Wyndham Robertson

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Wyndham Robertson
26º Governador da Virgínia
Mandato 1836 – 1837
Antecessor(a) Littleton Waller Tazewell
Sucessor(a) David Campbell
Vida
Nascimento 26 de janeiro de 1803
Condado de Chesterfield, Virginia
Morte 11 de fevereiro de 1888 (85 anos)
Abingdon, Virginia
Nacionalidade Americano
Dados pessoais
Alma mater The College of William and Mary
Primeira-dama Mary Trigg Smith
Partido Whig
Profissão Advogado e político

Wyndham Robertson (26 de janeiro de 1803-11 de fevereiro de 1888) foi um político americano e o 26º governador do estado da Virgínia de 1836 a 1837. Ele também atuou por duas vezes na câmara dos delegados da Virgínia, sendo que a segunda vez durante a Guerra Civil Americana.

Robertson foi membro do Partido Whig e foi um defensor da União durante a crise de secessão que precipitou a Guerra Civil. No entanto, depois da chamada de Lincoln para as tropas, ele apoiou a secessão. Após a guerra, ele foi um dos membros do "Comitê dos nove" (grupo de líderes influentes) que auxiliaram trazer a Virgínia de volta para a União. Robertson, um descendente de Pocahontas, publicou um livro perto do final da sua vida em sua defesa e rastreou seus ancestrais e descendentes.

Início de vida e família[editar | editar código-fonte]

Robertson nasceu próximo de Manchester, no Condado de Chesterfield, Virgínia, filho de William Robertson e Elizabeth Bolling, descendente de Pocahontas e John Rolfe.[1] Seu pai era um membro do Conselho do estado da Virgínia.[2] Robertson frequentou escolas privadas em Richmond e formou-se no The College of William and Mary em 1821.[2] [3] Ele então casou com Mary Trigg Smith, filha do Capitão Francis Smith.[3] Seus irmãos Thomas B. Robertson e John Robertson, também eram políticos, sendo que o primeiro foi governador da Louisiana e o segundo foi um congressista. Robertson estudou direito e foi admitido para prática jurídica em 1824.[2] [3] Em 1827 ele fez uma curta viagem para Paris e Londres, após em 1830 foi nomeado conselheiro de estado.[4]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Robertson foi reeleito para o Conselho de estado em 1833, em 31 de março de 1836 ele se tornou o membro sênior deste órgão e, portanto, vice-governador da Virgínia.[3] Quando o governador Littleton Waller Tazewell renunciou no mesmo dia, Robertson tornou-se governador.[3] [5] Uma vez que o legislativo da Virgínia de maioria democrata que elegeu o governador, sendo Robertson era um Whig, não foi eleito quando seu mandato findava em 1837, então ele foi substituído por David Campbell.[3] Robertson foi então eleito para assembleia de delegados da Virgínia para a sessão de 1838.[6] Ele foi reeleito por três sessões sucessivas, terminando seu mandato em 1841.[7]

Após mudou-se para casa de sua esposa, ao sul de Abingdon, Virgínia Sudoeste em 1841.[3] [8] Ele ingressou no judiciário do Condado de Washington em 25 de julho de 1842,[9] também foi nomeado um regente da Academia Abingdon em 1843.[10] Em 1850 ele arrendou a King Saltworks (salinas) por cinco anos.[11] Em 1858, mudou-se para Richmond.[3] Em 1859, ele foi eleito para assembleia de delegados da Virgínia para a sessão de 1859 a 1861.[12] Quando Virgínia estava apoiando a ideia de secessão dos Estados Unidos, Robertson foi uma acérrimo unionista e tentou impedir sua secessão.[2] [3] Ele mais tarde escreveu de si mesmo como um "amigo de paz e União" e que ele tinha sido ativamente contra a chamada da Carolina do Sul para uma Convenção do Sul em 1859.[5] Na verdade ele esteve presente no banquete de Henry Clay, em abril de 1860, no qual ex-presidente John Tyler estava presente e Robertson foi chamado para brindar à "A União", o que ele fez, seguido de um breve discurso. Então, ele propôs o seguinte brinde:

"À constitucional União dos Estados" - a União dos Estados é a harmonia das esferas. Enquanto obedientes às leis de sua criação, elas nunca cantam alegre em vão "boas novas de grande alegria" para todo o mundo. Ao rebelar-se contra elas, a luz e alegria são perdidas na escuridão, então a ordem volta ao caos inicial".[13]

Quando começou a secessão na Carolina do Sul e em vários outros Estados no Inverno de 1860-61, ele apelou para que a Virgínia não seguisse este caminho.[2] [5] Em 7 de janeiro de 1861, apresentou uma resolução conhecida como Anti-Coercion que rejeitava a secessão, mas afirmava que se o Governo Federal usasse a coerção contra os Estados secionados a Virginia lutaria, a resolução foi aprovada.[2] [14] No entanto, quando o presidente Abraham Lincoln fez sua chamada para tropas em 15 de abril de 1861, desse momento em diante foi zelosamente ativo em todas as medidas necessárias para a defesa de seu estado.[3] A chamada para as tropas foi precisamente a situação detalhada na resolução Anti-Coercion então Virgínia se separou.

