Wilson Fonseca

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou se(c)ção não cita fontes fiáveis e independentes (desde janeiro de 2013). Por favor, adicione referências e insira-as no texto ou no rodapé, conforme o livro de estilo. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.

Wilson Dias da Fonseca (Santarém, 17 de novembro de 1912Belém, 24 de março de 2002) foi um grande maestro,compositor e escritor brasileiro. É um grande incentivador para difundir a cultura do folclore e da história da Amazônia, atuando também como fundador da Academia Paraense de Música e membro da Academia Paraense de Letras.

Compôs mais de mil e seiscentas músicas, muitas delas inspiradas em temas folclóricos e nas belezas naturais da terra natal. Em Santarém, desde 1994 existe uma escola de música que leva o seu nome.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Wilson Fonseca, (também conhecido por maestro Isoca), foi um compositor praticamente autodidata. Musicista com reconhecimento no Brasil e no exterior, foi herdeiro de uma tradição musical que começou com o seu pai, o maestro José Agostinho da Fonseca (1886-1945), e chegou à geração atual.

Foi membro da Academia Paraense de Música (cadeira nº 24, que tem como patrono seu pai e atual ocupante Vicente José Malheiros da Fonseca, seu filho) e da Academia Paraense de Letras (cadeira nº 7).

Funcionário aposentado do Banco do Brasil, jamais se afastou de sua terra. Ao falecer, deixou viúva a Srª Rosilda Malheiros da Fonseca e 6 filhos, além de netos, quase todos dedicados à música.

Wilson Fonseca faleceu em Belém, no dia 24 de março de 2002, com 89 anos, e foi sepultado em Santarém, quando recebeu homenagem do povo de sua terra, tendo a Prefeitura Municipal decretado luto oficial pela sua perda. O fato mereceu registros na imprensa, em diversos órgãos privados e públicos, inclusive no Congresso Nacional, em Brasília.[carece de fontes?]

Obras[editar | editar código-fonte]

A obra musical de Wilson Fonseca, considerado um compositor prolífico e eclético [carece de fontes?], vai do popular ao erudito, e está reunida em 20 volumes (4 apenas publicados), com mais de 1.600 produções catalogadas, grande parte ainda inédita. Esse acervo inclui peças para canto e diversas combinações de instrumentos, para banda, composições orquestrais e líricas, além de arranjos e transcrições

Principais Obras
  • Hino de Santarém"- "Canção de Minha Saudade.
  • "Um Poema de Amor".
  • "Terra Querida".
  • "Lenda do Boto".
  • Abertura Sinfônica Centenário de Santarém" (1948).
  • América 500 Anos" poema sinfônico (1992).
  • "Cantata Nazarena" (deceto, 1993). Esta obra tem texto de José Wilson
  • "Amazônia" - suíte em 3 movimentos, para jazz-band de 1996.
  • "Vitória-Régia, O Amor Cabano - ópera. Esta obra tem libreto de seu filho José Wilson
  • Tapajós Azul" - valsa para orquestra sinfônica de 1997.
  • "As Pastorinhas - peça de teatro popular.

Há, ainda, 2 noturnos, 1 sonatina, dança coreográfica do Tipiti, inúmeras peças para coral a 2, 3 e 4 vozes, diversos números para piano solo, piano a 4 mãos, canto e piano, e várias peças de câmara, dobrados para banda, além de músicas sacras, inclusive Missas.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Série "Nos Originais" – Vol. 3 (UFPA) (LP)
  • "Rapsódia Amazônica" (Madrigal da Universidade Federal do Pará); (LP)
  • "Memorial" (Tynnôko Costa);
  • "Projeto Uirapuru - O Canto da Amazônia" – Vol. 1 através da Secretaria Estadual de Cultura do Pará);
  • "A Música e o Pará" - Duo Pianístico da UFPA
  • "Projeto Pará Instrumental" – Vol. 3 com a Amazônia Jazz Band.
  • Série "Música Brasileira"- Estúdio GLB - Brasília, Vol. 1 (violino e piano);
  • "Encontro com Maestro Isoca" - lançado na 2ª Bienal Internacional de Música de Belém,PMB, em setembro de 2002);
  • "Solos do Nosso Solo 2 – Bob Freitas & Nego Nelson.
  • "Prá início de conversa" - Grupo Vocal Vox Brasilis.
  • "Andréa in Concert" - violino e piano, gravado, ao vivo, em 1997, no EE.UU.
  • "As Pastorinhas 5 anos – Trilhas D’Água 3" – Coro Cênico da Universidade da Amazônia – UNAMA)
  • "Sinfonia Amazônica", (em 2 volumes)- gravados pela Orquestra Jovem "Wilson Fonseca", de Santarém, regência de José Agostinho Fonseca Neto.

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

A Revista Brasiliana nº 11 de maio de 2002, da Academia Brasileira de Música, publicou o artigo "Tributo ao Maestro Wilson Fonseca", de autoria de seu filho Vicente José Malheiros da Fonseca.

Já a Lei Federal nº 11.338, de 03 de agosto 2006 (DOU 04.08.2008), denomina o Aeroporto de Santarém como "Aeroporto Maestro Wilson Fonseca", em homenagem ao compositor santareno.

A Lei Estadual nº 7.337, de 17.11.2009 (Diário Oficial do Estado do Pará nº 31.548, de 19.11.2009), declara como integrante do patrimônio cultural do Estado do Pará a obra musical e literária do Maestro Wilson Fonseca (Isoca).

A Lei Municipal nº 19.132, de 28..11.2012, denomina Rua Wilson Dias da Fonseca (Maestro Isoca), em Santarém (PA), justamente a rua (antiga Floriano Peixoto) onde nasceu e morou desde criança o compositor santareno, cujo centenário de nascimento se comemora em 2012. O Projeto de Lei é de autoria da Vereadora Marcela Tolentino de Matos (PDT).

Wilson Fonseca é o escritor e compositor homenageado da XVI Feira Pan-Amazônica do Livro de 2012, promovida pelo Governo do Estado do Pará, como de todas as ações que compõem a Feira e os Salões do Livro realizados em diversas cidades do Estado. A Feira é o quarto maior evento do gênero no Brasil e maior em programação cultural.

Livro[editar | editar código-fonte]

  • Meu Baú Mocorongo (6 volumes) - livro de pesquisas, recordações e reflexões sobre a vida histórica e sociocultural de Santarém e da Amazônia.

Seu filho José Wilson, por ocasião de seus oitenta anos, publicou o livro "Recital dos 80 Anos", que tem servido de base para pesquisas acadêmicas sobre o maestro.

Seu filho Vicente José Malheiros da Fonseca (magistrado, professor e compositor) escreveu diversos artigos sobre a vida e a obra musical de Wilson Fonseca, publicados na imprensa brasileira, e também elaborou vários arranjos orquestrais e camerísticos de composições musicais de seu pai.

O livro "A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)", impresso na Editora do Banco do Brasil, de autoria de Vicente José Malheiros da Fonseca, em homenagem ao centenário de nascimento do compositor santareno, é lançado no dia 17 de novembro de 2012, no Centro Recreativo, em Santarém (PA).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.