William Rowan Hamilton

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William Rowan Hamilton
Física, astronomia e matemática
Nacionalidade Irlandês
Residência Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda
Nascimento 4 de agosto de 1805
Local Dublin
Morte 2 de setembro de 1865 (60 anos)
Local Dublin
Atividade
Campo(s) Física, astronomia e matemática
Alma mater Trinity College, Dublin
Orientador(es) John Brinkley
Conhecido(a) por Mecânica hamiltoniana, quaterniões, caminho hamiltoniano, nabla, tensor
Prêmio(s) Medalha Real (1835)

William Rowan Hamilton (Dublin, 4 de agosto de 1805 — Dublin, 2 de setembro de 1865) foi um matemático, físico e astrónomo irlandês.

Contribuiu com trabalhos fundamentais ao desenvolvimento da óptica, dinâmica e álgebra. A sua descoberta mais importante em matemática é a dos quaterniões. Em física é muito conhecido pelo seu trabalho em mecânica analítica, que veio a ser influente nas áreas da mecânica quântica e da teoria quântica de campos. Em sua homenagem são designados os hamiltonianos, por ele inventados.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Juventude[editar | editar código-fonte]

Filho de Archibald Hamilton, advogado, e Sarah Hutton e o mais jovem de três irmãos e uma irmã, Hamilton foi uma criança prodígio. Tendo a partir dos três anos iniciado a sua educação com o seu tio , o Rev. James Hamilton, um linguista que falava diversas línguas — grego, latim, hebreu, sânscrito, etc. — Hamilton aprendeu a falar diversos idiomas. Diz-se que aos treze anos Hamilton falava tantas línguas quanto a sua idade. Além da maioria das línguas europeias clássicas e modernas, falava ainda persa, árabe, hindustani, sânscrito e até malaio. Quando ele tinha quase dez anos seu tio conta que “A sua sede por línguas orientais é imbatível. Ele agora já domina quase todas, excepto uma minoria de dialetos provinciais. O hebreu, o persa e o árabe têm íntima relação com o sânscrito, no qual ele já é proficiente. O caldeu e o aramaico estão ligados ao hindu, malaio, bengali e outras. Ele vai começar agora o chinês, mas a dificuldade de encontrar livros é muito grande. Fica muito caro supri-lo, mas eu espero que o dinheiro seja bem gasto.” Obviamente ele não falava fluentemente todas estas línguas, mas tinha um conhecimento básico que lhe permitia entender bastante do que lia.

A sua mãe morreu quando ele tinha doze anos e o pai dois anos depois e ele foi dado para adopção. Ele inicia os seus estudos em matemática quando por volta dos dez anos lê Os Elementos de Euclides em latim. Passado dois anos conhece Zerah Colburn uma criança prodígio da matemática que era exibida como curiosidade em Dublin. Este encontro instiga-o a dedicar-se principalmente à matemática e abandona os estudos de línguas. Lê o Arithmetica Universalis de Newton, que foi a sua introdução à análise moderna. Mais tarde começa a lêr os Principia Mathematica e aos 16 anos dominava já grande parte desta obra, além de outras obras modernas em geometria analítica e cálculo diferencial. Neste periodo, Hamilton prepara a sua entrada para o Trinity College de Dublin, onde chegaria a professor. Em 1822, com 17 anos ele inicia o estudo sistemático da Mecânica Celeste de Laplace que foi uma obra essencial no desenvolvimento futuro da obra de Hamilton. Ele encontra um erro numa das demonstrações deste livro e desenvolve uma demonstração correcta. Encorajado por um amigo, envia este resultado a John Brinkley, Astrónomo Real da Irlanda e grande matemático. Brinkley impressionado pelo seu talento oferece-se para o ajudar nos seus estudos.

Os anos no Trinity College de Dublin[editar | editar código-fonte]

Em 7 de julho de 1823, o jovem Hamilton ficou em primeiro lugar nos exames de candidatura Trinity College de Dublin, onde será um brilhante aluno, até que que lhe é concedido aos 22 anos o cargo de Astrónomo Real da Irlanda deixado vago por John Brinkley.

A sua fama precedeu-o e ele rapidamente se tornou uma celebridade. O seu domínio dos clássicos e da matemática, quando ainda não se graduara, excitou a curiosidade dos círculos acadêmicos. A história de seus triunfos antes de sua graduação pode ser entendida—ele obteve praticamente sempre as melhores notas tanto nos clássicos como em matemática. Mas o mais importante de tudo foi ter ele completado a primeira versão do artigo sobre sistemas de raios, que apesar de não ter sido aceitado para publicação impressionou os seus superiores. “Este Jovem”, disse John Brinkley, quando Hamilton apresentou o dito artigo para a Real Academia Irlandesa, “não digo que será, mas que é, o primeiro matemático da sua idade”.

O encerramento da carreira de estudante universitário foi ainda mais espectacular do que o seu começo. Em 1827, John Brinkley demitiu-se de sua cátedra de astronomia para tornar-se Bispo de Cloyne. Conforme o costume britânico a vaga foi anunciada e vários astrônomos importantes, incluindo George Biddell Airy mais tarde Astrônomo Real da Inglaterra, enviaram as suas candidaturas. Depois de alguns debates o Conselho Universitário elegeu unanimemente Hamilton, aos vinte e dois anos e sem estudos completos, para a cátedra de Astronomia. Hamilton não seria talvez a pessoa mais indicada para o cargo uma vez que tinha pouco conhecimentos teóricos e sobretudo práticos em astronomia. Durante o seu tempo no cargo, o trabalho em astronomia no observatorio de Dunsink, foi mediocre devido aos instrumentos e métodos antiquados que Hamilton não teve interesse em modernizar, limitando-se simplesmente a cumprir apenas as obrigações do cargo. Dedicou-se em vez na sua carreira como astrónomo real ao estudo da matemática e da física teórica.

Com a idade de vinte e três anos, ele publicou o desenvolvimento do trabalho iniciado aos dezessete anos: o artigo Uma Teoria de Sistemas de Raios, parte I, o grande clássico que desenvolve na óptica os métodos da mecânica analítica. As técnicas introduzidas por Hamilton nesta sua primeira obra prima são hoje indispensáveis na física matemática. Este magnífico trabalho levou Jacobi, quatorze anos mais tarde, no encontro da Associação Britânica de Manchester, em 1842, a declarar que “Hamilton é o Lagrange do seu país” (referindo-se ao Reino Unido). Nele ele define e utiliza o que virá a ser chamado em sua honra o Hamiltoniano na física, que tem uma enorme utilidade para o desenvolvimento da mecânica quântica e da teoria quântica de campos. Muitos consideram este sucesso como sendo o mais alto ponto da carreira de Hamilton. Outros consideraram que os maiores trabalhos de Hamilton ainda estavam por vir, qual seja a criação do que Hamilton considerava sua obra prima: a teoria dos Quaterniões.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Charles Lyell e John William Lubbock
Medalha Real
1835
com Michael Faraday
Sucedido por
George Newport e John Herschel


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