West Coast

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"West Coast"
Single de Lana Del Rey
do álbum Ultraviolence
Lançamento 14 de abril de 2014 (2014-04-14)
Formato(s) Download digital
Gravação 2013; Easy Eye Sound
(Nashville, Tennessee)
Gênero(s) Soft rock, surf rock, rock psicodélico
Duração 4:17
Gravadora(s) Polydor, Interscope
Composição Lana Del Rey, Rick Nowels
Produção Dan Auerbach
Cronologia de singles de Lana Del Rey
Último
Último
"Once Upon a Dream"
(2014)
"Shades of Cool"
(2014)
Próximo
Próximo

"West Coast" é uma canção gravada pela artista musical estadunidense Lana Del Rey, para o seu terceiro álbum de estúdio, Ultraviolence (2014). Composta pela própria juntamente com Rick Nowels, foi inicialmente produzida pelo mesmo e gravada em dezembro de 2013 no Electric Lady Studios, em Nova Iorque. No entanto, foi regravada em inícios de 2014, no Easy Eye Sound, em Nashville, Tennessee, após a cantora conhecer Dan Auerbach, vocalista do grupo The Black Keys, e ter o recrutado para ficar a cargo de sua produção final. O seu lançamento ocorreu em 14 de abril de 2014, através da rádio BBC Radio 1, servindo como o primeiro single do disco.

Musicalmente, "West Coast" é uma balada de estilos rock psicodélico, soft rock e surf rock. Cantada "99% ao vivo" com uma banda de sete músicos, segundo o próprio Auerbach, a obra foi considerada uma evolução musical de Del Rey em relação aos seus lançamentos anteriores. Composta por vocais sensuais, ofegantes e sussurrantes, retrata uma mulher dividida entre o amor e a ambição e representa uma homenagem à Costa Oeste dos Estados Unidos, local creditado pela cantora como inspiração para o trabalho.

Após o seu lançamento, "West Coast" recebeu aclamação dos críticos musicais, os quais elogiaram a sua produção hipnótica e atmosférica e enfatizaram a sua instrumentação inconstante e a entrega vocal e da artista. Comercialmente, desfrutou de um sucesso moderado, alcançando as vinte melhores posições das tabelas musicais de países como a Espanha, a Escócia, a Hungria e a Itália. Nos Estados Unidos, estreou na 17.ª colocação da Billboard Hot 100, tornando-se o single com a melhor entrada na tabela por Del Rey e o seu segundo melhor posicionado, atrás apenas de "Summertime Sadness". Adicionalmente, conquistou a terceira colocação do periódico genérico Adult Alternative Songs.

O vídeo musical acompanhante foi dirigido por Vincent Haycock e lançado em 7 de maio de 2014, através do serviço Vevo. A gravação, em sua maior parte com efeitos em preto-e-branco, exibe cenas de Del Rey a interpretar a personagem ambivalente que a canção retrata. Filmado em Los Angeles, na Califórnia, mostra a cantora a caminhar em uma praia com um rapaz, interpretado por Bradley Soileau, e em um carro em câmera lenta. O final do teledisco, por sua vez, caracteriza a artista em um vestido vermelho e em chamas. Recebido com análises positivas pelos profissionais especializados, concorreu à categoria "Melhor Cinematografia" no MTV Video Music Awards de 2014, mas acabou perdendo o troféu para "Pretty Hurts", da compatriota Beyoncé.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Isso foi o que me disseram há pouco, quando eu estive numa festa na praia. Segundo ele, alguém que não está a beber não está realmente a festejar. Eu achei que foi uma frase interessante, de certa forma. Recordou-me do meu passado, das minhas motivações, de como essa maneira de pensar ainda faz parte de mim, apesar de ter deixado de beber. Por algum motivo, eu gosto bastante do ambiente de uma festa animada, quer seja na Costa Oeste, ou noutro local qualquer. Gosto muito quando vejo outras pessoas a divertir-se sem preocupações. Nessas alturas, sinto-me como se fizesse parte da festa, algo com o qual me sinto confortável.

— Lana Del Rey a explicar a inspiração para a linha de abertura da canção.

