William-Adolphe Bouguereau
William-Adolphne Bouguereau (La Rochelle, 30 de Novembro de 1825 — La Rochelle, 19 de Agosto de 1905) foi um decorador e pintor acadêmico francês.
Com um talento manifesto desde a infância, recebeu treinamento artístico em uma das mais prestigiadas escolas de arte de seu tempo, a Escola de Belas Artes de Paris, onde veio a ser mais tarde professor. Sua carreira floresceu no período áureo do academismo, sistema de ensino do qual foi um ardente defensor e do qual foi um dos mais típicos representantes. Granjeou fama internacional em vida, recebendo inúmeros prêmios e distinções, como Prêmio de Roma e a Legião de Honra, mas no final de sua carreira começou a ser desacreditado pelos pré-modernistas. A partir do início do século XX sua obra foi rapidamente esquecida, mas na década de 1970 começou a ser novamente apreciada, e hoje é considerado um dos grandes pintores do século XIX francês.
Sua pintura se caracteriza pelo perfeito domínio da forma e da técnica, com um acabamento de alta qualidade, obtendo efeitos de grande realismo. Em termos de estilo, fez parte da corrente eclética que dominou a segunda metade do século XIX, mesclando elementos do neoclassicismo e do romantismo, em uma abordagem naturalista com boa dose de idealismo. Deixou obra vasta, centrada nos retratos, nas cenas históricas e religiosas, e na mitologia grega, em telas e decorações parietais de residências, palácios, igrejas e edifícios públicos.
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[editar] Vida e carreira
William-Adolphe Bouguereau nasceu em uma família que havia se estabelecido em La Rochelle desde o século XVI. Seus pais foram Théodore Bouguereau e Marie Marguérite Bonnin. Em 1832 a família se mudou para Saint-Martin, a principal cidade da ilha de Ré, onde o pai decidiu iniciar um negócio no porto. William foi matriculado na escola, mas passava grande parte do tempo desenhando. O negócio não resultou muito lucrativo, a família teve dificuldades econômicas, e por isso encaminharam o menino para viver com seu tio, Eugène Bouguereau, cura da paróquia de Mortagne sur Gironde. Eugène tinha cultura e introduziu seu pupilo nos clássicos, na literatura francesa e na leitura da Bíblia, além de dar-lhe aulas de latim, ensiná-lo a caçar e montar e despertar-lhe o amor à natureza.[1]
Para que aprofundasse seus conhecimentos clássicos, Eugène o enviou em 1839 para estudar na escola de Pons, uma instituição religiosa, onde entrou em contato com a mitologia grega, a história antiga e a poesia de Ovídio e Virgílio. Ao mesmo tempo, recebia lições de desenho de Louis Sage, um antigo aluno de Ingres. Em 1841 a família se mudou novamente, agora para Bordeaux, onde deveriam iniciar um comércio de vinhos e óleo de oliva.[1][2] O menino parecia destinado a seguir os passos do pai no comércio, mas logo alguns clientes da loja notaram os desenhos que ele fazia e instaram que o pai o mandasse para estudar na escola municipal de desenho e pintura. O pai concordou, com a condição de que ele não seguisse carreira, pois via no comércio um futuro mais promissor.[3] Matriculado em 1842 e estudando com Jean-Paul Alaux, apesar de frequentar as aulas apenas duas horas por dia, avançou depressa e acabou por receber em 1844 o primeiro prêmio em pintura, o que lhe confirmou a vocação.[2] Para ganhar algum dinheiro desenhava rótulos para gêneros alimentícios.[4]
