Xavier Zubiri
| Xavier Zubiri | |
|---|---|
| Nascimento | 4 de Dezembro de 1898 São Sebastião, País Basco |
| Morte | 21 de Dezembro de 1983 Madrid |
| Nacionalidade | Espanhol |
| Ocupação | filósofo |
| Magnum opus | Natureza, História e Deus |
Xavier Zubiri (São Sebastião, País Basco, 4 de dezembro de 1898 — 21 de dezembro de 1983) foi um filósofo espanhol cuja pesquisa e reflexão se concentrou, fundamentalmente, nos campos da Teoria do Conhecimento, da Ontologia e da Gnoseologia.
Xavier Zubiri é um dos pensadores mais originais de nosso tempo. Seu pensamento, situado na trilha aberta por Husserl e Heidegger, desemboca porém na apreensão primordial de realidade, o que permite a Zubiri formular uma nova concepção de inteligência e de realidade. Partindo da análise da inteligência senciente, ele pôde tratar praticamente todos os grandes temas da filosofia clássica. Uma grande e inovadora síntese filosófica, à espera ainda de uma compreensão mais exaustiva.
Xavier Zubiri nasceu em San Sebastián (Donosti), em 1898. Após estudar no Colegio de Santa María daquela cidade, o jovem Zubiri inicia os estudos de filosofia e teologia no Seminário de Madri, onde recebe influências decisivas para sua formação filosófica. Muito importante é o encontro, em 1919, com Ortega y Gasset, que o introduz nas principais correntes do pensamento europeu, especialmente a fenomenologia de Husserl.
Entre 1920 e 1921, Zubiri estuda filosofia na Universidade Católica de Louvain. No final de 1920, vai a Roma, onde obtém o doutorado em teologia. Em fevereiro de 1921, apresenta em Louvain a tese de licenciatura Le Problème de la Objectivité d’Après Ed. Husserl. I: La Logique Pure. Em 21 de maio, apresenta na Universidade Central de Madri a tese de doutorado Ensayo de una Teoría Fenomenológica del Juicio, com que assume uma posição “objetivista” no âmbito do movimento fenomenológico. E ainda em 1921 é ordenado sacerdote, em Pamplona.
Em 1926 Zubiri conquista a cátedra de História da Filosofia da Faculdade de Filosofia e Letras na Universidade Central de Madri. Muda-se três anos depois para Friburgo de Brisgóvia, onde frequenta cursos de Husserl e de Heidegger. Ele assume a radicalização da fenomenologia operada por Heidegger, mas se mantém crítico com respeito às ideias deste.
Em 1930 encontra-se em Berlim, onde conhece Einstein e Schrödinger. Grande parte de seus esforços se voltam então para o estudo dos avanços na física e suas consequências para a filosofia. Zubiri pensava que tais progressos científicos necessitavam de um instrumental filosófico completamente novo, que só se poderia alcançar elevando a um novo patamar as descobertas de Husserl e Heidegger.
Em 1931 retoma a cátedra em Madri. É um período em que Zubiri elabora trabalhos decisivos para sua trajetória posterior. Os grandes conceitos da filosofia ocidental começam a ser questionados. Em 1935 Zubiri vai a Roma, onde obtém a secularização, e um ano depois se casa com Carmen Castro. Com a nova situação política italiana, o casal se muda para Paris, onde Zubiri ministra cursos no Institut Catholique e estuda linguística com Benveniste. Ali permanece até o início da guerra mundial.
O retorno à Espanha não é fácil. Após diversas vicissitudes, o filósofo afasta-se definitivamente da universidade e passa a dar cursos particulares. Em 1944, publica-se Natureza, História, Deus. Em 1947 funda-se a Sociedad de Estudios y Publicaciones, em que Zubiri poderá expor seu pensamento. Por muitos anos ele quase não publica. Mas seus cursos orais refletem o progressivo amadurecimento de uma filosofia que tem raízes no que Zubiri chama “impressão de realidade”. A filosofia clássica, pensa Zubiri, “substantivou” e “entificou” a realidade, ao mesmo tempo que “logificava” a intelecção. Agora Zubiri propõe, em face do lógos antigo e moderno, a inteligência senciente, e, em face da substância antiga e do sujeito moderno, uma nova ideia de realidade como estrutura substantiva. É o que se verá em seu Sobre a Essência (1962).
Na década de 1970 cria-se o Seminario Xavier Zubiri. Nesta fase, conquanto ele se interesse também por vários outros temas, em verdade se está preparando para escrever sua obra máxima: a trilogia Inteligência Senciente, a cujo primeiro volume, Inteligência e Realidade (1980), se seguem Inteligência e Logos (1982) e Inteligência e Razão (1983). Nesta trilogia Zubiri possibilita uma compreensão sistemática de seu pensamento mais maduro e resolve todas as dúvidas quanto a um suposto “realismo ingênuo” em sua filosofia.
Em 1983, já doente, Zubiri escreve O Homem e Deus, que não poderá terminar. Falece em 21 de setembro, em Madri. Seus discípulos, reunidos no Seminario Xavier Zubiri e, depois, na Fundación Xavier Zubiri, dão início à publicação de suas obras.
[editar] Obras publicadas
- Naturaleza, Historia, Dios 1942; 6 ed. 1974
- El hombre, realidad personal 1963
- El origen del hombre 1964
- Notas sobre la inteligencia humana 1966 - 1967
- La dimensión historica del ser humano 1973
- El hombre y su cuerpo 1974
- El problema teologal del hombre 1975
- El concepto descriptivo del tiempo 1976
- Respectividad de lo real 1979
- Inteligencia Sentiente: Inteligencia y Realidad 1980
- Prólogo a la traducción norteamericana de Naturaleza, Historia, Dios 1981
- Inteligencia Sentiente: Inteligencia y Logos 1982
- Reflexiones teológicas sobre la eucaristía 1981
- Inteligencia Sentiente: Inteligencia y Razón 1983
- ¿Qué es investigar?
[editar] Ligações externas
- Fundación Xavier Zubiri (Madrid)
- Xavier Zubiri Foundation of North America
- Xavier Zubiri - El hombre y su obra
- [1]