Yeda Crusius
| Yeda Crusius | |
|---|---|
| 36.º Governadora do Rio Grande do Sul | |
| Mandato | 1 de janeiro de 2007 até 1 de janeiro de 2011 |
| Antecessor(a) | Germano Rigotto |
| Sucessor(a) | Tarso Genro |
| Deputada Federal pelo Rio Grande do Sul |
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| Mandato | 1 de fevereiro de 1994 até 17 de dezembro de 2006 |
| Ministra do Planejamento do Brasil |
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| Mandato | 26 de janeiro de 1993 10 de maio de 1993 |
| Antecessor(a) | Paulo Roberto Haddad |
| Sucessor(a) | Alexis Stepanenko |
| Vida | |
| Nascimento | 26 de Julho de 1944 (67 anos) São Paulo, SP |
| Nacionalidade | |
| Primeiro-cavalheiro | Carlos Crusius (1971-2009)[1] |
| Partido | PSDB |
| Profissão | Economista |
Yeda Rorato Crusius (São Paulo, 26 de julho de 1944) é uma economista e política brasileira. Foi governadora do estado do Rio Grande do Sul entre 2007 e 2011. Até o ano de 2006, foi deputada federal pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Nascida em São Paulo, Yeda mudou-se para o Rio Grande do Sul em 1970, onde iniciou sua carreira acadêmica, sendo uma das primeiras diretoras da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS.
Nos anos de 1990, foi Ministra do Planejamento no governo Fernando Henrique Cardoso, quatro anos depois foi eleita deputada federal com mais de 100.000 votos, cargo que se reelegeu em 1998 e 2002. Foi duas vezes candidata a prefeita de Porto Alegre, em 1996 e 2000. Na primeira vez em que concorreu em 1996 ficou em segundo lugar com 21,98% dos votos, sendo derrotada ainda no primeiro turno por Raul Pont, do PT. Em 2000, ficaria em terceiro lugar, com 20,07%. Em 2006 foi candidata do PSDB a governadora do Rio Grande do Sul, pela coligação Rio Grande Afirmativo, as primeiras pesquisas mostravam Yeda atrás do governador Germano Rigotto, e do ex-governador Olívio Dutra, no entanto Yeda venceu o primeiro turno com mais de dois milhões de votos; no segundo turno vence Olívio Dutra, até então com a maior votação para o cargo, foram 3.377.973 votos. Entrando para a história do estado após ser a primeira mulher a governar o Rio Grande do Sul.[2][3] Em 2010, como candidata a reeleição, Yeda foi criticada por seus opositores por sua conduta em relação ao escândalo do DETRAN, e pelo seu suposto envolvimento; Yeda encabeçou a coligação Confirma Rio Grande, sendo como vice o deputado estadual Berfran Rosado, do PPS, Yeda ficou na terceira colocação com 1.156.386 votos, 18,4%, ficando atrás do ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça e do ex-ministro Tarso Genro. Yeda foi citada como uma potencial candidata a prefeita de Porto Alegre, mas em uma entrevista dada após deixar o governo Yeda comentou que não se candidataria pela terceira vez a prefeita da capital.
Índice |
[editar] Biografia
[editar] Educação, família e carreira acadêmica
Nascida em 26 de julho de 1944, em São Paulo, Yeda é filha de Francisco Rorato e Sylvia Rorato. Seu pai, nasceu em 1911 no Triângulo Mineiro em Minas Gerais, foi contabilista, mas sua grande paixão foi o jornalismo, Francisco mais tarde fundou os jornais O Chicote e a Tribuna de Conquista, que circularam de 1931 a 1936.[4]
Formada em Economia pela Universidade de São Paulo, pós-graduada pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Econômicas da USP e pela Universidade Vanderbilt (Estados Unidos),[5][6] Yeda iniciou-se na carreira acadêmica ainda em São Paulo e seguiu na área em Porto Alegre, para onde se mudou em 1970, após se casar com o também economista Carlos Augusto Crusius. Eles têm dois filhos, César e Tarsila. Também foi tia da socialite Carola Scarpa, ex-mulher de Chiquinho Scarpa.[7]
Em Porto Alegre, Yeda lecionou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde ocupou cargos de chefia e coordenação, além de ter sido diretora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, entre 1991 e 1992.[8] Também na área da educação, lecionou na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, tradicional universidade da Região Metropolitana de Porto Alegre localizada em São Leopoldo, atuando na área das ciências econômicas, uma das especialidades de Yeda.
