Yeda Crusius

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Yeda Crusius
36.º Governadora do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
Mandato 1 de janeiro de 2007
até 1 de janeiro de 2011
Vice-governador Paulo Feijó
Antecessor(a) Germano Rigotto
Sucessor(a) Tarso Genro
Deputada Federal pelo Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
Mandato 1 de fevereiro de 1994
até 17 de dezembro de 2006
Ministra do Planejamento do Brasil Brasil
Mandato 26 de janeiro de 1993
10 de maio de 1993
Presidente Itamar Franco
Antecessor(a) Paulo Roberto Haddad
Sucessor(a) Alexis Stepanenko
Vida
Nascimento 26 de julho de 1944 (70 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade Brasileira
Dados pessoais
Primeiro-cavalheiro Carlos Crusius (1971-2009)
Partido PSDB
Profissão Economista

Yeda Rorato Crusius (São Paulo, 26 de julho de 1944) é uma economista e política brasileira. Foi governadora do estado do Rio Grande do Sul entre 2007 e 2011, sendo filiada ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Nascida na capital paulista, mudou-se para o Rio Grande do Sul em 1970 depois de casar-se com o também economista Carlos Crusius, com quem tem dois filhos. Yeda é formada em economia pela Universidade de São Paulo, sendo pós-graduada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo e pela Universidade Vanderbilt. Yeda iniciou sua carreira acadêmica em Porto Alegre e lecionou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sendo uma das primeiras diretoras da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Entre janeiro e maio de 1993, durante o governo de Itamar Franco, ocupou o cargo de Ministra do Planejamento. Um ano depois da renúncia como ministra, ela foi eleita deputada federal pelo estado do Rio Grande do Sul, sendo reeleita em 1998 e 2002 - período em que lançou-se por duas vezes candidata a prefeita de Porto Alegre (em 1996 e 2000). Candidata a governadora do Rio Grande do Sul nas eleições de 2006, foi eleita com uma votação recorde e tornou-se a primeira mulher a governar o estado.[1] [2] Como governadora zerou o déficit do Estado e foi alvo de críticas por sua conduta no chamado "Escândalo do DETRAN". Nas eleições de 2010, quando tentava a reeleição, chegou ao final do pleito na 3ª colocação.

Início de vida, educação e carreira[editar | editar código-fonte]

Nascida em 26 de julho de 1944, em São Paulo, Yeda é filha de Francisco Rorato e Sylvia Rorato. Seu pai nasceu em 1911 no Triângulo Mineiro, foi contabilista, mas sua grande paixão foi o jornalismo, tendo fundado os jornais O Chicote e a Tribuna de Conquista, que circularam de 1931 a 1936.[3]

Yeda é formada em economia pela Universidade de São Paulo, pós-graduada pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Econômicas da USP,[4] pelo Programa de Desenvolvimento Econômico da Universidade do Colorado,[5] e tem mestrado em economia pela Universidade Vanderbilt.[6] [7]

Na Vanderbilt, ela conheceu o futuro marido, Carlos Augusto Crusius, que também fazia mestrado em economia.[4] Mudou-se para Porto Alegre em 1970, após se casar com Carlos. Juntos tiveram dois filhos, César e Tarsila. César mora em São Francisco, nos Estados Unidos, e tem duas filhas.[8] Tarsila é psicóloga e foi presidente do Comitê de Ação Solidária durante o governo de Yeda,[9] [10] e foi candidata à vereadora de Porto Alegre na eleição municipal de 2012,[9] ficando na primeira suplência.[11] Também foi tia da socialite Carola Scarpa.[12]

Em Porto Alegre, Yeda iniciou-se na carreira acadêmica e lecionou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde ocupou cargos de chefia e coordenação, além de ter sido a primeira diretora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS entre 1991 e 1992.[13] Também na área da educação, lecionou na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, tradicional universidade da Região Metropolitana de Porto Alegre localizada em São Leopoldo, atuando na área das ciências econômicas, uma das especialidades de Yeda.

