Wish You Were Here (álbum de Pink Floyd)

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Wish You Were Here
Álbum de estúdio de Pink Floyd
Lançamento Estados Unidos 12 de Setembro de 1975
Inglaterra 15 de Setembro de 1975[1]
Gravação Janeiro—Julho de 1975
Estúdios Abbey Road, Londres
Gênero(s) Rock progressivo
Duração 44:28
Gravadora(s) Harvest / EMI
Columbia / CBS (Fora da Europa)
Produção Pink Floyd
Opiniões da crítica

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Cronologia de Pink Floyd
Último
Último
The Dark Side of the Moon
(1973)
Animals
(1977)
Próximo
Próximo
Singles de Wish You Were Here
  1. "Have a Cigar"
    Lançamento: 1975

Wish You Were Here é o nono álbum de estúdio da banda britânica de rock progressivo Pink Floyd, lançado em Setembro de 1975.[1] [2] Inspirado por material composto pela banda enquanto se apresentavam pela Europa, ele foi gravado após numerosas sessões nos Estúdios Abbey Road, em Londres. O álbum explora temas como ausência, indústria musical e a deterioração mental de Syd Barrett, um dos fundadores do grupo.[1] As primeiras sessões se constituíram em um processo difícil e árduo, sendo iniciadas com a ideia de Waters de dividir a peça central do álbum, "Shine On You Crazy Diamond", em duas partes, unindo-as com novas composições. "Shine On" é um tributo à Barrett,[1] [3] [4] que, coincidentemente, fez uma visita ao estúdio enquanto ela estava sendo gravada. A banda não conseguiu reconhece-lo imediatamente, uma vez que ele havia ganhado peso e sofrido alterações em sua aparência.[5]

Assim como em seu trabalho anterior, The Dark Side of the Moon, a banda fez uso de efeitos de estúdio e sintetizadores; a embalagem do disco, novamente projetada por Storm Thorgerson, continha uma manga negra escondida na arte do álbum. Wish You Were Here estreou em um show realizado em Knebworth, em Julho de 1975, e foi lançado em Setembro daquele ano, tornando-se um instantâneo sucesso; a gravadora EMI não conseguiu fazer cópias suficientes para satisfazer a demanda pelo disco. Ainda que, inicialmente, o álbum tenha recebido críticas mistas, ele se tornou aclamado pelos críticos, sendo listado na 209ª posição da lista "500 Melhores Álbuns de Sempre" da revista Rolling Stone.[6] David Gilmour e Richard Wright já declararam que Wish You Were Here é o álbum da banda favorito de ambos.[7] [8]

Wish You Were Here atingiu a primeira posição nas tabelas da Billboard, vendendo até hoje, mais de seis milhões de cópias só nos Estados Unidos, onde foi galardoado com disco de ouro em 17 de Setembro de 1975 e como sêxtupla platina em 16 de Maio de 1997, pela Recording Industry Association of America.[9] No mundo inteiro, o álbum vendeu mais de 13 milhões de cópias.[10] Em 2010, o disco foi lançado com um disco bônus, com três faixas ao vivo gravadas no Wembley Empire Pool em 1974, e faixas de estúdio, dentre elas, a faixa título com solo de violino e outra instrumental, que seria o início para um projeto ambicioso que foi logo abortado. As faixas ao vivo são rascunhos de músicas de Animals, e uma prévia ousada de Shine on You Crazy Diamond. As faixas ao vivo foram veículadas pela Radio BBC, e foram nominadas como Raving and Drooling e You Gotta Be Crazy. Segundo o documentário The Story of Wish you Were Here, as três músicas não teriam sido executadas de maneira tão especial e foi duramente criticada pela imprensa e pelos engenheiros de som do local. Esta edição se chama Experience edition. Uma edição mais vultosa foi lançada no mesmo ano desta Experience, e se chama Immersion Edition. Dark Side of the Moon e The Wall também ganharam edições Experience e Immersion, acompanhadas de dvds e cds, além de outros itens.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Durante 1974, o Pink Floyd havia esboçado três novas composições, "Raving and Drooling", "You Gotta Be Crazy" e "Shine On You Crazy Diamond"[nota 1] [11] , tendo tocado-as em uma série de apresentações na França e na Inglaterra, em sua primeira turnê desde The Dark Side of the Moon, em 1973. A banda nunca havia contratado um publicista e se mantinha afastada da imprensa. O relacionamento do grupo com a mídia era azedo e, após uma crítica profundamente cínica do novo material da banda, feita por Nick Kent — um devoto de Syd Barrett — e Erskine Pete, da revista NME, eles voltaram para o estúdio na primeira semana de 1975.[11]

