Willibald Pirckheimer

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Gravura] de Willibald Pirckheimer aos 53 anos por Albrecht Dürer, 1524. Vivemos pelo espírito. O resto pertence à morte.

Willibald Pirckheimer (5 de dezembro de 1470, Eichstätt, Baviera - 22 de dezembro de 1530) foi um advogado renascentista, escritor e humanista renascentista, e uma personalidade rica e influente da Nuremberga do século XVI, membro do Conselho governante da cidade por dois períodos. Foi o amigo mais chegado do artista Albrecht Dürer,[1] que dele executou alguns retratos, bem como do grande humanista e teólogo Erasmo de Roterdão.

Nascido em Eichstätt, Baviera, filho do advogado Johannes Pirckheimer, formou-se em Itália, tendo estudado direito em Pádua e Pavia durante seteanos. Da sua esposa, de nome Cresencia, teve uma filha de nome Felicitas. A sua irmã mais velha, Caritas (1467-1532) foi Abadessa do Convento franciscano de Santa Clara em Nuremberga (que era também uma escola para raparigas destinada à classe superior da cidade) e foi também uma dotada escolástica; A série de xilogravuras dedicada à Vida da Virgem de Dürer foi-lhe dedicada.[2] Pirckheimer conheceu Dürer, provavelmente, em 1495.

Pertencia a um grupo de humanistas de Nuremberga que incluía nomes como os de Conrad Celtis, Sebald Schreyer, e Hartmann Schedel (autor da Crónica de Nuremberga). Era também consultado amiúde pelo Imperador Maximiliano I em questões de índole literária. Traduziu muitos textos clássicos para o alemão (bem como textos gregos para o latim), e defendia a tradução "pelo sentido" em detrimento do aspeto literário dos textos, questão então muito em voga. Entre outros trabalhos, editou e publicou uma edição da Geographia de Ptolomeu, em 1525.

Em 1499 Pirckheimer foi escolhido pelo Conselho da Cidade para comandar o seu contingente de tropas no exército imperial durante a Guerra dos Suabos contra os Suíços. No seu regresso, a cidade honrou-o com a oferta de uma taça de ouro da Cidade. Este acontecimento é referido na gravura Nemesis de Dürer, executada cerca de 1502.[3]

Já que Dürer não recebeu uma educação clássica, é costume presumir que muito dos conhecimentos clássicos e humanistas demonstrados nas suas obras, em especial as suas impressões, refletem as suas discussões com Pirckheimer. Um exemplo notável é Melancolia I. Pirckheimer emprestou a Dürer o dinheiro para a sua segunda viagem a Itália de 1506-1507, e dez cartas dele para Dürer, em Itália, demonstram a proximidade da sua relação. Depois da morte, em 1560 do último familiar imediato de Dürer, o neto de Pirckheimer, Willibald Imhoff comprou o que restava dos documentos e coleções do artista. Grande parte da própria biblioteca de Pirckheimer, famosa na época, foi vendida por outro descendente da família Imhoff a Conde de Arundel em 1636. Grande parte desta foi transferida para a Biblioteca Britânica através da coleção de Hans Sloane.

Tal como Dürer, foi sepultado no cemitério da Johannis-kirche em Nuremberga.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Corine Schleif (2010), “Albrecht Dürer between Agnes Frey and Willibald Pirckheimer,” The Essential Dürer, ed. Larry Silver and Jeffrey Chipps Smith, Philadelphia, 85-205.
  2. The German Wikipedia has a full life - link via Willibald
  3. http://www.bodkinprints.co.uk/product.php?id=20
  • Bartrum, Giulia. Albrecht Dürer and his Legacy. [S.l.]: British Museum Press, 2002. ISBN 0-7141-2633-0