William Marrion Branham

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William Marrion Branham
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William Marrion Branham nasceu no dia 6 de abril de 1909, numa cabana de pau-a-pique, em Berksville, Kentucky, e viveu a maior parte de sua vida em Jeffersonville, Indiana, nos Estados Unidos da América. Aos vinte e dois anos de idade casou-se com Hope Brumbach, com a qual teve dois filhos, Billy Paul e Sharon Rose Branham. E durante um perído de enchente que ocorreu em 1937 no rio Ohio, perdeu sua jovem esposa e a filhinha. Depois de viver alguns anos como viúvo, ele se casou novamente, no dia 23 de outubro de 1941, com Meda Broy, sobre quem ele faz referência, pregando na abertura do Sexto Selo: “E mesmo gostando muito dela, eu não teria me casado com ela se Deus não tivesse dito para fazê-lo...” Meda Branham lhe deu três filhos: Rebeck, Sara e José Branham.[1]

Juventude, conversão e ordenação[editar | editar código-fonte]

Branham nasceu em uma cabana, nas montanhas de Kentucky, sendo o primeiro dos nove filhos de Charles e Ella Branham. Branham descreve, desde a tenra infância, ter passado por experiências sobrenaturais, incluindo muitas visões. Ele conta que em uma ocasião, durante sua adolescência, foi chamado por uma astróloga, que lhe contou que ele havia nascido sob um sinal especial. A família de Branham não era religiosa; todavia ele conta ter tido um contato mínimo com o Cristianismo durante sua infância. Branham narra sua experiência de conversão no final da década de 1920, quando posteriormente foi ordenado pastor batista em Jeffersonville. Em 1936, Branham foi convidado a pregar em uma convenção de igrejas da Unicidade Pentecostal, e recebeu convites para nelas integrar-se. Branham conta que, pressionado por sua sogra, inicialmente não aceitou esses convites, o que resultou em grandes tragédias, incluindo a morte de sua primeira esposa e filha.

O seu ministério[editar | editar código-fonte]

Final da década de 1930 e o início da década de 1940.

Por volta da metade da década de 1940, Branham estava conduzindo campanhas de cura quase que exclusivamente com as igrejas da Unicidade Pentecostal. A expansão do ministério de Branham com a comunidade pentecostal se deu com a introdução de Gordon Lindsay em 1947, que rapidamente se tornou seu administrador e promotor. Neste tempo, muitos outros preeminentes pentecostais ingressaram junto ao seu corpo de ministros, como Ern Baxter e FF. Bosworth. Gordon Lindsay provou ser um capaz divulgador, fundando a revista A Voz da Cura em 1948, que iniciou-se reportando as campanhas de cura de Branham.

A partir da metade da década de 1950, Branham sempre tratava abertamente da doutrina bíblica, indicando uma posição mais na linha da Unicidade, posição referente à divindade, e pelo final dos anos 50 ele declarava expressamente que a Trindade como apresentada pela maioria das igrejas não tinha base escritural, e havia se iniciado no Concílio de Niceia com crenças pagãs de roma.

As visitações do Anjo e os sinais sobrenaturais[editar | editar código-fonte]

Segundo o próprio William Branham, sinais sobrenaturais lhe foram dados a fim de convencer as pessoas de que ele era um profeta de Deus (Cristão). Um sinal físico aparecia em suas mãos a fim de indicar a doença antes mesmo de ela ser notada por médicos. Posteriormente, ele afirmou que, revelado por Deus, conhecia os segredos e necessidades individuais das pessoas que procuravam por seus serviços, através do Espírito Santo, com o objetivo de curá-las de suas doenças. Para alguns, esses sinais, além de outras afirmações feitas pelo líder religioso, atestam que Branham foi um profeta em cumprimento as profecias escriturísticas sobre os últimos tempos descritas no livro de Malaquias, capítulo 4:5, 6. Tal versículo, inclusive, é frequentemente utilizado nas palestras ministradas por William Branham como meio de comunicação de sua identificação bíblica.