Através de seu tio, recebeu uma encomenda para pintar retratos de paroquianos, e com a renda dos trabalhos mais uma carta de recomendação de Alaux, pôde, em 1846, se dirigir a Paris e ingressar na Escola de Belas Artes. François-Edouard Picot o recebeu como discípulo e com ele Bouguereau se aperfeiçoou no método acadêmico, que enfatizava a pintura histórica e mitológica.[5] Na época, disse que ingressar na escola o deixou "transbordante de entusiasmo", estudando até vinte horas diárias e mal se alimentando.[3] Para se aprimorar no desenho anatômico assistia a dissecções, e estudava história e arqueologia. Seu progresso foi, assim, muito rápido, e obras desta fase, como Igualdade (1848), já são trabalhos perfeitamente acabados, mesmo ainda sendo um estudante, tanto que no mesmo ano dividiu a primeira colocação, junto com Gustave Boulanger, na etapa preliminar do Prêmio de Roma. Em 1850 venceu a disputa final para o Prêmio, com a obra Zenóbia encontrada por pastores nas margens do Araxe.[6]
Estabelecendo-se na Villa Medici, como discípulo de Victor Schnetz e Jean Alaux, pôde estudar diretamente e com grande proveito os mestres do Renascimento, sentindo grande atração pelo trabalho de Rafael.[6][7] Também visitou outras cidades, na Toscana e na Úmbria, estudando os antigos, sentindo-se especialmente atraído pelas belezas artísticas de Assis, copiando febrilmente os afrescos de Giotto. Fez o mesmo com os afrescos da Antiguidade que conheceu em Pompéia, que reproduziria em sua própria casa quando mais tarde voltou para a França, o que se deu em 1854.[6][3] Passou algum tempo com seus parentes em Bordeaux e La Rochelle, onde decorou a villa da família Moulon, e depois fixou-se em Paris.[8] No mesmo ano expôs no Salão O Triunfo da Mártir, realizado no ano anterior,[6] e decorou duas mansões. Já seus primeiros críticos aplaudiram sua maestria no desenho, a feliz composição das figuras e a afortunada filiação a Rafael, de quem diziam que tampouco ele fora original, por ter aprendido tudo dos antigos.[9] Também foi objeto de um elogioso artigo de Théophile Gauthier, o que muito lhe valeu para consolidar sua reputação.[8]
Em 1856 casou-se com Marie-Nelly Monchablon, e com ela teve cinco filhos.[10] No mesmo ano o governo francês encomendou-lhe a decoração da prefeitura de Tarascon, onde deixou a tela Napoleão III visitando as vítimas da enchente de Tarascon em 1856.[6] No ano seguinte, obteve a medalha de primeira classe no Salão,[11] pintou retratos do imperador e da imperatriz e decorou a mansão do rico banqueiro Émile Pereire. Com estes trabalhos Bouguereau se tornou um artista célebre, passando também a aceitar discípulos. Também neste ano nasceu sua primeira filha, Henriette. O ano de 1859 viu nascer uma de suas maiores composições, O Dia de Todos os Santos, adquirida pela prefeitura de Bordeaux, e seu primeiro filho, George.[8] Na mesma época decorou, sob a supervisão de Picot, a capela de São Luís na Igreja de Santa Clotilde, em Paris, num estilo austero que trai sua admiração pelos renascentistas.[6]
