White Star Line
| The White Star Line | |
|---|---|
| Fundação | 1845 |
| Sede | Liverpool, |
| Fundador(es) | John Pilkington e Henry Wilson |
| Indústria | Transporte marítimo |
A The White Star Line foi uma proeminente companhia de navios do Reino Unido fundada em 1845 [1]. A empresa era a proprietária do luxuoso navio RMS Titanic que naufragou em em 1912 [2]. Os navios RMS Olympic [3] e o HMHS Britannic [4] navios da mesma classe do Titanic também pertenceram a frota da companhia.
Índice |
[editar] História
[editar] Primórdios
A White Star foi fundada na cidade de Liverpool por John Pilkington e Threlfall Henry Wilson no ano de 1845. Eles tinham como objetivo aproveitar o florescente comércio entre Grã-Bretanha e Austrália, motivada pela descoberta de ouro naquele país. A corrida do ouro começou na Austrália no início da década de 1850 [1]. Houve uma forte imigração entre os anos de 1851 e 1860 e é estimado que 484.000 pessoas vindas da Inglaterra e Gales, Escócia e Irlanda chegaram a Austrália no período [5].
O plano de negócios da companhia previa inicialmente o fretamento e locação de navios. Os primeiros navios nesta condição foram os veleiros Ellen e Iowa de 879 toneladas, e os clipper Red Jacket (1853), Blue Jacket (1854) e o RMS Tayleur (1854) que afundou em sua primeira viagem [6].
Em 1863 foi comprado o vapor SS Royal Standard que alcançava 6/8 nós como velocidade de cruzeiro, facilmente ultrapassado pelos clipers da época [7][1].
Para aumentar de tamanho, a White Star fundiu-se com duas outras empresas, a Black Ball e a Eagle Lines formando um conglomerado chamado Liverpool, Melbourne and Oriental Steam Navigation Company Limited. Esta fusão não prosperou e a companhia concentrou os seus serviços entre as cidades de Liverpool, Inglaterra e Nova Iorque, Estados Unidos. Os investimentos pesados em novos navios, aliado a uma frota de envelhecida com dificuldade em competir com os navios da Cunard Line, fez com que a empresa fosse a falência em 1867, encerrando as suas atividades [1].
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Thomas Ismay, um diretor da National Line, comprou o logotipo, o nome e a companhia falida por £1,000 em 18 Janeiro 1868, com a intenção de operar grandes navios no serviço do Atlântico Norte.
Ele fez um acordo com Edward Harland (dos construtores de navios Harland and Wolff), para fornecer os navios. Os construtores receberam as primeiras ordens em 30 Julho 1869. O acordo era que a Harland and Wolff construiriam os navios a custo mais uma percentagem fixa e não construiriam nenhumas embarcações para os rivais da White Star. Em 1870 William Imrie juntou-se à equipe da companhia.
Quatro navios foram inicialmente construidos para a classe Oceanic; o Oceanic I, Atlantic, Baltic, e o Republic e a linha começou a operar de novo em 1871 entre Nova Iorque e Liverpool (mais tarde fazendo paragem em Cobh).
Enquanto o primeiro navio estava a ser concebido, Ismay formou a "Oceanic Steam Navigation Company" para operar os navios que ainda estavam no processo de construção.
Na altura era (e ainda é) normal para as linhas de transporte, terem um padrão comum para os nomes dos seus navios. No exemplo da White Star Line, este era usar o sufixo ic (por exemplo Titanic), por outro lado a Cunard usava o sufixo ia (por exemplo Carpathia). A linha adotou também ,para as chaminés, cores coloridas com um topo preto como sendo uma característica distintiva para os seus navios, assim como seu distintivo normal: a bandeira da companhia, a vermelho, com um rasgo a meio e uma estrela branca de cinco pontas no meio.
Para o resto do século 19 a White Star Line iria possuir navios famosos como: Britannic I, Germanic, Teutonic e Majestic I. Muitos destes iriam a certa altura receber a Fita Azul do Atlântico.
Em 1899, Thomas Ismay comissionou um dos navios de vapor mais bonitos construídos durante o século 19, o Oceanic II. Este era o primeiro navio a exceder o Great Eastern em comprimento (embora não em tonelagem). A construção deste navio marcou o ponto onde a White Star saiu da competição na velocidade com as rivais e se concentrou unicamente no conforto e na economia da operação.