As descrições de Branham acerca de suas experiências sobrenaturais remontam à sua infância. Como jovem, ele foi considerado "nervoso", porque falava de suas visões e da voz que lhe falava como um vento, que lhe dizia: "Nunca beba, ou fume, ou polua o seu corpo. Haverá um trabalho para você fazer quando tornar-se mais velho". Esta visão, assim como outras informações que podem ser colhidas nos registros de suas palestras, poderiam, caso tivessem sido melhor estudadas, levar a um diagnóstico do perfil psicológico de William Branham, assim como defendem estudiosos da psiquiatria e historiadores da religião cristã moderna. Outro exemplo citado, é o fato de que, pouco depois de ser ordenado, ele estava batizando algumas pessoas em 11 de junho de 1933 no Rio Ohio perto de Jeffersonville, quando uma ardente e brilhante bola de fogo apareceu a cerca de não mais de 50 metros do solo. Em descrições posteriores ele noticia que, na ocasião, não só ele, mas todos os presentes ouviram uma voz que disse, "Como João Batista precursou a primeira vinda de Cristo, a sua mensagem precursará a sua segunda vinda!".

Branham declarou que ele estava orando sozinho, tarde da noite, durante sua busca por um sentido na sua vida, em que havia muitas coisas estranhas, em 1946 ou 1947, quando um anjo de luz lhe apareceu, dizendo: "Não temas. Eu sou um enviado da presença do Deus Altíssimo para lhe dizer que seu peculiar nascimento e sua vida estranha serviu para indicar que você tem uma mensagem a ser pregada às pessoas do Mundo. Se você for sincero na sua oração e fizer com que as pessoas creiam em ti, nada subsistirá diante da sua oração, nem mesmo o câncer. Você viajará por muitas partes da Terra e orará por reis, legisladores e muitos. Você irá pregar por multidões ao redor do mundo." Branham mais tarde defendeu que seu ministério e seus encontros com grandes homens das nações foi o cumprimento desta profecia.

O compromisso de Branham com o sobrenatural incluiu declarações de milagres. Ele declarou que, em 1948, Deus lhe mostrou em uma visão um garoto espedaçado em uma rodovia, o qual foi ressuscitado. Nesta data, ele pediu para que as pessoas na audiência marcassem sua declaração nas capas de suas Bíblias. Seu testemunho conclui então que tal manifestação se cumpriu dois anos depois, numa viagem missionária a Helsinque, na Finlândia, em 1950, por razão de um atropelamento próximo a Kuopio, vitimando um garoto que andava de bicicleta. Branham surgiu logo após o fato no local do acidente, quando viu o corpo despedaçado do menino e então se recordou da visão. Orou pelo garoto que levantou-se vivo no mesmo instante, na presença de todos, fato que, segundo conta, foi publicado na revista local, e testemunhado por muitos, inclusive policiais rodoviários. Contudo, não há nenhum documento atual que ateste este episódio, nem declarações testemunhais ou qualquer exemplar da revista citada, e o único registro acaba por ser a própria afirmação de William Branham em seus cultos.

Ficheiro:Branham pilar.jpg
A foto sobrenatural

Numa noite de 24 de janeiro de 1950, uma fotografia foi tirada durante um encontro de pregação no Estádio de São Houston, em Houston, Texas. Branham estava parado no pódio, manifestou-se um halo de fogo por sobre sua cabeça. Uma fotografia deste fenômeno foi tirada, sendo a única do filme fotográfico que não se queimou. George J. Lacy, o Investigador de documentos do FBI, famoso no mundo todo, sujeitou o negativo a teste [3] e declarou em uma conferência que, "No meu conhecimento, esta é a primeira vez em toda a história do mundo que um ser sobrenatural foi fotografado e comprovado cientificamente". O original da fotografia está nos arquivos do Departamento Religiosos da Smithsonian Institution, em Washington, DC.

Dentre as profecias ditas pelo William Branham, uma é bastante mencionada dentre os adeptos da religião e, principalmente, por quem questiona a idoneidade de sua vindicação profética: William Branham disse ao seu filho, Billy Paul, que a costa da Califórnia afundaria, em razão de uma maldição que ele mesmo, como profeta, lançou àquele lugar. O desastre deveria então ocorrer num tempo próximo, pois Branham disse que seu filho veria este acontecimento antes mesmo de se tornar um homem velho. Hoje, Billy Paul aproxima-se de ser um octagenário, e tal catástrofe, como todo mundo sabe, não aconteceu. Fato parecido com este é a insistência de William Branham contra o Comunismo, ao ponto de predizer que a Rússia comunista seria a causa do declínio humano, da ira divina, e acabaria por desencadear o Fim do Mundo, considerando que essa profecia foi dita durante a Guerra Fria. A Rússia Comunista nem existe mais.

