Yamaha RX 125

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RX 125
Fabricante Yamaha
Produção 1979-1985
Tipo Moto Street
Motor 123cc3, monocilíndrico, 2 tempos refrigerado à ar
Potência 12,5cv a 7.500 rpm [1]
Torque 1,15 kgfm a 6.500 rpm [1]
Transmissão 5 marchas
Suspensão D: Garfo Telescópico
T: Braço Oscilante.
Freios D:Sistema de tambor de acionamento mecânico(130mm) ;
T: Sistema de tambor de acionamento mecânico(130mm).
Pneus D: 2,75 X 18";
T: 2,75 X 18"
Tanque 9,5L com reserva de 1,5L


A Yamaha RX 125 é uma motocicleta fabricado pela yamaha.

Índice

[editar] História

Foi o modelo básico e intermediário de toda linha RX da Yamaha produzida entre 1979 e 1985. A parte inferior de seu motor serviu tanto à Yamaha RX 80 como para Yamaha RX 180 Custom e Avant. Foi a sucessora da Yamaha RS 125, que era importada, e a única moto 125cc3 da Yamaha vendida no Brasil entre 1978 e 1979. Projetada para passeio e uso urbano, pode realizar viagens sem grandes dificuldades. O motor dois tempos torna a RX 125 uma motocicleta ágil, de aceleração rápida, cujo consumo depende muito da maneira como a motocicleta é dirigida.

[editar] Yamaha RX 125

Com motor monocilíndrico dois tempos, refrigerado à ar, vem equipada com válvula de palheta (Torque Induction), desenvolvendo 14,5cv à 7.500 RPM. A lubrificação é feita por sistema Autolube, ou seja, óleo fica em um tanque próprio (1,5 litro) e a mistura com a gasolina é feita automaticamente. O câmbio é 5 velocidades, sistema universal - 1ª para baixa, as outras para cima -, bem escalonadas, porém com pedal um pouco duro e engate sempre preciso.[1]

A suspensão dianteira é por garfo telescópico com molas helicoidais externas e amortecimento hidráulico. A traseira é por braço oscilante, molas helicoidais acopladas a amortecedores hidráulicos sem regulagem. De forma geral a suspensão da RX 125 é firme sem ser desconfortáveis. Os freios, a tambor na duas rodas na versão brasileira, tem diâmetro de 130mm na dianteira, com frenagem suficiente, aumentando a segurança. Na traseira o diâmetro do tambor é o mesmo de 130mm.

Na versão importada do Japão, apresenta freio dianteiro hidráulico.

A manutenção da RX 125 é relativamente simples e um motociclista habilidoso pode fazer a manutenção de rotina utilizando as ferramentas que acompanham a motocicleta. Um problema comum é o pequeno vazamento de óleo na suspensão dianteira, facilmente resolvido com a troca do retentor nacional por um importado. Com uso normal e algumas limpezas, a vela não apresenta maiores problemas e exige poucas trocas.

O funcionamento do motor da RX 125 é excelente, com um bom torque em baixas rotações dispensando muitas trocas de marcha. Na estrada, viajando à 80 km/h, a RX 125 ainda mantém "uma reserva de potência" tendo sua velocidade ao redor de 122,5 km/h. A suspensão, por ter molas externas às bengalas, tem funcionamento um pouco "rude" e o piloto sente um pouco as irregularidades da pista. Algumas dificuldades são o fato de o tanque de gasolina não ter tampa com chave, e as chaves do contato e a da trava de direção serem diferentes (na versão brasileira). Na versão japonesa tem tampa com chave. O guidão da RX 125 permite bom controle da moto em baixas e médias velocidades, tornando-se um pouco cansativa quando a moto está a 100 km/h [1], e o motociclista é obrigado a se apoiar no guidão com os braços muito próximos do corpo. Dirigida com tranquilidade a RX 125 faz 40 km/l [1]. O uso esportivo eleva o consumo à 20 km/l.[1].

[editar] Desempenho e economia

  • Velocidade máxima: 122,5 km/h [1]
  • Consumo a 60 km/h, velocidade constante em última marcha: 49,9 km/l [1]
  • Consumo médio na cidade: 24,8 km/h [1]
  • Consumo médio na estrada: 26,1 km/h [1]
  • Aceleração de 0 a 60 km/h: 6,5 segundos (utilizando 1ª, 2ª e 3ª) [1]
  • Frenagem a 60 km/h: 13,3 metros [1]

[editar] Características técnicas

[editar] Motor

Motor: Monicilíndrico, 2 tempos, refrigerado à ar. Possui Torque Induction
(Reed Valve) Cilindro: em ferro fundido com camisa de aço inclinado para frente.
Cilindrada: total de 123cc3, pistão de 56mm de diâmetro com 50mm de curso.
Taxa de compressão: 7 : 1.
Carburador: Mikuni de fluxo horizontal com 24mm de venturi.
Ignição: 2 versões; Sistema com magneto e platinado. Fonte de carga da bateria provém do magneto. Sistema de partida primária do motor à pedal.
. Lubrificação: Injeção direta de óleo 2 Tempos no carburador por meio de bomba autolube. Capacidade de óleo do cárter de 0,7 litros. Capacidade do reservatório do óleo 2 tempos de 1,5 litros.
Filtro de ar: Espuma de poliuretano úmido com óleo 2 tempos.
Relação de marcha lenta: 1250 RPM

[editar] Transmissão

  • Sistema de redução primária: Por engrenagem.
  • Relação de redução primária: 19/74 (3,894).
  • Sistema de redução secundária: Por corrente.
  • Relação de redução secundária: 39/16 (2,437).
  • Embreagem: Multidisco banhada a óleo.
  • Tipo de caixa de marchas: Engrenamento constante, 5 marchas à frente.
  • Sistema de operação: Operação com pedal do lado esquerdo.
Relação de transmissão
  • 1ª (Primeira): 2,833
  • 2ª (Segunda): 1,875
  • 3ª (Terceira): 1,368
  • 4ª (Quarta): 1,091
  • 5ª (Quinta): 0,957

[editar] Dimensões e pesos

  • Comprimento total: 1.870mm
  • Largura total: 776mm
  • Altura total: 1.086mm
  • Distância entre eixos: 1.220mm
  • Vão livre mínimo: 150mm
  • Ângulo de inclinação: 59° 29'
  • Avanço: 143mm
  • Peso: Líquido (seco) de 95 kg.
  • Raio de giro mínimo: 2.140mm
Pneus
  • Dianteiro: 2,75 X 18'; pressão de 23 libras/Pol2.
  • Traseiro: 3,25s X 18';pressão de 28 libras/Pol2.
Suspensão
  • Dianteira: Garfo telescópico.
  • Traseiro: Braço oscilante.
  • Capacidade de óleo no garfo dianteiro: 162cc3 por bengala.
Amortecedores
  • Dianteiro: Mola helicoidal e amortecedor hidráulico incorporado.
  • Traseiro: Amortecedor hidráulico com molas helicoidais.

[editar] Instalação e equipamentos elétricos

  • Capacidade da bateria: 6V / 3 AH
  • Tipo de bateria: 6V
  • Fonte de carga: Magneto
  • Vela de ignição: B8HS (NGK)
  • Abertura do platinado: 0,35mm a 0,4mm

[editar] Ver também

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l Revista 4 Rodas Motociclismo (Setembro de 1981). [. As motos nacionais] Revista 4 Rodas - Motociclismo Setembro de 1981. Página visitada em 1981.
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