Xântipe

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Xantippe from "Promptuarii Iconum Insigniorum "
Um livro emblem Emblem book retratando Xântipe esvaziando um pote sobre Sócrates, do Emblemata Horatiana ilustrado por Otho Vaenius, 1607.

Xântipe (em grego: Ξανθίππη) era a mulher de Sócrates e possivelmente mãe dos três filhos, Lamprocles,[1] Sophroniscus e Menexenus;[carece de fontes?] segundo Aristóteles, citado por Diógenes Laércio, Sophroniscus e Menexenus eram filhos da segunda esposa de Sócrates, Myrto, filha de Aristides, o Justo.[1] Há mais estórias sobre ela do que fatos. É provável que tenha sido mais jovem que o filósofo, talvez em cerca de até 40 anos.

Nome[editar | editar código-fonte]

Xãntipe significa "cavalo loiro", do grego ξανθός "xanthos" (loiro) e ιππος "hippos" (cavalo). Ela é uma das muitas personalidades gregas com um nome relativo a cavalo (cf. Philippos: "amante de cavalo"; Hippocrates: "domador de cavalo" etc). O "hippos" em grego antigo refere-se a um nome de origem arsitocrática.[2] Os gregos antigos tinham o costume de batizar a criança primogênita com o nome do avô mais ilustre.

O pai de Xântipe foi batizado com o nome de Lamprocles. Visto que ele era até mais bem estabelecido na aristocracia de Atenas do que o pais de Sócrates, o nome teria sido o preferido na escolha para o do primogênito.[3]

Casamento com Sócrates[editar | editar código-fonte]

Sócrates teve duas esposas; segundo Aristóteles, citado por Diógenes Laércio, a primeira foi Xântipe e a segunda Myrto, filha de Aristides, o Justo.[1] Sátiro e Jerônimo de Rodes, também citados por Diógenes Laércio, dizem que, pela falta de homens em Atenas, foi permitido a um ateniense casado ter filhos com outra mulher, e que Sócrates teria tido Xântipe e Myrto ao mesmo tempo.[4]

Personalidade[editar | editar código-fonte]

Platão a descreve como (cf. Fédon) sendo não mais que uma mulher devotada e mãe de família (60a-b, 116b). Xenofonte, em Memorabilia, a retrata da mesma forma, embora demonstre que Lamprocles reclamasse de um temperamento muito forte (2.2.7-9); poderia-se argumentar que isso se deve antes a que o mesmo era um adolescente. É só em Xenófanes, no Symposium, que vemos Sócrates concordar que ela é (cf. Antístenes) "a pessoa mais difícil de se relacionar de todas as mulheres que existem" (cf, 2.10). No entanto, Sócrates acrescenta que ela a escolheu por causa do seu espírito argumentativo.

Talvez esta imagem tenha se originado com Antístenes, um dos pupilos de Sócrates, visto que Xenófanes foi quem o retratou dessa for. Cláudio Eliano também a retrata como ciumenta quando descreve um episódio em que ela pisa num bolo mandado para Sócrates por Alcibíades.[5] Diógenes Laércio (Lives 2.36-37) conta ainda outras estórias envolvendo Xântipe com um suposto abuso, mas ele não cita nenhuma fonte.

Notas e referências

  1. a b c Aristóteles, citado por Diógenes Laércio, Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres, Livro II, Sócrates, 26
  2. Aristophanes, Clouds 60-64. Xantipo era o pai de Péricles. Também, hipeis, literalmente "cavaleiro" era o nome de uma das mais altas classes econômicas de Athenas.
  3. John Burnet 1911, Plato: Phaedo, p. 12.
  4. Sátiro e Jerônimo de Rodes, citados por Diógenes Laércio, Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres, Livro II, Sócrates, 26
  5. Cláudio Eliano, Varia Hist. XI.12