No século 19 e inicio do século 20, a eficiência de motores a carvão limitava uma velocidade praticável de aproximadamente 24 nós (44.4 km/h). Ir acima desta velocidade aumentava a proporção consumo-velocidade brutamente, com um consumo exageradíssimo. Por esta razão, a White Star Line concentrou-se no conforto e na fiabilidade em vez de velocidade. Por exemplo o Titanic foi projectado para navegar a 21 nós (39 km/h), enquanto que o Mauretania(1906) da Cunard Line estabeleceu o recorde de velocidade em 1926 para 27 nós (48 km/h).
Em 1902, a White Star Line foi absorvida no International Mercantile Marine Co. (IMM); um grande conglomerado americano do transporte. Por 1903, o IMM tinha conseguido absorver a American Line, Dominion Line, Atlantic Transport Line, Leyland Line, e a Red Star Line. Conseguiram também acordos de comércio com as linhas alemãs Hamburgo America e com a Norddeutscher Lloyd. Bruce Ismay cedeu o controle à IMM na cara da intensa pressão dos acionistas e de J.P. Morgan, que ameaçaram uma guerra de taxa.
A Cunard Line era a mais directa competidora à White Star Line pela sua fama e sucesso. Como parte da competição, a White Star Line começou a construção da sua série nova, a Olympic Class; Olympic, Titanic, e Britannic. O Britannic devia originalmente ter sido nomeado Gigantic, mas seu nome foi mudado logo após o Titanic naufragar.
A história da White Star Line foi marcada por alguns desastres terríveis assim como muita má sorte. Em 1873 o Atlantic foi destruído perto de Halifax, custando 585 vidas. Em 1893, o Naronic desapareceu com 74 passageiros e tripulação após partir de Liverpool em direcção a Nova Iorque. Em 1909 o Republic foi perdido após uma colisão com o navio SS Florida. Em Setembro de 1911, o Olympic envolveu-se numa colisão com o navio de guerra Hawke, causando grandes estragos em ambos os navios.
Em 15 de Abril de 1912, o Titanic foi perdido após uma colisão histórica com um iceberg. O primeiro navio White Star perdido durante o Primeira Guerra Mundial foi o Arabic II, atingido por torpedos perto da Irlanda em 19 de agosto 1915 morrendo 44 pessoas. No Novembro seguinte, o último navio irmão do Titanic, o HMHS Britannic foi perdido após ter embatido numa mina. Afundou-se em menos de 55 minutos com a perda de 21 vidas e foi a maior embarcação afundada na guerra. Dos três navios da Olympic Class, dois nunca terminaram uma viagem comercial. Entretanto, o Olympic, o primeiro dos três a ser construído, teve uma carreira longa e bem sucedida e foi o único navio mercante na Primeira Guerra Mundial, que se tenha conhecimento, a afundar um navio de guerra. Em 1934, ao navegar numa névoa, o Olympic acidentalmente abalroou o Nantucket Lightship, afundando-o e matando sete homens da tripulação.
Em 1933, a White Star e a Cunard estavam ambas em sérias dificuldades financeiras por causa da Grande Depressão, da queda dos números de passageiros e da idade avançada das suas frotas particularmente da White Star. O trabalho tinha sido parado no novo gigante da Cunards, o Hull 534 (mais tarde RMS Queen Mary), em 1931, para poupar dinheiro. Em 1933, o governo Britânico concordou em fornecer auxílio às duas linhas com a condição que se fundissem. O acordo foi completado em 30 dezembro 1933.
[editar] Cunard-White Star Limited
A união ocorreu no dia 10 de Maio 1934, criando a Cunard-White Star Limited, possuida 62% pela Cunard e 38% por credores da White Star. Em 1947, a Cunard adquiriu os 38% da Cunard White Star que ainda não possúia, e em 31 de Dezembro 1949, adquiriu os bens e as operações da Cunard White Star, e reverteu o nome para o conhecido "Cunard". Após a união de 1934, as bandeiras das duas linhas eram postas em todos os navios até 1950, com cada navio a levar a bandeira de seu proprietário original acima do outro; após 1950, somente o Georgic e o Britannic III continuaram a levar a bandeira da White Star regularmente.
Os navios restantes da White Star, Georgic e Britannic III, continuaram com a pintura e bandeira da White Star - embora abaixo da bandeira de Cunard depois de 1950—até que foram desmantelados em 1956 e 1960 respectivamente. O barco de passageiros Nomadic ainda existe e encontra-se em mãos privadas, embora seu destino seja incerto.