Preconceito racial e outras acusações[editar | editar código-fonte]

William Branham é frequentemente associado a denúncias de preconceito racial em razão de suas pregações [carece de fontes?]. Referia-se aos negros como "pessoas de cor", que era um tratamento respeitoso na década de 1950. Em suas campanhas ministeriais realizadas no continente Africano, via-se determinado a levar a mensagem divina àquelas pessoas, que, segundo seu julgamento, viviam sem Deus, assim, como no México e Europa. É comum também encontrar em suas pregações a associação de perfis étnicos a maldições divinas [carece de fontes?] descritas nos livros bíblicos, razão pela qual compreende a divisão populacional do globo como resultado das divisões das Tribos de Israel, e, segundo suas percepções, atualmente, alguns sofrem mais que outros por carregarem na pele as condenações de seus antepassados . Todavia seus textos mostram respeito aos negros, conforme trecho a seguir:

160 Francamente, há muita coisa a respeito da raça de cor que a raça branca deveria ter. Eles não têm a preocupação, eles são mais espirituais. Existem milhares de coisas a respeito deles que o homem branco não pode nem mesmo tocar. Deus os fez assim. Quem poderia superar um coral de pessoas de cor? Onde você poderia encontrar vozes?[2] .

O líder religioso ainda deixa claro não ser favorável à união matrimonial de brancos com negros, e diz ser a razão disso preferir que cada "raça" mantenha-se pura, sem mistura, apesar de se entender como alguém livre de preconceitos e defensor de todas as pessoas como filhos de Deus. Na mensagem "O Terceiro Êxodo", William Branham refere-se a Martin Luther King como um líder respeitável, e aceita que sua determinação é em razão do amor que tem pelos seus pares, mas sua luta pelos direitos dos negros só teria razão se estivessem vivendo no tempo da escravidão. Conclui dizendo que ele "só quer que os negros possam ir à escola", e que não vê razão para uma guerra social dirigida sob essas convicções, pois tais pleitos podem levar milhares a serem mortos na política de segregação.

Um ponto extremamente evidente nas pregações de William Branham é o machismo extremo. Segundo ele, o mundo sofria de um grave problema moral, resultado do avanço nos direitos voltados às mulheres, citando o voto feminino e o papel da mulher no casamento, que, na sua época, já não mais seguia a determinação divina de se sujeitar ao marido. William Branham declaradamente defendia que as mulheres deveriam-se manter puras aos seus maridos, e determinava que nenhuma mulher deveria cortar o cabelo ou vestir roupas que não fossem longas, sob o risco de sofrer punições bíblicas. Condenava ainda o sistema político ocidental, que buscava dar melhores condições de vida às mulheres, no que se refere, principalmente, à participação política e social, esbravejando até contra o acesso feminino ao sistema educacional superior.

Nas viagens à África, William Branham praticava e organizava caçadas a animais selvagens como hobby. Essa prática era direcionada única e exclusivamente ao lazer esportivo, o que marcava sua personalidade ao ponto de descrever-se a si mesmo como um "exímio caçador", pois tal prática era frequente mesmo nas florestas dos Estados Unidos.

Outra crítica bastante comum é a respeito do tom vingativo e amaldiçoador de suas pregações contra os descrentes, adeptos de outras religiões, e quem ousava questionar-lhe. Usava de sua afirmação como profeta de Deus para, frequentemente, lançar pragas a todos esses, inclusive contra civilizações e populações inteiras, apesar de livrar-se da culpa ao se entender como mero mensageiro da fúria de Deus. O sentido de suas pregações em poucas vezes trilha mensagens de amabilidade e perdão divinos aos descrentes. Nas publicações de suas palestras, encontram-se relatos de desastres, catástrofes e misérias alheias algumas vezes com o tom de vitória pessoal, e em diversos casos os merecedores disso são pessoas que ofenderam a Deus com o uso de roupas curtas, praticaram jogatinas, bebedeiras, farras e quaisquer outras diversões que não são de cunho cristão.

