Xenoturbella

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Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Subreino: Eumetazoa
(sem classif.) Bilateria
Filo: Xenoturbellida
Bourlat et al., 2003
Família: Xenoturbellidae
Ivanov & Mamkaev, 1975
Género: Xenoturbella
Westblad, 1949
Espécies
Wikispecies
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Xenotuberlla é um gênero de animais bilaterados que contêm duas espécies de animais marinhos vermiformes. A primeira espécie, X. bocki, foi descoberta em 1915 por Sixten Bock, mas a descrição oficial foi feita somente em 1949 por Einar Westblad.[1] Sua posição taxonômica têm sido considerada enigmática desde o descobrimento da espécie, que foi inicialmente posicionada entre os platelmintos, próximo a planária. O gênero foi relacionado com os moluscos,[2] mas posteriormente descobriu-se que o material estava contaminado com o DNA de moluscos.[3] Em 2003, um estudo molecular (DNA) revelou que o gênero representa um grupo de deuterostômios primitivos, posicionando-o num filo próprio, o Xenoturbellida.[4] Este resultado foi corroborado num estudo de 2006.[5] A posição taxonômica entre os deuterostômios foi recenteme modificada num estudo que ligou o grupo ao Acoelomorpha.[6]

O animal habita o Mar Báltico (costa da Letônia, Estônia e Finlândia) e não tem mais de 4 cm de comprimento, um plano de corpo muito simples, possui cílios para locomoção e um sistema nervoso difuso, porém não possui cérebro, nem sistema digestivo, nem mesmo gónadas (mas tem gametas, e os ovos e embriões se desenvolvem em folículos) ou qualquer outro órgão definido, com exceção de "estatocistos", contendo células ciliadas. Alimenta-se de moluscos.

O gênero Xenoturbella contêm duas espécies:[7]

  • Xenoturbella bocki Westblad, 1949
  • Xenoturbella westbladi Israelsson, 1999

Referências

  1. WESTBLAD, E.. (1949). "Xenoturbella bocki n.g, n.sp, a peculiar, primitive turbellarian type". Ark. Zool. 1: 3–29 pp..
  2. NOREN, M.; JONDELIUS, U.. (1997). "Xenoturbella's molluscan relatives...". Nature 390 (6655): 31–32 pp.. DOI:10.1038/36242.
  3. ISRAELSSON, O.; BUDD, G.E.. (2006). "Eggs and embryos in Xenoturbella (phylum uncertain) are not ingested prey". Development Genes and Evolution 215 (7): 358–363 pp.. DOI:10.1007/s00427-005-0485-x.
  4. BOURLAT, S.J.; NIELSEN, C.; LOCKYER, A.E.; LITTLEWOOD, T.J.; TELFORD, M.J.. (2003). "Xenoturbella is a deuterostome that eats molluscs". Nature 424: 925-928 pp.. DOI:10.1038/nature01851.
  5. BOURLAT, S.J.; JULIUSDOTTIR, T.; LOWE, C.J.; FREEMAN, R.; ARONOWICZ, J.; KIRSCHNER, M.; LANDER, E.S.; THORNDYKE, M.; NAKANO, H.; KOHN, A.B.; HEYLAND, A.; MOROZ, L.L.; COPLEY, R.R.; TELFORD, M.J.. (2006). "Deuterostome phylogeny reveals monophyletic chordates and the new phylum Xenoturbellida". Nature 444 (7115): 85–88 pp.. DOI:10.1038/nature05241.
  6. PHILIPPE, H.; BRINKMANN, H.; COPLEY, R.R.; MOROZ, L. L.; NAKANO, H.; POUSTKA, A.J.; WALLBERG, A.; PETERSON, K.J. et al.. (2011). "Acoelomorph flatworms are deuterostomes related to Xenoturbella". Nature 470 (7333): 255-258 pp.. DOI:10.1038/nature09676.
  7. ISRAELSSON, O.. (1999). "New light on the enigmatic Xenoturbella (phylum uncertain): ontogeny and phylogeny". Proc. Roy. Soc. B 266: 835–841 pp.. DOI:10.1098/rspb.1999.0713.
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