Yeda fala fluentemente quatro idiomas: português, inglês, espanhol e francês.[9]
[editar] Carreira política
Yeda Crusius iniciou-se na política partidária em 1990, ao ingressar no PSDB. Durante o governo de Itamar Franco, em 1993, Crusius foi ministra do Planejamento, Orçamento e Coordenação,[10] tendo sido eleita à Câmara dos Deputados no ano seguinte com mais de cem mil votos; foi a terceira maior votação para deputado no Rio Grande do Sul. [11] Seria reeleita em 1998 e 2002, quando obteve sua maior votação para o Congresso: 170 mil votos.
Concorreu à prefeitura de Porto Alegre em duas ocasiões, em 1996 e 2000. Na primeira vez, ficou em segundo lugar, com 167.397 votos (21,98%) sendo derrotada ainda no primeiro turno por Raul Pont, do PT, que recebeu 408.998 votos (53,71%). Em 2000, ficaria em terceiro lugar, com 121.598 votos (20,07%). Foram para o segundo turno Tarso Genro (PT) e Alceu Collares (PDT), sendo eleito o primeiro.[12]
Yeda ingressou na Executiva Nacional do PSDB em 1995, chefiou o Secretariado Nacional da Mulher de 1998 a 2001 e presidiu o Instituto Teotônio Vilela entre 2001 e 2003. Foi presidente do PSDB do Rio Grande do Sul de agosto de 2005 a junho de 2006, cargo do qual se licenciou para ser candidata ao governo do Estado.[13]
[editar] Deputada federal
Foi eleita deputada federal pela primeira vez, em 1994, com mais de 104.295 votos, apenas Germano Rigotto e Paulo Paim tiveram mais votos.[14] Em seu segundo mandato, foi escolhida uma das 100 parlamentares mais influentes do Congresso, de acordo com pesquisas feitas por órgãos como o Diap e a Arko Advice, em 2006 foi novamente escolhida como uma das mais influentes parlamentares do Congresso.[15]As pesquisas mostram os parlamentares mais influentes, que são aqueles que têm mais importância nas decisões da Casa, capacidade de liderança entre seus pares, de articulação política e influência, além das atuações nas comissões do Congresso e relatoria de projetos importantes. Yeda foi presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara em 1999, Yeda foi uma finalista para receber o Prêmio "Economista do Ano", concedido pela Ordem dos Economistas de São Paulo, em parceria com a revista IstoÉ. Em 2007, Yeda foi um dos economistas que receberam o prêmio.[16]
Membro das Comissões permanentes da Câmara que tratam de temas financeiros, como a de Finanças e Tributação, Economia, Indústria e Comércio e Comissão Mista de Orçamento, e comissões especiais, formadas para debater temas específicos, como a Comissão Especial do Sistema Financeiro Nacional.[carece de fontes]
Em 1998, se candidatou novamente a deputada federal, sendo reeleita com menos votos em relação a 1994, Yeda recebeu 77.670 votos.[carece de fontes]
Foi indicada pelo PSDB para ser a presidente da Comissão de Finanças e Tributação durante o ano de 1999. Foi a primeira mulher a ocupar este cargo na Câmara dos Deputados.[17] Na Presidência da Comissão, conseguiu fazer aprovar, ainda no primeiro semestre de 1999, matérias importantes e polêmicas, que aguardavam votação há mais de cinco anos. Esse foi o caso, por exemplo, dos projetos que regulamentaram a quebra de sigilo bancário e a quarentena para integrantes da diretoria do Banco Central.[carece de fontes]
Como membro da Comissão Mista de Planos Orçamentos Públicos e Fiscalização, foi encarregada de elaborar o Orçamento Geral da União (OGU). Em 1995, foi a primeira vice-presidente da Comissão; em 1996, foi relatora da subcomissão do orçamento para as áreas de Educação e Desportos, Ciência e Tecnologia, Cultura e Esportes. Em 1997, coordenou o grupo de trabalho para o exame de obras consideradas com indícios de irregularidades pelo Tribunal de Contas da União (TCU).[18]
Em 1997, foi relatora na comissão especial e no plenário de um dos projetos mais importantes do Governo, a emenda constitucional que prorrogou a vigência do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) até dezembro de 1999. O relatório final elaborado por Yeda foi aprovado pelo plenário da Câmara.[19]