Doutrinas e Ensinamentos de Branham[editar | editar código-fonte]

Branham pregou milhares de sermões, nos quais 1.100 foram gravados em fita, e posteriormente transcritos em livretos. Com relação a profecias, Branham indicou que lhe foram reveladas sete grandes em 1933, mas quando veio a enunciá-las em sermões gravados, indicou que as primeiras cinco já se haviam realizado, enquanto as demais pelo estado do mundo poderiam se cumprir por volta de 1977. (Branham, William. "A Era de Laodiceia", editada por Lee Vayle, §15):

Cquote1.svg Mussolini invadiria a Etiópia e aquela nação “cairia à sua passagem.” . Mas a visão dizia também que Mussolini chegaria a um terrível fim, com seu próprio povo revoltando-se contra ele. Cquote2.svg
Cquote1.svg A visão seguinte predizia que um austríaco por nome Adolf Hitler se levantaria como ditador sobre a Alemanha, e que ele arrastaria o mundo a uma guerra. Ela mostrava a linha Siegfried e como nossas tropas teriam um tempo terrível para vencê-la. A seguir ela mostrava que Hitler chegaria a um fim misterioso. Cquote2.svg
Cquote1.svg Haveria três grandes "ismos", Fascismo, Nazismo, Comunismo, porém que os primeiros dois seriam absorvidos no terceiro. A voz exortava, “Observe a Rússia, observe a Rússia. Mantenha os seus olhos no rei do Norte.” Cquote2.svg
Cquote1.svg A quarta visão mostrava o grande avanço na ciência que viria logo após a Segunda Guerra Mundial. Ela era encabeçada pela visão de um carro com capota como uma bolha de plástico, que estava percorrendo maravilhosas super estradas de modo que as pessoas apareciam assentadas nesse carro e eles estavam disputando alguma espécie de jogo para se distraírem e não precisava de motorista, não tendo nem mesmo direção. Cquote2.svg
Cquote1.svg A quinta visão tinha que ver com o problema moral de nossa época,(...) as mulheres começaram a se afastar de seu lugar com o privilégio do voto. Então cortaram seus cabelos, o que significa que elas não estavam mais sob a autoridade do homem, mas insistindo em direitos iguais, ou na maioria dos casos, mais do que iguais. Adotaram roupas masculinas e se enveredaram por uma moda de trajes sumários; até a última figura que vi era uma mulher despida, exceto por uma pequena folha de figo, tipo de avental. Cquote2.svg
Cquote1.svg Se levantou na América, uma mulher linda, porém cruel. Ela mantinha o povo sob seu completo controle. Eu acreditava ser este o levantamento da igreja Católica Romana, embora eu saiba que pudesse se tratar possivelmente de alguma mulher levantando-se em grande poder na América devido a uma votação popular pelas mulheres. Cquote2.svg
Cquote1.svg A última e sétima visão foi aquela na qual ouvi a mais terrível explosão. Quando virei-me para olhar não vi nada mais senão escombros, crateras, e fumaça por sobre toda a terra da América. Cquote2.svg
Cquote1.svg Baseado nestas sete visões, junto com rápidas mudanças que têm varrido o mundo nestes últimos cinquenta anos, eu predigo (eu não profetizo) que estas visões já se terão cumprido por volta de 1977. E posto que muitos possam sentir que esta seja uma declaração irresponsável, em vista do fato que Jesus disse que “ninguém conhece o dia e nem a hora,” eu ainda mantenho esta predição depois de trinta anos porque Jesus não disse que nenhum homem poderia conhecer o ano, mês ou semana em que sua vinda é para ser completada. Pelo que repito, eu sinceramente creio e sustento como um estudante privado da Palavra, junto com a inspiração divina que 1977 deve terminar os sistemas do mundo e introduzir o milênio. Cquote2.svg

Outras notáveis profecias de Branham incluem:

  • Que Los Angeles e parte da Califórnia afundariam no mar. Ele disse que acreditava que isto poderia ocorrer antes que seu filho Billy Paul fosse um `homem velho´ (Pearry Green, Os atos do profeta, p. 119). Billy Paul nasceu em 1935, e seu pai se descrevia a si mesmo como um `velho´ quando ele estava com pouco mais de cinqüenta anos. Branham contou a um grupo de sua igreja: "As pessoas acharam graça da destruição pelo terremoto, quando foi dito que aconteceria, `Assim diz o Senhor´, na Costa Oeste dos Estados Unidos, mas, eu quero que vocês, irmãos, saibam disto, que se vocês tiverem amigos ou relacionamento com pessoas em Los Angeles, se eu fosse você, eu os faria sair de lá o mais rápido o possível". (Pearry Green, Os atos do profeta, p. 115). Muitos cristãos abandonaram a Califórnia, incluindo 95% de uma igreja (Elogio de Serviço Memorial #1, Phoenix, Arizona, 25 de Janeiro de 1966).