"West Coast" foi escrita por Lana Del Rey em conjunto com Rick Nowels, seu colaborador de longa data, na Califórnia; enquanto a artista desenvolvia a sua letra, Nowels elaborava os seus arranjos.[1] Em dezembro de 2013, a cantora esteve no Electric Lady Studios, em Nova Iorque, onde produziu cerca de onze músicas para Ultraviolence (2014) apenas com o seu guitarrista e um baterista de apoio, inclusive uma primeira versão de "West Coast", todas inspiradas pelo rock clássico.[2] A faixa foi concebida como uma dedicação à Costa Oeste dos Estados Unidos e intencionalmente como uma representação do estado psicológico da artista na época, que se sentia sombria e desconectada, o que resultou em sua composição distinta da forma verso-refrão das músicas pops contemporâneas e na adoção de um andamento mais lento para o refrão da canção.[3] Embora tenha concluído as gravações de todo o disco em apenas cinco semanas que passara em estúdio, a intérprete ficou insatisfeita com a versão final do projeto.[3]

No início de 2014, no entanto, a cantora conheceu Dan Auerbach, vocalista do grupo The Black Keys; Del Rey encontrou-se com o artista em duas ocasiões inusitadas, um delas no próprio Electric Lady Studios, enquanto concluía a produção de seu disco, e uma outra em Queens, Nova Iorque, através de Tom Elmhirst e alguns amigos em comuns ao saírem em uma noite.[4] Neste último encontro, os dois conversaram e decidiram trabalhar em algo juntos.[5] Del Rey, então, revelou a Auerbach o seu interesse em desenvolver uma faixa contendo tons de jazz e influências da Costa Oeste, algo que a própria revelou ter sido inspirado pelos Eagles e pelos Beach Boys, bem como uma sonoridade similar ao material produzido nas festas realizadas na vizinhança de Laurel Canyon, uma região de Los Angeles, no final da década de 1970 e técnicas mais flexíveis de produção.[6] Dan sugeriu à artista uma reunião em seu estúdio, Easy Eye Sound, para discutirem o que poderiam fazer.[5] Posteriormente, Lana Del Rey viajou a Nashville, Tennessee, onde regravou "West Coast" e todo o material que havia sido elaborado para o disco em apenas três semanas.[4] O produtor, então, decidiu incorporar à canção uma produção mais casual, que transmitisse a sensação do som da Califórnia, gravando-a em apenas uma tomada com um microfone Shure SM58.[3] De acordo com Auerbach, o número foi cantado "99% ao vivo" pela artista, enquanto uma banda composta por sete músicos gravavam a sua instrumentação.[7] O produtor ficou a cargo da guitarra elétrica, do violão de doze cordas, do chocalho e dos sintetizadores em todas as canções do disco, enquanto Nick Movshon foi creditado como baterista e baixista em "West Coast". Instrumentos de cordas foram incrementados à canção separadamente após a conclusão de sua gravação, no Bridge Studios, em Glendale, na Califórnia.[8]

Após o lançamento da faixa, Del Rey revelou que a versão demo, gravada em 2013, era completamente diferente da versão produzida por Auerbach.[6] Quando eles tocaram-na pela primeira vez para a Interscope Records, o editores mostraram-se insatisfeitos com o material, por seu refrão tornar-se mais lento que os seus versos ao longo da melodia, exclamando: "Nenhuma dessas canções são boas para as rádios e agora você está diminuindo a sua velocidade, quando estas deveriam ser aceleradas".[3]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

"West Coast" foi lançado como o primeiro single de Ultraviolence (2014).[9] O título da canção foi anunciado em 3 de abril de 2014, pela própria Lana Del Rey em sua conta no Twitter.[10] Sete dias depois, a cantora revelou a capa de arte do single através da mesma rede social, juntamente com as suas linhas de abertura servindo como legenda, a qual também foi utilizada em um outdoor colocado em Los Angeles no mesmo dia.[11] [12] Com um tom fortemente amarelado, o trabalho de capa transmite a ideia de que a artista estaria em um ambiente ensolarado na Califórnia.[13] Lana Del Rey é caracterizada a olhar fixamente e inexpressivamente para a câmera, utilizando maquiagem escura, porém suave, em volta dos olhos. A cantora exibe visual praiano característico da Costa Oeste, vestindo jaqueta de couro preta e uma camiseta branca.[14] A obra levou alguns críticas a especular a possibilidade de "West Coast" soar igualmente aos trabalhos de Del Rey em Born to Die (2012).[13] Embora tenha sido apresentada por Del Rey em diversos festivais na América do Norte, a faixa foi estreada oficialmente por Fearne Cotton em sua estação na BBC Radio 1, em 14 de abril, sendo o seu áudio oficial publicada na plataforma de vídeos Vevo no mesmo dia.[14] [15] Também no dia 14, foi enviada às estações radiofônicas da Itália.[16] Mais tarde, foi lançado como download digital no Canadá e, no dia 22 do mesmo mês, foi disponibilizado em lojas virtuais nos Estados Unidos, seguido por um lançamento em âmbito global dias depois.[17] [18] Entretanto, apenas foi disponibilizada no Reino Unido e na Alemanha em 25 e 30 de maio, respectivamente, enquanto que no mês seguinte foi incluso nas estações de rock moderno em território estadunidense.[19] [20] [21]