No Natal de 1861 nasceu sua segunda filha, Jeanne, que entretanto faleceu poucos anos depois. Nesta década sua pintura evidencia uma modificação, aprofundando-se no estudo da cor, preocupando-se com um acabamento técnico de elevada qualidade e consolidando o estilo pelo qual ficaria mais conhecido.[8] Realizou decorações na igreja dos agostinhos de Paris, onde teve de seguir estritamente as instruções dos encomendantes, e na sala de concertos do Grand-Théâtre de Bordeaux, sempre realizando outras obras paralelamente, que neste período são tintas de certa melancolia.[6] Também estabeleceu fortes laços com Jean-Marie Fortuné Durand, conhecido marchand, e participou ativamente dos Salões. Os Salões recebiam em média 300 mil visitantes por ano, o que os constituía em importantíssima vitrine para exposição de novos talentos e um trampolim para sua inserção no mercado, sendo muito freqüentados por colecionadores. Suas obras tinham boa aceitação e logo sua fama se expandiu para a Inglaterra, possibilitando-lhe adquirir uma grande casa com atelier em Montparnasse.[12] Em 1864 nasceu um segundo filho, chamado Paul.[8]
Durante a Guerra franco-prussiana, sendo Paris sitiada em 1870, voltou sozinho de suas férias na Inglaterra, onde estava com a família, e tomou armas como soldado raso, embora por sua idade estivesse dispensado do serviço militar, e auxiliou na defesa de barricadas e fortificações. Levantado o cerco, reuniu-se aos seus e passou algum tempo em La Rochelle, esperando o fim da Comuna. Aproveitou o tempo para decorar capelas na catedral e pintar o retrato do bispo Thomas.[8] Em 1872 foi jurado na Feira Mundial de Viena,[8] quando suas obras já mostravam um espírito mais sentimentalista, jovial e dinâmico, a exemplo da Ninfas e Sátiros (1873), retratando também muitas vezes crianças.[6] Este clima seria quebrado em 1875, quando faleceu George, um duro golpe sobre a família, que no entanto refletiu-se em duas importantes obras de tema sacro: Pietà e A Virgem consoladora. Ao mesmo tempo, passou a dar aulas na Academia Julian de Paris. Em 1876 nasceu seu último rebento, Maurice, e foi aceito como membro titular do Instituto de França, depois de doze pleitos frustrados.[8] Um ano depois, novos sofrimentos: sua esposa faleceu, e, após dois meses, perdeu também Maurice. Como que por compensação, o período foi pontilhado com a produção de várias de suas maiores e mais ambiciosas pinturas. No seguinte, recebeu a grande medalha de honra na Exposição Universal.[11] Ao final da década, em 1879, desposou em segredo sua antiga aluna Elizabeth Gardner, doze anos mais nova que ele.[8] Em parte por sua causa as mulheres começaram a ser admitidas em maior escala nas escolas superiores de arte.[3]
Em 1881 decorou a capela da Virgem na Igreja de São Vicente de Paulo em Paris, uma encomenda que levaria oito anos para completar, consistindo de oito grandes telas sobre a vida de Cristo.[13] No mesmo ano se tornou presidente da Sociedade dos Artistas Franceses, cargo que reteve por muitos anos.[8] Entrementes, pintou outra tela de grandes dimensões, A juventude de Baco (1884), que se tornou uma das favoritas do próprio artista, permanecendo em seu atelier até sua morte. No ano de 1888 foi indicado professor da Escola de Belas Artes de Paris. Nesta altura, enquanto sua fama aumentava na Inglaterra e nos Estados Unidos, na França começava a conhecer certo declínio, enfrentando a concorrência e os ataques das vanguardas pré-modernistas, que o acusavam de pouco original e medíocre.[13] Bouguereau tinha opiniões firmes e em mais de uma vez travou embates com o público, com seus colegas e a crítica. Em 1889 entrou em choque com o grupo reunido em torno do pintor Ernest Meissonier a respeito do regulamento dos Salões, que acabaram fundando um salão dissidente, a Sociedade Nacional das Belas Artes. Em 1891 os alemães convidaram artistas franceses para expor em Berlim, e Bouguereau foi um dos poucos que aceitou, dizendo que sentia ser um dever patriótico penetrar na Alemanha e conquistá-la através do pincel.