Branham ainda se manteve fora da teologia tradicional Cristã, com sua rejeição à doutrina da Trindade. No final dos anos 1940 e início dos anos 1950, Branham se abstinha de comentar sobre este assunto nos encontro interdenominacionais, sendo isto tratado no seu informativo "A Voz da Cura":

Cquote1.svg As doutrinas incomuns a denominação, que envolvam mistérios sobre a Soberania Divina, ou concernentes a fórmulas de batismo nas águas, devem ser evitadas nos encontros, e não ser identificado com isto mais tarde. Cquote2.svg
The Voice of Cure(A Voz da Cura), abril de 1948, p. 4

Todavia a partir de 1953 Branham anunciava publicamente a Trindade como uma heresia. Por exemplo:

Cquote1.svg A hora vem quando eu não eu não poderei mais me silenciar sobre estas coisas: está muito próxima a vinda, vêem? O Trinitarianismo é do Diabo. Eu digo que isto é o ASSIM DIZ O SENHOR. Veja de onde isto vem. Isto vem do Concílio de Niceia, quando a Igreja Católica tomou o poder. A palavra "Trindade" não é nem mesmo mencionada na Bíblia. E longe de existir três Deuses, pois isto é do inferno. Há um só Deus, e isto é exatamente o correto. Cquote2.svg

Freqüentemente, Branham ensinou sobre a divindade, defendendo que não há distinções pessoais entre Jesus, O Pai e o Espírito Santo, e que estas 'pessoas' da Divindade são apenas o mesmo Deus atuando como em diferentes ofícios:

Cquote1.svg A Bília diz que Ele mudava a Sua feição, ou Ele mudava a Si mesmo, en morphe. A palavra vem do grego, en morphe, que significa, "um ator grego que atua em alguns atos"; hoje ele é uma coisa, no próximo ato ele é outra pessoa. Ele foi Deus Pai em um ato, Deus Filho em outro ato, e Ele é o Deus Espírito Santo neste ato, vêem? Aí está: Sua Palavra é ainda suprema. Nós estamos vivendo nos últimos dias. Cquote2.svg
Cquote1.svg Pai, Filho e Espírito Santo, agora, o Pai e o Espírito são o mesmo Espírito. Que Espírito? O Espírito de Deus. E Ele veio no batismo de Jesus e habitou n'Ele: 'Este é meu Filho amado em Quem me apraz habitar.' Ele desceu e habitou em Jesus, e O fez Emanuel (que quer dizer Deus conosco) na Terra. Cquote2.svg

Seus últimos dias[editar | editar código-fonte]

Em 18 de dezembro de 1965, William Branham e sua família retornavam a Jeffersonville, para os feriados de Natal. Em cerca de 5 quilômetros ao leste de Friona, Texas, o veículo de Branham abalroou outro veículo, vindo na contramão com um dos faróis desligado. Com o acidente, a esposa Meda e sua filha Sarah ficaram gravemente feridas. Relatou-se que Meda teria morrido e ressuscitado por uma oração de Branham, ainda consciente. Sarah pediu-lhe que orasse por ele mesmo para que não morresse, porém ele sabia que sua hora havia chegado. Socorridos, Branham e sua família foram removidos do carro e transportados até o Hospital de Friona, sendo depois levados ao Hospital de Amarillo, Texas e ao chegar no hospital todos que estavam lá ficaram curados mesmo os que estavam na U.T.I. Lá, Branham sobreviveu por seis dias, morrendo na véspera de Natal, em 24 de dezembro de 1965, às 17:49h. Seu corpo foi levado à Jeffersonville. Já na cidade alguns fanáticos não queriam que ele fosse enterrado, esperando que ele ressuscitasse. Meda teve que ir à justiça pedir para enterrá-lo. O sepultamento só ocorreu três meses após sua morte.

Quando ainda estava em vida William Branham condenou fortemente esse espírito de fanatismo, dizendo que era demoníaco. Em seus sermões ele dizia: "Não olhe para esse baixinho careca, olhe para Deus".

