XVIII dinastia egípcia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde dezembro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto e colocar uma explicação mais detalhada na discussão.
Antigo Egito
Faraós e dinastias
Período pre-dinástico
Período protodinástico
Época Tinita: I - II
Império Antigo: III IV V VI
1º Período Intermediário:

VII VIII IX X XI

Império Médio: XI XII
2º Período Intermediário:

XIII XIV XV XVI XVII

Império Novo: XVIII XIX XX
3º Período Intermediário:

XXI XXII XXIII XXIV XXV

Época Baixa: XXVI XXVII
XXVIII XXIX XXX XXXI
Período Greco-romano:
Dinastia macedónica
Dinastia ptolomaica
Período Romano

A XVIII dinastia egípcia foi criada após a expulsão dos Hicsos, povos de origem asiática, e que comandaram o Egito por quase duzentos anos e é talvez a mais bem conhecida dinastia do Antigo Egipto.

Datação[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente diz-se que a XVIII dinastia egípcia reinou entre 1550 a.C. e 1295 a.C., mas a datação por radiocarbono sugere que pode ter começado um pouco mais cedo. O intervalo das datas de radiocarbono para seu início é entre 1570 a.C e 1544 a.C, sendo que o ponto médio das quais é 1557 a.C.

Lista de faraós[editar | editar código-fonte]

Na XVIII dinastia distinguem duas linhas: a dos Tutméses e dos Amen-hoteps. A rainha Hatchepsut assumiu o poder durante a minoridade de Tutmés III. Aquenáton realizou a famosa reforma religiosa, extinguindo todos os cultos aos deuses, pelo culto de um único deus, chamado de Aton.

Ordem nome de cartucho, nome escolhido para governar – Data aproximada de reinado (ainda há muitas divergências quanto as datas)

O Império Novo Egípcio no seu apogeu, no reinado de Tutmés III

Síntese histórica[editar | editar código-fonte]

De Amósis a Amenófis III[editar | editar código-fonte]

Em 1550 a.C. Amósis derrotou os Hicsos e fundou a XVIII dinastia, tendo ocupado a Palestina até Charuhen (Palestina Meridional). Há também fontes históricas da época que referem vitórias de Amósis sobre os Fenehu (Fenícios). Amósis também reconquistou a Núbia (que se tinha tornado independente no Terceiro Período Intermediário) até à Primeira Catarata. Sucedeu-lhe Amenófis I, que avançou as fronteiras egípcias até à Segunda Catarata. Com Tutmés I, o Egipto passaria a ser a potência hegemónica no Médio Oriente. Conquistou a Núbia até á Quarta Catarata e a Síria até perto de Apameia. Com Tutmés II o domínio da Núbia ficou garantido com a sufocação de uma revolta: a Núbia ficaria subjugada durante todo o Império Novo. Foi sucedido por Hatchepsut. Hatchepsut foi uma mulher particular na história do Egipto Antigo porque foi das poucas mulheres que reinaram como faraós. Ela foi inicialmente regente enquanto Tutmés III, seu enteado, mas no ano 7 de seu reinado (em 1472 a.C.) assumiu-se como faraó e reinou até á morte. O seu reinado foi pacífico e realizaram-se expedições comerciais a Punt (no actual Corno de África). Foi sucedida por Tutmés III, que foi apelidado de "Napoleão do Egipto" pelos historiadores devido ao facto de ter expandido as fronteiras egípcias até à sua máxima extensão, tendo chegado ao Eufrates e feito uma expedição contra Mitanni (um império hurrita da Mesopotâmia) e estendido o seu domínio até Napata. Foi sucedido por Amenófis II, que teve de combater rebeliões na Síria contra o domínio egípcio, apoiadas por Mitanni, que derrotou. No seu reinado foi estabelecida uma aliança com Mitanni. Com Amenófis III, não houve muitas campanhas (só duas na Núbia) e o Egipto esteve pacífico durante este reinado.

Período Amarna[editar | editar código-fonte]

O Egito na XVIII Dinastia era um país muito organizado, especialmente nos trabalhos de agricultura - plantação e colheita, que deviam ser realizados com muita precisão.Como não chovia, a fertilidade da terra dependia do "crescimento" do Nilo. Desta forma, graças a sua organização e apesar dos seus desertos e pouca extensão de terra cultivável, foi considerado o "Grande Silo Graneleiro do Mundo" .

Foi governado por muitos Faraós ao longo de suas 22 Dinastias: alguns mais conhecidos que outros.