Além da versão-oficial, "West Coast" também foi promovida por meio de diversas versões-alternativas. Em 19 de maio de 2014, o site da revista Vice estreou um remix da canção produzido por Dan Heath — que havia colaborado com Del Rey em "Blue Jeans" (2012).[22] Um conjunto mais curto, que contou com edições adicionais nos vocais da artista a fim de torná-los mais nítidos para a sua compreensão, foi produzido por Dan Auerbach e enviado exclusivamente paras as estações de rádio.[23] Nesta versão, além dos vocais, houve significativa alteração no ambiente sonoro da canção em relação à original, ao incorporar elementos da música do Caribe e da música tropical e torná-la mais "alegre".[24] Diversos outros remixes foram lançados em parceria com Alle Farben, Jabberwocky, Marc Kinchen, Mladen Solomun, The Young Professionals, Steven Zhu, Camo & Krooked e Kieran Hebden.[25] [26] [27] Alguns desses, por sua vez, foram compilados e lançados em plataformas como a iTunes Store como um extended play (EP) digital.[26]

Composição[editar | editar código-fonte]

Demonstração de 30 segundos de "West Coast", uma canção de estilo rock com influências da música dos anos 1960 e dos anos 1980, e cujo refrão sofre uma brusca alteração rítmica, iniciando-se com riffs de guitarra ao estilo spaghetti western que abrem canção "And I Love Her" (1964), dos Beatles, enquanto Del Rey sussurra-o de forma sensual.

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"West Coast" é uma balada derivada de gêneros como o rock psicodélico, o soft rock e o surf rock, e possui uma duração de quatro minutos e dezessete segundos (4:17).[28] [29] [30] Apresenta o estilo retrô dos anos 1960 e unidade de tempo das músicas de 1980, e contém elementos de diversos outros estilos, tal como o rock independente, o reggae, o rock latino e o narcótico swing.[31] [32] [33] [28] Sua produção minimalista e sua instrumentação orientada por dedilhados de guitarra ensombrados por tons de música country acentuam os "vocais enfumaçados" de Del Rey e revestem a faixa com o pop dos anos 1970.[34] [35]

Iniciando-se com lentas batidas sincopadas de tambor combinadas aos riff tocados por Dan Auerbach — notado como influenciado pelo álbum The Big Come Up (2002), do The Black Keys —, possui instrumentação irregular e grooves tranquilos.[36] [29] [33] [37] Descrita como "duas canções dentro de uma", sofre alterações rítmicas constantes entre os versos e o pré-refrão, similarmente à apresentada por "We Can Work It Out" (1965), dos Beatles.[38] [39] Acordes envolventes de guitarra spaghetti western que abrem "And I Love Her" (1964), também dos Beatles, inciam o refrão, no qual Del Rey evoca o estilo de Stevie Nicks em "Edge of Seventeen" (1982), ao sussurrar as linhas "Oh, Baby, Ooh", atribuindo-lhe características sexuais.[39] [40] Ao final da canção, ouve-se o som de um teremim que se entrelaça aos vocais ofegantes da cantora.[41]

A entrega vocal de Del Rey também foi notada como incaracterísticas às suas canções anteriores. Com um tom mais sensual e sedutor e apoiados pela forte reverberação, a voz da cantora soa de maneira ansiosa e mais arejada em seus versos. O refrão, por sua vez, apresenta vocais sussurrados e repleto de ecos.[42] [43] Gemidos distantes complementam a produção atmosférica em que a canção foi concebida e interagem de forma harmoniosa com os vocais de apoio etéreo, com as suas batidas sessentistas hipnotizantes e sua percussão oitentista.[34] [43] [35] Bradley Stern, da página on-line MuuMuse, afirmou que a voz de Del Rey altera-se freneticamente entre ofegante e arrastada.[36] Já Carolyn Menyes, da página Music Times, expressou o seguinte sobre o desempenho vocal de Del Rey em "West Coast": "Existe algo de sensual na forma como ela canta aquela parte da canção, dizendo: 'I'm singing ooh baby, ooh baby, I'm in love', de forma tão forte e no entanto tão suave, que parece que nos sentimos num momento muito íntimo. Aquela forma de cantar dela é completamente original em 'West Coast'. A voz dela parece quase um gemido, mas ela consegue recuperar e fazê-la ofegante e rouca, criando uma estética irônica, mas sensual".[40]