Conceito[editar | editar código-fonte]

Wish You Were Here é o segundo álbum do Pink Floyd a usar um tema conceitual escrito inteiramente por Waters, e ecoa o seu sentimento de que, à época, a camaradagem desfrutada pela banda anteriormente já não estava mais presente.[12] O álbum se inicia com oito minutos e trinta segundos de um preâmbulo instrumental antes de entrar na letra de "Shine Ou You Crazy Diamond", um tributo ao ex-integrante da banda Syd Barrett, cujo colapso mental provocado pelo uso de drogas o forçou a deixar a banda, alguns anos antes.[5]

O álbum também é uma crítica à indústria musical; "Shine On" desvanece-se em "Welcome to the Machine", que se inicia com a abertura de uma porta — descrita por Waters como símbolo de que o, onde progresso e a descoberta musical foram traídos por uma indústria musical interessada apenas em lucro e sucesso. A música se encerra com sons de festa, sintetizando "a falta de contato e sentimentos reais entre as pessoas". Similarmente, "Have a Cigar" despreza os "chefões" da indústria musical. Sua letra contém clichês bastante utilizados, como "mal posso contar"[nota 2] , "eles chamam isso de andar no trem da alegria"[nota 3] , e "a propósito, quem é o Pink?"[nota 4] — uma pergunta que, na realidade, foi feita diversas vezes à própria banda.[11] A letra de "Wish You Were Here", por sua vez, contém elementos que não se relacionam somente à condição de Barrett, mas também à dicotomia de Waters, como um idealista, e uma personalidade autória.[11] O álbum se encerra com uma reprise de "Shine On", com excursões instrumentais adicionais.

Gravação[editar | editar código-fonte]

Alan Parsons fora o engenheiro de som da EMI designado para o The Dark Side of the Moon, o álbum anterior do Pink Floyd. Todavia, após seu lançamento, ele rejeitou a oferta de continuar a trabalhar com a banda (ao invés disso, ele obteve sucesso com o seu grupo The Alan Parsons Project).[12] O grupo havia trabalhado com Brian Humphries em More — gravado nos Estúdios Pye[12] — e, novamente, em 1974, quando ele substituiu um inexperiente engenheiro contratado a curto prazo.[12] Ele era, portanto, a escolha natural para trabalhar no novo material da banda, embora fosse um estranho para a equipe em Abbey Road, encontrado algumas dificuldades iniciais, incluindo uma situação em que ele, sem querer, foi responsável por estragar as faixas de fundo de "Shine On" — uma parte em que Waters e Mason tinham levado horas para aperfeiçoar. Toda essa parte, corrompida com eco, teve de ser regravada.[11] [12] [13]

Trabalhando no Estúdio Três de Abbey Road[12] , a banda achou difícil, em primeira instância, compor quaisquer novos materiais, especialmente porque o sucesso de The Dark Side of the Moon deixou todos física e emocionalmente abalados. Richard Wright descreveu as sessões iniciais como "um período difícil", e Roger Waters, como "tortuoso".[11] O baterista Nick Mason achou o processo de gravação em múltiplas faixas tedioso[12] , e David Gilmour estava mais interessado em aprimorar o material já existente. Ele também passou a se frustrar para com Mason, cujo casamento malogrado havia provocado indisposição e apatia ao baterista, o que afetava sua performance.[11] Mason admitiu, também, que a crítica de Nick Kent à NME talvez tenha tido alguma influência, ainda que tenha mantido a banda unida.[12] [14]

