Werner Munzinger

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Werner Munzinger (Olten, Suíça, 21 de abril de 1832Awsa, atual Djibuti, 7 de novembro de 1875) foi um linguista e explorador suíço, administrador colonial, filho do político Josef Munzinger.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Olten, no cantão suíço de Soleura, estudou Ciências Naturais e História na Universidade de Berna, e, posteriormente, Orientalística na Universidade de Munique e na Sorbonne, em Paris. Em 1852, Munzinger foi ao Cairo, Egito, e um ano mais tarde começou a trabalhar para uma casa de comércio francesa em Alexandria. Como chefe de uma expedição comercial, foi enviado em 1854 para a costa do mar Vermelho, e passou um ano na cidade de Maçuá, no território então chamado de Abissínia (na atual Eritreia). De lá visitou a terra dos bilen, e se estabeleceu ali, em Keren. Lá, casou com uma mulher bilen, que permaneceu ao seu lado até a morte, e adotou o seu filho, Kifle (posteriormente Kifle Bey).

A obra de Munzinger, Über die Sitten und das Recht der Bogos ("Sobre os costumes e leis dos bogos") fez com que ele fosse enviado ao então chamado "interior da África", como membro da expedição alemã liderada pelo ornitólogo Theodor von Heuglin. Após reunir-se com a expedição no dia 1 de julho de 1861, em Maçuá, separou-se de Heuglin no dia 11 de novembro, no norte da Abissínia, e percorreu com outro explorador alemão, Gottlob Kinzelbach, a terra dos kunamas, ao longo dos rios Gash e Atbara, nunca antes pisada por europeus, até chegar, em 1 de março de 1862, a Cartum (no atual Sudão). Nomeado então como líder da expedição, no lugar de Heuglin, dirigiu-se para Kurdufan, juntamente com Munzinger, sem conseguir chegar, no entanto, a Darfur e Wadai. Passou por Maçuá e voltou para a Europa, onde escreveu suas principais obras, Ostafrikanische Studien ("Estudos leste-africanos"), e Die deutsche Expedition in Ostafrika ("A expedição alemã na África Oriental"), além dum Vocabulário da língua tigré.

Em 1864 passou mais uma longa temporada nas regiões fronteiriças ao norte e noroeste da Abissínia (atual Eritreia), e em 1865, passou a administrar o consulado britânico na cidade portuária de Maçuá, no mesmo ano em que ela foi conquistada pelos egípcios. Pouco tempo mais tarde assumiu também o consulado francês na região, e integrou a bem-sucedida expedição britância à Abissínia, em 1868, contra o Neguse Negest Tewodros II. Com a retirada das tropas britânicas em junho daquele ano, Munzinger permaneceu em Maçuá, onde passou a se dedicar somente ao consulado francês, e foi nomeado formalmente vice-cônsul. Em 1870 perambulou pelas áreas costeiras ao sudoeste da Arábia. No ano seguinte, Ismail Paşa, o quediva egípcio, nomeou-o governador da província de Maçuá, com o título de Bey. Como governador de Maçuá, Munzinger anexou ao Egito duas províncias do norte da Abissínia,1 e em 1872 tornou-se paxá e governador-geral do leste do Sudão, controlando um território que ia de Suaquém até Berbera, rumo ao interior, até Kassala, e, ao sul, passando sobre toda a costa do mar Vermelho, sobre Maçuá, até Zayla.

As governor of Mitsiwa he annexed to Egypt two provinces of northern Abyssinia, and in 1872 he was made Paşa and governor-general of the eastern Sudan. It is believed that it was on his advice that Ismail sanctioned the Abyssinian enterprise, but in 1875 the command of the Egyptian troops in northern Abyssinia was taken from Munzinger, who was selected to command a small expedition intended to open up communication with Menilek II, king of Shewa (Shoa), a potential ally of Egypt. Munzinger left the Gulf of Tadjura for Ankober with a force of 350 men and an envoy from Menilek. On reaching Lake Assal, the expedition was attacked during the night, and Munzinger, with his wife and nearly all his companions, was killed.

No fim de outubro de 1875 Munzinger, juntamente com o explorador suíço Gustav Adolf Haggenmacher, embarcou numa expedição colonizatória e militar, rumo ao reino etíope independente de Shewa, cujo rei, Menelik (futuro imperador da Etiópia), era um aliado em potencial do Egito. Na expedição, Munzinger - contrariando as ordens egípcias - decidiu agir a serviço do rei, e anexar formalmente a estrada que ligava o Afar com o sultanato de Awsa; Mahammad ibn Hanfadhe, sultão de Awsa, se inteirou de seus planos e ordenou que a expedição fosse destruída. Munzinger partiu do golfo de Tadjura com uma tropa de 350 homens, e um enviado de Menelik II]]; ao chegar no lago Assal, próximo a Awsa, a expedição foi atacada pelas forças do sultão. Durante o combate que se seguiu, Munzinger foi ferido gravemente, e morreu pouco tempo depois.2 Sua esposa e quase todos seus companheiros também foram mortos.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Über die Sitten und das Recht der Bogos (Winterthur, 1859)
  • Ostafrikanische Studien (Schaffhausen, 1864)
  • Die deutsche Expedition in Ostafrika (Gotha, 1865)
  • Vocabulaire de la langue Tigré (Leipzig, 1865)

Referências

  1. Encyclopedia Britannica, verbete Werner Munzinger
  2. Ullendorff, Edward. The Ethiopians: An Introduction to Country and People, segunda edição (London: Oxford University Press, 1965), p. 90. ISBN 0-19-285061-X.

Fonte[editar | editar código-fonte]

  • Lewandowski, Herbert. Ein Leben für Afrika: Das abenteuerliche Leben von Werner Munzinger Pascha. Zurique, 1954.
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