Entre os projetos relatados por Yeda Crusius também merece destaque o projeto Banco da Terra, que criou uma nova alternativa, com juros mais baixos, de financiamento a pequenos agricultores para aquisição de Terras e crédito para plantio.[18]
Yeda presidiu a União Latino-Americana de Mulheres (Ulam/Brasil), ligada ao Parlamento latino-americano. Foi membro do Comitê Nacional que analisa os resultados obtidos pelo Brasil a partir das metas traçadas pela IV Conferência Mundial da Mulher realizada em Beijing, em 1995.[18]
Em 2002, concorreu novamente com o mesmo número, o 4544, quando foi reeleita com 170.744 votos, sendo superada apenas por Eliseu Padilha (190.420 votos), Júlio César Redecker (188.213 votos) e José Otávio Germano (176.571 votos).[20]
Entre suas viagens oficiais como deputada foi para o México em 1996 e 2000; Nova York em 2000 e 2002; Washington, D.C. em 1995, 1996, 2000, 2002 e 2004; Roma em 1995; Reino Unido em 1995; Santiago em 1995; Buenos Aires e Montevidéu em 1995; Uruguai em 1996; Paris, Londres, e Lisboa em 1997; San Jose, Costa Rica, em 1997; Alemanha em 1998; Antártica em 1998; China em 1999; Equador em 2001; França em 2003; Bélgica em 2003; Peru em 2003; Colômbia em 2003 e para a Rússia em 2004.[21]
Durante seus 12 anos como deputada federal Yeda foi entre os cargos mais importante na hierarquia do partido foi o de vice-líder entre 1995 a 1996, 1997 a 1999, 2000 a 2001 e em 2003.[carece de fontes]
[editar] Eleições de 2006
Yeda Crusius foi escolhida a candidata ao governo do estado numa coligação do PSDB com o PFL, que indicou o postulante a vice Paulo Affonso Feijó, e com o PPS, que desistiu da candidatura de Nélson Proença na véspera da inscrição no contexto da aliança nacional em torno de Geraldo Alckmin. O PPS indicou o candidato ao senado da chapa, Mário Bernd. No início da campanha, em agosto de 2006, Yeda figurava em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, atrás do ex-governador Olívio Dutra e do candidato à reeleição Germano Rigotto. No horário eleitoral gratuito, usava o slogan Um novo jeito de Governar e atacava o governo do estado — do qual o partido tinha participado durante três anos e meio —, propondo um choque de gestão visando a redução do déficit financeiro que já durava mais de trinta anos, através do corte de cargos de confiança, reestruturação da máquina pública, contenção de despesas e racionalização da receita.
Durante a campanha, Yeda se envolveu em três polêmicas. Primeiro, foi acusada de fazer um comentário racista em relação ao ex-governador e também candidato Alceu Collares.[22] Depois, entrou em atrito com o candidato a vice-governador por sua chapa, Paulo Afonso Feijó, defensor de privatizações, desautorizando-o a defender tal política como proposta de governo. Por fim, em 13 de setembro, faltando 18 dias para o primeiro turno, o marqueteiro de sua campanha, Chico Santa Rita, deu uma entrevista ao jornal Zero Hora acusando Yeda de inadimplência. Santa Rita acabou abandonando a campanha, e a equipe técnica, sem conseguir receber os salários atrasados, interrompeu os trabalhos. Dos sessenta profissionais iniciais, apenas seis continuaram trabalhando.[23]
Yeda assumiu pessoalmente a condução de sua campanha, e focou a propaganda no baixo índice de rejeição que tinha, apresentando-se como a única candidata capaz de derrotar tanto Olívio como Rigotto no segundo turno. Também passou a explorar fortemente sua ligação com o candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin, que seria o mais votado no estado. A estratégia deu resultados: faltando uma semana para as eleições, Yeda passou para o segundo lugar nas pesquisas, superando Olívio. Com forte migração de votos de Rigotto para Yeda, a fim de tirar Olívio do segundo turno, a tucana se sagrou vencedora do primeiro turno, realizado em 1 de outubro, com 2.037.923 votos (32,9% dos votos válidos). Olívio obteve 1.696.848 (27,39%), enquanto Rigotto ficou em terceiro com 1.679.488 (27,12%).[24]
