XVII Governo Constitucional de Portugal

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Governos Constitucionais
da Terceira República Portuguesa

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O XVII Governo Constitucional tomou posse a 12 de março de 2005 na sequência das eleições legislativas portuguesas de 2005, realizadas a 20 de fevereiro. Presidido pelo Primeiro-Ministro José Sócrates, dispunha de apoio parlamentar maioritário do Partido Socialista (PS). Cessou funções a 26 de outubro de 2009, na sequência do termo normal da legislatura.

Índice

Composição do XVII Governo Constitucional[editar]

Primeiro-Ministro
Ministro da Presidência
Ministro de Estado e da Administração Interna
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Ministro de Estado e das Finanças
Ministro da Defesa Nacional
Ministro da Justiça
Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional
Ministro da Economia e da Inovação
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social
Ministro da Saúde
Ministra da Educação
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Ministra da Cultura
Ministro dos Assuntos Parlamentares

Medidas e actos[editar]

  • Em 2006 o governo concluiu um concurso público para a compra de aeronaves destinadas a substituir os CASA C-212 Aviocar da Força Aérea Portuguesa. Decorrente deste concurso, o governo português comprou ao candidato vencedor, o consórcio europeu EADS CASA, 12 aeronaves modelo C-295M. O contrato de aquisição foi feito no início de 2006, sendo da responsabilidade directa dos ministros Luís Amado e Fernando Teixeira dos Santos. A análise que o Tribunal de Contas realizou a este negócio chegou a conclusões descritas como muito graves, alertando para a complexidade do negócio que foi montado, notando que foram envolvidas empresas criadas especificamente com o propósito de serem intermediárias no negócio e permitirem a compra das aeronaves sob a forma de aluguer, aumentando assim o custo inicial de 275 milhões de euros para 390 milhões – mais 42% do que o acordado1 .
  • Em 2007 o governo criou a Empresa de Meios Aéreos com o objectivo de dotar o Estado português de um dispositivo permanente de meios aéreos para a prossecução das missões públicas realizadas pelos diversos organismos do MAI2 . A operação da EMA resultou em prejuízos de milhões de euros em todos os anos da sua operação, com um conselho de administração com rendimento anual bruto de cerca de 280 mil euros e com dívidas a fornecedores que ultrapassam o 1 milhão de euros, dos quais 11 mil eram de combustível e o restante registado como "outros bens e serviços"2 . O encerramento da Empresa de Meios Aéreos foi anunciado em 2011 no âmbito da reforma da protecção civil realizada pelo XIX Governo Constitucional de Portugal3

Ver também[editar]

Ligações externas[editar]

Referências[editar]

  1. "TC chumba compra de aviões", Sol, 2011-09-27. Página visitada em 2011-09-27.
  2. a b "Empresa de Meios Aéreos teve 1,3 milhões de prejuízo no ano passado", 2011-10-31.
  3. ""MAI vai fechar Empresa de Meios Aéreos"", Expresso, 2011-10-31.