Xapanã no Batuque

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Xapanã no Batuque, é o Orixá da varíola e de todas as doenças contagiosas, senhor da saúde e das doenças, pois tanto pode produzi-las, como curá-las.

'''Xapanã''' no Candomblé é também conhecido como Obaluayê ou Omulu, dependendo da Nação que o cultua.

Xapanã, vem de Sànpònná (fon), idioma do povo Jêje do antigo Daomé, atual Benin, que significa Dono da Terra. Os daometanos sempre foram muito temerosos, já que seus cultos estão originados no sacrificio e poder que os orixás tinham sobre o povo. O nome Obaluayê e Omulu, aparecem depois, com as ligações dos deuses daometanos com os dos yorubás. Os nomes em yorubás significam títulos recebidos por Xapanã pelas conquistas que aconteceram no passado, onde o primeiro significa Senhor da Terra e o segundo, Filho do Senhor da Terra.

Atualmente há uma grande corruptela no meio literário, principalmente da corrente da "Magia Divina", que passou a se identificar ou a usar a "roupagem" umbandística tempos atrás, dando denominações diferentes da Tradição milenar africana, mesmo sendo estes três nomes o mesmo orixá, só que nos idiomas dos seus povos, Jêjes (idioma Fon) e Nâgos (idioma yorubá).

Embora seja Rei de Jejê, é muito cultuado em todas as nações do Batuque. Muitos o colocam como Orixá do cemitério e associado a morte. Na verdade, era o grande guerreiro dos Jêjes, que o temia, porque além das guerras, trazia as epidemias e doenças e por conta disso nas religiões afro-brasileiras, ficou muito vinculado ao lado de grandes catástrofes.

No Batuque é o dono da vassoura, com que varre os males dos nossos caminhos. É o legitimo dono da limpeza. Na maioria dos trabalhos de religião que envolva limpezas das mais complexas, sempre Xapanã é reverenciado.

Geralmente seus filhos trazem como adjuntó Oyá, Obá e raramente Oxum. Sempre é representando com a palha da costa encobrindo as feridas de seu rosto guerreiro. O tratamento de seus assentamentos é sempre com epô.

  • Suas cores são o vermelho e preto (Jubeteí e Belujá) e roxo (Sapatá) - Ref: OS FUNDAMENTOS RELIGIOSOS DA NAÇÃO DOS ORIXÁS - Paulo T. B. Ferreira.
  • Sua vassoura para trabalhos tem sete cores.
  • Sincretizado com Nosso Senhor dos Passos, São Lázaro e São Roque.
  • Dia da semana na Nação de Cabinda e Ijexá é quarta-feira e segunda-feira no Candomblé.
  • Seu número é 7 e seus múltiplos. Alguns Babalorixás da Nação de Cabinda adotam também o 9.