Yamaha DT 200

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DT 200
Yamaha DT200 1997.jpg
Fabricante Yamaha
Predecessora DT 180
Tipo Trail
Motor 195 cc3, monocilíndrico, 2 tempos refrigerado à água
Potência 25 cv a 8.500 rpm
Transmissão 6 marchas
Suspensão D: Garfo Telescópico (Ceriani)
T: Braço Oscilante Triangular (Monocross).
Freios D: Disco com acionamento hidráulo e pistão simples;
T: Sistema de tambor de acionamento mecânico.
Pneus D: 80/90 48R X 21";
T: 110/80 58R X 18"
Tanque 9,5 L com reserva de 1,5L

A Yamaha DT 200 é uma motocicleta com motor 2 tempos fabricada pela Yamaha no Brasil. A trail Yamaha DT200 surgiu no Brasil no final de 1991, em substituição a Yamaha DT 180, que sairia de catálogo em 1997. Em 1994, surgiu a Yamaha DT 200R, uma versão aprimorada da DT 200. Em 1997 a DT 180 e a DT 200 saíram de catálogo, e em 2000 a Yamaha DT 200R teve sua produção encerrada.

História[editar | editar código-fonte]

A Yamaha inaugurou o segmento trail no Brasil com a DT 180 no final de 1981. A DT 180 mostrou-se uma motocicleta muito versátil e robusta, mas com o passar dos anos apresentou limitações. Seu baixo desempenho e o alto consumo de combustível foram fatores que obrigaram a Yamaha a lançar uma versão mais moderna e aperfeiçoada de sua motocicleta trail. As concorrentes haviam lançado motos mais modernas e de melhor desempenho, como a Agrale EX 27.5 e a Honda XLX 350R. Em 1990, a fábrica começou pesquisar um modelo trail, com base na DT 125, sucesso de vendas no exterior. A Yamaha determinou exigências em relação a sucessora da DT 180 que deveria possuir os seguintes atributos:

  • motor 2 tempos de alto desempenho;
  • Refrigeração líquida;
  • Boa velocidade final;
  • Baixo peso do conjunto.

Assim nasceu a Yamaha DT 200 em 1991. Uma motocicleta muito moderna, potente, ágil e confiável. Seu motor é 2 tempos de 195 cc³, refrigerado a água. Possui recursos como YPVS (a segunda motocicleta a utilizá-lo no Brasil, a primeira fora a RD 350), Torque Induction e YEIS. Com peso de apenas 110 quilogramas e potência de 25 cv, a DT 200 possuia desempenho excepcional para sua época e sua categoria. Com o recurso do YPVS, mostrou-se muito potente e ágil em baixa rotação, contrariando um dos problemas do motor 2 tempos. Atingia 140 km/h carece de fontes e sua aceleração era excelente. Por estes atributos foi muito utilizada em competições como enduro e cross. Também foi largamente utilizada em trilhas, por possuir os mesmos atributos da DT 180: versatilidade, manutenção simples e baixo peso.

DT 200R[editar | editar código-fonte]

Em 1994 a Yamaha decide lançar uma versão aperfeiçoada da DT 200, a DT 200R Corrigia alguns problemas da DT 200, apresentando tanque de combustível de 12,6 litros, superior aos 9,5 litros da DT 200. Também apresentou inovações como freio a disco na roda traseira (uma exigência dos praticantes do fora-de-estrada) e grafismo diferenciado. Seu motor e quadro são os mesmos da DT 200, Mas possui alterações na relação final (coroa de 41 dentes na DT 200 e coroa de 42 dentes na DT 200R).

Encerramento de produção[editar | editar código-fonte]

Em 1997, a Yamaha do Brasil encerra a produção da DT 200, assim como a DT 180. Decidiu investir apenas na DT 200R, que continuaria em catálogo até 2000.

