Xanto (cidade)
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Nota: Para outros significados, veja Xanto.
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| Património Mundial — UNESCO | ||||
Teatro de Xanto.
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| Informações | ||||
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| Inscrição: | 1988 | |||
| Localização: | 36° 20′ N 29° 19′ E(Kınık, Turquia) | |||
| Critérios: | (ii)(iii) | |||
| Descrição UNESCO: | fr en | |||
Xanto (em hitita: Arinna; em lício: Arñna; em grego: Ξάνθος, transl.: Xanthos) foi uma cidade da Antiguidade, capital da Lícia, situada próxima à foz do rio homônimo. Seus edificios principais eram o templo de Sarpédon e o de Apolo de Lícia. Não muito longe estava o santuário de Letoon, à beira-rio.
A cidade foi atacada por volta de 540 a.C. pelo general persa Harpago, ao serviço de Ciro II, o grande.[1] Os lícios defenderam-se heroicamente mas foram derrotados, e retornando para a cidade, a queimaram com suas mulheres e seus filhos antes de cairem nas mãos dos persas.[1] Mais tarde foi reconstruida e cerca de vinte anos depois emitiram-se moedas na cidade. Foi incluída na primeira sátrapa de Dario I da Pérsia. Escavações arqueológicas demonstram que foi destruída outra vez durante as lutas entre persas e gregos por volta de 470 a.C., por uns ou outros ou por causas naturais, e uma vez mais foi reconstruida. Antes de 400 a.C. Xanthos incorporou Telmessos.
É mencionada como cidade de Lícia por escritores gregos e romanos. Alexandre, o Grande ocupou a cidade mas não se sabe se a tomou pela força (como disse Apiano) ou voluntariamente (como disse Arriano). Depois da morte de Alexandre, o Grande pertenceu a Antígono, depois a Ptolomeu I Sóter[2], e mais tarde aos seleucidas. Entre 272 a.C. e 188 a.C. foi incluída no reino de Pérgamo. Em 133 a.C. o reino de Pérgamo pasou a Roma por herança, e assim Xanto converteu-se em cidade romana.
Depois do assassinato de Júlio César a cidade foi atacada pelo exército de Bruto em 42 a.C., mas os habitantes resistiram e foi ocupada ao assalto, continuando a luta nas ruas e morrendo a maior parte das pessoas, antes de se renderem e de a cidade ter ficado destruída pelos incêndios. Depois desta destruição a cidade já não foi reconstruida. Apiano diz que foi reconstruida por Marco António, mas a cidade perdeu toda a sua importância.
As suas ruínas foram descobertas por Sir C. Fellows. Estão próximas a Kınık e conteem templos, túmulos, arcos triunfais, muralhas, e o teatro como elementos principais. Uma parte dos objectos achados seriam levados Inglaterra em 1842 e 1843 e actualmente estão no Museu Britânico.
Referências
- ↑ a b Heródoto, Histórias, Livro I, Clio, 176 [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] .1 [en] [es]
- ↑ Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XX, 27.1. Ptolomeu tomou a cidade de Antígono no ano em que Demétrio de Falero era arconte de Atenas, e Quintus Fabius Maximus cônsul romano pela segunda vez e Caio Márcio pela primeira
[editar] Ligações externas
- Galeria de Xanto (cidade) (em inglês) na Fotopedia.