Wissenschaftlich-humanitäres Komitee

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Capa da edição de julho de 1914 do Jahrbuch für Sexuelle Zwischenstufen (um anuário para tipos de sexualidades intermediárias).

O Comité Científico-Humanitário (Wissenschaftlich-humanitäres Komitee, WhK) foi fundado em Berlim no dia 14 ou 15 de Maio de 1897, para para promover a legalização e o reconhecimento social dos homens e mulheres homossexuais e transgêneros. O Comité foi um pioneiro histórico nesta matéria.

O Comité editou uma revista científica denominada Jahrbuch für sexuelle Zwischenstufen ("Anuário de Tipos Sexuais Intermédios). Esta revista em conjunto com os relatórios de actividades do Comité, publicaram um grande número de artigos de natureza científica, polémica e literária. O Anuário foi publicado regularmente entre 1899 e 1923 (algumas vezes com periodicidade trimestral) e de forma mais esporádica eaté 1933[1] .

O foco inicial do WhK foi o Parágrafo 175 do Código Penal Imperial Alemão, que criminalizava os actos "tipo coito" entre homens - o WhK apoiou a defesa de acusados em julgamentos, promoveu conferências públicas, e obteve assinaturas para uma petição pedindo a eliminação da lei. Entre os signatários contavam-se Albert Einstein, Hermann Hesse, Thomas Mann, Rainer Maria Rilke e Tolstói. A petição foi enviada ao Parlamento em 1898 e posteriormente em 1922 e 1925, mas não foi apoiada; e a legislação continuou a incluir a criminalização dos actos sexuais entre homens até 1969, tendo a legalização completa ocorrida apenas em 1994.

Os membros iniciais do WhK incluiam o médico Magnus Hirschfeld, o editor Max Spohr, o advogado Eduard Oberg e o escritor Max von Bülow. Adolf Brand, Benedict Friedländer e Kurt Hiller juntaram-se também à organização. Em 1929, Hiller subsituiu Hirschfeld como Presidente do Comité. O WhK chegou a contar com 500 membros e a ter delegações em cerca de 25 cidades da Alemanha, Áustria e Holanda.

O Comité foi dissolvido em 1933, quando os nazistas destruíram o Institut für Sexualwissenschaft, em Berlim, onde o WhK estava sedeado.

Tentativas de reforma[editar | editar código-fonte]

Em Outubro de 1949, Hans Giese em conjunto com Hermann Weber (1882–1955), o responsável pelo grupo local de Frankfurt de 1921 a 1933, tentaram relançar o Comité em Kronberg. Kurt Hiller chegou a colaborar com eles, mas afastou-se devido a divergências pessoais depois de apenas alguns meses. O grupo acabou por se dissolver em finais de 1949 ou inícios de [[1950\\, para alternativamente formar o Gesellschaft für Reform des Sexualstrafrechts e. V. ("Comité para a Reforma da Leis Criminais Sexuais"), que se manteve em actividade até [[1960\\.[2] [3]

Em 1962, em Hamburgo, Hiller, que tinha sobrevivido aos campos de concentração Nazis e continuado a lutar contra a repressão anti-homossexual, tentou, sem sucesso, voltar a dinamizar o WhK.[4]

O novo WhK[editar | editar código-fonte]

Em 1998, foi formado um novo grupo com o mesmo nome[5] . Baseado num conjunto de pessoas que se uniram para apoiar o político Volker Beck nas eleições desse ano[6] , apenas semelhante em nome e objecto ao LSVD (Lesben und Schwulenverband in Deutschland, "Federação Lésbica e Gay na Alemanha"), mas defendendo posições mais radicais. Em 2001, a sua revista Gigi - Zeitschrift für sexuelle Emanzipation ("Gigi - revista para a emancipação sexual") recebeu um prémio especial da Associação Alemão de Jornalistas Lésbicas e Gays (Bundes Lesbischer und Schwuler JournalistInnen).

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. John Lauritsen e David Thorstad, The Early Homosexual Rights Movement (1864–1935), 1974, ISBN 0-87810-027-X, edição revista de 1995, ISBN 0-87810-041-5
  2. Bernd-Ulrich Hergemöller de:Bernd-Ulrich Hergemöller, Mann für Mann. Ein biographisches Lexikon, 2001, Frankfurt am Main, publicado por Suhrkamp-Taschenbuch-Verlag, 2001, isbn=3-518-39766-4, ISBN 3-928983-65-2. Artigos sobre Hans Giese p. 278 e Kurt Hiller p. 357: Citação.
  3. Jürgen Müller, Review of: Andreas Pretzel (Ed.): NS-Opfer unter Vorbehalt. - Homosexuelle Männer in Berlin nach 1945, LIT-Verlag, Münster 2002
  4. Exposição on-line da Sociedade Magnus Hirschfeld: Kurt Hiller
  5. sítio do WhK - Wissenschaftlich-humanitäres Komitee
  6. A história do novo WHK(em alemão)