Weezer (álbum de 2001)

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Weezer - The Green Album
Álbum de estúdio de Weezer
Lançamento 15 de Maio de 2001 (2001-05-15)
Gravação Dezembro de 2000, no Cello Studios
Los Angeles, EUA Estados Unidos
Género(s) Rock Alternativo, Power Pop
Duração 28:20
Gravadora(s) Geffen Records Estados Unidos
Produção Ric Ocasek
Certificação Estados Unidos RIAA: Platinum.png 1× Platina[1]

Certificação Reino Unido BPI: Platinum.png 1× Platina Certificação Canadá MC: Platinum.png 1× Platina[2] Certificação Austrália ARIA: Double Platinum.png 2× Platina[3] Certificação Nova Zelândia RIANZ: Double Platinum.png 2× Platina[4]

Cronologia de Weezer
Último
Último
Pinkerton
(1996)
Maladroit
(2002)
Próximo
Próximo
Singles de Weezer - The Green Album
  1. "Hash Pipe"
    Lançamento: 18 de Junho de 2001 (2001-06-18)
  2. "Island in the Sun"
    Lançamento: 28 de Agosto de 2001 (2001-08-28)
  3. "Photograph"
    Lançamento: 30 de Novembro de 2001 (2001-11-30)

Weezer, também referido como The Green Album, é o terceiro álbum da banda americana de rock alternativo Weezer, lançado a 15 de Maio de 2001 pela Geffen Records. O álbum foi produzido por Ric Ocasek e o único a apresentar o baixista Mikey Welsh, que substituiu o membro fundador Matt Sharp. O género musical de Weezer é dominado pelo power pop, apresentando melodias fortes, harmonias vocais intensas e acordes de guitarra proeminentes. É também o álbum dos Weezer mais rapidamente vendido.

Weezer recebeu na generalidade avaliações favoráveis. O álbum foi também reconhecido como o renascimento da banda após o hiato que se seguiu ao seu álbum de 1996 Pinkerton. O álbum atingiu o sucesso nas tabelas através da estreia no 4.º lugar na Billboard 200 dos Estados Unidos e no 2.º lugar no Canadá. O álbum também atingiu o top ten na Noruega e na Suécia. Desde o seu lançamento em 2001, o álbum vendeu mais de 1,600,000 cópias nos Estados Unidos.

Foram lançados três singles a partir do álbum, incluindo "Hash Pipe", "Island in the Sun" e "Photograph". O primeiro single, "Hash Pipe", tornou-se num sucesso mundial do rock moderno, surgindo em sete tabelas diferentes, apesar da relutância da editora em lançar a música como primeiro single.

Base de criação e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Seguindo o falhanço comercial e crítico de Pinkerton (1996), o vocalista dos Weezer Rivers Cuomo colocou a banda em hiato.[5] Este voltou para a Universidade de Harvard numa tentativa de terminar os seus estudos, mas acabou por desistir para se dedicar à composição musical.[5] Durante este tempo, Cuomo tocou com um grupo diferente de músicos numa banda chamada Homie, a qual se encontrava baseada em Boston.[6] Um dos membros dos Homie era Mikey Welsh, um baixista que acabaria por ser proposto para substituir Matt Sharp nos Weezer.[7]

Em Fevereiro de 1998, Cuomo terminou calmamente com os Homie e estabeleceu-se em Los Angeles para começar a trabalhar em demos dos Weezer com Brian Bell e Patrick Wilson.[8] Neste ponto, o baixista Matt Sharp encontrava-se ausente de vários ensaios dos Weezer e estava a distanciar-se da banda.[9] [10] A 8 de Abril de 1998, Sharp anunciou a sua saída oficial dos Weezer para dedicar todas as suas energias à sua banda, The Rentals.[11] Foi rapidamente anunciado que o antigo membro dos Homie, Welsh, tomaria conta do baixo para os Weezer.[12] [13] Frustração e desacordos criativos levaram a uma paragem nos ensaios e, no segundo semestre de 1998, o baterista Patrick Wilson regressou para a sua casa em Portland enquanto aguardava produtividade renovada de Cuomo,[14] que entrou num período admitido de depressão, durante o qual pintou as paredes da sua casa de preto e colocou "isolamento em fibra de vidro sobre as janelas e depois painéis pretos em fibra de vidro para que não atravessasse luz".[14]

