XVIII dinastia egípcia

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Antigo Egito
Faraós e dinastias
Período pre-dinástico
Período protodinástico
Época Tinita: I - II
Império Antigo: III IV V VI
1º Período Intermediário:

VII VIII IX X XI

Império Médio: XI XII
2º Período Intermediário:

XIII XIV XV XVI XVII

Império Novo: XVIII XIX XX
3º Período Intermediário:

XXI XXII XXIII XXIV XXV

Época Baixa: XXVI XXVII
XXVIII XXIX XXX XXXI
Período Greco-romano:
Dinastia macedónica
Dinastia ptolomaica
Período Romano

A XVIII dinastia egípcia foi criada após a expulsão dos Hicsos, povos de origem asiática, e que comandaram o Egito por quase duzentos anos e é talvez a mais bem conhecida dinastia do Antigo Egipto.

Índice

[editar] Datação

Tradicionalmente diz-se que a XVIII dinastia egípcia reinou entre 1550 a.C. e 1295 a.C., mas a datação por radiocarbono sugere que pode ter começado um pouco mais cedo. O intervalo das datas de radiocarbono para seu início é entre 1570 a.C e 1544 a.C, sendo que o ponto médio das quais é 1557 a.C.

[editar] Lista de faraós

Na XVIII dinastia distinguem duas linhas: a dos Tutméses e dos Amen-hoteps. A rainha Hatchepsut assumiu o poder durante a minoridade de Tutmés III. Akhenaton realizou a famosa reforma religiosa, extinguindo todos os cultos aos deuses, pelo culto de um único deus, chamado de Aton.

Ordem nome de cartucho, nome escolhido para governar – Data aproximada de reinado (ainda há muitas divergências quanto as datas)

  • Ahmés, (Nebpehti-re1 ) – 1550-1525 a.C.
O Império Novo Egípcio no seu apogeu, no reinado de Tutmés III

[editar] Síntese histórica

[editar] De Ahmés a Amen-hotep III

Em 1550 a.C. Ahmés derrotou os Hicsos e fundou a XVIII dinastia, tendo ocupado a Palestina até Charuhen (Palestina Meridional). Há também fontes históricas da época que referem vitórias de Ahmés sobre os Fenehu (Fenícios). Ahmés também reconquistou a Núbia (que se tinha tornado independente no Terceiro Período Intermediário) até à Primeira Catarata. Sucedeu-lhe Amen-hotep I, que avançou as fronteiras egípcias até à Segunda Catarata. Com Tutmés I, o Egipto passaria a ser a potência hegemónica no Médio Oriente. Conquistou a Núbia até á Quarta Catarata e a Síria até perto de Apameia. Com Tutmés II o domínio da Núbia ficou garantido com a sufocação de uma revolta: a Núbia ficaria subjugada durante todo o Império Novo. Foi sucedido por Hatchepsut. Hatchepsut foi uma mulher particular na história do Egipto Antigo porque foi das poucas mulheres que reinaram como faraós. Ela foi inicialmente regente enquanto Tutmés III, seu enteado, mas no ano 7 de seu reinado (em 1472 a.C.) assumiu-se como faraó e reinou até á morte. O seu reinado foi pacífico e realizaram-se expedições comerciais a Punt (no actual Corno de África). Foi sucedida por Tutmés III, que foi apelidado de "Napoleão do Egipto" pelos historiadores devido ao facto de ter expandido as fronteiras egípcias até à sua máxima extensão, tendo chegado ao Eufrates e feito uma expedição contra Mitanni (um império hurrita da Mesopotâmia) e estendido o seu domínio até Napata. Foi sucedido por Amen-hotep II, que teve de combater rebeliões na Síria contra o domínio egípcio, apoiadas por Mitanni, que derrotou. No seu reinado foi estabelecida uma aliança com Mitanni. Com Amen-hotep III, não houve muitas campanhas (só duas na Núbia) e o Egipto esteve pacífico durante este reinado.