Yeda fala fluentemente quatro idiomas: português, inglês, espanhol e francês.[carece de fontes?]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Yeda iniciou-se na política partidária em 1990, ao ingressar no PSDB. Ingressou na Executiva Nacional do partido em 1995, chefiou o Secretariado Nacional da Mulher de 1998 a 2001 e presidiu o Instituto Teotônio Vilela entre 2001 e 2003. Foi presidente do PSDB do Rio Grande do Sul de agosto de 2005 a junho de 2006, cargo do qual se licenciou para ser candidata ao governo do Estado.[14]

Candidata à prefeitura de Porto Alegre[editar | editar código-fonte]

Yeda concorreu à prefeitura de Porto Alegre em duas ocasiões. Na primeira vez, em 1996, ficou em segundo lugar, com 167 397 votos (21,98%), sendo derrotada ainda no primeiro turno por Raul Pont, do PT. Na segunda vez, em 2000, ficou em terceiro lugar, com 121 598 votos (20,07%), sendo derrotada por Tarso Genro (PT) e pelo ex-governador Alceu Collares (PDT).[14]

Ministra do planejamento[editar | editar código-fonte]

Em 1993, após ser indicada pelo senador gaúcho Pedro Simon (PMDB), ela assumiu o cargo de ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão no governo Itamar Franco.[4] [15] Yeda ficou apenas quatro meses no cargo, renunciando ao cargo por não ter participado da elaboração de um plano econômico e devido a brigas internas com o então ministro da Fazenda Eliseu Resende.[16] [4] Após deixar o cargo de ministra, Yeda foi nomeada para o Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.[4]

Deputada federal[editar | editar código-fonte]

Yeda Crusius fala na reunião da Comissão Especial sobre a reforma da Previdência, em 23 de julho de 2003.
Yeda discursa na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio em 25 de maio de 2004.

Yeda foi eleita deputada federal pela primeira vez na eleição de 1994, quando obteve 104 295 votos, sendo superada apenas por Germano Rigotto e Paulo Paim.[5] [17] Foi reeleita em 1998 com uma votação menor,[5] [18] e em 2002 conseguiu a sua maior votação e a terceira maior do estado.[5] [19]

Em seu segundo mandato, foi escolhida uma das 100 parlamentares mais influentes do Congresso, de acordo com pesquisas feitas por órgãos como o DIAP e a Arko Advice, sendo novamente escolhida como uma das mais influentes parlamentares do Congresso em 2006.[20] Em 2007, Yeda foi um dos economistas que receberam o Prêmio de "Economista do Ano", concedido pela Ordem dos Economistas de São Paulo, em parceria com a revista IstoÉ.[21]

Yeda foi presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara em 1999, sendo a primeira mulher a ocupar este cargo.[22] Além da Comissão de Finanças e Tributação, Yeda foi membro de outras comissões permanentes que tratam de temas financeiros, como a de Finanças e Tributação, Economia, Indústria e Comércio e a Comissão Mista de Orçamento. Também participou de comissões especiais sobre a área de economia, como a Comissão Especial do Sistema Financeiro Nacional.[23]

Como membro da Comissão Mista de Planos Orçamentos Públicos e Fiscalização, foi encarregada de elaborar o Orçamento Geral da União (OGU), sendo em 1995 a primeira vice-presidente da Comissão. Em 1996, foi relatora da subcomissão do orçamento para as áreas de Educação e Desportos, Ciência e Tecnologia, Cultura e Esportes. Em 1997, coordenou o grupo de trabalho para o exame de obras consideradas com indícios de irregularidades pelo Tribunal de Contas da União (TCU).[24] No mesmo ano, foi relatora na comissão especial de um dos projetos mais importantes do Governo, a emenda constitucional que prorrogou a vigência do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) até dezembro de 1999. O relatório final elaborado por Yeda foi aprovado pelo plenário da Câmara.[25]

Entre os projetos relatados por Yeda, também merece destaque o projeto Banco da Terra, que criou uma nova alternativa, com juros mais baixos, de financiamento a pequenos agricultores para aquisição de terras e crédito para plantio.[24]

Yeda presidiu a União Latino-Americana de Mulheres (Ulam/Brasil), ligada ao Parlamento latino-americano. Foi membro do Comitê Nacional que analisa os resultados obtidos pelo Brasil a partir das metas traçadas pela IV Conferência Mundial da Mulher realizada em Beijing, em 1995.[24]

Entre as viagens oficiais como deputada, Yeda foi para o México em 1996 e 2000; Nova York em 2000 e 2002; Washington, D.C. em 1995, 1996, 2000, 2002 e 2004; Roma em 1995; Reino Unido em 1995; Santiago em 1995; Buenos Aires e Montevidéu em 1995; Uruguai em 1996; Paris, Londres, e Lisboa em 1997; San José, em 1997; Alemanha em 1998; Antártica em 1998; China em 1999; Equador em 2001; França em 2003; Bélgica em 2003; Peru em 2003; Colômbia em 2003 e para a Rússia em 2004.[23]

Eleição para governadora em 2006[editar | editar código-fonte]

Yeda Crusius na convenção do PSDB gaúcho em Torres.
Yeda Crusius discursando ao lado do candidato à Presidência Geraldo Alckmin.