No início de 1999, os membros dos Weezer voltaram a seguir caminhos separados. O baterista Patrick Wilson colocou os seus esforços na sua banda paralela The Special Goodness, o guitarrista Bell trabalhou para a sua banda Space Twins e Welsh entrou em digressão com Juliana Hatfield.[15] Entretanto, Cuomo focou as suas energias na composição, elaborando 121 músicas, sendo que cerca de metade se tornariam demos.[15] Durante este período de tempo, este isolou-se e absteve-se do contacto do mundo exterior.[16] [17] Cuomo também aplicou um aparelho dentário, danificando ainda mais a sua auto-estima.[18] Bell acabaria por visitar Cuomo e tocar músicas com ele.[17] Por sua vez, Cuomo revelou a Bell várias músicas em que estava a trabalhar.[17]

Sem o conhecimento da banda, a sua base de fãs estaria a conectar-se e a crescer na Internet,[18] [19] estando a ajudar a criar ímpeto na reputação e vendas de Pinkerton.[20] Quando foi lançado, Pinkerton foi considerado um falhanço crítico e comercial. Contudo, nos anos que se seguiriam ao lançamento do álbum, este ganharia uma reputação muito mais positiva devido à passagem de palavra nos fóruns de discussão e em várias páginas web.[19] [21] Esta expansão da actividade na Internet acabaria por definir mais tarde o regresso da banda aos palcos em 2001.[19] Interacção renovada entre os membros da banda tomou lugar quando foi proposto aos Weezer uma oferta extremamente lucrativa para actuarem no Japão em Agosto de 2000 para o Summer Sonic Festival.[22] Os ensaios para a actuação revigoraram o espírito da banda para conversações sobre a produção de um novo álbum.[23] A banda voltou a actuar em Junho de 2000, tocando em espectáculos pouco conhecidos em Los Angeles sob o pseudónimo de Goat Punishment, assegurando que os Weezer apenas actuariam para os fãs de longa data que reconhecessem o nome.[23]

Entretanto a banda começou a actuar em espectáculos de renome como é o caso da Warped Tour.[24] Cuomo comentou mais tarde, "Nós fomos para lá à espera de sermos apupados e de nos atirarem com coisas. Mas foi exactamente o oposto, as pessoas começaram a cantar em coro todas as músicas e a ficarem loucas, dando-nos o melhor dos apoios. E eu achei que isso nos deu a confiança que precisávamos".[25] A resposta positiva nas actuações da Warped Tour levou a que vários espectáculos fossem agendados.[26] [27] Quando a digressão começou a terminar, demos em MP3 capturadas ao vivo pela unidade móvel da banda e soundchecks começaram a circular em serviços de partilha de ficheiros e entretanto para download no site oficial da banda.[19] Estas músicas foram frequentemente referidas como Summer Songs of 2000 (em português: Músicas do Verão de 2000, e comummente abreviadas como SS2K).[19]

Gravação[editar | editar código-fonte]

Em 23 de Outubro de 2000, Cuomo anunciou que a banda iria começar a gravar material "com ou sem" um produtor.[28] Contudo, a editora discográfica da banda decidiu contratar um produtor musical devido ao falhanço comercial do seu álbum auto-produzido Pinkerton.[28] A banda começou a ensaiar e a arranjar as Summer Songs of 2000 e o novo material de Cuomo na sua casa com o engenheiro Chad Bamford.[28] A banda entretanto decidiu contratar Ric Ocasek — que também produziu o seu álbum de estreia — como produtor,[27] [29] e começaram a enviar demos a Ocasek durante o Verão de 2000.[30] Existiu muito debate entre os membros da banda sobre se estes deveriam gravar em Los Angeles ou na casa de Ocasek em Nova Iorque, acabando a banda por decidir gravar nos Cello Studios em Los Angeles.[29] A banda continuou a gravar demos das suas novas músicas diariamente, acabando por colher mais do que setenta e cinco demos das quais optaram por se centrar em vinte e cinco faixas potenciais para o álbum, em antecipação à chegada de Ocasek.[31] Este trabalhou com a banda para reduzir o número de faixas para dezoito músicas.[32]

As sessões de gravação do álbum começaram no início de Dezembro, com Ocasek a disponibilizar feedback criativo à banda por telefone.[29] A 27 de Dezembro a banda embarcou naquelas que seriam perto de cerca de seis semanas de trabalho em estúdio através do toque repetitivo das músicas com o objectivo de gravar as partes respeitantes ao baixo e à bateria.[33] Eles também fizeram gravações grosseiras dos vocais e da guitarra, dimensionados de forma a obter faixas ritmicamente precisas antes de serem feitas de forma mais eficiente numa fase mais tardia do processo de gravação.[33] Enquanto gravavam o álbum, a banda continuou a dar espectáculos sob o pseudónimo de Goat Punishment.[33] [34]

