhões. A operadora quis reduzir sua dependência por voos de companhias aéreas regulares. A Holding CVC fechou a aquisição de 100% das ações da Webjet em 25 de junho de 2007. Até então, a companhia aérea era controlada pelos empresários Jacob Barata Filho e Wagner Abrahão, cada um com 32,5% e 46,3% das ações, respectivamente, e por um fundo capitaneado por Mauro Molchansky, que detinha o restante do capital. A operadora de viagens negou tanto a compra da Webjet quanto o interesse por adquirir a empresa. Ela confirmou apenas ter fechado um acordo para fretar os aviões da companhia aérea no período em que eles ficavam ociosos. No entanto, fontes do mercado, incluindo pessoas ligadas à Webjet, confirmaram a aquisição.

Com a Holding CVC no comando da Webjet, aos sábados e domingos, a empresa aérea passou a voar para as seguintes cidades: Natal, Brasília, Fortaleza, Ilhéus e Porto Seguro. Eram cidades atendidas por voos fretados da operadora CVC, posteriormente passaram a ter cota de voo regular, hoje pode-se comprar bilhetes para esses voos. Nesse período a empresa também começou a operar quatro vezes por semana para Brasília, ligando a capital federal ao Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

A empresa começou a operar em 21 de dezembro de 2007 o terceiro Boeing Boeing 737-300, este utilizado para voos diários no nordeste do Brasil, atendendo novas cidades como Recife e Maceió. A quarta aeronave, do mesmo modelo, entrou em operação em 10 de fevereiro de 2008, auxiliando a compor a frequência de voos nas rotas já operadas pela empresa. Em maio de 2008 recebeu seu sexto, desta forma, ampliando o número de cidades atendidas com a inserção de Campo Grande e Cuiabá entre os seus destinos. Em julho de 2008 a Webjet conquista 3,17% de Market Share e vendas acima de R$ 30 milhões ao mês. Em outubro de 2008, atinge 900 funcionários na empresa e vendas acima de R$ 39 milhões ao mês. Em novembro entra em operação a nona aeronave e a Webjet conquista 3,67% de Market Share. Em dezembro de 2008 mais duas aeronaves entram em operação. A Webjet terminou 2008 com um total de 11 aeronaves Boeing 737-300, atendendo 13 cidades.

Aeronave Boeing 737-300 da WebJet.

A Webjet Linhas Aéreas comunicou no dia 13 de fevereiro de 2009 que o executivo José Wagner Ferreira, com larga experiência no mercado de aviação, assume a presidência da companhia aérea. A empresa ocupa o quarto lugar no mercado doméstico, atrás de TAM, GOL e Azul, respectivamente. Wagner atuou, durante 25 anos, na Vasp, onde chegou à vice-presidência, e, nos últimos nove anos, no mesmo cargo na TAM. O administrador Paulo Enrique Coco, que vinha exercendo a presidência da companhia desde março de 2006, desliga-se do cargo após relevantes serviços prestados à Webjet. Nesse período, foi responsável por comandar desde o retorno das operações regulares da companhia, em maio de 2006, até a aquisição da empresa pelo Grupo CVC, em 2007. O novo presidente da Webjet, Wagner Ferreira, disse à imprensa que a sede da empresa continua no Rio, mas que será transferida para um espaço bem maior, de mil metros quadrados, no Rio Office Park, na Av. Abelardo Bueno, Barra da Tijuca, nas proximidades do Riocentro. Cento e quarenta profissionais atuarão no novo escritório. Outro ponto que ratifica a permanência da base da empresa no Rio é a instalação, em breve, de um centro de operação e manutenção da Webjet no Aeroporto Internacional do Galeão. Em Março de 2009 a Companhia lançou uma nova pintura e novo interior.