Descrita como um cruzamento entre os trabalhos das bandas Portishead e Beach House, "West Coast" foi amplamente reconhecida por desviar-se do estilo das canções de Del Rey em Born to Die e Paradise, sendo considerada uma evolução notável da artista.[39] [33] Periodistas do The Guardian salientaram que a obra evitou o melodrama ao estilo Twin Peaks dos trabalhos anteriores da artista e abandonou a produção de hip-hop do primeiro disco de Lana Del Rey.[44] [3] O número apresenta um som soturno, onipresente nos trabalhos anteriores da intérprete, e adota uma abordagem completamente psicodélica, semelhante a "You Showed Me" (1964), do grupo The Turtles.[3] De acordo com a partitura publicada pela Sony/ATV Music Publishing, a faixa foi composta em uma assinatura de tempo 4/4, em uma clave de fá sustenido menor, com 126 batidas por minuto nos versos em andamento acelerado e 65 batidas por minuto no refrão em ritmo lento. A extensão vocal de Lana Del Rey varia entre as notas Mi3 e Sol♯5, com uma progressão harmônica básica de Fá♯M-Fá♯M-Mi-Ré-Fá♯M-Mi-Ré, em seus versos iniciais, e SiM-Ré-Fá♯M-Fá♯M-Dó♯M-Ré-Ré-Mi, no refrão.[45]

Identificada como uma canção de amor melancólica, "West Coast" retrata, liricamente, uma mulher dividade entre uma paixão e sua ambição.[33] [46] Uma dedicação à Costa Oeste dos Estados Unidos, local que serviu como inspiração para a sua elaboração, a canção descreve uma mulher que deixou o seu amante para ir em busca de fama e fortuna na Califórnia, mas que, de acordo com a Slant Magazine, mostra-se extremamente indecisa entre ficar ao lado de seu homem ou ir atrás das "luz da estrelas de prata" de Hollywood.[47] [46] Assim como as suas canções anteriores e diversos outras de Ultraviolence (2014), as letras da canção são precisas e enigmáticas.[33] Alguns também observaram que as letras refletem lembranças de verão de adolescentes e um romance esquecido.[34]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Digital Spy 4.0 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[48]
POPLine (90/100)[43]
It Pop 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[49]
Gigwise 8 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[50]
MuuMuse 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[36]
Slant Magazine (Positiva)[46]
The Guardian (Positiva)[44]
Billboard (Positiva)[42]
USA Today (Positiva)[51]
NME (Favorável)[52]

"West Coast" recebeu aclamação universal dos críticos musicais após o seu lançamento, os quais prezaram sua composição inconvencional, sua produção hipnótica e o desempenho vocal de Del Rey, e consideraram-na uma evolução musical da musicista. Bradley Stern, da página on-line MuuMuse, por exemplo, concedeu à canção cinco de cinco estrelas permitidas; Bradley elogiou-a por abandonar o estilo pop-orquestral de Born to Die (2012), assim como a produção de hip-hop de Emile Haynie, aventurando-se em um território mais experimental e soando: "Totalmente diferente de tudo o que tem sido oferecido na música pop no momento — é revolucionário, de fato".[36] Michael Nelson, do Stereogum, também louvou a canção em sua análise, descrevendo-a como uma peça de música hipnotizante e assombrosa, que causa arrepios que percorrem a espinha de cima a baixo, principalmente quando o seu ritmo desacelera no refrão. Nelson continuou: "'West Coast' é uma das melhores canções do ano, e eu digo isto como alguém que, historicamente, não é um fã de Lana Del Rey e é completamente dividido quanto às músicas feitas pelo produtor Dan Auerbach, do The Black Keys".[53]