A primeira pesquisa do segundo turno deu a Yeda mais de 60% dos votos, tendo 25% a mais que Olívio.[25] Outra pesquisa realizada em 27 de outubro mostrava Yeda com 49,9% dos votos, Olívio tinha 42,2%.[26] As pesquisas que foram feitas nas últimas semanas mostravam quedas no percentual de eleitores que votariam em Yeda, o que fez com que a candidata passasse a fazer campanha mais intensamente.[27] As pesquisas boca-de-urna indicavam Yeda como nova governadora do Rio Grande do Sul, a pesquisa do Ibope dava a Yeda 53% dos votos, contra 47% de Olívio Dutra.[28]
No início da apuração do segundo turno, com 2,53% dos votos apurados, Yeda tinha 60,53% dos votos, contra 39,47% de Olívio Dutra.[29]
No segundo turno, Yeda recebeu o apoio de partidos de centro e direita, incluindo o PMDB de Rigotto (ainda que não tenha recebido o apoio pessoal do então governador), além de parte do PDT, que oficialmente ficou neutro e liberou a militância, também foi apoiada pelo PP.[30] Yeda Crusius foi eleita em 29 de outubro de 2006 a primeira governadora da história do Rio Grande do Sul, derrotando Olívio Dutra no segundo turno com 3.377.973 (53,94% dos votos válidos).[31][32] Yeda perdeu em Porto Alegre, onde teve 49,74%, sua maior votação foi de 85,65% em Arroio do Padre.[33]
[editar] Governadora do Rio Grande do Sul
Antes mesmo da posse em janeiro de 2007, Yeda envolveu-se na primeira polêmica de sua gestão. A fim de diminuir o déficit em caixa do Estado, Yeda pediu a Rigotto que enviasse à Assembléia um projeto de corte de despesas e aumento de ICMS (embora tenha prometido o contrário durante campanha), que foi chamado pela oposição de tarifaço. Em 29 de dezembro de 2006, muitos deputados da base aliada de Yeda votaram contra o projeto, que não foi aprovado. A derrubada do projeto foi coordenada pelo vice-governador eleito Paulo Afonso Feijó, do PFL, que rompeu publicamente com Yeda. Devido ao projeto de lei, alguns futuros secretários de estado acabaram renunciando ao cargo antes mesmo de serem empossados, como foram os casos de Berfran Rosado, do PPS, Jerônimo Goergen, do PP, e Marquinho Lang, do PFL. Yeda tomou posse no dia 1° de janeiro de 2007, anunciando forte contenção de gastos a fim de sanear as finanças do Estado.[34]
Ao completar cem dias de governo, Yeda entrou em choque com o Secretário da Segurança, Ênio Bacci, responsável por uma área que vinha recebendo boa aprovação da população. Acusado de ser personalista, de tentar ofuscar Yeda na apresentação de resultados do governo e de ter assessores ligados ao Jogo do Bicho, Bacci foi demitido pela governadora. A decisão culminou na saída do PDT do governo. Na mesma semana, o Democratas (antigo PFL), partido do vice-governador Paulo Afonso Feijó, anunciou que se considerava independente do governo. A saída do PDT e do DEM fizeram Yeda perder o apoio de cerca de dez deputados estaduais.[carece de fontes]
Já no primeiro ano de governo, o déficit estrutural do Estado diminui pela metade e Yeda apresentou projetos que visam zerar o déficit do Rio Grande do Sul até o ano de 2010.
No dia 19 de março de 2008, Yeda transmitiu pela primeira vez o governo do Estado para o vice-governador Paulo Feijó, que reatou com o governo,[35][36] para que pudesse viajar para os Estados Unidos da América e Canadá.[37] Além de viajar para os Estados Unidos e Canadá, também viajou para a Alemanha e Holanda.[38]
Em novembro de 2008 Yeda anunciou que, após 37 anos, o Rio Grande do Sul não é mais um estado deficitário.[39] Junto, Yeda anunciou o pagamento antecipado do 13º com recursos próprios, pela primeira vez em 14 anos.[40] Além disso, o Governo voltou a pagar fornecedores e servidores em dia, o que era inviabilizado pelo déficit financeiro.