Durante as sessões de gravação, um executivo da editora da banda, Geffen Records, visitou as sessões para observar o progresso da banda e expressou insatisfação em várias faixas.[35] Esta avaliação acabou por forçar a banda a descartar algumas das canções possíveis do álbum.[35] A banda acabou por se deslocar por três semanas para outra parte dos Cello Studios onde Cuomo e Brian Bell trabalharam as partes de guitarra enquanto a banda inteira gravava as partes vocais.[36] Ocasek assinalou que "o Rivers faz sempre as suas partes de guitarra à primeira tentativa".[36]

A mixagem do álbum começou a 31 de Janeiro com Tom Lord-Alge da South Beach Studios.[37] [38] Bell esteve ausente no processo de mixagem.[39]

Capa[editar | editar código-fonte]

"Eu defini o aspecto da capa exactamente como queria, e acabou por ser muito parecida com a do primeiro álbum. Eu sou a mesma pessoa que era na altura, muito mesmo. Eu tenho o mesmo gosto pelo que não vejo a razão pela qual [a capa] seja diferente."[40]

— Rivers Cuomo sobre a capa de Weezer.

A direcção artística do álbum foi tomada por Chris Bilheimer com fotografia de Marina Chavez e Karl Koch.[41] A capa do álbum foi produzida entre os ensaios da banda e apresenta Mikey Welsh, Rivers Cuomo, Brian Bell e Patrick Wilson da esquerda para a direita num plano frontal e com um fundo verde-claro, numa forma parecida com o álbum de estreia da banda. Isto foi feito em tributo a Ric Ocasek, que também produziu o primeiro álbum,[40] e também para simbolizar a abordagem de regresso às origens que tiveram enquanto gravaram o álbum.[40] Esta abordagem é aludida numa citação presente nas notas do álbum - "Torniamo all'antico e sarà un progresso"[41] [42] [43] - do compositor italiano de ópera Giuseppe Verdi que significa "Voltaremos ao antigamente e será um progresso".[44]

A imagem presente no interior das notas do CD é uma fotografia dos Weezer a actuar ao vivo, apresentando (da esquerda para a direita) uma sobreposição das silhuetas de Mike Nelson, Tom Servo e Crow T. Robot da série televisiva Mystery Science Theater 3000 (uma vez que nas notas existe uma citação "Silhuetas de MST3K por cortesia da Best Brains, Inc.").[41]

Este foi o primeiro álbum dos Weezer a apresentar uma embalagem de CD transparente. Na parte inferior da embalagem do CD, a palavra "No" (em português: Não) pode ser encontrada na parte traseira da lombada.[45] Alguns dos fãs especulam que será uma resposta ao interior da embalagem do álbum OK Computer dos Radiohead, que contém o texto "Eu gosto de ti. Eu gosto de ti. Tu és uma pessoa maravilhosa. Eu estou cheio de entusiasmo. Eu vou a sítios. Eu gostarei muito de te ajudar. Eu sou uma pessoa importante, gostarias de ir para casa comigo?".[46] A explicação oficial dos Weezer foi vaga, com o gestor Karl Koch a afirmar que "Não significa não".[47]

Lançamento e promoção[editar | editar código-fonte]

O álbum foi encarado com entusiasmo por parte da editora discográfica.[48] Karl Koch assinalou que "Eles não davam mais do que apoio e entusiasmo em relação ao álbum".[48] Contudo, a data de lançamento original do álbum, a 17 de Abril, foi adiada devido ao facto de os executivos não gostarem da escolha de Cuomo para que "Hash Pipe" fosse o primeiro single. Alegando o conteúdo sinistro da música sobre um prostituto transsexual como inapropriado, eles sugeriram que "Don't Let Go" fosse escolhido como primeiro single.[49] Mesmo assim, Cuomo continuou a lutar e "Hash Pipe" acabou por se tornar o primeiro single do álbum.[49] A editora tentou de novo adiar a data de lançamento para Junho, mas a banda convenceu-os a aceitar a data de lançamento de 15 de Maio.[50]

Singles[editar | editar código-fonte]