Todavia, após algumas semanas, Waters passou a enxergar um novo conceito.[11] As três novas composições da turnê de 1974 foram, ao menos, o ponto inicial para um novo álbum, e "Shine On You Crazy Diamond" pareceu uma escolha razoável para assumir o posto central desse novo trabalho. Em sua maioria, tratava-se de uma peça instrumental de mais de vinte minutos, similar à Echoes, e a abertura da guitarra, composta de quatro notas, trouxe à mente de Waters o "fantasma" de Syd Barrett.[11] Gilmour havia composto a frase por acidente, mas foi encorajado pela resposta positiva de Waters.[15] Waters queria dividir "Shine On", inserindo duas novas canções entre as duas metades, ideia que foi desaprovada por Gilmour, mas que foi colocada em prática após uma votação, em que Gilmour perdeu por três votos a um.[10] . "Welcome to the Machine" e "Have a Cigar" tinham letras com "ataques" à indústria musical, atuando em conjunto com "Shine On", buscando retratar a ascensão e a queda de Barrett, "porque eu queria chegar o mais perto possível do que eu senti [...] um tipo de melancolia indefinível e inevitável sobre o desaparecimento de Syd", disse Waters.[11] "Raving and Drooling" e "Gotta Be Crazy" não tinham lugar no conceito, sendo deixadas de lado[12] , embora viessem a aparecer, posteriormente, em Animals.

O "crazy diamond"[editar | editar código-fonte]

Um dos eventos mais notáveis durante as gravações de Wish You Were Here ocorreu em 5 de Junho de 1975. A banda estava terminando de mixar "Shine On You Crazy Diamond" quando um homem acima do peso, careca, com olheiras e segurando um saco plástico entrou na sala. Waters, que estava trabalhando no estúdio, não o reconheceu.[5] Wright também não. Ele presumiu que o homem fosse um amigo de Waters e lhe perguntou sobre isso, mas percebeu que se tratava de Syd Barrett.[11] Gilmour achou que se tratava de um integrante da equipe da EMI[15] , e Mason também não conseguiu reconhece-lo, ficando "horrorizado" quando Gilmour lhe contou quem era. Em Inside Out, Mason relembrou da conversa com Barrett como "desconexa e não totalmente sensível"[12] , enquanto Storm Thorgerson definiu a presença de Barrett: "Duas ou três pessoas choraram. Ele se sentou e falou um pouco, mas ele não estava realmente lá."[15]

Relatos indicam que Waters estava profundamente chateado com a silhueta de seu amigo, que foi perguntado pelo visitante Andrew King sobre como ele havia conseguido ganhar tanto peso. Barrett disse que ele tinha um grande refrigerador em sua cozinha, e que ele andava comendo muitas costeletas de porco. Ele também mencionou que estava pronto para que seus serviços fossem utilizados pela banda; todavia, ao ouvir a mixagem de "Shine On", não mostrou nenhum sinal de compreensão sobre a sua relevância nessa situação. Ele esteve presente na recepção de casamento de Gilmour, mas saiu sem dizer adeus; daquele dia em diante, nenhum membro da banda nunca mais o viu, até sua morte, em 2006.[11] Ainda que a letra da música já tivesse sido criado, a presença de Barrett, naquele dia, pode ter influenciado a parte final da música — tocado por Wright, um sutil refrão de "See Emily Play" é audível ao fim do álbum.[12]

Eu estou muito triste pelo Syd. É claro que ele foi importante e a banda não teria nem existido sem ele, porque era ele quem escrevia todo o material. Não teria acontecido sem ele, mas por outro lado, não tinha como continuar com ele. "Shine On You Crazy Diamond" não é realmente sobre Syd — ele é só um símbolo para todos os extremos de ausência que algumas pessoas têm de passar porque é o único jeito com que elas podem lidar com o quão triste isso é [...] Eu achei terrivelmente triste.
Roger Waters[15]

Instrumentação[editar | editar código-fonte]

Assim como em Dark Side of the Moon, a banda, novamente, usou sintetizadores como o EMS VCS 3 (em "Welcome to the Machine"), mas o suavizou com o violão de Gilmour e a percussão de Mason.[11] O começo de "Shine On" contém restos de gravações anteriores, todavia incompletas, da banda, conhecidas como "Household Objects". Taças de vinho foram cheias com quantidades diversas de líquidos, e a gravação foi feita com um dedo circulando a beirada da taça. Essas gravações passaram por um processo de multi-faixa e se tornaram acordes,[12] presentes na abertura de "Shine On".

