William Gibson

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William Gibson
William Ford Gibson
William Gibson em um restaurante.
Nacionalidade  Estados Unidos
Data de nascimento 17 de Março de 1948, Conway, Carolina do Sul
Género(s) Ficção especulativa
Movimento Cyberpunk, steampunk, postcyberpunk
Magnum opus Neuromancer (1984)
Influências Alfred Bester, Jorge Luis Borges, William S. Burroughs, Joseph Cornell, David Cronenberg, Samuel R. Delany, Thomas M. Disch, Manny Farber, Dashiell Hammett, Howard Hawks, Ursula K. Le Guin, Sogo Ishii, Thomas Pynchon, Lou Reed, Joanna Russ, Robert Stone
Influenciados Lewis Call, Cory Doctorow, Richard K. Morgan, Linda Nagata, Neal Stephenson, Charles Stross, John MacLachlan Gray, Scott Westerfeld
Prémios Nebula, Hugo, Philip K. Dick, Ditmar, Seiun, Prix Aurora
Página oficial www.williamgibsonbooks.com

William Ford Gibson (nascido em 17 de março de 1948) é um escritor norte-americano e canadense que tem sido chamado de "profeta noir" do cyberpunk, subgênero da ficção científica.[1] Gibson cunhou o termo "ciberespaço", em seu conto Burning Chrome e posteriormente popularizou o conceito em seu romance de estréia, Neuromancer, de 1984. Prevendo o ciberespaço, Gibson criou uma iconografia para a era da informação antes da onipresença da internet na década de 1990.[2] Também é creditado a ele a previsão do surgimento da "televisão de realidade" e de estabelecer as bases conceituais para o rápido crescimento de ambientes virtuais como jogos e internet.

Tendo mudado de residência com frequência com sua família quando criança, Gibson se tornou um tímido adolescente e desajeitado, que gostava de ler ficção científica. Depois de passar sua adolescência em uma escola particular no Arizona, Gibson evitou de ser convocado durante a Guerra do Vietnã, emigrando para o Canadá em 1968, onde tornou-se imerso na contracultura e depois de se estabelecer em Vancouver, tornou-se um escritor em tempo integral. Ele mantém a dupla cidadania.[3] As primeiras obras de Gibson são bastante sombrias, estórias de um futuro próximo noir sobre o efeito da cibernética e a redes de computadores nos seres humanos, uma combinação de vida pobre (lowlife) e alta tecnologia (high tech).[4] Os contos foram publicados em populares revistas de ficção científica. Os temas, cenários e personagens desenvolvidos nessas histórias culminaram em seu primeiro romance Neuromancer, sucesso comercial e de crítica, praticamente iniciando o gênero literário cyberpunk.

Embora grande parte da reputação de Gibson permanecer associada com Neuromancer, seu trabalho continuou a evoluir. Após a expansão desta primeira obra com dois romances que completaram a distópica trilogia Sprawl, Gibson se tornou um importante autor de outro sub-gênero da ficção científica, o steampunk, com o romance de história alternativa A Máquina Diferencial (1990), escrita com Bruce Sterling. Na década de 1990, ele compôs a trilogia Bridge, que se concentrou em observações sociológicas de um futuro próximo de ambientes urbanos e capitalismo tardio. Seus mais recentes romances, Reconhecimento de Padrões (2003), Spook Country (2007) e Zero History (2010) são definidos em um mundo contemporâneo e o colocaram pela primeira vez nas listas mainstream dos mais vendidos.

Gibson é um dos mais conhecidos escritores de ficção científica norte-americana, festejado pelo The Guardian em 1999 como "provavelmente o mais importante romancista das duas décadas passadas". Ele tem escrito mais de vinte contos e nove romances aclamados pela crítica (um em colaboração), e contribuiu com artigos para várias importantes publicações e colaborou bastante com performances de artistas, cineastas e músicos. Seu pensamento tem sido citado como uma influência em autores de ficção científica, design, acadêmico, cibercultura e tecnologia.

É também roteirista, tendo escrito o roteiro do filme Johnny Mnemonic - O Cyborg do Futuro, dois episódios da série de televisão Arquivo X e o primeiro roteiro de Alien 3 que foi posteriormente reescrito e modificado.

Os conceitos e ideias de Gibson influenciaram diretamente a trilogia cinematográfica Matrix, de autoria dos Irmãos Wachowski.

Bibliografia selecionada[editar | editar código-fonte]

Não-ficção

Já publicados no Brasil[5]

Referências

  1. Bennie, Angela (2007-09-07). A reality stranger than fiction Sydney Morning Herald. Fairfax Media. Página visitada em 2011-01-19.
  2. Schactman, Noah (2008-05-23). 26 Years After Gibson, Pentagon Defines 'Cyberspace' Wired..
  3. Marshall, John. "William Gibson's new novel asks, is the truth stranger than science fiction today?", Books, Seattle Post-Intelligencer, 2003-02-06. Página visitada em 2011-01-19.
  4. Gibson, William; Bruce Sterling. Burning Chrome. New York: Harper Collins, 1986.
  5. Editora Aleph. Editora Aleph, seção Autores. Página visitada em 21 de setembro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Website de William Gibson (em inglês)

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