O primeiro single do álbum foi "Hash Pipe". O vídeo de "Hash Pipe" foi realizado por Marcos Siega e foi o primeiro de muitos vídeos que Siega viria a realizar para os Weezer.[51] No vídeo, os Weezer actuam numa arena enquanto um grupo de lutadores de sumo lutam em pano de fundo.[50] A música foi frequentemente censurada como "H*** Pipe" (o título empregue nos créditos do vídeo musical) ou "Half Pipe", já que, em português, a música pode traduzir-se como "Cachimbo de Haxixe".[50] [52] A música tornou-se num grande sucesso no programa da MTV Total Request Live,[53] e também teve muito tempo de antena em estações de rádio,[43] atingindo o segundo lugar da tabela US Modern Rock Charts.[54] A música deu à banda a nomeação de "Pot Song of the Year" (em português: Música de Erva do Ano) por parte da revista High Times.[55] [56]

O single seguinte, "Island in the Sun", foi um grande sucesso de rádio e tornou-se num dos maiores sucessos da banda no estrangeiro.[57] Atingiu o número 11 na tabela US Modern Rock Charts[58] e o número 31 no UK Top 40.[59] Foram criados dois vídeos para a música - o primeiro, realizado por Marcos Siega, mostra os Weezer a tocar a música no copo d'água de um casamento de um casal mexicano e apresenta todos os quatro membros da banda.[60] Esta versão mantém-se como a menos conhecida das duas, recebendo menos tempo de antena que a segunda. Os executivos da MTV não gostaram do vídeo de Siega, instigando a banda a filmar um segundo vídeo.[61] A segunda versão foi realizada por Spike Jonze e apresenta a banda a tocar com vários animais selvagens num monte supostamente remoto (apesar de ter sido filmado de facto a uma pequena distância de Los Angeles, possivelmente perto de Simi Valley).[62] [63] Apenas Brian Bell, Rivers Cuomo e Patrick Wilson aparecem neste vídeo, já que o baixista Mikey Welsh tinha saído da banda pouco tempo antes das filmagens.[61] [62] [64] [65] Também houveram rumores de que o baixista original Matt Sharp teria sido abordado para estar no vídeo, apesar de ser claro que essa oferta nunca chegou a ser feita.[66] Scott Shriner, que estava a preencher o lugar de Welsh e que mais tarde viria a tornar-se num membro permanente dos Weezer, afirmou num comentário para o Video Capture Device que ele quase pediu à banda para o deixarem aparecer no vídeo.[67] O segundo vídeo recebeu muito mais tempo de antena do que o original e tornou-se no vídeo padrão para a música.[61]

O terceiro e último single do álbum foi "Photograph", o qual foi lançado nas estações de rádio no início de Novembro.[68] O single atingiu o número 17 na tabela US Modern Rock Charts.[54] No Japão foi lançada como primeiro single em vez de "Hash Pipe".[69] A banda sentiu que a música não teve o mesmo poder de manutenção que os singles anteriores,[70] decidindo não escolher um realizador de renome para o vídeo musical, optando por sua vez por ter Karl Koch a filmar e editar um vídeo a partir de passagens da banda em digressão.[70]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 73/100[71]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 4.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar half.svg[72]
Drowned in Sound 9 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[73]
Entertainment Weekly (B+)[74]
IGN 7 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[75]
NME 5 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[76]
Pitchfork Media 4 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[77]
Q 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[78]
Rolling Stone 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[79]

Weezer recebeu geralmente revisões favoráveis. Na Metacritic, que efectua uma avaliação de 0 a 100 com base nas críticas correntes, o álbum recebeu uma pontuação média de 73 em 100.[71] O escritor Stephen Thomas Erlewine da Allmusic, que deu ao álbum quatro estrelas e meia, afirmou que "isto pode não parecer nada de especial - é apenas pop-punk, entregue sem muita variação de dinâmica mas com muitos pontos viciantes - mas ninguém o faz tão bem, independentemente do número de bandas que o tente".[72] Jason Thompson da PopMatters deu ao álbum uma revisão positiva, louvando a decisão da banda em ter Ric Ocasek como produtor outra vez - "Os solos de guitarra soam tão bem como as palavras. E até a duração das músicas é certa e compacta. Os Weezer chegam, tocam a música, e saem. A não exageração faz com que tu queiras estas ouvir as músicas uma vez e outra vez. Talvez ter o produtor Ric Ocasek de volta ao trabalho foi uma das melhores ideias que a banda teve, já que o The Green Album é certamente à prova de água em todo o lado".[80] A Drowned in Sound deu ao álbum uma revisão muito positiva, dizendo que "Depois de terem criado duas das melhores gravações de pop-rock de sempre é tempo de lhe adicionar uma terceira. Uma vez ouvido, o The Green Album faz com que tu comas da mão de Rivers Cuomo como no passado. [...] Rivers Cuomo é um dos melhores compositores de música que já pegou numa guitarra. Qualquer um que resista ao charme do quarteto de Geek-rock é obviamente feito de pedra e inteiramente idiota. Desculpem ser franco mas é o que é.". O álbum viria mais tarde a atingir o terceiro lugar na sua lista de melhores álbuns de 2001, empatando com Toxicity dos System of a Down e Rock Action dos Mogwai.[81] A revista Q listou Weezer como um dos 50 melhores álbuns de 2001.[82]