Porém, devido a uma série de medidas controversas, uma oposição forte e várias denúncias de corrupção no seu governo, desde o vice-governador até seu marido, tornou-se um dos governantes mais impopulares do estado.[41][42][43] No ano de 2009, a governadora enfrentou profundos ataques dos partidos de oposição, especialmente PT e PSOL e sindicatos ligados a estes partidos. As acusações causaram redução considerável nos índices de popularidade de Yeda, bem como tornaram a governabilidade quase impossível. As ações da oposição, no entanto, não surtiram efeito, vez que nada acabou sendo provado contra a governadora, mesmo após a realização da CPI da Corrupção. A comissão, que tinha como relator o deputado da base governista Coffy Rodrigues, teve seu relatório final aprovado em 23 de fevereiro de 2010 por vinte e dois votos a dezenove e não apontou responsabilidades nos casos de corrupção.[44]
Em uma pesquisa divulgada pelo Datafolha em 25 de março de 2009, apontou que a popularidade de Yeda era de 17%, tendo o pior índice de aprovação entre os governadores.[45] No início de seu mandato, em 18 de junho de 2007, a aprovação de Yeda caiu de 52% para 30,7%, sendo que 60,5% desaprovaram o modo Yeda de governar.[46]
Passou o cargo de governadora em 1 de janeiro de 2011, em cerimônia no Palácio Piratini.[47][48]
[editar] Candidata a reeleição
Em junho de 2010, Yeda Crusius lançou sua candidatura à reeleição ao Governo do Rio Grande do Sul,[49] tendo como candidato a vice Berfran Rosado, do PPS. Sua chapa, que acabou derrotada, foi composta por PSDB, o PP estava dividido entre Yeda e Beto Albuquerque,[50][51][52][53] decidiu apoiar Yeda;[54][55] o PPS declarou apoio á governadora,[56][57] o PRB,[58] o PSC,[59] o PHS,[60] o PTdoB e o PTN. Em 3 de outubro Yeda obteve pouco mais de 18% dos votos e ficou em terceiro lugar no pleito. O petista Tarso Genro se elegeu em primeiro turno, com pouco mais de 54% dos votos.[61][62]
A coligação Confirma Rio Grande teve o segundo maior tempo de propaganda eleitoral gratuita, tendo 4 minutos e 41 segundos, atrás apenas da Unidade Popular pelo Rio Grande, que teve 4 minutos e 51 segundos.[63]
Pesquisas finais mostraram a governadora em terceiro lugar, a última realizada pelo Ibope indicou Yeda com 13% dos votos.[64] A pesquisa seguinte do Datafolha mostrou Yeda com 14%,[65] a pesquisa final do Methodus dizia que Yeda tinha 16,6% da preferência dos eleitores,[66] e a pesquisa do Vox Populi mostrava Yeda com 10% dos votos,[67] fechando uma rodada de pesquisas. As primeiras pesquisas feitas diziam que Yeda tinha 9% dos votos,[68] sendo que a primeira pesquisa Ibope indicou Yeda com apenas 4% dos votos. Nenhuma pesquisa acertou o resultado da eleição, segundo todas as pesquisas teria um segundo turno entre Fogaça e Tarso, mas os resultados elegeram Tarso no primeiro turno, também nenhuma pesquisa acertou a votação que Yeda teve na eleição, sendo a última pesquisa Methodus a mais certa em relação a votação que Yeda recebeu, a Methodus deu 16,6% dos votos a Yeda. Em comparação ao resultado da eleição e algumas pesquisas, pode se ver que o instituto de pesquisa mais falho foi o Ibope, que em algumas pesquisas Yeda tinha entre 4% a mínima e 13% a máxima.[69][70][71] As pesquisas boca de urna tiveram resultados mais precisos, a do Ibope indicou Yeda com 15%, e vitória de Tarso no primeiro turno;[72] a revista Época dava a Yeda também 15%;[73] e o levantamento feito pelo Grupo RBS dava a Yeda 16%, Fogaça com 28% e 52% a Tarso. A pesquisa divulgada pelo Jornal Nacional sobre um eventual segundo turno dava a Yeda 25%, e 63% a Tarso Genro.[74]