[editar]
[editar] Década 1850
- Red Jacket (1853)
- Blue Jacket (1854)
- Tayleur (1854)
- Royal Standard (1863)
[editar] Década 1870
- Oceanic (1870)
- Atlantic (1871)
- Baltic (1871)
- Tropic (1871)
- Asiatic (1871)
- Republic (1872)
- Adriatic (1872)
- Celtic (1872)
- Traffic (1872)
- Belgic (1872)
- Gaelic (1873)
- Britannic (1874)
- Britannic (1875)
[editar] Década 1880
- Arabic (1881)
- Coptic (1881)
- Britannic (1883)
- Britannic (1883)
- Britannic (1885)
- Gaelic (1885)
- Cufic (1885)
- Imo (1889)
- Teutonic (1889)
[editar] Década 1890
- Majestic (1890)
- Nomadic (1891)
- Tauric (1891)
- Magnetic (1891)
- Naronic (1892)
- Bovic (1892)
- Gothic (1893)
- Cevic (1894)
- Pontic (1894)
- Georgic (1895)
- Delphic (1897)
- Cymric (1898)
- Afric (1899)
- Medic (1899)
- Oceanic (1899)
- Persic (1899)
[editar] Década 1900
- Runic (1900)
- Suevic (1901)
- Celtic (1901)
- Athenic (1902)
- Corinthic (1902)
- Ionic (1902)
- Nordic (1902)
- Cedric (1903)
- Victorian (1903)
- Armenian (1903)
- Arabic (1903)
- Romanic (1903)
- Cretic (1903)
- Republic (1903)
- Canopic (1904)
- Cufic (1904)
- Baltic (1904)
- Tropic (1904)
- Gallic (1907)
- Adriatic (1907)
- Laurentic (1909)
- Megantic (1909)
[editar] Década 1910
- Zeeland (1910)
- Nomadic (1911)
- Traffic (1911)
- Olympic (1911)
- Belgic (1911)
- Zealandic (1911)
- Titanic (1912)
- Ceramic (1912)
- Vaterland (1914)
- Lapland (1914)
- Britannic (1914)
- Belgic (1917)
- Vedic (1918)
- Bardic (1919)
[editar] Década 1920
- Gallic (1920)
- Mobile (1920)
- Arabic (1920)
- Homeric (1920)
- Haverford (1921)
- Poland (1922)
- Majestic (1922)
- Pittsburgh (1922)
- Doric (1923)
- Delphic (1925)
- Regina (1925)
- Albertic (1927)
- Calgaric (1927)
- Laurentic (1927)
[editar] Década 1930
[editar] Bibliografia
- Mark Chirnside, The Olympic-class ships : Olympic, Titanic, Britannic, Tempus, 2004, 349 p. (ISBN 0-7524-2868-3)
- Corrado Ferruli (dir.), Au cœur des Bateaux de légende, Hachette Collection, 2004, 238 p. (ISBN 9782846343503)
- Olivier Le Goff, Les Plus Beaux Paquebots du Monde, Solar, 1998, 143 p. (ISBN 2-263-02799-8)
- Philippe Masson, Le drame du Titanic, Tallendier, 1998, 264 p. (ISBN 223502176X)
Referências
- ↑ a b c d Titanic and other White Star Line ships. The White Star Line: Beginning Years (em inglês). Página visitada em 7 de fevereiro de 2012.
- ↑ specs. The R.M.S. Titanic - Specifications (em inglês). Projects by Students for Students. Página visitada em 7 de fevereiro de 2012.
- ↑ Brian Hawley. R.M.S. Olympic (em inglês). Página visitada em 7 de fevereiro de 2012.
- ↑ Titanic site (2004). Gygantic - Britannic (em inglês). Página visitada em 7 de fevereiro de 2012.
- ↑ Australian Government (16 de fevereiro de 2010). Population of the goldfields (em inglês). Página visitada em 8 de fevereiro de 2012.
- ↑ Chambré Hardman. The Tayleur (em inglês). Página visitada em 8 de fevereiro de 2012.
- ↑ Titanic and other White Star Line ships. SS Royal Standard (em inglês). Página visitada em 8 de fevereiro de 2012.
- ↑ TheShipsList. The Fleets, White Star Line, Oceanic Steamship Company and White Star Line of Boston Packets (em inglês). Página visitada em 2 de fevereiro de 2012.
[editar] Ligações externas
- The White Star Line, Merchant Navy Association. (em inglês)
- Brief history of the White Star Line, TDTSC Maritime Network. (em inglês)
- White Star Line Passenger Lists, Brochures, Historical Documents Archives, Ament-Gjenvick Group. (em inglês)