O violinista de jazz Stephane Grappelli e o violinista clássico Yehudi Menuhin estavam gravando em outro estúdio de Abbey Road, e foram convidados para gravarem peças para o álbum. Menuhin observou enquanto Grappelli tocou; entretanto, a banda decidiu, mais tarde, que sua contribuição era imprópria, e gravou por cima dela.[12] Ainda que Grappeli não tenha recebido os créditos pela sua contribuição (a banda presumiu que ele se sentiria insultado), ele recebeu um pagamento de 300 libras (759 reais ou 340 euros em 2011).[11] Dick Parry, novamente, tocou saxofone, em "Shine On".[14] OS compassos iniciais de "Wish You Were Here" foram gravadas no rádio do carro de Gilmour, com alguém sintonizando-o (a música clássica ouvida no final é a Quarta Sinfonia de Tchaikovsky).[14]

Vocais[editar | editar código-fonte]

As sessões de gravação foram interrompidas duas vezes por turnês norte-americanas (uma em Abril e a outra em Junho de 1975)[11] , e as sessões finais, que ocorreram logo após a estreia do álbum em Knebworth, revelaram-se particularmente problemáticas para Waters.[10] Ele fez um grande esforço para gravar a letra de "Have a Cigar", precisando de inúmeros takes para conseguir uma versão aceitável. Seus problemas ocorrerem, em parte, pelo seu alcance vocal limitado, mas também pelo estresse causado em sua voz enquanto gravava a voz principal de "Shine On". Foi pedido à Gilmour que cantasse em seu lugar,[12] mas ele rejeitou; coube, então, à Roy Harper, amigo da banda, faze-lo. Harper estava gravando seu próprio álbum em outro estúdio de Abbey Road, e Gilmour já havia tocado algumas frases de guitarra com ele. Waters, posteriormente, viria a se arrepender da decisão, acreditando que ele devia ter cantado a canção.[11] Os backing vocals de "Shine On" foram gravadas pelo The Blackberries.

Embalagem[editar | editar código-fonte]

Parte do complexo de estúdios da Warner Bros., onde a capa do álbum foi fotograda.
Lago Mono, na Califórnia.

Wish You Were Here foi vendido em uma das embalagens mais elaboradas já feitas para um álbum do Pink Floyd. Storm Thorgerson havia acompanhado a banda em sua turnê em 1974, dando algumas opiniões sobre o significado das letras, vindo a concluir que elas se concentravam mais em uma "presença não preenchida" do que, propriamente, na doença de Barrett.[11] O tema da ausência foi refletido nas ideias produzidas após longas horas de brainstorming com a banda. Thorgerson notou que o álbum Country Life, do Roxy Music, fora vendido em uma manga verde opaca, de celofane — censurando a imagem da capa — e copiou a ideia, ocultando a arte de Wish You Were Here em uma embalagem a vácuo de cor escura (tornando a arte do álbum "ausente"). O conceito por trás de "Welcome to the Machine" e "Have a Cigar" sugeriu o uso de um aperto de mão (um gesto ocasionalmente vazio), e George Hardie desenhou o adesivo contendo o logotipo da banda de duas mãos mecânicas se cumprimentando com um aperto de mão para ser colocado na manga opaca. A imagem da capa do álbum foi inspirado na ideia de que as pessoas tendem a esconder seus verdadeiros sentimentos, pelo medo de "se queimarem" e, assim, dois homens de negócio foram retratados apertando as mãos, com um deles pegando fogo; "pegando fogo" também era uma frase comum na indústria musical. Dois dublês foram usados (Ronnie Rondell e Danny Rodgers), um vestido em uma roupa ignífuga, coberta por um terno. Sua cabeça foi protegida por um capuz, escondido sob uma peruca. A foto foi tirada nos estúdios da Warner Bros. em Los Angeles.[10] [11] Inicialmente, o vento estava soprando na direção errada, e as chamas foram forçadas na direção da face de Rondell, queimando seu bigode; os dois dublês trocaram de posições, e a imagem foi, mais tarde, revertida.

