Iansã

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Iansã
Escultura representando Iansã no Parque da Catacumba, no Rio de Janeiro

deusa dos ventos e das tempestades
instrumentos espada e eruexim (insígnia feita com rabo de cavalo)[1]
irmã Oxum[2]
cônjuges Ogum, Xangô, Oxóssi
sincretismo Santa Bárbara

Iansã ou Oyá é a orixá dos ventos e das tempestades.[3] No Brasil, é sincretizada com Santa Bárbara.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Iansã" é um termo procedente da língua iorubá.[4]

Mitologia[editar | editar código-fonte]

Oyá, a deusa do Rio Níger,[5] é representada com um alfange e uma cauda de animal nas mãos, e com um chifre de búfalo na cintura. Na mitologia iorubá, Xangô casou-se com três de suas irmãs, deusas de rios: Oyá, Oxum (deusa do rio Osun) e Obá (deusa do rio Obá).[5] Nas lendas provenientes do candomblé, Iansã foi mulher de Ogum e depois de Xangô, seu verdadeiro amor. Xangô roubou-a de Ogum.

O nome Iansã é um título que Oyá recebeu de Xangô. Esse título faz referência ao entardecer, Iansã pode ser traduzido como "a mãe do céu rosado" ou "a mãe do entardecer". Ao contrário do que muitos pensam, Iansã não quer dizer "a mãe dos nove". Xangô a chamava de Iansã pois dizia que Oyá era radiante como o entardecer ou como o céu rosado e é por isso que o rosa é sua cor por excelência.

Na liturgia da umbanda, Iansã é senhora dos eguns, os espíritos dos mortos, menos cultuados no candomblé. Na umbanda, a guia de Iansã é de cor laranja (coral) e, no candomblé, é vermelha. No candomblé, também é chamada de Oyá. Seu dia da semana é quarta-feira e sua saudação é Eparrei.

Mitologia iorubá[editar | editar código-fonte]

Obatalá, deus dos céus, e Odudua, deusa da terra[Nota 1] se casaram, e tiveram dois filhos: Aganju e Iemanjá. Aganju e Iemanjá se casaram, e tiveram um filho, Orungan. Orungan se apaixonou pela própria mãe e, aproveitando a ausência do pai, a violentou. Desta união, nasceram quinze orixás ou santos, entre os quais Xangô e Oyá.[5] Donde foram atribuídos a tais que cada qual teria uma determinada função.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Assim como na mitologia grega, temos o casamento do Céu (Urano) com a Terra (Gaia).

Referências

  1. CARYBÉ. Mural dos orixás. Salvador. Banco da Bahia Investimentos. 1979. p. 81.
  2. CARYBÉ. Mural dos orixás. Salvador. Banco da Bahia Investimentos. 1979. p. 48.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 910.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 910.
  5. a b c A. B. Ellis, Yoruba-Speaking Peoples of the Slave Coast of West Africa (1894), Chapter II, Chief Gods [em linha]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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