[editar] Período Amarna

O Período Amarna começou no 5º ano de reinado de Amen-hotep IV ou Akhenaton e foi uma das épocas mais intrigantes da história universal e aconteceu entre o reinado de Akhenaton e inícios do de Tutankhamon. Durante esta época o Egipto faraónico seria o primeiro estado com um culto monoteísta. Akhenaton ordenou que Aton fosse a única divindade que fosse venerada e mandou fechar todos os templos que não fossem de Aton ou de suas manifestações e mudou a sua capital para Tell-el-Amarna, a meio caminho entre Tebas e Mênfis. Enquanto isso acontecia, na Síria Abbdi-Ashirta, rei de Amurru, aproveitando-se da passividade egípcia fazia jogo duplo com o Egipto e os Hititas, e aproveitou-se desse jogo duplo para expandir o seu poder e revoltar-se contra o Egipto e subordinar-se ao poder Hitita e só foi detido quando cercou Biblos e um exército egípcio veio ajudar o rei da cidade (o rei de Biblos era o mais fiel vassalo do Egipto e que tinha advertido várias vezes o Egipto sobre as acções de Abbdi-Ashirta), e acbou por morrer no decurso destes acontecimentos bélicos. Mas seria sucedido por Aziru, que continuou a obra do pai e conquitou Biblos, e apesar de ter de ir duas vezes ao Egipto para explicar as suas acções, foi defendido por vários funcionários. Pouco depois, esse mesmo Aziru assinaria um tratado com os Hititas, passando a ser vassalo deles. E isto foi só um exemplo para mostrar a perda de poder dos egípcios na Síria e a sua completa passividade já referida. Durante este reinado perderam a Síria para os Hititas e não há muitos vestígios da presença egípcia na Núbia (mas esta zona não foi abandonada)

[editar] Ay e Horemheb

Ay ou Ai foi o penúltimo faraó da XVIII dinastia egípcia. Governou o Antigo Egipto durante um breve período de quatro anos entre 1327 e 1323 a.C. ou entre 1323 e 1319 a.C., segundo os autores. Antes de se tornar faraó Ay foi um alto funcionário ao serviço de três faraós, Amen-hotep III, Amen-hotep IV (Akhenaton) e Tut-Ankh-Amon (Tutancâmon). O seu nome de trono ou prenome foi Kheperkheruré, o que significa "Eternas são as manifestações de Ré". Julga-se que Ay seria natural da cidade de Akhmin no Alto Egipto e que seus pais fossem Tuia e Iuia e a sua irmã a rainha Tié, esposa principal do faraó Amen-hotep III. Foi precisamente no reinado de Amen-hotep III que Ay iniciou a sua carreira como funcionário, que prossegue durante os reinados seguintes.

Horemheb - "Horus está jubiloso" - (1319 a.C. – 1292 a.C.), foi o último faraó da XVIII Dinastia do Egipto. Pertence ao grupo real de Amarna. Horemheb representava a ortodoxia e seu governo foi em parte dedicado a extirpar a "heresia" de Akhenaton, tarefa que mereceu amplo apoio dos sacerdotes tebanos de Amon. Além disso, cuidou de restabelecer a ordem no país, bastante comprometida após anos de perturbação por questões religiosas. Horemheb morreu sem deixar herdeiros, sendo sucedido pelo fundador da XIX Dinastia, Ramsés I.

[editar] Cronologia

Horemheb Ay Tutankhamon Smenkhkare Akhenaton Amen-hotep III Tutmés IV Amen-hotep II Tutmés III Hatshepsut Tutmés II Tutmés I Amen-hotep I Ahmés

[editar] Referências e notas

  1. Nomes de cartucho: - Grandes Império e Civilizações - O Mundo Egípcio Vol.1 pg.36 - Tradução de Maria Emília Vidigal, Edições del Prado, 1996
  2. nota: também considerado da XIX dinastia
Precedido por
XVII dinastia
Dinastias faraónicas
Sucedido por
XIX dinastia
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