A influência de seu ministério profético[editar | editar código-fonte]

As conversões e as demonstrações do poder de Deus em suas reuniões continuaram aumentando até os últimos anos de sua vida. Em Fevereiro de 1961, a Voz dos Homens do Evangelho Completo (agora chamados Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Completo) afirmaram: "Nos dias da Bíblia, houve homens de Deus que foram profetas. Mas, em todos os anais da História Sagrada, nenhum destes homens teve um tão grande ministério como o de William Branham, um profeta de Deus... Branham foi usado por Deus, no Nome de Jesus". Os ensinamentos de Branham e sua notoriedade tiveram uma profunda influência nos movimentos Pentecostal e Carismático. Branham morreu em 1965, mas os crentes da Mensagem (como são chamadas as literaturas em que são impressos seus sermões) crêem que seu ministério continuará até a vinda de Cristo, pois tais ensinamentos convertem nossa fé de volta à fé de nossos pais, os apóstolos, e nos prepararão para o Arrebatamento da igreja, em cumprimento às profecias dos Livros de Malaquias 4:5 "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR", Mateus 17:11 "Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas", Lucas 17:30 "Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar" e Apocalipse 10:7 "...se cumprirá o segredo de Deus...".

Branham revelou que as Sete Igrejas de Apocalipse cap.1 a 3 (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, e Laodiceia) representam Sete Eras da Igreja Gentílica, tendo cada qual um mensageiro. A sucessão de mensageiros foi: O Apóstolo Paulo de Tarso, Irineu de Lyon, São Martinho de Tours, São Columba, Martinho Lutero, João Wesley e o William Branham. Com base nos sinais que seguiram seu ministério, os Crentes da Mensagem crêem plenamente que William M. Branham é o Profeta Elias prometido para nossos dias. É difícil medir a influência de Branham em outros evangelistas deste período, mas certamente foi ele o pioneiro dos avivamentos em tendas, que antecedeu a era do tele-evangelismo. Branham é sempre mencionado como o líder do primeiro avivamento da segunda onda do pentecostalismo, que varreu os Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. Entre aqueles que iniciaram ao mesmo tempo de Branham e de parte da segunda onda do Pentecostalismo (final dos Anos 1940 até metade dos Anos 1950) foram Jack Coe, Oral Roberts, e A. A. Allen. Vale ressaltar que Branham foi um dos primeiros pregadores de "fé" que não pregaram apenas a vinda do Espírito Santo nos últimos dias, mas deram ênfase na fé para cura, como fizeram Coe, Roberts e Allen. Mas Branham também em suas mensagens condenava qualquer tipo de organização religiosa, declarando que na Bíblia muitos enviados de Deus condenavam organizações religiosas, como as denominações, e predisse, que se Deus demorasse a vir, fariam da sua mensagem também uma organização religiosa.

Crentes da Mensagem[editar | editar código-fonte]

Os Crentes da Mensagem não se organizam em forma monástica, nem tampouco em associações. Desta forma, não existe uma organização religiosa que coordene ou em que se vinculem. Tal premissa tem permitido um acréscimo substancial de crentes quem sem muitos apelos ou manifestações grandiosas, como fazem a maioria das denominações conhecidas, vem se juntando a essa Mensagem como em Atos 5:13,14.

No Brasil, as igrejas que sustentam os ensinamentos de William M. Branham seguem ramificações doutrinárias distintas, resultado de um desmembramento que se intensificou nos últimos anos (principalmente a partir da década de 1990). As dissenções e separações dentro da mesma religião trouxe, recentemente, um histórico de brigas e discussões entre os pastores e quase nenhuma identidade entre os fiéis de congregações distintas, que acabam por distanciar-se e condenarem-se uns aos outros, mesmo quando se encontram numa mesma cidade.

Estatísticas atuais, com base na distribuição de literaturas dos sermões de Branham, apontam que o número de seguidores está na casa dos milhões em todo o mundo[3] . Somente na Índia, por exemplo, dois milhões de Mensagens foram publicadas.[4] A exemplo da Índia, na Ásia, da América do Sul e da África, tal religião alcança com maior facilidade regiões de extrema pobreza e miséria, o que diagnostica a prevalência do viés missionário das religiões cristãs modernas, além desta estatística confirmar o histórico das campanhas realizadas pelo próprio William Branham que se focavam quase exclusivamente no continente Africano, procurando alcançar "as pessoas de cor e sem Deus", como comumente se referia aos moradores daquele lugar.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]