Yeda foi escolhida a candidata ao governo do estado numa coligação do PSDB com o PFL, que indicou o postulante a vice Paulo Affonso Feijó, e com o PPS, que desistiu da candidatura de Nélson Proença na véspera da inscrição no contexto da aliança nacional em torno de Geraldo Alckmin. O PPS indicou o candidato ao senado da chapa, Mário Bernd. No início da campanha, em agosto de 2006, Yeda figurava em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, atrás do ex-governador Olívio Dutra e do candidato à reeleição Germano Rigotto.[5]

No horário eleitoral gratuito, usava o slogan Um novo jeito de Governar e atacava o governo do estado — do qual o partido tinha participado durante três anos e meio —, propondo um choque de gestão visando a redução do déficit financeiro que já durava mais de trinta anos, através do corte de cargos de confiança, reestruturação da máquina pública, contenção de despesas e racionalização da receita.[5]

Durante a campanha, se envolveu em três polêmicas. Primeiro, foi acusada de fazer um comentário racista em relação ao ex-governador e também candidato Alceu Collares.[26] Depois, entrou em atrito com o candidato a vice-governador por sua chapa, Paulo Afonso Feijó, defensor de privatizações, desautorizando-o a defender tal política como proposta de governo. Por fim, em 13 de setembro, faltando dezoito dias para o primeiro turno, o marqueteiro de sua campanha, Chico Santa Rita, deu uma entrevista ao jornal Zero Hora acusando-a de inadimplência.[27] Santa Rita acabou abandonando a campanha, e a equipe técnica, sem conseguir receber os salários atrasados, interrompeu os trabalhos. Dos sessenta profissionais iniciais, apenas seis continuaram trabalhando.[27]

Yeda assumiu pessoalmente a condução de sua campanha, e focou a propaganda no baixo índice de rejeição que tinha, apresentando-se como a única candidata capaz de derrotar tanto Olívio como Rigotto no segundo turno. Também passou a explorar fortemente sua ligação com o candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin, que seria o mais votado no estado.[28] A estratégia deu resultados: faltando uma semana para as eleições, Yeda passou para o segundo lugar nas pesquisas, superando Olívio. Com forte migração de votos de Rigotto para Yeda, a fim de tirar Olívio do segundo turno,[16] a tucana se consagrou vencedora do primeiro turno, realizado em 1 de outubro, com 2 037 923 votos (32,9% dos votos válidos). Olívio obteve 1 696 848 (27,39%), enquanto Rigotto ficou em terceiro com 1 679 488 (27,12%).[29]

A primeira pesquisa do segundo turno deu a Yeda mais de 60% dos votos, tendo 25% a mais que Olívio.[30] Outra pesquisa realizada em 27 de outubro mostrava Yeda com 49,9% dos votos, contra 42,2% de Olívio.[31] As pesquisas que foram feitas nas últimas semanas mostravam quedas no percentual de eleitores que votariam em Yeda, o que fez com que a candidata passasse a fazer campanha mais intensamente.[32] A pesquisa boca-de-urna do Ibope indicava Yeda como nova governadora do Rio Grande do Sul com 53% dos votos.[33]

No segundo turno, Yeda recebeu o apoio de partidos de centro e direita, incluindo o PMDB de Rigotto (ainda que não tenha recebido o apoio pessoal do então governador), além de parte do PDT, que oficialmente ficou neutro e liberou a militância, também foi apoiada pelo PP.[34] [35] Yeda foi eleita em 29 de outubro de 2006 a primeira governadora da história do Rio Grande do Sul, derrotando Olívio Dutra no segundo turno com 3 377 973 (53,94% dos votos válidos).[36] [37] Perdeu na capital por uma pequena diferença,[38] e teve o maior percentual de votos em Arroio do Padre, com 85,65%.[39]

Governadora do Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

Yeda juntamente com o presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e o presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, durante o anúncio de novos investimentos da empresa no país, julho de 2009
Yeda, Jaques Wagner e Clifford Sobel no Congresso Internacional Brasil Competitivo.

