Yehudá Ben Shelomo Hay Alkalay

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Rabino Yehuda Alkalay

O Rabino Yehudá Ben Shelomo Chai Alkalay (1798 - 1878) foi um rabino da corrente sefaradi. Sua principal atividade como rabino se deu na Sérvia. Com sua filosofia, acabou sendo um dos precursores do Sionismo religioso.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Saraievo, Bósnia, que estava nesta época sob o Império Otomano. Imigrou a Terra de Israel (Aliá) aos 11 anos. Muito cedo recebeu seu diploma de Rabinato (Semichá em Hebraico), em Jerusalém como aluno do Rabino Eliezer Papo, conhecido por seu livro "Pele Yoetz", no ano de 1825. Com 27 anos foi chamado a Sérvia para servir como rabino de uma pequena comunidade judaica na periferia da cidade de Belgrado[1] .

No ano de 1839 entrou em contato com o Rabino Bibas e foi bastante influenciado por sua filosofia com relação a redenção judaica. O Rabino Alkalay descreveu este encontro com muita emoção e chamou o Rabino Bibas de "um homem Divino e sagrado", "o rabino maravilhoso" e "o cabalista Divino" [2] .

Durante o século XIX, vários alunos do Rabino Bibas e do Rabino Alkalay concretizaram o aprendizado de seus rabinos fazendo Aliá, e indo atracar no porto de Yafo vindo de toda a extensão do Império Otomano, da Europa e do norte da África. Eles fundaram o Instituto Mikve Israel, que ajudava a absorsão de judeus que imigravam a Terra de Israel.

Nos anos 50 do século XIX, o Rabino Alkalay saiu numa campanha de alistamento, arrecadação de fundo e difusão de sua filosofia política em vários países europeus. Escreveu, então, seu livro "Goral LaH'", no qual descrevia em detalhes sua filosofia, e pela primeira vez escreveu o programa político-'Sionista' (o termo não existia na época) com a ideia de uma negociação com o Império Otomano para a fundação de um Estado Judaico na terra de Israel, incluindo a fundação de fundos para comprar terras e ajudar na absorção de imigrantes judeus - este livro foi traduzido ao inglês.

Como o Avô de Theodor Herzl, Simon Arie Herzl, tocava o Shofar na sinagoga que servia o Rabino Alkalay, é provavel que Herzl leu o livro "Goral LaH'", e se inspirou nele para escrever o seu livro O Estado Judeu[3] .

Em 1874 o Rabino Alkalay voltou a morar em Israel, no começo em Yafo, e depois em Jerusalém, lá enfrentou debates muito profundos com os rabinos que já residiam na cidade por causa de sua filosofia.

Ele faleceu quatro anos depois, em 1878, e foi enterrado na parte sefaradi do cemitério do Monte das Oliveiras.

Sua Filosofia[editar | editar código-fonte]

De acordo com sua previsão teológica, a redenção tomaria forma através das leis naturais e da história, estas seriam anteriores a época dos milagres e a revelação do Mashiach. Haveria um redentor político e estadista, chamado por ele de Mashiach Ben Yossef, antes do redentor espiritual e completo, chamado por ele de Mashiach Ben David.

Ele não se contentou com uma simples previsão, senão fez projetos, planos e um programa prático que está descrito em seus livros. Falou sobre o renascimento do idioma Hebraico, sobre acordos políticos com o Império Otomano e outras potências políticas da época, e escreveu sobre fundos e instituições que ajudariam no assentamento de Israel. Em suas escrituras ele zombava da falta de ação na esperança da redenção judaica, na filosofia da maior parte dos rabinos.

Referências

  1. [1]- biografia em inglês do Rabino Alkalay
  2. Expressões traduzidas da introdução de seu livro "Darchei Noam"; e de seu livro "Minchat Yehudá" (livro editado por influência do libélulo de sangue de Damasco em 1840 - no qual clama aos judeus que imigrem a Israel)
  3. [2]

Fontes Externas em Hebraico[editar | editar código-fonte]