Maggie Pannacione, do site ArtistDirect, apreciou a sua sonoridade características dos anos 1970 e adjetivou-a de autêntica.[54] No portal brasileiro POPLine, "West Coast" recebeu noventa pontos de aprovação em uma escala de cem, com Alex Alves a comentar: "A melancolia e os anseios que Lana trazia em suas produções previas seguem constantes em 'West Coast', porém, de forma claramente mais madura: um claro passo à frente em sua carreira. A artista demonstra ter claramente ainda mais segurança em si mesma, se permitindo a lançar como música de trabalho uma canção de rítmica inconstante, com alterações bruscas ocorrendo em cada pré-refrão". O periodista continuou: "Para quem surgiu como um nome fútil, de talento questionável, prazo de validade próximo da data de vencimento e carisma quase negativo para sustentar performances ao vivo até poucos meses atrás, até que Lana Del Rey caminha hoje a passos largos para a consolidação definitiva de seu nome no seleto hall de artistas respeitáveis no cenário musical atual".[43]

No também brasileiro It Pop, Guilherme Tintel proferiu: "Numa sonoridade bem mais orgânica e, ainda assim, comercial, 'West Coast' é uma faixa bem característica de Del Rey, com a dramatização dos seus vocais e aqueles efeitos que nos fazem ver a música, mas agora devemos somar à fórmula toda uma produção gloriosamente maior, com riffs de guitarra e uma percussão meio Lykke Li", e premiou a canção com cinco estrelas.[49] Scott T. Sterling, da CBS Corporation, afirmou que "West Coast" ampliou as dimensões da música de Del Rey e descreveu-o como: "Um dos hits mais distintos de 2014".[6] [55] No periódico britânico The Guardian, Kate Hutchinson descreveu o trabalho, juntamente com "Born to Die", "National Anthem" e "Blue Jeans", como: "Indiscutivelmente, algumas das melhores canções pops dos últimos cinco anos", enquanto Kitty Empire, do The Observer, chamou-a de uma faixa inteligente e rica em detalhes, ritmo e classe.[56] [57] Lauren Valenti, da revista feminina Marie Claire, apelidou a obra de: "Um pedaço do céu".[58]

Editores da revistas Billboard chamaram-na de: "Uma faixa orientada por guitarras surpreendentemente descontraídas e (...) claramente menos mal-humorado que o seu trabalho anterior".[42] Meghan O'Keefe, do VH1, mostrou-se extremamente positivo quanto à faixa e à artista, ao exclamar: "Lana Del Rey não é êxito passageiro. Não é entediante. É uma estrela pop legítima (...) 'West Coast' ostenta a marca registrada da cantora, combinando letras românticas melancólicas e um ritmo hipnótico, mas também representa um avanço [para Del Rey]".[59] Na revista britânica NME, Al Horner, entretanto, foi menos aclamativo, afirmado que "West Coast" não possui a mesma emoção de "Video Games", mas reconheceu que a obra chegou perto.[52]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Consequência da aclamação que obteve, "West Coast" foi incluso em diversas listas como um dos melhores lançamentos de 2014. Na lista "50 Melhores Músicas de 2014", publicada pela revista Cosmopolitan, a canção foi posicionada no terceiro lugar. Ocupou a mesma posição no catálogo de mesmo título do página Music Times, que declarou: "Com o lançamento de 'West Coast', a música de Lana Del Rey finalmente convergiu com a complexidade e a intensidade de sua persona, e foi glorioso (...) Digam o que quiser sobre Lana Del Rey, mas não há mais ninguém no cenário pop estadunidense que soa completamente com ela. Muitos artistas dos dias atuais amam encher as suas canções de reverberação, mas raramente o efeito é utilizado de forma tão brilhante quanto é aqui, evocando encantadoras, mas sinistras, imagens da Califórnia que, provavelmente, nem sequer existem".[60] [61] A equipe do página on-line Idolator nomeou a música como a quinta melhor do ano em questão, com a periodista Bianca Gracie declarando: "Nada mais no álbum [Ultraviolence] soa como 'West Coast'".[62] Na lista publicada pelo periódico estadunidense The Village Voice, a obra foi posicionada no número 49.[63]

O single foi colocado na 11.ª posição na lista publicada pela revista NME, na 25.ª pelo site Consequence of Sound, na 31.ª pelo Stereogum e 59.ª pelo portal About.com.[64] [65] [66] [67] No site MuuMuse, foi considerado o sexto melhor por Bradley Stern, que elogiou a transição musical apresentada por Del Rey ao substituir as batidas de hip-hop pelo som obscuro do rock psicodélico, resultando em uma das mais chocantes e hipnotizantes canções de 2014.[68] O tema ocupou o número 29 na lista "101 Melhores Canções de 2014" pela revista Spin, que o descreveu como o mais exuberante e narcoléptico hit top 40 de 2014.[69] Joshua Ostroff, do The Huffington Post, colocou-a em 12.º lugar de sua lista "Melhores Canções de 2014", escrevendo que a canção: "Talvez tenha sido demasiado obscuro para ganhar o título de 'canção de verão' que ela merece".[70]