[3] Isso não obstante despertou a ira da Liga dos Patriotas de Paris, e Paul Déroulède iniciou uma guerra contra ele na imprensa. Por outro lado, o sucesso de Bouguereau na organização de uma mostra de artistas franceses na Royal Academy de Londres resultou na criação de um evento permanente, de repetição anual.[14]
Seu filho Paul, que havia se tornado um respeitado jurista e militar, faleceu em 1900, sendo a quarta morte de um filho que Bouguereau teve de testemunhar. Nesta época o pintor estava com ele em Menton, no sul da França, onde, pintando incessantemente, esperava que se recuperasse da tuberculose que havia contraído. A perda muito afetou Bouguereau, cuja saúde declinou rápido a partir de então. Em 1902 manifestaram-se os primeiros sinais de um mal cardíaco. Teve, porém, a felicidade de ver aclamada a obra que enviara à Feira Mundial, e receber em 1903 a insígnia de Grande Oficial da Legião de Honra. Logo depois foi convidado para as celebrações do centenário da Villa Medici em Roma, passando em seguida uma semana em Florença com sua esposa. Nesta altura recebia amiudados convites para ser homenageado em cidades da Europa, mas sua saúde precária o obrigou a recusá-los, e acabou por impedi-lo de pintar. Pressentindo o fim, mudou-se em 31 de julho de 1905 para la Rochelle, onde faleceu em 19 de agosto.[14]
Antes de ficar doente expressara seu amor à arte: "A cada dia entro em meu estúdio cheio de alegria; à noite, quando a escuridão me obriga a deixá-lo, mal posso esperar pelo dia seguinte. Se eu não pudesse devotar-me à minha amada pintura eu seria um pobre coitado". Com tanta dedicação, desenvolveu uma carreira extraordinariamente prolífica, deixando 826 obras.[15]
[editar] Obra
Bouguereau era um ferrenho tradicionalista, cujo estilo de grande verossimilhança trouxe nova vida tanto para temas clássicos pagãos como para os cristãos. Criou em suas pinturas um mundo utópico, cheio de ninfas, pastores e madonnas. Seus camponeses eram sempre representados impecavelmente limpos, belos e bem vestidos, numa idealização perfeitamente aceitável para boa parte do público e dos conhecedores. Entretanto, outros preferiam a honestidade de Jean-François Millet e seus camponeses mostrados mais de acordo com os fatos.
Seu método de trabalho estava de acordo com a temática e simbologia classicista que adotara, realizando inúmeros esboços preparatórios com tinta e estudos em desenho, numa construção minuciosa e laboriosa de todas as figuras e fundos. A impressionante suavidade de textura na descrição pictórica da pele humana e a delicadeza de formas e gestos que obtinha nas mãos, pés e faces eram especialmente admiradas.[16] O mesmo com sua habilidade de se adaptar à decoração pré-existente das residências, igrejas e edifícios públicos para onde realizava obras complementares, recebendo por isso grande quantidade de encomendas. Sua fama crescia sem cessar, e logo recebeu as honras da Academia, tornando-se membro vitalício em 1876, e em 1885 foi condecorado Comandante da Legião de Honra.[17] Sua carreira como professor começou em 1875 na Academia Julian,[18] e usou de sua influência para abrir as portas de diversas instituições artísticas às mulheres, incluindo a Academia.