YPVS[editar | editar código-fonte]

DT 200 foi a segunda motocicleta no Brasil a utilizar YPVS. Consiste em uma válvula, controlada por um módulo eletrônico, localizada na janela de escape, que permanece fechada em baixas rotações, aumentando a compressão e visando melhor torque e economia de combustível. Ao redor de 5000 rpm o YPVS se abre, aumentando a dimensão do duto de escape e liberando a saída dos mesmos do motor. Este recurso aumenta drasticamente a potência e a elasticidade do motor 2 tempos.

Características técnicas[editar | editar código-fonte]

Motor[editar | editar código-fonte]

Motor: Monicilíndrico, 2 tempos, refrigerado à água, possui Torque Induction, Y. E. I. S. e YPVS
Cilindro: em alumínio com camisa de aço inclinado para frente.
Cilindro (Modelo): 4AN
Cilindrada: total de 195 cc³, pistão de 66 mm de diâmetro com 57 mm de curso.
Potência: 25 cv a 8.500 rpm.
Taxa de compressão: 5,7: 1.
Carburador: Mikuni VM 26SS.
Ignição: Sistema de ignição eletrônica, utiliza C.D. I. Fonte de carga da bateria provém do magneto. Sistema de partida primária do motor à pedal.
Lubrificação: Injeção direta de óleo 2 tempos no carburador por meio de bomba autolube. Capacidade de óleo do cárter de 0,64 litros. Capacidade do reservatório do óleo 2 tempos de 1,2 litros com indicador de baixo nível no painél.
Filtro de ar: Espuma de poliuretano úmido com óleo 2 tempos.
Capacidade do radiador (incluído todas as passagens): 0,64 litro

Transmissão[editar | editar código-fonte]

Sistema de redução primária: Por engrenagem.
Relação de redução primária: 17/52 (3,058).
Sistema de redução secundária: Por corrente.
Relação de redução secundária: 41/14 (2,929).
Embreagem: Banhada a óleo.
Tipo de caixa de marchas: Engrenamento constante, 6 marchas à frente.
Sistema de operação: Operação com pedal do lado esquerdo.

Relação de transmissão:
1ª (Primeira): 35/11 (3,181).
2ª (Segunda): 30/16 (1,875).
3ª (Terceira): 24/17 (1,411).
4ª (Quarta): 24/21 (1,142).
5ª (Quinta): 22/23 (0,956).
6ª (Sexta): 18/22 (0,818).

Dimensões e pesos[editar | editar código-fonte]

Tipo de quadro: Armação semi-dupla.
Comprimento total: 2.150 mm.
Largura total: 820 mm.
Altura total: 1.210 mm.
Distância entre eixos: 1.365 mm.
Vão livre mínimo: 290 mm.
Ângulo de cáster: 28°.
Avanço: Não disponível.
Peso: Líquido (seco) de 110 quilogramas.
Raio de giro mínimo: 2.000 mm
Comprimento da mola traseira: Padrão: 223 mm; Mínimo: 213 mm; Máximo: 233 mm

Suspensão, freios e rodas[editar | editar código-fonte]

Pneus
Dianteiro: 80/90-21 48R Pirelli MT 70.
Traseiro: 110/80-18 58R Pirelli MT 70.

Suspensão
Dianteira: Garfo telescópico (Ceriani)
Traseiro: Braço oscilante triangular (Suspensão Monocross).

Amortecedores
Dianteiro: Mola helicoidal e amortecedor hidráulico incorporado.
Traseiro: Amortecedor hidráulico com mola helicoidal. Regulável.

Instalação e equipamentos elétricos[editar | editar código-fonte]

Tipo de bateria/Capacidade: 12 V / HS3L-C
Fonte de carga: Magneto
Vela de ignição: BR9ES (NGK)
Farol: 12 V - 35/35 W
Lanterna traseira / luz de freio: 12 V - 5/21 W
Velocímetro/Tacômetro: 12 V - 3 W
Ponto morto: 12 V - 3 W
Indicador do farol alto: 12 V - 3 W
Indicador da sinaleira: 12 V - 3 W
Indicador do nível de óleo: 12 V - 3 W
Folga do eletrodo da vela: 0,6 mm - 0,8 mm

Ver também[editar | editar código-fonte]