Vídeo musical[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento e lançamento[editar | editar código-fonte]

O vídeo musical acompanhante de "West Coast" foi dirigido por Vincent Haycock e gravado em Marina Del Rey, na Califórnia, e em Venice, Los Angeles, em abril de 2014.[71] [72] Além de Del Rey, o trabalho contém a participação do tatuador Mark Mahoney, que interpreta o interpreta o interesse amoroso da artista quando o refrão é tocado, e do modelo estadunidense Bradley Soileau, que desempenha o mesmo papel nas demais cenas.[72] [73] A cantora revelou que a inspiração para a produção surgiu do documentário Let's Get Lost (1988), sobre o artista de jazz Chet Baker, e foi impulsionada por seu humor. O seu seu apreço pelo chamado efeito afrodisíaco do vermelho — referenciado ao final do vídeo, no qual Del Rey aparece usando um vestido vermelho — influenciou a mudança estética em preto-e-branco em que o vídeo baseia-se fosse substituída por uma cena em cor.[72]

O vídeo foi publicado on-line em 7 de maio de 2014, no canal de Del Rey na plataforma Vevo e registrou mais de vinte milhões de visualizações desde então.[74] [75] Um looping da gravação havia sido divulgado em 14 de abril, contendo apenas o áudio da canção e imagens em preto e branco de Del Rey abraçando um homem na praia. Dez dias depois, foi anunciado que o lançamento da produção ocorreria nos dias seguintes.[76] [74] Em 1.º de maio, a cantora publicou um teaser da produção em sua conta oficial no Instagram, que exibia apenas Del Rey em um carro filmado em câmera lenta e com um cigarro em mãos, além de imagens suas na praia e cenas de Sunset Strip.[77] Um versão inacabada do teledisco foi publicada no YouTube em 6 de maio por sua gravadora, a Interscope, mas logo foi removido, sendo a versão finalizada do projeto publicada no dia seguinte.[78] Foi disponibilizado para vendas em 12 de maio na iTunes Store.[79]

Síntese[editar | editar código-fonte]

Captura de tela de duas cenas distintas do vídeo. Acima, Del Rey aparece abraçada em uma praia com Bradley Soileau, que interpreta o seu amante jovem. Embaixo, no entanto, exibe-se o único momento em que o vídeo apresenta-se em cor, no qual a cantora usa um vestido vermelho em chamas.

Predominantemente em preto-e-branco, a obra foi notada por sua história misteriosa e imagens de ambientes ensolarados. Utilizando-se de uma abordagem minimalista e melancólica, apresenta várias imagens do cenário artístico da Califórnia e diversas aparições dos amantes de Del Rey, que transmitem uma ideia de bad boys.[80] [76] A cantora aparece por diversas vezes rodopiando na praia da Costa Oeste e interpretando trechos do tema por vezes de olhos fechados.[81]

O vídeo inicia-se com imagens de ondas e gaivotas voando sobre o oceano, assim como estradas margeadas por palmeiras, que se alternam com cenas de um grupo skatistas e de Del Rey a divertir-se na praia com um grupo de amigos.[82] [83] [84] Entretanto, a cantora é retratada em dois casos amorosos nitidamente distintos.[58] Inicialmente, a cantora aprece a abraçar-se com um jovem rapaz de cabelos compridos e loiro, ambos vestidos com jaquetas de couro preta e calças jeans, e a caminhar e banhar-se na do Oceano Pacífico.[80] [53] Quando refrão da canção inicia-se, o cenário em que a obra se passa é rapidamente alterado e exibe cenas de Lana Del Rey ao lado de um homem mais velho em um conversível filmado em câmera lenta. A cantora está usando joias e com um cigarro em suas mãos, enquanto acariciam um ao outro.[58] O refrão, então, encerra-se e o vídeo retorna às cenas de Del Rey e o seu jovem amante na praia, exibindo, pouco depois, imagens da intérprete delirante no carro com o seu parceiro mais velho.[82] No entanto, próximo ao final da gravação e no exato momento em que o teremim começa a tocar, o vídeo exibe a sua única cena em cor, na qual Del Rey aparece usando um vestido vermelho e em chamas.[80] Esta cena é intercalada a diversas outras, como a cantora em um carro e com o seu amante na praia, além de imagens de Sunset Strip. Críticos notarem a cena como simbólica à letra da canção, mais precisamente ao trecho: "Fire in the sands of love".[85]