E agora, após vinte anos de experiência os resultados ainda não estão amadurecidos, não tenho arrependimentos, nem arrepender-me-ia de nenhum único ato do meu estado, ou mesmo meus, nestes assuntos infelizes - sigo congratulado com o fim da escravidão, mas ainda acreditando que isso poderia ter sido alcançado sem os horrores da guerra".
Wyndham Robertson[15]

Robertson foi reeleito para a câmara dos representantes para as próximas duas sessões, terminando em 1865.[16] Em 1863 opôs-se e ajudou derrotar um projeto de lei para fixar os preços dos alimentos, que ele acreditava que era "mais preocupante que o mal mais terrível".[15] Quando um Comitê de cidadãos apresentou uma resolução pedindo a seus representantes para apoiar uma lei similar ou renunciar, Robertson recusou. Quando descobriu que seus colegas já tinham aquiescido, demitiu-se para não contrariar seus eleitores. A câmara, no entanto, pediu que sua renúncia fosse retirada até que os desejos de seus eleitores pudessem ser determinados. Foi realizada uma pesquisa formal e determinou-se que a maioria não apoiava o projeto de lei e Robertson manteve-se no cargo.[15]

Após a guerra ele voltou para Abingdon. Durante a reconstrução Robertson foi membro da Comissão dos nove, que liderada por Alexander H. H. Stuart, que procurou a readmissão de Virgínia para a União.[17] Esteve em questão a nova Constituição do Estado, que incluía a privação de muitos homens brancos. O Comitê negociou com êxito com o Governo Federal que essa cláusula fosse votada separadamente, para que os Virginianos aceitassem ratificar a nova Constituição e, portanto, voltar para União. Ele morreu em 11 de fevereiro de 1888 e foi enterrado em Cobbs, Condado de Chesterfield.[3]

Legado e livros[editar | editar código-fonte]

Livro escrito por Robertson e publicado em Richmond, 1887

Robertson foi um doador inicial do Emory and Henry College, que mais tarde adotaria o prêmio de medalha "Robertson" para "incentivar oradores".[18]

Após a Guerra Civil Americana, escritores do Norte começaram a questionar a validade da história de resgate do capitão John Smith e Pocahontas, atacando os resultados do papel histórico desempenhado por ambos, bem como de seu marido John Rolfe.[19] O movimento foi liderado por Henry Adams, um descendente de John Adams, cujo adversário foi John Randolph of Roanoke, descendente de Pocahontas.[19] Vários Virginianos responderam, um dos quais foi Robertson. "Ataques do norte perturbaram-no tanto que ele preparou um estudo detalhado" e escreveu Pocahontas alias Matoaka and Her Descendants through Her Marriage with John Rolfe.[20] Ele traçou seus descendentes, que incluíram o Bollings, Branches, Lewises, Randolphs e Pages, bem como a sua própria família. Sua tese era porque seus descendentes eram notáveis, assim também o era Pocahontas. "História, poesia e arte," escreveu Robertson, "tem competido umas com as outras em investir o seu nome a partir desse dia até o presente com um halo de superação e brilho".[20]

Referências

  1. Robertson, Pocahontas and Her Descendants, 40-41
  2. a b c d e f Smith, 344-345
  3. a b c d e f g h i j k Summers, History of Southwest Virginia, 766
  4. Robertson, Pocahontas and her Descendants, 81
  5. a b c Robertson, Pocahontas and her Descendants, 82
  6. Leonard, The General Assembly of Virginia, 386.
  7. Leonard, The General Assembly of Virginia, 390, 394, 398.
  8. Year of moving is in Robertson, Pocahontas and her Descendants, 82
  9. Summers, History of Southwest Virginia, 828
  10. Summers, History of Southwest Virginia, 883
  11. Summers, History of Southwest Virginia, 586
  12. Leonard, The General Assembly of Virginia, 471.
  13. Tyler, The Letters and Times of the Tylers, 464
  14. Robertson, Pocahontas and her Descendants, 82-83
  15. a b c Robertson, Pocahontas and her Descendants, 83
  16. Leonard, The General Assembly of Virginia, 480, 485.
  17. Brenaman, 78
  18. Summers, History of Southwest Virginia, 578
  19. a b Birchfield, Stan. Did Pocahontas Save Captain John Smith?. Página visitada em 2006-09-09.
  20. a b Fishwick, Marshall. Was John Smith a Liar?. AmericanHeritage.com. Arquivado do original em 2006-06-24. Página visitada em 2006-09-09.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Brenaman, Jacob Neff. A History of Virginia Conventions. Richmond, Virginia: J.L. Hill Printing Company, 1902.
  • Leonard, Cynthia Miller, comp.. The General Assembly of Virginia, July 30, 1619 - January 11, 1978. Richmond, Virginia: Virginia State Library, 1978.
  • Robertson, Wyndham. Pocahontas, alias Matoaka, and Her Descendants through Her Marriage with John Rolfe. Baltimore, Maryland: Genealogical Publishing Co., Inc., 1986 Rpt 1887.
  • Smith, Margaret Vowell. Virginia 1492-1892:A History of the Executives. Washington, D.C.: W.H. Lowdermilk & Co, 1893.
  • Summers, Lewis Preston. History of Southwest Virginia 1746-1786, Washington County 1777-1870. Baltimore, Maryland: Regional Publishing Company, 1971.
  • Tyler, Lyon Gardiner. The Letters and Times of the Tylers. Richmond, Virginia: Whittet & Shepperson, 1884.

Fonte da tradução[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Littleton Waller Tazewell
Governador do estado da Virgínia
1836 - 1837
Sucedido por
David Campbell