Nem todas as revisões foram elogiosas. Spencer Owen da Pitchfork declarou que "O novo álbum homónimo dos Weezer, ao que parece, é mediano do início ao fim".[77] Além disso, Sarah Dempster da NME ficou desapontada com o álbum e disse, "O aspecto mais irritante do The Green Album é, contudo, a comichão enlouquecedora de oportunidade desperdiçada".[76]

Desempenho nas tabelas[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos, Weezer estreou-se no quarto lugar da Billboard 200 na semana de 15 de Maio de 2001.[83] Em duas semanas o álbum vendeu 215,000 cópias.[84] Foi certificado com platina a 13 de Setembro de 2001.[1] Em Agosto de 2009, álbum tinha vendido 1,600,000 cópias nos Estados Unidos.[85] No Canadá, o álbum estreou-se no segundo lugar do Canadian Albums Chart.[86] Em Junho de 2001, o álbum foi certificado com platina pela Canadian Recording Industry Association (CRIA) pela venda de 80,000 unidades.[2]

O álbum estreou-se no trigésimo primeiro lugar no UK Albums Chart.[87] Na Austrália, o álbum atingiu o vigésimo quinto lugar.[88] O álbum foi certificado com dupla platina pela Australian Recording Industry Association (ARIA) pela venda de 140,000 cópias.[3] Weezer também atingiu o Top Ten na Noruega e na Suécia, ficando nas oitava e sétima posições, respectivamente.[89] [90]

Lista de Faixas[editar | editar código-fonte]

N.º Título Compositor(es) Duração
1. "Don't Let Go"   Rivers Cuomo 2:59
2. "Photograph"   Rivers Cuomo 2:19
3. "Hash Pipe"   Rivers Cuomo 3:06
4. "Island in the Sun"   Rivers Cuomo 3:20
5. "Crab"   Rivers Cuomo 2:34
6. "Knock-down Drag-out"   Rivers Cuomo 2:08
7. "Smile"   Rivers Cuomo 2:38
8. "Simple Pages"   Rivers Cuomo 2:56
9. "Glorious Day"   Rivers Cuomo 2:40
10. "O Girlfriend"   Rivers Cuomo 3:50
Duração total:
28:20

Faixa Bónus de Reino Unido e Japão

N.º Título Compositor(es) Duração
11. "I Do"   Rivers Cuomo 2:10

Faixa Bónus Japão

N.º Título Compositor(es) Duração
12. "The Christmas Song"   Rivers Cuomo 3:11

Posições nas Tabelas e Certificações[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

Ano Música Melhor posição
Flag of the United States.svg
US Modern Rock
[54]
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US Mainstream Rock
[54]
Flag of the United Kingdom.svg
UK Top 40
[59]
Noruega
VG-lista
[96]
2001 "Hash Pipe" 2 24 21 74
"Island in the Sun" 11 31
2002 "Photograph" 17

Pessoal[editar | editar código-fonte]

Distinções[editar | editar código-fonte]

Ano Publicação País Distinção Posição
2001 Spin Estados Unidos Melhores Álbuns de 2001[97] 9
2001 Drowned in Sound Reino Unido Melhores Álbuns de 2001[81] 3
2001 Q Reino Unido 50 Melhores Álbuns de 2001[82] -

Referências

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  2. a b c Gold & Platinum Certification - June 2001 Canadian Recording Industry Association. Visitado em 9 de Maio de 2010.
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  4. a b "RIANZ Database" Recording Industry Association of New Zealand. Recuperado a 2 de Agosto de 2008.
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  6. Luerssen (2004), p. 242.
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  8. Luerssen (2004), p. 245.
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Bibliografia
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