Dentro da XVIII Dinastia o faraó mais importante foi Amenofis III, 90º faraó da Dinastia XVIII que subiu ao trono do Egito em 1391 AC e reinou até 1352 AC aproximadamente. Era filho de Tutmosis IV e pai de de Amenofis IV, chamado posteriormente de Akenaton, conhecido como “O Faraó Herege” que implantou o monoteísmo no Antigo Egito através da Revolução Atoniana. O Egito que encontrou Amenófis III era uma terra de grande opulência e poder. Como “Grande Construtor” contribuiu somando grandes obras arquitetônicas ao esplendor Egípcio. Procurou manter as relações com os países vizinhos e vassalos através de tratados e de um ativo intercambio comercial, com poucas ações militares.Sem dúvida, o Destino levaria este Faraó a viver um época crítica na história dos Dois Países.

O Período Amarna começou no 5º ano de reinado de Amenófis IV ou Aquenáton e foi uma das épocas mais intrigantes da história universal e aconteceu entre o reinado de Aquenáton e inícios do de Tutancâmon. Durante esta época o Egipto faraónico seria o primeiro estado com um culto monoteísta. Aquenáton ordenou que Aton fosse a única divindade que fosse venerada e mandou fechar todos os templos que não fossem de Aton ou de suas manifestações e mudou a sua capital para Tell-el-Amarna, a meio caminho entre Tebas e Mênfis. Enquanto isso acontecia, na Síria Abbdi-Ashirta, rei de Amurru, aproveitando-se da passividade egípcia fazia jogo duplo com o Egipto e os Hititas, e aproveitou-se desse jogo duplo para expandir o seu poder e revoltar-se contra o Egipto e subordinar-se ao poder Hitita e só foi detido quando cercou Biblos e um exército egípcio veio ajudar o rei da cidade (o rei de Biblos era o mais fiel vassalo do Egipto e que tinha advertido várias vezes o Egipto sobre as acções de Abbdi-Ashirta), e acbou por morrer no decurso destes acontecimentos bélicos. Mas seria sucedido por Aziru, que continuou a obra do pai e conquitou Biblos, e apesar de ter de ir duas vezes ao Egipto para explicar as suas acções, foi defendido por vários funcionários. Pouco depois, esse mesmo Aziru assinaria um tratado com os Hititas, passando a ser vassalo deles. E isto foi só um exemplo para mostrar a perda de poder dos egípcios na Síria e a sua completa passividade já referida. Durante este reinado perderam a Síria para os Hititas e não há muitos vestígios da presença egípcia na Núbia (mas esta zona não foi abandonada)

Ay e Horemheb[editar | editar código-fonte]

Ay ou Ai foi o penúltimo faraó da XVIII dinastia egípcia. Governou o Antigo Egipto durante um breve período de quatro anos entre 1327 e 1323 a.C. ou entre 1323 e 1319 a.C., segundo os autores. Antes de se tornar faraó Ay foi um alto funcionário ao serviço de três faraós, Amenófis III, Amenófis IV (Aquenáton) e Tut-Ankh-Amon (Tutancâmon). O seu nome de trono ou prenome foi Kheperkheruré, o que significa "Eternas são as manifestações de Ré". Julga-se que Ay seria natural da cidade de Akhmin no Alto Egipto e que seus pais fossem Tuia e Iuia e a sua irmã a rainha Tié, esposa principal do faraó Amenófis III. Foi precisamente no reinado de Amenófis III que Ay iniciou a sua carreira como funcionário, que prossegue durante os reinados seguintes.

Horemheb - "Hórus está jubiloso" - (1319 a.C. – 1292 a.C.), foi o último faraó da XVIII Dinastia do Egipto. Pertence ao grupo real de Amarna. Horemheb representava a ortodoxia e seu governo foi em parte dedicado a extirpar a "heresia" de Aquenáton, tarefa que mereceu amplo apoio dos sacerdotes tebanos de Amon. Além disso, cuidou de restabelecer a ordem no país, bastante comprometida após anos de perturbação por questões religiosas. Horemheb morreu sem deixar herdeiros, sendo sucedido pelo fundador da XIX Dinastia, Ramsés I.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Horemheb Ay Tutancâmon Semencaré Aquenáton Amenófis III Tutmés IV Amenófis II Tutmés III Hatshepsut Tutmés II Tutmés I Amenófis I Amósis

Referências e notas[editar | editar código-fonte]

  1. Nomes de cartucho: - Grandes Império e Civilizações - O Mundo Egípcio Vol.1 pg.36 - Tradução de Maria Emília Vidigal, Edições del Prado, 1996
  2. nota: também considerado da XIX dinastia
Precedido por
XVII dinastia
Dinastias faraónicas
Sucedido por
XIX dinastia
Ícone de esboço Este artigo sobre História do Egito é um esboço relacionado ao Projeto África. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.