A contracapa do álbum mostra um "vendedor do Floyd", sem face, que, nas palavras de Thorgerson, "vende sua alma" no deserto (fotografado no Deserto de Yuma, na Califórnia). A ausência de pulsos e tornozelos significa que sua presença é "vazia". O encarte mostra um véu em um bosque de Norfolk, e um mergulho sem respingo no Lago Mono — chamado de Monosee nas notas do álbum —, na Califórnia (novamente sublinhando o tema da ausência).[10] [11] A decisão de embalar o disco em uma capa preta não foi popular entre a gravadora da banda nos Estados Unidos, a Columbia Records, que insistiu que isso fosse mudado. A EMI, por sua vez, estava menos preocupada.[16] Todavia, a banda ficou bastante feliz com o produto final e, quando apresentaram um mockup da pré-produção, ele foi aceito com uma espontânea salva de palmas.[11]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Uma boa parte de Wish You Were Here foi tocada, pela primeira vez, em um show em um festival à céu aberto em Knebworth, no dia 5 de Julho de 1975. O álbum, por sua vez, foi lançado em 12 de Setembro daquele ano no Reino Unido, e no dia seguinte nos Estados Unidos.[10] Na Grã-Bretanha, atingiu, de imediato, 250.000 vendas, indo direto para a primeira posição; a demanda era tanta que a EMI informou aos vendedores que somente 50% dos pedidos poderiam ser atendidos.[11] Com 900.000 vendas, o maior número de qualquer lançamento da Columbia[14] , atingiu a primeira posição na Billboard na segunda semana de lançamento. Todavia, inicialmente, o álbum recebeu críticas mistas; a revista Melody Maker definiu o álbum como "[...] pouco convincente [...] mostra uma crítica falta de imaginação [...]"[10] , enquanto Robert Christgau teve uma visão mais positiva, dizendo que "[...] a música não é somente simples e atrativa [...] mas também consegue um pouco da dignidade sinfônica (e referências cruzadas) que The Dark Side of the Moon simulou também ponderadamente."[17]

Apesar disso, em 2003, o álbum foi listado na 209ª posição na lista de 500 melhores álbuns de sempre da revista Rolling Stone.[6] Em 1998, leitores da Q votaram em Wish You Were Here como o 34ª maior álbum de todos os tempos.[18] Em 2000, a mesma revista o colocou na 43ª posição em sua lista dos 100 maiores álbuns britânicos de todos os tempos.[19] Em 2007, uma estação de rádio alemã, a WDR 2, pediu aos seus ouvintes que votasssem nos 200 melhores álbuns de todos os tempos; Wish You Were Here foi eleito o primeiro.[20] Em 2004, o álbum foi listado na 38ª posição da lista dos cem melhores álbuns dos anos 70 da Pitchfork Media[21] , enquanto a IGN o escolheu como o 8º melhor álbum de rock clássico.[22]

Não obstante os problemas durante a produção, o álbum é o favorito de Wright: "É um álbum que eu posso ouvir por prazer, e não há muitos álbums do [Pink] Floyd em que eu possa fazê-lo."[5] Essa visão é compartilhada por Gilmour: "Se eu tivesse que dizer que esse é o meu álbum favorito, eu diria que é o Wish You Were Here. O resultado final de tudo isso, qualquer que tenha sido, definitivamente me deixou um álbum com o qual eu possa viver muito, muito feliz. Eu gosto muito dele."[13]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as letras foram escritas por Roger Waters.

