Yamaha TT 125

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TT 125
Yamaha TT 125 1980
Fabricante Yamaha
Produção 1979-1983
Tipo Moto Todo-Terreno
Motor 123cc3, monocilíndrico, 2 tempos refrigerado à ar
Potência 12,5cv a 7.500 rpm
Torque 1,15 kgfm a 6.500 rpm
Transmissão 5 marchas
Suspensão D: Garfo Telescópico (Ceriani)
T: Braço Oscilante Triangular.
Freios D: Sistema de tambor de acionamento mecânico.;
T: Sistema de tambor de acionamento mecânico.
Pneus D: 2,75 X 19";
T: 3,00 X 18"
Tanque 7L com reserva de 1,5L

Yamaha TT 125 foi a primeira motocicleta Yamaha todo-terreno nacional de fábrica. Baseada na mecânica e estrutura da RX 125, foi completada por equipamentos projetados para permitir seu uso também no fora-de-estrada. A Yamaha TT 125 pode rodar na cidade sendo até bastante rápida para sua categoria (pode chegar a 107 km/h[1]). Os pneus são do tipo trail, sendo uma solução intermediária que permite rodar - com algumas limitações - tanto na cidade como fora do asfalto.

O conjunto motor/câmbio é idêntico ao da RX 125, desenvolvendo 12,5cv a 7.500 rpm. Monocilíndrico de 2 tempos o motor da TT 125 tem apenas um acabamento diferente, em preto fosco. O câmbio de cinco marchas, tem escalonamento mais linear, passeio, e a relação final foi modificada: o pinhão de 16 dentes da RX 125 foi reduzido para 15 dentes. A lubrificação do motor é automática, Autolube, com tanque de óleo 2 tempos para 1,5 litros.

A suspensão dianteira tem garfo telescópico, molas helicoidais externas e amortecimento hidráulico. Esse garfo teve seu curso aumentado em 20mm, em relação à RX 125, totalizando 120mm. Na traseira o amortecimento é por braço oscilante, molas helicoidais acopladas a amortecedores hidráulicos, sem regulagem. Os freios são a tambor nas duas rodas, com acionamento mecânico. Também os mesmos da RX 125, com 70mm de diâmetro.

Por utilizar muitos componentes comuns à linha RX da Yamaha, as peças da TT são de fácil reposição. A manutenção é simples, e o sistema Autolube dispensa a mistura óleo/gasolina no próprio tanque.

Na prática do todo-terreno falta um pouco de torque em baixa rotação da Yamaha TT 125.[1] No trânsito urbano é uma moto rápida. Uma opção para quem quer praticar o fora-de-estrada é colocar coroa e pinhão da Yamaha RX 80, por exemplo, diminuindo sua velocidade final e aumentando o torque em baixa velocidade. A suspensão, ponto fundamental em uma fora-de-estrada, é apenas razoável em terrenos acidentados, e confortável e estável em ruas ou estradas asfaltadas. O motor de 2 tempos é agressivo, e o quadro tem reforços de montagem e soldagem. O guidão, tipo cross, é amplo, dando boa maneabilidade tanto no asfalto como na terra, onde sua largura é fundamental para manobras que exigem mais força ou apoio. O escapamento lembra um "dimensionado" de pistas, mas passa por baixo do motor "roubando" 10 cm da altura livre do solo. O consumo, no fora-de-estrada, fica entre 15 e 20 km/l. Na cidade chega entre 20/25 km/l, chegando a quase 30 km/l na estrada.[1]

Índice

[editar] Origem do nome TT

Ao contrário das outras motos Yamaha que seguiram o padrão de nomenclatura internacional da Yamaha como RD (2 tempos Street) e XT (4 tempos Trail)que designam uma linha, o nome TT foi adotado no Brasil proveniente do significado: Todo Terreno. Suas futuras sucessoras como a TT-R 125 e 230 deram continuidade à nomenclatura.

[editar] Desempenho e economia

Velocidade máxima: 107,1 km/h [1]
Consumo a 60 km/h, velocidade constante em última marcha: 46,2 km/l [1][1]
Consumo médio na cidade: 23,2 km/h [1]
Consumo médio na estrada: 28,7 km/h [1]
Aceleração de 0 a 60 km/h: 6,2 segundos (utilizando 1ª, 2ª e 3ª) [1]
Frenagem a 60 km/h: 14,7 metros [1]

[editar] Características técnicas

[editar] Motor

Motor: Monicilíndrico, 2 Tempos, refrigerado à ar, possui Torque Induction com Y.E.I.S.
Cilindro: em ferro fundido com camisa de aço inclinado para frente.
Cilindrada: total de 123cc3, pistão de 56mm de diâmetro com 50mm de curso.
Taxa de compressão: 7 : 1.
Carburador: Mikuni de fluxo horizontal com 24mm de Venturi.
Ignição: Sistema com magneto e platinado. Fonte de carga da bateria provém do magneto. Sistema de partida primária do motor à pedal.
Lubrificação: Injeção direta de óleo 2 Tempos no carburador por meio de bomba autolube. Capacidade de óleo do cárter de 0,7 litros. Capacidade do reservatório do óleo 2 tempos de 1,5 litros.
Filtro de ar: Espuma de poliuretano úmido com óleo 2 tempos.
Relação de marcha lenta: 1250 RPM

[editar] Transmissão

Sistema de redução primária: Por engrenagem.
Relação de redução primária: 19/74 (3,894).
Sistema de redução secundária: Por corrente.
Relação de redução secundária: 39/16 (2,437).
Embreagem: Multidisco banhada a óleo.
Tipo de caixa de marchas: Engrenamento constante, 5 marchas à frente.
Sistema de operação: Operação com pedal do lado esquerdo.

Relação de transmissão:
1ª (Primeira): 2,833
2ª (Segunda): 1,875
3ª (Terceira): 1,368
4ª (Quarta): 1,091
5ª (Quinta): 0,957

[editar] Dimensões e pesos

Comprimento total: 1.920mm
Largura total: 870mm
Altura total: 1.270mm
Distância entre eixos: 1.235mm
Vão livre mínimo: 165mm
Peso: Líquido (seco) de 92 kg.

Pneus
Dianteiro: 2,75 X 19"; pressão de 23 libras/Pol2.
Traseiro: 3,00 X 18';pressão de 28 libras/Pol2.

Suspensão
Dianteira: Garfo telescópico.
Traseiro: Braço oscilante.
Capacidade de óleo no garfo dianteiro: 171cc3 por bengala.

Amortecedores
Dianteiro: Molas helicoidais externas e amortecedor hidráulico incorporado.
Traseiro: Molas helicoidais com amortecedores hidráulicos sem regulagem.

[editar] Instalação e equipamentos elétricos

Tipo de bateria: 6V
Fonte de carga: Magneto
Vela de ignição: B8VS (NGK)
Abertura do platinado: 0,6mm a 0,7mm

[editar] Ver também

[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k Revista Duas Rodas (Setembro de 1981). [. As motos nacionais] Revista Duas Rodas - Setembro de 1981, nº 26. Página visitada em 1982.
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