Análise crítica[editar | editar código-fonte]

As revisões ao trabalho foram geralmente positivas. Ryan Kristobak o Huffington Post disse que o vídeo pode ser dividido em três partes: onde Lana brinca na praia com um casal de boa aparência, onde ela fuma cigarros em um conversível com um senhor mais velho e onde ela está, basicamente, em chamas. Ele falou que o vídeo é o estilo da cantora.[86] Mikael Wood do Los Angeles Times sugeriu que o vídeo poderia ser uma homenagem ao Chris Isaak no clipe "Wicked Game". E que o homem que ela está no carro enquanto fuma cigarro parece Scott Weiland.[87] Michelle McGahan do PopClush notou que a parte colorida (precisamente na parte em que ela está entre as chamas) torna tudo confuso, já que a maior parte das imagens estão em preto e branco.[88] De acordo com Alexa Camp, da Slant Magazine, notou que as letras das canções de Lana Del Rey estão repletas de referências a sugar daddies e outras figuras paternas ostensivas. Ele também afirmou que o vídeo espelha fielmente a letra da música , que retratam uma mulher dividida entre o amor e ambição.[89]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Single
N.º Título Duração
1. "West Coast"   4:16
Radio Edit
N.º Título Duração
1. "West Coast"   3:47

Divulgação[editar | editar código-fonte]

A canção foi interpretada antes mesmo do seu lançamento, no Festival Coachela que acontece na Califórnia, Estados Unidos.[90] O show fez parte da Paradise Tour que começou em 2013 e passou em outros continentes, mas só teve início no Norte da América em abril 2014.[91] De acordo com Jason Lipshutz da Billboard, o desempenho de Lana Del Rey até o momento de estrear a canção era "tão forte" que ela teria sido perdoada se a música fosse um "fracasso". Ele concluiu que, felizmente, a música "soava como um vencedora quando tocada ao vivo pela primeira vez".[92] No dia 5 de maio, a cantora se apresentou no ginásio Bell Centre, no Canadá. Na ocasião, a cantora realizou a performance da música onde o palco estava super enfeitado com palmeiras. A cantora vestia um simples vestido branco e seu cabelo estava ondulado.[93] No dia 6 de maio de 2014, ela interpretou o single na casa de espetáculos House of Blues, em Boston. Segundo James Reed do Boston Globe, a sensualidade da cantora na interpretação estava solta, assim como ela girava atraente evocando o estilo de vida californiana.[94]

A cantora divulgou dois remixes em sua conta pessoa no YouTube no dia 9 de maio de 2014. O primeiro foi produzido por Camo & Krooked, uma dupla austríaca. Os dois diminuíram um pouco o ritmo da música adicionaram alguns sintetizadores, guitarras submersas, chocalhos e palmas, mas em quase todo tempo a canção segue o estilo original.[95] Four Tet contribuiu no segundo remix de "West Coast". De acordo com Chris DeVille do Stereogum, os austríacos jogaram para cima o sentimento sinistro que fundamenta toda a música de Del Rey, já Four Tet, transformou a música com reposição, tornando-a um pouco mais dançante. Ela provavelmente não vai assumir o radio da maneira que o remix de "Summertime Sadness" fez, mas vai certamente manter corpos em movimento.[96]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Embora não tenha sido ativamente promovida nas estacões radiofônicas, "West Coast" estreou na 17.ª posição da Billboard Hot 100 — a principal tabela musical dos Estados Unidos —, na edição de 3 de maio de 2014, estabelecendo-se como a maior entrada alcançada pela artista nesta tabela, bem como o seu segundo single mais bem-sucedido, atrás apenas de "Summertime Sadness" (2012), que alcançou a sexta colocação em 2013. O single vendeu mais de 118 mil downloads digitais, que representaram 68% de seu desempenho na tabela, enquanto os outros 32% foram atribuídos aos 2.7 milhões de streamings realizados em sua semana inicial. Consequentemente, "West Coast" alcançou a sexta e 16.ª colocações nos periódicos genéricos Digital Songs e Streaming Songs, respectivamente.[97] Deixou a tabela na semana seguinte, reentrando apenas no mês seguinte, no número cem, na mesma semana em que Ultraviolence (2014) estreou na liderança da Billboard 200.[98] Adicionalmente, "West Coast" alcançou a terceira colocação da Adult Alternative Songs e converteu-se no primeiro da artista a posicionar-se na lista que contabiliza as canções de rock mais executadas nas rádios do país, na qual alcançou a 26.ª posição e permaneceu nove semanas.[99] [100]

