Willy Corrêa de Oliveira

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Willy Corrêa de Oliveira
Informação geral
Nascimento 1938
Origem Recife
País  Brasil

Willy Corrêa de Oliveira (Recife, 1938) é um compositor brasileiro.

Após um primeiro período de intensa produção como compositor de tendência neofolclorista, freqüentou laboratórios de música eletroacústica da Europa e os Cursos de Férias de Darmstadt, na Alemanha, no início da década de 1960. Participou da articulação do Grupo Música Nova[1] de São Paulo, que publicou um manifesto (http://www.latinoamerica-musica.net/historia/manifestos/3-po.html) em 1963 e, através de Gilberto Mendes, instaurou o Festival Música Nova, que ocorre anualmente (sempre em agosto/setembro) até hoje em Santos e São Paulo, com algumas edições ocorridas também em Ribeirão Preto.

Aproximadamente de 1967 a 1972, no período da Ditadura Militar, trabalhou em publicidade na cidade de São Paulo. As agências foram a J.W. Thompson e a Mauro Salles Interamericana de Publicidade. Usou seus conhecimentos de música e cinema para dirigir o departamento de rádio e televisão na Salles.

A convite de Olivier Toni, seu ex-professor, lecionou composição e disciplinas teóricas, como linguagem e estruturação musicais, desde 1970, ano de sua fundação, no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde se aposentou.

Depois de um período de afastamento crítico da assim chamada vanguarda (em suas relações evidentes com os compositores de Darmstadt, tais como Stockhausen, Boulez e Nono) e do meio musical erudito, priorizando atividades em grupos musicais de trabalhadores e sindicatos, retomou intensa atividade criativa que se mantém pelos últimos quinze anos.

Teve em 2006 a gravação de sua obra recente conforme projeto cultural da Petrobras, que publicou, em edição bilíngüe, incluindo-se dois álbuns de partituras: I – Caderno de Peças para Piano (144 p.), II – Caderno de Canções, para voz e piano (132 p.); um CD duplo com livro-encarte (52 p.), gravado com os pianistas Caio Pagano, Lilian Tonela, Fernando Tominura, Isabel Kanji, Bruno Monteiro e Maurício de Bonis, e a soprano Caroline de Comi. Na vida privada, é profundamente ligado a esposa e aos filhos, tambem adora tomar sorvete e quando vai a Santos é obrigatório tomar um café na cafeteria floresta na praça independência.

Lançou o livro Passagens pela Luzes no Asfalto Editora com lembranças de sua infância.

Referências

  1. José Miguel Wisnik. Música Nova. Visitado em 21 de março de 2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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