A campanha de Yeda inaugurou um tipo de campanha que ainda não foi utilizado no Brasil, chamado de super quarta, onde a candidata fazia um discurso e acabava ouvindo outros discursos de aliados, que é bem conhecido em países como os Estados Unidos.[75]
Yeda votou as 10 horas da manhã em uma escola de Porto Alegre.[76]
| Tudo o que foi prometido em 2006 foi cumprido | — Yeda após votar no primeiro turno da eleição[76]
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Apesar de ficar em terceiro lugar na eleição, Yeda venceu em 9 municípios, tendo vencido em Itapuca (61,19%), Vanini (57,76%), Lagoa dos Três Cantos (55,29%), Charrua (54,21%), Vista Alegre do Prata (53,08%), Colorado (51,29%), Arroio do Padre (49,52%), São Valentim (45,46%), e Arvorezinha (45,05%).[77]
[editar] Histórico eleitoral
- Eleições de 1994 - Deputado Federal[78]
- Yeda Crusius 104.295 votos
- Eleição para prefeito de Porto Alegre em 1996
- Raul Pont 53,71%
- Yeda Crusius 21,98%
- Eleições de 1998 - Deputado Federal[79]
- Yeda Crusius 77.670 votos
- Eleição para prefeito de Porto Alegre em 2000
- Tarso Genro
- Alceu de Deus Collares
- Yeda Crusius 20,07%
- Eleições de 2002 - Deputado Federal[80]
- Yeda Crusius 170.744 votos
- Eleição de 2006 - Governador do Rio Grande do Sul[81]
1º turno
- Yeda Crusius 32,9%
- Olívio Dutra 27,39%
- Germano Rigotto 27,12%
- Francisco Sérgio Turra 6,66%
- Alceu de Deus Collares 3,71%
2º turno
- Yeda Crusius 53,94%
- Olívio Dutra 46,06%
- Eleição de 2010 - Governador do Rio Grande do Sul
- Tarso Genro 54,35%
- José Fogaça 24,74%
- Yeda Crusius 18,40%
[editar] Pós governo
Após deixar o cargo de governadora em 1 de janeiro de 2011, Yeda comentou que iria descansar com a família durante um mês na praia. Yeda deu entrevista a um jornal local, cem dias após ter deixado o governo, Yeda disse que seus planos eram formar um grupo para estudar o cenário nacional e o papel do Rio Grande do Sul. Ao ser perguntada sobre sua vida partidária, Yeda comentou que não vai estar na linha de frente do partido. Sobre sua possível candidatura a prefeita de Porto Alegre, Yeda disse que não seria candidata a prefeita, iria ajudar a eleger alguém.[82]
[editar] Bibliografia
Yeda Crusius é autora e co-autora de vários livros na área Política e sobre Economia. É autora dos seguintes livros:
- A (Há?) escolha entre inflação e desemprego,1981.
E Yeda também é co-autora dos seguintes livros:
- A evolução da economia no Rio Grande do Sul face à economia brasileira;
- Autonomia ou submissão?, 1983 páginas 72 a 84;
- O Plano Brasil Novo como uma proposta de mudança de regime, 1990;
- O Brasil e a ordem internacional: a necessária integração, 1992;
- O Labirinto político-estratégico mundial: os rumos brasileiros;
- Símbolos de Porto Alegre, 1993 páginas 70 a 77;
- A resistência da inflação brasileira a choques, Porto Alegre, UFRGS, 1992;
- Indicadores de resistência da inflação brasileira a choques;
- A economia da inflação, 1992;
- A agenda política e institucional no MERCOSUL: aportes para a integração regional, São Paulo, Konrad Adenauer-Stifung, 1997 páginas 173 a 175;
- A projeção face ao século XXI, São Paulo, Konrad Adenauer-Stifung, 1998;
- Papel do sistema eleitoral, dos partidos políticos e do Poder Legislativo, Brasília, Instituto Teotônio Vilela, 2000.
