Yersinia pestis
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| Yersinia pestis ( Lehmann & Neumann, 1896) |
A Yersinia pestis é uma bactéria Gram-negativo, encapsulado e imóvel, aeróbio e anaeróbio facultativo. Esta bactéria é altamente patogénica e é responsável pela peste negra. Como todos os Gram-negativos, não tolera exposição ao ar seco por muito tempo e contém externamente a molécula lipopolissacarídeo (LPS), ou endotoxina, que activa de forma despropositada o sistema imunitário, levando à produção de citocinas que produzem vasodilatação excessiva com risco de choque séptico e morte.
É capaz de variar os seus antígenos externos e é resistente à ação do complemento (secreta enzimas que o destroem). Além disso resiste à morte por fagocitose, através do sistema de secreção tipo III, com que injeta proteínas que bloqueiam por desfosforilação várias proteínas do fagocito envolvidas no processo da fagocitose; destruindo os filamentos de actina, inibindo a formação de citocinas e induzindo a apoptose do macrófago. A sua cápsula é proteção adicional contra a fagocitose.
Etimologia [editar]
O nome do gênero Yersinia é em homenagem a seu descobridor, em 1894, Alexandre Yersin, bacteriologista franco-suiço do Instituto Pasteur. Originalmente, este microorganismo foi denominado Pasteurella pestis, sendo renomeado em 1967 para Yersinia pestis.
História [editar]
A bactéria Yersinia pestis é o agente infeccioso responsável por mais mortes humanas que qualquer outro agente infeccioso, exceto a malária. Provocou diversas pandemias na história, destacando: a Praga de Justiniano (541-542 dC), que assolou a Ásia, o norte da África, Arabia e parte da Europa; a peste negra (1347-1351 dC), que dizimou um terço da população da Europa; e a Terceira Pandemia (1855-1918), que começou na China e Índia e terminou por se estender pelo resto do mundo Ásia, África e América.