William Ellery Channing

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William Channing.
Estátua de Channing por Herbert Adams (1903), Boston.

William Ellery Channing (Newport, 7 de abril de 1780 - Bennington, 2 de outubro de 1842) foi um líder unitarista estadunidense.

Conhecido como o "apóstolo do unitarismo", corrente protestante que negava o dogma da trindade cristã, reconhecendo Deus como Uno, foi o principal porta-voz dos pastores unitaristas frente aos puritanos da Nova Inglaterra. O seu sermão "Cristianismo Unitarista" (1819) é considerado o documento fundacional do Unitarismo estadunidense.

Organizou, em seu país, uma tentativa para a eliminação da escravidão, da embriaguez, da indigência e da guerra.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Estudou Teologia em Newport e em Harvard, tornou-se em pouco tempo um pregador de sucesso em várias igrejas na cidade de Boston, onde foi Ministro da Federal Street Church por 39 anos. Preferindo evitar pontos complexos da Doutrina, pregava a moralidade, a caridade e a responsabilidade cristãs. Na qualidade de pregador atingia grandes audiências e como escritor elaborou várias defesas das suas posições, descrevendo a própria luta como "um sistema racional e amável contra o não entendimento dos homens da caridade ou piedade."

A sua obra escrita (ensaios e revisões), cuja maioria foi destruída pelo fogo, foi classificada por um seu contemporâneo como um "Tratado da Doutrina Cristã", enquanto que o biógrafo de Napoleão I, Sir Walter Scott, cognominou-o de "grande agitador social".

Channing chegou a ser simpatizante da crença do Movimento de Reforma Social e Educacional, mas não acreditava que a sociedade pudesse ser melhorada por ações coletivas.

O espírito Channing[editar | editar código-fonte]

Para a doutrina espírita a sua figura também se reveste de importância. Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, inclui três mensagens atribuídas ao seu espírito, onde se destacam os seguintes trechos:

"Qual a instituição humana, ou mesmo divina, que não encontrou obstáculos a vencer, cismas contra que lutar? Se apenas tivésseis existência triste e lânguida, ninguém vos atacaria, sabendo perfeitamente, que havíeis de sucumbir de um momento para outro. Mas, como a vossa vitalidade é forte e ativa, como a árvore espírita tem fortes raízes, admitem que ela poderá viver longo tempo e tentam golpeá-la a machado. Que conseguirão esses invejosos? Quando muito, deceparão alguns galhos, que renascerão com seiva nova e serão mais robustos do que nunca." (O Livro dos Médiuns, cap. XXXI, dissertação n° 7).
"Nem todos sabem agir de acordo com os conselhos da razão, não dessa razão que antes se arrasta e rasteja do que caminha, dessa razão que se perde no emaranhado dos interesses materiais e grosseiros, mas dessa razão que eleva o homem acima de si mesmo, que o transporta a regiões desconhecidas, chama sagrada que inspira o artista e o poeta, pensamento divino que exalça o filósofo, arroubo que arrebata os indivíduos e povos, razão que o vulgo não pode compreender, porém que ergue o homem e o aproxima de Deus, mais que nenhuma outra criatura, entendimento que o conduz do conhecido ao desconhecido e lhe faz executar as coisas mais sublimes." (O Livro dos Médiuns, cap. XXV, pergunta n° 30, item 282).
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Expoentes da Codificação Espírita. Curitiba: Federação Espírita do Paraná, 2002. ISBN 8586255114 p. 27-28.
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