No Canadá, a canção entrou na 26.ª da lista oficial do país, enquanto que na tabela destinada às vendas digitais alcançou o número nove.[101] [102] Na Oceania, o single alcançou a 31.ª posição da neozelandesa Official New Zealand Music Chart, enquanto que na Austrália conquistou a 44.ª colocação como melhor durante as duas semanas que passara na parada.[103] [104] No Reino Unido, "West Coast" atingiu a 21.ª posição da lista compilada pela Official Charts Company, com vendas iniciais de 15 649 exemplares.[105] Embora apenas tenha regredido na tabela nas semanas subsequentes, reentrou no número 36 após o lançamento de Ultraviolence em território britânico, com outras 5 517 vendidas.[106] Na França, a gravação atingiu o 34.º lugar em 26 de abril, com 1 400 unidades comercializadas, tornando-se o sétimo top quarenta de Del Rey no país.[107] No total, permaneceu 26 semanas na parada.[108] Na Alemanha, conquistou o 22.º posto e passou catorze semanas na tabela.[109] Mundialmente, "West Coast" listou-se entre as dez primeiras posições em países como a Grécia e Israel, enquanto que alcançou o top vinte na Escócia, na Espanha, na Hungria, na Itália e na Suíça.[110]

Posições[editar | editar código-fonte]

Tabela musical Melhor
posição
 Alemanha (Media Control Charts)[109] 22
 Austrália (ARIA Charts)[104] 44
 Áustria (Ö3 Austria top 40)[111] 39
 Bélgica (Ultratop 50 de Flandres)[112] 4
 Bélgica (Ultratop 40 da Valônia)[113] 41
 Canadá (Canadian Albums Chart)[101] 26
 Croácia (Hrvatska Airplay Radio Chart)[114] 8
 Dinamarca (IFPI Dinamarca)[115] 39
Escócia (Scottish Singles and Albums Charts)[116] 18
 Eslováquia (IFPI República Eslovaca)[117] 89
Flag of Spain.svg Espanha (Productores de Música de España)[118] 12
 Estados Unidos (Billboard Hot 100)[119] 17
 Estados Unidos (Adult Alternative Songs)[99] 3
 Estados Unidos (Rock Airplay)[100] 26
 Finlândia (IFPI Finlândia)[120] 21
 França (Syndicat National de l'Édition Phonographique)[108] 34
 Grécia (IFPI Grécia)[121] 3
 Hungria (Magyar Hanglemezkiadók Szövetsége)[122] 13
 Irlanda (Irish Albums Chart)[123] 31
 Israel (Media Forest)[124] 5
 Itália (Federazione Industria Musicale Italiana)[125] 18
 México (Mexico Ingles Airplay)[126] 36
 Nova Zelândia (The Official New Zealand Music Chart)[103] 31
 Países Baixos (MegaCharts)[127] 16
 Polônia (Związek Producentów Audio Video)[128] 44
 Reino Unido (UK Albums Chart)[129] 21
 República Checa (IFPI Czech Republic)[130] 89
 Rússia (Российские музыкальные чарты)[131] 1
Suíça (Schweizer Hitparade)[132] 13

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

País Data Formato Editora discográfica
 Polónia[133] 14 de Abril de 2014 Rádio mainstream Universal Music
 Itália[134]
 Estados Unidos[135] Interscope
 Itália[136] 15 de Abril de 2014 Descarga digital Universal Music
 Polónia[137]
Flag of Spain.svg Espanha[138]
 Irlanda[139]
 Canadá[140] 22 de Abril de 2014 Polydor
 Austrália[141] 23 de Abril de 2014
 Bélgica[142]
 Dinamarca[143]
Flag of Spain.svg Espanha[144]
 Finlândia[145]
 França[146]
 Grécia[147]
 Hungria[148]
 Irlanda[149]
 Itália[150]
 Nova Zelândia[151]
 Rússia[152]
 Reino Unido[153] 18 de Maio de 2014

Referências

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