Em dezembro de 2010 a Webjet ampliou ainda mais seus destinos, começando a operar em Navegantes (Aeroporto Internacional de Navegantes), Foz do Iguaçu (Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu) e Ribeirão Preto (Aeroporto de Ribeirão Preto). Tendo a partir do (Aeroporto de Ribeirão Preto) diversas rotas, pois o mercado aéreo esta aquecido em Ribeirão Preto, além de a cidade ser estratégica para a companhia, devido a sua área de abrangência, que atende aproximadamente 4 milhões de habitantes, com alto poder aquisitivo[2] . Em agosto de 2011 inicia suas operações no aeroporto de Uberlândia (MG) de onde partem vôos para Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.

Em 8 de Julho 2011 A companhia aérea Gol anunciou a intenção de compra da webjet em uma negociação no valor de R$ 96 milhões. Esta compra reforça a sua posição de ser a 2° Maior compania aérea do brasil, se aproximando da TAM e também pelo interesse no uso dos slots de aeroportos centrais utilizados pela Webjet.

Essa união deverá fazer com que a Gol tenha 45,65% de participação no mercado. A TAM, atual líder do mercado, tem 38,89%.[3]

Meses após o anúncio da compra pela GOL, a companhia administradora repassou 3 de suas aeronaves para a Webjet. Trata-se de Boeings 737-800SFP, um dos jatos comerciais mais utilizados na aviação mundial. Os três Boeing 737-800 entraram em operação em Dezembro/2011, Janeiro/2012 e Fevereiro/2012 são eles o PR-GTI,PR-GTU e PR-GTJ,todos com a mesma configuração de assentos 184 e ainda possuem prefixos da antiga operadora.

Em Fevereiro de 2012 a Webjet inicia suas operações no Terminal 4 de Guarulhos. É a primeira companhia a operar no novo terminal.

No dia 10 de Outubro de 2012, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprova a compra da Webjet pela VRG Linhas Aéreas S/A (GOL). No dia 17 de Outubro de 2012 o site da Webjet sai do ar, e as vendas de voos WH são direcionadas para os canais da GOL. A partir desta data, inicia-se o processo de unificação das operações entre as duas companhias.

No dia 21 de Novembro de 2012, o CADE autorizou a extinção da operadora e sua marca, tendo inclusive as flags da Webjet sendo removidas do site de compra de passagens da GOL.

Em 23 de novembro de 2012 a Gol anuncia fim da Webjet e desligamento de 850 funcionários.

Em dezembro de 2012, o Mistério do trabalho entra com uma ação civil publica contra a controladora Varig(GOL), e a juíza da 23 vara concede uma liminar cancelando as demissões e obrigando a empresa a reintegrar os funcionários, em 1 de Março de 2013 a controladora (GOL) em contrario a sentença emitida pela 23 Vara do Ministério do trabalho demite novamente os funcionários, totalizando ate o momento 950 demissões, sendo a controladora multada até o momento em 60 Milhões, pelo descumprimento da decisão judicial.[4]

A WebJet, durante o começo, em 2005, até o seu fim, em 2012, foi a empresa de aviação comercial que nenhuma de suas aeronaves sofreu acidentes ou incidentes. Enquanto as suas concorrentes tiveram incidentes e acidentes com suas aeronaves.

Destinos[editar | editar código-fonte]

Região Centro-Oeste[editar | editar código-fonte]

Região Nordeste[editar | editar código-fonte]

Região Sudeste[editar | editar código-fonte]

Região Sul[editar | editar código-fonte]

Frota[editar | editar código-fonte]

A Webjet operava aeronaves Boeing 737-300, 737-800, com capacidade para 148, 184 passageiros,configurados em classe unica.

Frota
Aeronave Total Passageiros
(Executiva/Economica)
Boeing 737-300 24 148(0/148)
Boeing 737-800 4 184(0/184)
Total 28 aeronaves

Cargas[editar | editar código-fonte]

A Webjet manteve parceria com a empresa Tec Cargo para o transporte de cargas. A Webjet ampliou o seu foco quando resolveu explorar, de maneira compartilhada, os negócios com carga. Para tanto, formou uma aliança estratégica com a empresa de logística, especializada na remessa TECA - TECA.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]