Antes mesmo de sua posse, em janeiro de 2007, Yeda envolveu-se na primeira polêmica de sua gestão. A fim de diminuir o déficit em caixa do Estado, Yeda pediu ao então governador, Germano Rigotto, que enviasse à Assembléia um projeto de corte de despesas e aumento de ICMS (embora tenha prometido o contrário durante campanha), que foi chamado pela oposição de tarifaço. Esse projeto de lei daria ao estado 800 milhões de reais e cortaria despesas em 650 milhões de reais.[40] Em 29 de dezembro de 2006, muitos deputados da base aliada de Yeda votaram contra o projeto, que não foi aprovado (a votação ficou em 28 votos contra e 24 a favor).[41] A derrubada do projeto foi coordenada pelo vice-governador eleito Paulo Afonso Feijó, do PFL, que rompeu publicamente com Yeda em 2008.[42] Devido ao projeto de lei, alguns futuros secretários de estado acabaram renunciando ao cargo antes mesmo de serem empossados, como foram os casos de Berfran Rosado,[43] do PPS, Jerônimo Goergen,[44] do PP (sendo substituído por Celso Bernardi),[45] e Marquinho Lang, do PFL.[46] Yeda tomou posse no dia 1° de janeiro de 2007, anunciando forte contenção de gastos a fim de sanear as finanças do Estado.[47] [48]

Ao completar cem dias de governo, Yeda entrou em choque com o Secretário da Segurança, Ênio Bacci, responsável por uma área que vinha recebendo boa aprovação da população. Acusado de ser personalista, de tentar ofuscar Yeda na apresentação de resultados do governo e de ter assessores ligados ao Jogo do Bicho, Bacci foi demitido pela governadora.[49] [50] [51] A decisão culminou na saída do PDT do governo.[52] Na mesma semana, o Democratas (antigo PFL), partido do vice-governador Paulo Afonso Feijó, anunciou que se considerava independente do governo. A saída do PDT e do DEM fizeram Yeda perder o apoio de cerca de dez deputados estaduais. Durante esse período, o Partido dos Trabalhadores cogitou a abertura da CPI da Segurança.[53]

Já no primeiro ano de governo, o déficit estrutural do Estado diminui pela metade e Yeda apresentou projetos que visam zerar o déficit do Rio Grande do Sul até o ano de 2010.[54] [55] Com isso, o décimo terceiro de 2008 foi pago em 5 de dezembro.[56]

Em 19 de março de 2008, Yeda transmitiu pela primeira vez o governo do Estado para o vice-governador Paulo Feijó, que reatou com o governo,[57] [58] para que pudesse viajar para os Estados Unidos e Canadá.[59] Ela também viajou para a Alemanha e Holanda.[60]

Em novembro de 2008, Yeda anunciou que, após 37 anos, o Rio Grande do Sul não era mais um estado deficitário.[61] No mesmo dia, ela anunciou o pagamento antecipado do décimo terceiro com recursos próprios, pela primeira vez em catorze anos.[61] Além disso, o Governo voltou a pagar fornecedores e servidores em dia, o que era inviabilizado pelo déficit financeiro.[62]

Porém, devido a uma série de medidas controversas, uma oposição forte e várias denúncias de corrupção no seu governo, desde o vice-governador até seu marido, tornou-se um dos governantes mais impopulares do estado.[63] [64] [65] No ano de 2009, a governadora enfrentou profundos ataques dos partidos de oposição, especialmente PT e PSOL e sindicatos ligados a estes partidos.[66] [67] As acusações causaram redução considerável nos índices de popularidade de Yeda,[68] bem como tornaram a governabilidade quase impossível.[69] Uma pesquisa realizada na época revelou que 62% dos eleitores eram a favor do impeachment da governadora.[70] As ações da oposição, no entanto, não surtiram efeito, já que nada acabou sendo provado contra a governadora, mesmo após a realização da CPI da corrupção. A comissão, que tinha como relator o deputado da base governista Coffy Rodrigues, teve seu relatório final aprovado em 23 de fevereiro de 2010 por 22-19 e não apontou responsabilidades nos casos de corrupção.[71]

Índices de aprovação[editar | editar código-fonte]

A maior aprovação como governadora foi de 52%, registrada em fevereiro de 2007,[72] e a pior foi registrada em março de 2009, quando apenas 17% aprovavam Yeda.[73]