[editar] Fama, ofuscamento e reabilitação
O longo da maior parte de sua carreira Bouguereau foi considerado um dos maiores pintores vivos, com suas obras atingindo elevados preços, dominando os Salões e educando uma legião de discípulos. Os colecionadores norteamericanos o tinham como o melhor pintor francês de seu tempo, e era altamente aprecido também na Holanda e Espanha.[19] Porém, quando no final do século XIX o modernismo iniciou sua ascensão, sua estrela iniciou seu ocaso.[13] Degas e seus companheiros viam em Bouguereau principalmente artificialidade, e "bougueresco" passou a se tornar sinônimo pejorativo de estilos similares ao seu, embora reconhecessem que ele deveria no futuro ser lembrado como o maior dos pintores franceses do século XIX.[20] Passou a ser considerado um tradicionalista antiquado, de escassa originalidade e de talento medíocre, cujo pontificado nas academias minava a criatividade e a liberdade de expressão dos alunos. No início do século XX sua preocupação com acabamento minucioso e aveludado, seu estilo narrativo, sua sentimentalidade e seu apego à tradição o tornaram para os modernistas um epítome de uma sociedade burguesa decadente que dera origem à I Guerra Mundial.[13]
Sua reabilitação começou em 1974, quando timidamente foi montada uma exposição no New York Cultural Center, apenas a título de curiosidade histórica. Na década seguinte a Borghi Gallery expôs 23 pinturas e um desenho, e no mesmo ano sua produção recebeu uma grande mostra que itinerou pelo Petit Palais, em Paris, o Wadsworth Atheneum em Hartford, e encerrando no Museu de Belas Artes de Montreal, no Canadá. Hoje seus trabalhos estão expostos em grandes museus de várias partes do mundo. Sua posição na história da arte é apreciada modernamente de forma muito diversa do período em que sofreu descrédito por parte dos modernos. Fred Ross assim o declara:
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- "As ideologias modernistas adoram dizer que Bouguereau foi irrelevante para o seu tempo porque ele não era um dos impressionistas que estavam abrindo o caminho para o expressionismo abstrato. Nada poderia estar mais longe da verdade. Filho das revoluções francesa e americana como era, Bouguereau, junto com muitos outros artistas e escritores daquele momento, acreditaram nas inovações da filosofia iluministas: Democracia, Direitos dos homens, 'Liberté, Egalité, Fraternité'. Não só não é verdade que ele foi irrelevante, mas nada poderia ser mais relevante do que obras como esta (falando da tela 'Jovens ciganos'), que enobreciam e elevavam as pessoas comuns e os camponeses. E qual maneira melhor do que tomar a ralé da sociedade, os ciganos, e alçá-los até os céus? Eles são tanto belos como não têm beleza em demasia: 'reais' e 'ideais' ao mesmo tempo".
Kara Ross completa:
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- ""Bouguereau amava exaltar os pobres. (…) A dignidade das classes inferiores era um tema favorito para Bouguereau, que o abordou em muitos de seus trabalhos"[21]
[editar] Outras obras
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O primeiro luto, 1888
[editar] Ver também
[editar] Notas
- ↑ a b Bartoli, Damien & Ross, Fred. William Bouguereau. Art Renewal Center
- ↑ a b Turner, Jane (ed). "Bouguereau, William(-Adolphe)". In: The Grove dictionary of art: From Monet to Cézanne: late 19th-century French artists. Oxford University Press, 2000, p. 38
- ↑ a b c d e Griffith, William. Great Painters and Their Famous Bible Pictures. Kessinger Publishing, 2005, p. 192
- ↑ Wissman, Fronia E. Bouguereau. Pomegranate Artbooks, 1996, p. 11
- ↑ Wissman, p. 11
- ↑ a b c d e f g h Turner, p. 40
- ↑ Wissman, p. 24
- ↑ a b c d e f g h i j Bartoli & Ross
- ↑ Wissman, p. 25
- ↑ Wissman, p. 13
- ↑ a b Jensen, Robert. Marketing Modernism in Fin-de-Siecle Europe. Princeton University Press, 1996, p. 32
- ↑ Wissman, p. 13-14; 70
- ↑ a b c d Turner, p. 40
- ↑ a b Bartoli & Ross
- ↑ Wissman, p. 114
- ↑ Fronia E. Wissman, 1996, p. 112
- ↑ Fronia E. Wissman, 1996, p. 16
- ↑ Fronia E. Wissman, 1996, p. 110
- ↑ Wissman, p. 103
- ↑ Wissman, pp. 9; 103
- ↑ Fred e Kara ROSS. Art Renewal Center
[editar] Ligações externas
- Biografia de William Bouguereau (inglês)
- Galeria de Bouguereau (mais de 200 obras em alta resolução)
- Bouguereau’s Legacy to the Student of Painting by Richard Lack (inglês)
- William Bouguereau
- Web Museum
- Bouguereau Gallery at MuseumSyndicate