[editar] Prêmios e honrarias
Yeda recebeu as seguintes condecorações:[21]
- Ordem do Mérito Brasília;
- Ordem Grã-Cruz;
- Ordem do Governo do Distrito Federal, 1993;
- Ordem de Rio Branco;
- Ordem de Grã-Cruz, 1993;
- Ordem do Mérito Aeronáutico, Grande-Oficial, 1997;
- Ordem do Mérito das Forças Armadas;
- Ordem Grão-Mestre;
- Ordem Comendador, 1998;
- Comendas, Governo do México, 1996;
- Prêmio Franco Montoro da Câmara de Indústria, Comércio e Turismo Brasil-México, FIESP, São Paulo, 1999;
- Troféu Mãe Destaque da ACM, 2001 da ACM[83]
- Referência Regional 2001, Jornal Expresso Notícias e Orion Assessoria de Imprensa, Bento Gonçalves, 2001;
- Mérito SOBRACOM, Porto Alegre, 2002;
- Medalha Santos Dumont;
- Medalha Grau Ouro, Belo Horizonte, 2003;
- Mérito do Judiciário do Trabalho , Grau Grande Oficial, Brasília, 2003;
- Mérito da Defesa, Grau Grande Oficial, Brasília, 2005 e
- Mérito Anhanguera, Grau Grande Oficial, Goiânia, 2006.
Referências
- ↑ G1. Ex-marido de Yeda diz a jornal nunca ter visto R$ 400 mil na vida. Página visitada em 28 de setembro de 2011.
- ↑ Luciana Vasconcelos. Yeda Crusius, do PSDB, é eleita governadora do Rio Grande do Sul. Página visitada em 28 de setembro de 2011.
- ↑ Portal Terra (29 de outubro de 2006). Yeda é eleita governadora do Rio Grande do Sul. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Rorato Crusius. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ Roda Viva (5 de março de 2007). Yeda Crusius. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ Folha Online (2 de outubro de 2006). Saiba mais sobre Yeda Crusius. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ A condessa desbocada, Carlos Maranhão, Revista Veja, 28/4/1999, acesso em 27 de fevereiro de 2011
- ↑ Estadão (14 de junho de 2008). Quem é: Yeda Crusius. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ Curriculum Vitae.
- ↑ Carlos Etchichury Primeira mulher a dirigir a tradicional Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS O Explorador. 24 de setembro de 2011.
- ↑ Confira o perfil de Yeda Crusius Reuters, acesso em 29 de outubro de 2006
- ↑ Yeda Crusius UOL
- ↑ UOL. Yeda Crusius. Página visitada em 28 de setembro de 2011.
- ↑ Tribunal Superior Eleitoral. ELEIÇÕES 1994 Deputado Federal. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ PPS (28 de junho de 2006). DIAP divulga lista dos 100 parlamentares mais influentes. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ Embrapa (17 de agosto de 2007). Crestana recebe Prêmio Economista 2007. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ Mirella PoyastroAssembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Yeda Crusius poderá ser a primeira governadora do Rio Grande do Sul. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ a b c Instituto Teotônio Vilela. Biografia da Deputada Yeda Crusius. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ HISTÓRIA DO CONSTITUCIONALISMO NO BRASIL (RESUMIDO). Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ Uol. Eleições 2002 RIO GRANDE DO SUL. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ a b Câmara dos Deputados do Brasil. Conheça os Deputados Yeda Crusius. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
- ↑ Candidata é acusada de racismo no Rio Grande do Sul. Página visitada em 25 de setembro de 2011.
- ↑ Ruína de Yeda e omissão da imprensa. Página visitada em 25 de setembro de 2011.
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- ↑ Folha Online. Olívio Dutra diz que disputa no Rio Grande do Sul será acirrada. Página visitada em 28 de setembro de 2011.
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- ↑ Veja na íntegra a cerimônia de transmissão de cargo entre Yeda e Paulo Feijó.
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- ↑ Garantia do 13º com recursos próprios rompe um ciclo de 14 anos.
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- ↑ Uol. Raio-X das eleições - Rio Grande do Sul. Página visitada em 28 de setembro de 2011.
- ↑ DEPUTADO FEDERAL
- ↑ DEPUTADO FEDERAL
- ↑ RESULTADO GERAL - Eleição 2002
- ↑ Resultado Final - 1º Turno
- ↑ Yeda Crusius rompe o silêncio: Perder o déficit zero é um retrocesso. Página visitada em 25 de setembro de 2011.
- ↑ Gramado Notícias. Troféu Mãe Destaque da ACM homenageia Berenice Felippetti. Página visitada em 29 de setembro de 2011.
[editar] Ligações externas
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