Data Ótimo ou bom Regular Ruim ou péssimo Não sabe/indecidido Fonte
fevereiro de 2007 52% - - - Dataulbra[72]
abril de 2007 36% - - - Dataulbra[72]
13 de junho de 2007 16,1% 34,7% 43,3% - Dataulbra[72]
25 de março de 2009 17% - 83% - Datafolha[73]
5 de abril de 2010 22% 35% 42% - Datafolha[74]
27 de julho de 2010 25% 36% 41% - Datafolha[75]

Eleição para governadora em 2010[editar | editar código-fonte]

José Serra e Yeda durante uma passeata da campanha eleitoral de 2010.

Em junho de 2010, Yeda lançou sua candidatura à reeleição ao governo do Rio Grande do Sul,[76] tendo como candidato a vice-governador Berfran Rosado, do PPS. Sua chapa foi composta por PSDB, PP, PPS, PRB, PSC, PHS, PTdoB e o PTN.[77] A coligação Confirma Rio Grande teve o segundo maior tempo de propaganda eleitoral gratuita e foi a campanha que mais gastou.[78] [79]

No dia da eleição, em 3 de outubro, Yeda votou às 10 horas da manhã em uma escola de Porto Alegre. Após votar, ela disse que "Tudo o que foi prometido em 2006 foi cumprido".[80] Obteve pouco mais de 18% dos votos e ficou em terceiro lugar no pleito.[81] Yeda reconheceu a derrota no mesmo dia e atribuiu o resultado à despolitização da campanha eleitoral.[82] [83]

O processo de transição foi iniciado em 9 de novembro, quando Yeda recebeu o governador eleito, Tarso Genro, no Palácio Piratini.[84] Passou o cargo de governadora às 9h50min de 1º de janeiro de 2011, em uma cerimônia realizada no Palácio Piratini.[85]

Pós governo[editar | editar código-fonte]

Cem dias após ter deixado o governo, Yeda foi entrevistada por um jornal local. Na entrevista, ela disse que seus planos era formar um grupo para estudar o cenário nacional e o papel do Rio Grande do Sul. Ao ser perguntada sobre sua vida partidária, comentou que não seria candidata à prefeitura de Porto Alegre em 2012, declarando que preferia guardar sua imagem para uma eventual eleição à Câmara dos Deputados.[86] Ela oficializou sua candidatura à deputada federal pelo PSDB nas eleições de 2014.[87]

Em abril de 2012, Yeda voltou a trabalhar como jornalista, desta vez na Rede Pampa, no programa Pampa News.[88] Quatro meses depois também foi contratada como colunista no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes de Porto Alegre.[89]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Yeda Crusius é autora e co-autora de vários livros na área Política e sobre Economia. É autora dos seguintes livros:

  • A (Há?) escolha entre inflação e desemprego, 1981.[90]

E também é co-autora dos seguintes livros:

  • A evolução da economia no Rio Grande do Sul face à economia brasileira;[91]
  • Autonomia ou submissão?, 1983 páginas 72 a 84;[92]
  • O Plano Brasil Novo como uma proposta de mudança de regime, 1990;[93]
  • O Brasil e a ordem internacional: a necessária integração, 1992;[91]
  • O Labirinto político-estratégico mundial: os rumos brasileiros;[94]
  • Símbolos de Porto Alegre, 1993 páginas 70 a 77; [95]
  • A resistência da inflação brasileira a choques, Porto Alegre, UFRGS, 1992;[91]
  • Indicadores de resistência da inflação brasileira a choques;[91]
  • A economia da inflação, 1992;[96]
  • A agenda política e institucional no MERCOSUL: aportes para a integração regional, São Paulo, Konrad Adenauer-Stifung, 1997 páginas 173 a 175;[97]
  • A projeção face ao século XXI, São Paulo, Konrad Adenauer-Stifung, 1998;[94]
  • Papel do sistema eleitoral, dos partidos políticos e do Poder Legislativo, Brasília, Instituto Teotônio Vilela, 2000.[94]
  • Minha Experiência na UFRGS, 2000.[91]

Prêmios e honrarias[editar | editar código-fonte]

