William Randolph Hearst

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William R. Hearst, em 1906

William Randolph Hearst (San Francisco, 29 de abril de 1863Beverly Hills, 14 de agosto de 1951) foi um magnata da imprensa estadunidense.

Na época áurea, sua empresa, a Hearst Corporation, foi proprietária de 28 jornais, entre eles o San Francisco Examiner, o Chicago Examiner, o The New York Journal e o Boston American; e 18 revistas, entre as quais a Cosmopolitan e American Weekly. Possuía também cadeias de rádio e uma produtra de cinema.

Foi, alegadamente, o responsável pela morte do pioneiro cineasta Tomas Ince, ocorrida, no iate de Hearst, numa festa oferecida por este, que durou num fim-de-semana de Novembro de 1924, onde se comemorava o aniversário de Ince. Contudo as investigações policiais foram silenciadas e duraram pouco tempo, assim como nunca se ouviram os depoimentos dos ilustres convidados do iate naquele fim-de-semana. Promoções de trabalho, invulgares e súbitas, foram feitas a alguns dos convidados depois do acidente. Este episódio é relatado no filme "O Miado do Gato" de Peter Bogdanovich.

Hearst é considerado um dos precursores da chamada "imprensa marrom". O filme Cidadão Kane, de Orson Welles, talvez tenha sido baseado em sua vida. No entanto, Welles negava publicamente.

Em 1974, sua neta Patty Hearst foi sequestrada por membros do Exército Simbionês de Libertação.

Hearst levou 15 anos para construir um castelo, seu sonho de infancia. O Hearst Castle fica na California.

Hearst não esteve sempre do "lado errado" da história. Foi, no início, um fervoroso apoiante do New Deal e os seus jornais foram, quando isso ainda não era habitual, dos mais ativos na denúncia da perseguição nazi aos judeus. 1

Hearst também é conhecido por ter ajudado os nazistas na guerra psicologica contra a União Soviética. Hearst é o redactor americano conhecido como sendo o "pai" da chamada imprensa amarela, a imprensa sensacionalísta. William Hearst começou a carreira de redactor em 1885, quando o seu pai George Hearst, milionário da indústria mineira, senador e redactor, lhe deu a chefia do jornal São Francisco Daily Examiner. Assim começou também o império jornalistico de Hearst que de uma maneira definitiva iria deixar marcas profundas na vida e nos conceitos dos norteamericanos. Depois da morte do pai, William Hearst vendeu todas as acções da indústria mineira que herdou e começou a investir o capital no mundo jornalistico. A primeira compra que fez foi o New York Morning Journal, um jornal de tipo tradicional que Hearst transformou totalmente num jornal sensacionalístico. As notícias eram compradas a qualquer preço e quando não havia crueldades ou crimes violentos para contar cabia aos jornalistas i fotógrafos "arranjar" o assunto. É justamente esta a marca da "imprensa amarela", a mentira e a crueldade arranjada e servida como verdade. As mentiras de Hearst fizeram dele milionário e pessoa importante no mundo jornalístico, sendo em 1935 um dos homens mais ricos do mundo com uma fortuna avaliada em 200 milhões de dolares. Depois da compra do Morning Journal, Hearst continuou a comprar e fundar jornais diários e semanários por todos os EUA. Na década dos anos 40, William Hearst era proprietário de 25 jornais diários, 24 semanários, 12 estações de radio, 2 serviços de noticias mundiais, um serviço de notícias para filme, a empresa de filme Cosmopolitan e muito mais. Em 1948 comprou uma das primeiras estações de televisão dos EUA, a WBAL-TV em Baltimore. Os jornais de Hearst vendiam 13 milhões de exemplares diários com cerca de 40 milhões de leitores! Quase um terço da população adulta dos EUA lia diáriamente os jornais de Hearst! E além disso muitos milhões de pessoas em todo o mundo recebiam a informação da imprensa de Hearst através dos serviços de noticías, filmes e uma série de revistas que eram traduzidas e editadas em grandes quantidades em todo o mundo. Os números acima citados mostram bem de que maneira o império de Hearst influenciou a vida politica americana e a vida politica do mundo em geral durante muitos anos. (entre outras coisas contra a participação dos EUA na segunda guerra mundial pelo lado da União Soviética e nas campanhas anti comunistas de McCarty na década 50).

Os conceitos de William Hearst eram extremamente conservativos, nacionalistas e anti-comunistas. A sua politica era a politica da extrema direita. Em 1934 fez uma viagem à Alemanha onde foi recebido por Hitler como convidado e amigo. Depois desta viagem os jornais de Hearst tornaram-se ainda mais reacionários, sempre com artigos contra o socialismo, contra a União Soviética e em especial contra Stáline. Hearst tentou também utilizar os seus jornais para fazer propaganda nazi abertamente, com uma série de artigos de Göring, a mão direita de Hitler. No entanto os protestos de muitos leitores obrigaram-no a parar a publicação e retirar os artigos. Depois da visita a Hitler os jornais sensacionalistas de Hearst vinham cheios de "revelações" sobre acontecimentos terríveis na União Soviética como assassinios, genocídios, escravidão, luxo para os governantes e fome para o povo, sendo estas as grandes "notícias" diárias. O material era dado a Hearst pela Gestapo, a policia política da Alemanha nazi. Nas primeiras páginas dos jornais havia muitas vezes caricaturas och imagens falsas da União Soviética onde Stáline era retratado como um assassino de faca na mão. Estes artigos eram lidos diariamente por 40 milhões de pessoas nos Estados Unidos e milhões de outras em todo o mundo. 2

Referências