Lado um
N.º Título Música Vocal principal Duração
1. "Shine On You Crazy Diamond
(Partes I—V)"  
Wright, Waters, Gilmour (Parte I)
Gilmour, Waters, Wright (Parte II)
Waters, Gilmour, Wright (Part III)
Gilmour, Wright, Waters (Parte IV)
Waters, Gilmour, Wright (Parte V)
Waters 13:38
2. "Welcome to the Machine"   Waters Gilmour 7:30
Lado dois
N.º Título Música Vocal principal Duração
1. "Have a Cigar"   Waters Roy Harper 5:24
2. "Wish You Were Here"   Waters, Gilmour Gilmour 5:17
3. "Shine On You Crazy Diamond
(Partes VI—IX)
"  
Wright, Waters, Gilmour (Parte VI)
Waters, Gilmour, Wright (Parte VII)
Gilmour, Wright, Waters (Part VIII)
Wright (Parte IX)
Waters 12:29

Equipe[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. As duas primeiras seriam renomeadas para "Sheep" e "Dogs", aparecendo no álbum Animals.
  2. Livre tradução para "can hardly count".
  3. Livre tradução para "they call it riding the gravy train".
  4. Livre tradução para "by the way, which one's Pink?"

Referências

  1. a b c d Pink Floyd's Wish You Were Here (em inglês) FloydianSlip.com. Visitado em 23 de julho de 2011.
  2. Wish You Were Here (em inglês) PinkFloydHyperBase.dk. Visitado em 23 de julho de 2011.
  3. Wish You Were Here Pink Floyd (em inglês) SydBarretPinkFloyd.com (19 de junho de 2009). Visitado em 23 de julho de 2011.
  4. Roger Waters talks about the happy 'Syd Barrett' years (em inglês) pink-floyd.org (Abril de 2002). Visitado em 23 de julho de 2011.
  5. a b c d (2000). The Pink Floyd and Syd Barrett Story [DVD]. BBC. (em inglês)
  6. a b 500 Greatest Albums: Wish You Were Here - Pink Floyd (em inglês) Rolling Stone online. Visitado em 23 de julho de 2011.
  7. David Gilmour (I) - Biography (em inglês) IMDb. Visitado em 23 de julho de 2011.
  8. Richard Wright (II) - Biography (em inglês) IMDb. Visitado em 23 de julho de 2011.
  9. RIAA — Gold & Platinum (em inglês) riaa.com. Visitado em 23 de julho de 2011.
  10. a b c d e f g Povey, Glenn. Echoes. [S.l.]: Mind Head Publishing, 2007. ISBN 0955462401.
  11. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u Schaffner, Nicholas. A Saucerful of Secrets. Londres: Sidgwick & Jackson, 1991. ISBN 0283061278.
  12. a b c d e f g h i j k l m n Mason, Nick. Inside Out - A Personal History of Pink Floyd. [S.l.]: Phoenix, 2005. ISBN 0753819066.
  13. a b "In the Studio with Redbeard", Barbarosa Ltd. Productions, 1992.
  14. a b c d Blake, Mark. Comfortably Numb - The Inside Story of Pink Floyd. [S.l.]: Da Capo, 2008. ISBN 0306817527.
  15. a b c d Watkinson, Mike; Anderson, Pete. Crazy diamond: Syd Barrett & the dawn of Pink Floyd. [S.l.]: Omnibus Press. ISBN 0711988358.
  16. Kean, Danuta (21 de junho de 2007). Cover story that leaves authors of picture (em inglês) ft.com. Visitado em 24 de julho de 2011.
  17. Christgau, Robert (1975). Album review (em inglês) robertchristgau.com. Visitado em 24 de julho de 2011.
  18. Q Readers All Time Top 100 Albums (Q - 137ª ed.), [[Q (revista)|]], 1998—02
  19. The 100 Greatest British Albums Ever (Q - 165ª ed.), [[Q (revista)|]], 2000—06
  20. WDR listeners vote album #1 (em alemão) wdr.de (03 de outubro de 2007). Visitado em 24 de julho de 2011.
  21. Top 100 Albums of the 1970s (em inglês) pitchfork.com (23 de julho de 2004). Visitado em 24 de julho de 2011.
  22. Top 25 Classic Rock Albums (em inglês) ign.com. Visitado em 24 de julho de 2011.