Yeda recebeu durante toda a sua carreira os seguintes prêmios e condecorações: Ordem do Mérito Brasília; Ordem Grã-Cruz; Ordem do Governo do (Distrito Federal, 1993); Ordem de Rio Branco, Ordem de Grã-Cruz (1993); Ordem do Mérito Aeronáutico; Grande-Oficial (1997); Ordem do Mérito das Forças Armadas; Ordem Grão-Mestre; Ordem Comendador (1998), Comendas (Governo do México, 1996); Prêmio Franco Montoro da Câmara de Indústria (São Paulo, 1999); Troféu Mãe Destaque (ACM, 2001);[98] Referência Regional (2001); Mérito SOBRACOM (Porto Alegre, 2002), Medalha Santos Dumont; Medalha Grau Ouro (Belo Horizonte, 2003); Mérito do Judiciário do Trabalho (Brasília, 2003); Mérito da Defesa (Brasília, 2005); Honra ao Mérito (Porto Alegre, 2005);[91] Prêmio de Economista do Ano (2006)[99] e Mérito Anhanguera (Goiânia, 2006).[23]

Referências

  1. Luciana Vasconcelos. Yeda Crusius, do PSDB, é eleita governadora do Rio Grande do Sul. Página visitada em 28 de setembro de 2011.
  2. Portal Terra (29 de outubro de outubro de 2006). Yeda é eleita governadora do Rio Grande do Sul. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
  3. Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Rorato Crusius. Blog da Família Rorato (4 de julho de 2009). Página visitada em 29 de setembro de 2011.
  4. a b c d e Confira o perfil de Yeda Crusius. Reuters. Terra (29 de outubro de 2006). Página visitada em 3 de julho de 2013.
  5. a b c d e f YEDA CRUSIUS SERÁ A PRIMEIRA MULHER A GOVERNAR O RS. G1 (29 de outubro de 2006). Página visitada em 13 de julho de 2012.
  6. Yeda Crusius. Roda Viva (5 de março de 2007). Página visitada em 29 de setembro de 2011.
  7. Saiba mais sobre Yeda Crusius. Folha Online (2 de outubro de 2006). Página visitada em 29 de setembro de 2011.
  8. Adriano Barcelos (11 de abril de 2009). Viagem de Yeda surpreende secretários e atiça oposição. Zero Hora. Página visitada em 20 de agosto de 2012.
  9. a b Tarsila Crusius é candidata a vereadora. TV Pampa (25 de junho de 2012). Página visitada em 20 de agosto de 2012.
  10. Presidente do comitê de ação solidária recebe foto da matriarca da familia Rorato. Jus Brasil (13 de novembro de 2009). Página visitada em 20 de agosto de 2012.
  11. Eleições 2012: Porto Alegre. Uol. Página visitada em 13 de dezembro de 2012.
  12. Carlos Maranhão (28 de abril de 1999). A condessa desbocada. Veja. Página visitada em 3 de julho de 2013.
  13. Quem é: Yeda Crusius. O Estado de São Paulo (14 de junho de 2008). Página visitada em 29 de setembro de 2011.
  14. a b Cláudio de Souza (2006). Tucana, Yeda Crusius tenta quebrar polaridade PT-PMDB. UOL. Página visitada em 3 de julho de 2013.
  15. Carlos Etchichury (1º de setembro de 2006). Primeira mulher a dirigir a tradicional Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS. Carlos Etchichury. O Explorador. Página visitada em 3 de julho de 2013.
  16. a b Gustavo Krieger (5 de fevereiro de 2007). Superpoderosas, as mulheres que governam estados brasileiros. Rolling Stone. Página visitada em 4 de julho de 2013.
  17. ELEIÇÕES 1994 Deputado Federal. Tribunal Superior Eleitoral. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
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  20. DIAP divulga lista dos 100 parlamentares mais influentes. PPS (28 de junho de 2006). Página visitada em 29 de setembro de 2011.
  21. Embrapa (17 de agosto de 2007). Crestana recebe Prêmio Economista 2007. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
  22. Mirella PoyastroAssembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Yeda Crusius poderá ser a primeira governadora do Rio Grande do Sul. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
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  25. HISTÓRIA DO CONSTITUCIONALISMO NO BRASIL (RESUMIDO). Página visitada em 29 de setembro de 2011.
  26. Marco Aurélio Weissheimer (13 de setembro de 2006). Candidata tucana enfrenta greve e acusação de racismo no RS. Carta Maior. Página visitada em 25 de setembro de 2011.
  27. a b Marco Aurélio Weissheimer (16 de setembro de 2006). Novo jeito de governar. RS Urgente. Página visitada em 4 de julho de 2013.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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