William Allan

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Sir William Allan
Retrato de Sir William Allan (gravura)
Nascimento 1782
Edimburgo
Morte 23 de fevereiro de 1850 (68 anos)
Edimburgo
Nacionalidade Flag of the United Kingdom.svg britânica
Área Pintura
Chefe circassiano (1843)

Sir William Allan (Edimburgo, 1782 – Edimburgo, 23 de fevereiro de 1850) foi um pintor histórico escocês conhecido por suas cenas da vida russa. Tornou-se presidente da Academia Real Escocesa e recebeu o título de Acadêmico Real.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Allan nasceu em Edimburgo, filho de William Allan, Sênior, um funcionário do Tribunal de Sessão. Ele foi educado na High School, Edimburgo, sob a administração de William Nicol (1744? -1797), o companheiro de Robert Burns. Mostrando uma aptidão para a arte, foi aprendiz de um professor de pintura, e estudou com John Graham na Trustees' Academy, com David Wilkie, John Burnet, e Alexander Fraser.

Depois de alguns anos foi para Londres, e ingressou nas escolas da Academia Real. Seu primeiro quadro exibido foi um Menino cigano com um asno (1803), no estilo de John Opie. Em 1805 viajou, por navio, para a Rússia, mas naufragou em Memel, onde levantou fundos para a continuação da viagem pintando retratos do cônsul holandês e de outros. Prosseguiu então por terra para São Petersburgo, passando por uma grande parte do exército russo a caminho de Austerlitz. Na capital russa, encontrou amigos, entre eles estava Sir Alexander Crichton médico da família imperial. Tendo aprendido russo, viajou pelo interior do país, e passou vários anos na Ucrânia, fazendo excursões para a Turquia, Tartária, e para outros lugares, estudando a cultura dos cossacos, circassianos, e tártaros, e recolhendo armas e armaduras. Em 1809, uma pintura sua de Camponeses russos em um dia festivo foi exibido na Academia Real. Seu desejo de voltar para casa em 1812 teve de ser adiado devido à invasão francesa da Rússia, muitos dos horrores dos quais ele testemunhou em primeira mão.

Allan conseguiu retornar a Edimburgo em 1814, e, em 1815, o seu quadro de Circassianos cativos atraiu a atenção da Academia Real, apesar de não encontrar um comprador; porém, Sir Walter Scott, John Wilson (1785-1854) e seu irmão James (1795-1856), John Gibson Lockhart, e outros, rifaram o quadro, entre 100 participantes, a £10 10s. cada um, e ele foi ganho pelo Conde de Wemyss. Allan ficou em Edimburgo, e apesar de seus quadros (incluindo Os assaltantes tártaros dividindo seu espólio) não encontrarem compradores entre os seus conterrâneos, alguns deles foram comprados pelo Grão-duque Nicolau, quando visitou Edimburgo. Allan depois pintou algumas cenas da história escocesa sugeridas pelos romances de Sir Walter Scott, como A morte do Arcebispo Sharpe e Knox admoestando a Rainha Maria dos Escoceses (exibido em 1823 e gravado por John Burnet). Seu Morte do Regente Murray (exibido em 1825) foi comprado pelo duque de Bedford por 800 guinéus, e concedeu ao artista a sua eleição como um associado da Academia Real. Em 1826 Allan foi nomeado mestre das Trustees' School, em Edimburgo, cargo que ocupou até poucos anos antes de sua morte.

Logo depois, a saúde de Allan teve um declínio, e ficou ameaçado de cegueira. Para se recuperar foi para Roma, e, depois de passar um inverno lá, seguiu para Nápoles, Constantinopla, Ásia Menor, e Grécia. Em 1826, exibiu o seu quadro Auld Robin Gray e em 1829 o Profeta Jonas. Em 1830 voltou para Edimburgo com a saúde restaurada. O seu quadro do Mercado de Escravos, Constantinopla, foi comprado por Alexander Hill, o editor, e Byron no chapéu de pescador depois de nadar o Helesponto (exibido em 1831) por R. Nasmyth, que também comprou os retratos de Allan de Burns e Sir Walter Scott, que foram gravados por John Burnet.

Em 1834 Allan visitou a Espanha e Marrocos. Em 1835 foi eleito acadêmico real, e em 1838, por ocasião da morte de Sir George Watson, foi eleito presidente da Academia Real Escocesa. Em 1841 foi para São Petersburgo, e no mesmo ano sucedeu David Wilkie como pintor da rainha, na Escócia, um cargo que foi, como de costume, seguido (em 1842) por um cavaleiro.

Em 1843, Sir William exibiu a Batalha de Waterloo do lado inglês, que foi comprado pelo Duque de Wellington, e no ano seguinte voltou a São Petersburgo, onde pintou, para o Czar, Pedro, o Grande, ensinamento seus súditos a arte da construção naval. O último grande trabalho que concluiiu foi uma segunda visão da batalha de Waterloo, desta vez do lado francês. Ele foi exibido no Westminster Hall em 1846, na competição para a decoração das Casas do Parlamento, mas não teve sucesso. Visitou a Alemanha e França em 1847.

No momento da sua morte, em Edimburgo, em 23 de fevereiro de 1850, Sir William estava envolvido com um grande quadro da Batalha de Bannockburn".

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

  • Russian Peasants keeping their Holiday (1809)
  • Bashkirs (1814, Hermitage)
  • Frontier Guard (1814, Hermitage)
  • The Sale of Circassian Captives to a Turkish Bashaw (1816)
  • Tartar Robbers dividing Spoil ( 1817, Tate)
O Assassinato de David Rizzio (1833) retrata o assassinato do secretário da rainha Maria, David Rizzio na sua presença, um acontecimento que ocorreu no Palácio de Holyrood em 1566

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Richard Redgrave; Samuel Redgrave: A Century of British Painters. Oxford 1947 (reimpresso 1981).
  • Allan, William, "Sir William Allan," Connoisseur, Vol. 186, No. 748, junho de 1974, pp. 88–92.
  • Esme Gordon: The Royal Scottish Academy of Painting, Sculpture & Architecture 1826-1976. Edimburgo 1976.
  • Frank Lewis: A dictionary of British historical painters. Leigh-on-Sea 1979.
  • Roisin A. Kennedy: The subject paintings of Sir William Allan (1782–1850). Universidade de Edimburgo, 1994.
  • Jeremy Howard etc. William Allan: artist adventurer. Edimburgo: City of Edinburgh Museums and Galleries 2001.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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